Está mantida a condenação do cantor e apresentador Netinho de Paula (José de Paula Neto) em ação movida pelo repórter humorístico Vesgo (Rodrigo Scarpa), do programa "Pânico na TV", da Rede TV. A Justiça do Rio de Janeiro negou, na quarta-feira (28/10), por unanimidade, recurso apresentado pela defesa de Netinho. Em maio deste ano, ele foi condenado a indenizar o humorista em R$ 30 mil por agressão (Veja o vídeo da agressão no fim do texto). A sentença foi dada pela juíza Maria Luiza de Oliveira Sigaud Daniel, da 45ª Vara Cível do Rio. Cabe recurso.
Em novembro de 2005, o humorista abordou o réu para uma entrevista no evento Troféu Raça Negra e, inexplicavelmente, levou um soco de Netinho. Conforme documentação apresentada no processo, após a agressão, Vesgo teve que interromper seu trabalho e seguir para uma clínica onde recebeu tratamento médico adequado. Em seguida, registrou a ocorrência do crime de lesão corporal.
O repórter teve seqüelas da agressão por alguns dias. Ficou com a audição prejudicada. Ainda de acordo com a ação, no dia seguinte do ocorrido, o cantor continuou a humilhar e ameaçar o humorista em um programa de televisão com abrangência nacional, veiculado pela Rede Record.
Para a juíza, ficou demonstrada a violenta agressão sofrida pelo humorista. "O réu agiu de forma imprevisível e brutal, deixando o autor atordoado e sem defesa. A violência desmotivada praticada em rede nacional consistiu uma grave humilhação para o demandante, ferindo-o não apenas fisicamente, mas, sobretudo, psicologicamente pelo abalo à sua imagem profissional", afirmou ela.
A juíza ressaltou, ainda, que é do conhecimento de todos que o programa "Pânico na TV" peca por exagerar nas brincadeiras e piadas feitas quando os artistas são abordados e entrevistados, mas destacou que isto não ocorreu com Netinho.
"No caso em exame não houve qualquer brincadeira de mau gosto capaz de gerar no réu tamanho ódio a ponto de levá-lo a agredir covardemente o autor e a continuar a ameaçá-lo em posteriores apresentações na televisão. A conduta do réu revela um descontrole que beira uma patologia psíquica e um total destemor em relação às conseqüências de seus atos", enfatizou. O cantor ainda poderá recorrer da decisão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
Processo 2005.001.151123-9

Concordo que não existem motivos para justificar a violência decorrente de agressões físicas. Todavia, existem outros tipos de violência, como o escárnio e a humilhação.
Tais "humoristas" além de periodicamente utilizarem as características físicas alheias para fazer suas "graças" (Preta Gil), são contumazes em ultrapassar os limites da própria lógica com o intuito de ganharem audiência (Carolina Dieckman).
Diga não a violência! Tanto física como moral!
Não vi o processo e nem mesmo sabia que existia.
Mas pelo "modus operandi" desses humoristas, particularmente o desse rapaz, conhecido como "Vesgo", podemos afirmar, com toda a tranquilidade, que não foi por acaso que ele "apanhou". Ele, de inocente não tem absolutamente nada. Se no momento da agressão ele nada havia feito - como diz a matéria - ainda assim ele sabe muito bem a razão de ter apanhado. Certamente o cantor Netinho deve ter apresentado suas razões em juízo que, INFELIZMENTE, nãoa clheu. Tenho certeza que o Tribunal reverte essa sentença, se provocado.
Também não concordo com violência, nem físicas nem morais. Sem levantar questões com os comentaristas abaixo, argumento o seguinte. É muito fácil um incompetente ficar perturbando o sossego dos outros (artistas, trabalhadores honestos, pessoas humildos, políticos, seja lá quem for), para ganhar dinheiro com isso, isto porque tem frustrados assistindo e dando risada em cima do que certas pessoas são pressionadas por gozações e por vezes não suportam. Netinho, $30.000,oo, sinceramente eu teria batido mais. No mínimo esse porcaria tinha que ficar um mês no hospital. Ser humilhado, é triste.
Parece-me que houve algum problema anterior. E o Netinho, com certeza, sabia qual o nivel do 'repórter' (isso aí para mim não é repórter), E já sabia o que o esperava. Segundo fiquei sabendo, antes de acertá-lo, ele tentou evitar a entrevista e o outro insistiu.
Humor é um dom. Alguns tem, outros não. Alguns acham que tem. Geralmente, quem não gosta de piada, seja de bom ou de mau gosto, é porque é incapaz de se defender nesse tipo de jogo, de virar a mesa com uma retorção imediata e bem colocada. Muita gente do ramo do Direito não suporta. Não gostam porque contra o humor não existem presunções infundadas ou recusos protelatórios. Não dependemos de um Tribunal Superior tolerante e moroso para dizer o que é engraçado ou não. Muitas vezes as "humilhações" de famosos e poderosos são a única forma de justiça que o povo identifica, já que, se depender dos tribunais, ninguém é punido como se deveria ou como gostaríamos de ver.
Então, atormenta-se pseudo celebridades e políticos, colocando-os em seu devido lugar e saciando nossa sede de fazê-los se sentir tão mal quanto o mal que causam ao povo. E isso a Suprema corte americana já decidiu no caso de Harry Flint: quer ser famoso? Então aguente os ônus e os bonus, os elogios e as gozações.
Gosto mais do CQC do que do Pânico, já que a "vendeta" humorística do primeiro tem uma função social bem maior que a do segundo.
E, para quem não se lembra, o "coitado" do humilhado ficou conhecido, dentre outras destemperanças, por dar uma surra na ex-mulher. Concluo o pensamento com uma frase infantil, mas de muita profundidade:
"Se não aguenta brincar, não desce para o playground."
Humor é um dom. Alguns tem, outros não. Alguns acham que tem. Geralmente, quem não gosta de piada, seja de bom ou de mau gosto, é porque é incapaz de se defender nesse tipo de jogo, de virar a mesa com uma retorção imediata e bem colocada. Muita gente do ramo do Direito não suporta. Não gostam porque contra o humor não existem presunções infundadas ou recusos protelatórios. Não dependemos de um Tribunal Superior tolerante e moroso para dizer o que é engraçado ou não. Muitas vezes as "humilhações" de famosos e poderosos são a única forma de justiça que o povo identifica, já que, se depender dos tribunais, ninguém é punido como se deveria ou como gostaríamos de ver.
Então, atormenta-se pseudo celebridades e políticos, colocando-os em seu devido lugar e saciando nossa sede de fazê-los se sentir tão mal quanto o mal que causam ao povo. E isso a Suprema corte americana já decidiu no caso de Harry Flint: quer ser famoso? Então aguente os ônus e os bonus, os elogios e as gozações.
Gosto mais do CQC do que do Pânico, já que a "vendeta" humorística do primeiro tem uma função social bem maior que a do segundo.
E, para quem não se lembra, o "coitado" do humilhado ficou conhecido, dentre outras destemperanças, por dar uma surra na ex-mulher. Concluo o pensamento com uma frase infantil, mas de muita profundidade:
"Se não aguenta brincar, não desce para o playground."
A violência(contumaz) do violento (reincidente) Réu no pretenso humorista foi desproporcional e injustificável, merecendo da justiça uma condenação exemplar. Um gesto de desprezo e desatenção diante da abordagem seria um modelo de atitude do violento Réu a ser seguida por outros artistas conhecidos e desconhecidos diante do Autor, conhecido por sua tentativa de fazer gracinha.
Para uma pessoa que tem mania de espancar até mulheres, esta indenização saiu barato. Um cretino como este, deveria ir para a cadeia ou então pagar um indenização de mais ou menos uns 200.000 reais.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login