Em depoimento à Corregedoria da Polícia Federal, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Paulo Lacerda, disse que não sabia que agentes colaboraram com o delegado Protógenes Queiroz no Rio e em São Paulo. Lacerda também tentou descolar sua imagem à do delegado. As informações são da Folha de S.Paulo.
Se for confirmado o depoimento, Lacerda admite que não tinha controle sobre sua equipe, já que conhecia apenas a participação de agentes em Brasília. Por isso, justificou, quando depôs à CPI dos Grampos em 2008 afirmou haver cedido "entre quatro e seis agentes". Um mês depois de deflagrada a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, Lacerda disse que a Abin teve "participação eventual".
Mas investigações apontaram que a participação de agentes da Abin foi superior à equipe formada por policiais federais. Segundo as investigações, eram os agentes que analisavam as escutas telefônicas e outros dados sigilosos.
Depois de as investigações terem apontado irregularidades na operação, Lacerda procurou descolar sua imagem da do delegado. Na época em que era Lacerda era diretor-geral da PF, Protógenes foi escolhido para comandar a operação. Segundo Lacerda, a escolha se deu por uma eventualidade. "Ele não tinha qualquer missão", disse o ex-chefe da Abin. Com isso, ele tenta desconstruir a versão corrente na PF de que Protógenes tem sua confiança.
Lacerda afirmou, ainda, que Protógenes "adotou estilo próprio", e que não tinha controle sobre os rumos da investigação, já que o delegado não "reportava" a ele as descobertas. Segundo Lacerda, Protógenes "talvez seja o delegado mais fechado" que conheceu.
O ex-diretor-geral da Abin também mudou a versão dada de que não teve acesso a documentos da Operação Satiagraha. Lacerda admitiu que examinou relatório da operação, um "calhamaço impresso, cerca de 30 e poucas páginas", que lhe foi entregue pelo agente Márcio Seltz.
À CPI Seltz disse que entregou a Lacerda um pen drive com parte dos grampos da Satiagraha. À época, Lacerda declarou que se encontrou com Seltz, mas que o documento não foi lido nem entregue a ele.
"Mais do que nunca, ele deve ser indiciado", disse o presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). Itagiba defende que a comissão sugira indiciamento do delegado e do ex-número dois da Abin José Milton Campana, sob a acusação de falso testemunho.
Nova função
O ministro da Justiça Tarso Genro foi questionado sobre as viagens que o Protógenes tem feito. Genro disse que os deslocamentos têm autorização da direção geral da PF. Protógenes tem viajado para dar palestras no país todo. Algumas delas a convite do PSOL. "Se vai mudar ou não essa liberalidade em relação ao delegado, vai ser resolvido a partir de agora com indiciamento e eventual abertura, se o diretor-geral determinar, de inquérito disciplinar", disse.
Protógenes foi indiciado pela Corregedoria da Polícia Federal. Ele é acusado de vazar dados da Satiagraha e por ferir a Lei de Interceptações ao escalar agentes para degravar e analisar grampos.

Meu caro Lacerda e Protogenes, muitopior eles fazem em nome da corrupção e impunes estão. O que voces fiseram foi em nome da moralidade publica,PARABENS...
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Continuem assim, se candidatem ao Senado pra se proteger desses inclassificaveis perseguidores, e quando la chegarem, ao senado, faça decer sobre eles o rolo compressor da moralidade e da diguinidade.
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Estejem certos que o povo esta ao lado de voces, e qualquer porta nesse país se abrira para acolhe-los.
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Inclusive as minhas.
A ABIN esta respaldada pela constituição para agir em face de risco a segurança institucional e nacional, portanto nessa parceria com a Policia Federal apenas cumpriu a sua função de investigar sob tais interesses. Ocorre que as autoridades envolvidas não querem vestir a carapuça de que no mínimo são suspeitos de fazer parte desse esquema de Habeas Corpus, dessas negociatas e arrumadinhos em troca de favores cerceando e cercando a lebre em favores pessoais, enchertando a Carta Magna de 1988. Vendilhões da pátria, INSERIDOS PODRES PODERES, estruturados numa quadrilha de cooptadores que cresce dia a dia em face da impunidade, sem uso de espionagem e grampos não chegaríamos a lugar algun, salvaguardando os interesses dessa imensurável quadrilha que se apoderou da nação.
Onde os “Capôs de tuti los Capôs” sequer podem ser algemados, julgados pelos seus pares e parceiros. Uma nação onde queimaram a imagem, a moral e acabaram com o poder das forças armadas, das legitimas policias, em detrimento das Guardas Municipais, das Milícias e seguranças particulares armadas e blindadas. Onde o Curral Eleitoral virou norma padrão, feudos amordaçados e consentidos por esse PODER JUDICIARIO objetivando impor suas prerrogativas a população aterrorizada.
E o Conjur insiste na tese de ilegalidade na participação de agentes da Abin. Conjur, e o Daniel Dantas? E os crimes que ele cometeu? Vocês não vão comentar? Um sujeito desvia bilhões de reais de dinheiro público e vocês aqui preocupados com a participaçãozinha do agentizinho da Abinzinha na operaçãozinha? Será que é tão relevante assim a invalidação da Satiagraha? Será que Dantas merece tudo isso? E se fosse um preto, pobre e p...? Será que vocês do Conjur se mostrariam tão indignados com as "violações de privacidade" através de grampos (sem áudio!)?
Melhor do que a matéria sobre a Abin na Satiagraha é a da palestra do Marco Aurélio e do Fernando Henrique.
A coisa ficou feia? Os ratos já estão no convés se jogando no mar, abandonando o navio...
No mais algumas declarações é para se perguntar se o sujeito faz a barba com formão de carpinteiro, escanhoa com formão e passa óleo de peroba depois para ficar brilhando.
Quanto a Daniel Dantas, indícios fortes de nulidades processuais, disso se encarregou o próprio Juiz De Sanctis. No entanto a boa técnica processual parece ser execrada por alguns, quando nas faculdades de direito os bons professores de Processo Penal exortam, às vezes em vão, aos seus alunos estudarem profundamente o Art. 5º da Constituição Federal, e mais outras normas constitucionais, e agora, ainda há que defenda posições fadada a desaparecerem...
O Estado Policial no Brasil tombou diante da memória do Dr. Ulysses Guimarães.
Que belo policial que nunca sabe de nada ...
Os subordinados dele, em massa, realizaram diligências próprias de polícia judiciária, mas ele não sabia? Uma das duas: se ele, de fato, não sabia, então era chefe negligente, incompetente e inabilitado para o posto; se sabia, mas agora declara que não, então cometeu falso testemunho conforme declarou o presidente da CPI. Em qualquer caso, deve ser defenestrado do serviço público, ao invés do "dolce far niente" em terras lusitanas a ser pago com nossos impostos.
Eis mais um contaminado pela doença do Lula : não sabia !!!!!! Cuidado : a coisa é contagiosa !!!!
Ele está apenas e tão somente segunindo o exemplo que vem de cima. Afinal de contas, o patrão dele também NUNCA SABE de nada que acontece à sua volta. Não é o que ele sempre alega? Que não sabia de nada? Uns chefetes de *erda, que este país tem! Um chefe que não sabe do que acontece entre seus subordinados está lá fazendo o quê? Não faz a mais mínima falta.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
Não há necessidade do Sr. Lacerda fazer tal afirmativa. Já é súmula do STF que nesta republiqueta ninguem sabe nada.
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