
Prestes a deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes rebateu algumas críticas que sofreu por marcar presença na mídia durante sua gestão. Ao participar de debate sobre a modernização do Poder Judiciário brasileiro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, declarou que o juiz só deve se manifestar nas decisões judiciais, mas lembrou que o cargo de presidente do Supremo demandaria uma atuação mais ampla. Gilmar Mendes vai repassar o cargo no dia 23 de abril ao colega e sucessor, ministro Cezar Peluso.
"Eu sei que o juiz só deve falar nos autos. Mas o presidente do Supremo não é um juiz qualquer. Ele não está falando sobre caso concreto, ele está passando uma orientação para todos os juízes. Muitas vezes, ele está falando sobre a Constituição. Prefiro falar antecipadamente e advertir quando há possíveis excessos do que ficar calados e ser responsabilizado pela omissão", afirmou Mendes, como informou o site G1.
Durante bate-boca no plenário do STF em abril de 2009, o ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente da corte de destruir "a credibilidade da Justiça brasileira". Outra crítica veio do assessor da presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. Ele disse que Gilmar deveria falar "mais nos autos e menos no microfone", depois que o ministro rebateu uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua subordinação ao Judiciário. "Todos nós estamos subordinados à Constituição Federal e à lei", afirmou Gilmar Mendes.
Ainda no evento do Senado, o ministro falou sobre sua gestão: "O Judiciário saiu maior após esses dois anos de mandato", disse. E continuou: "Não é possível aceitar a violência em nome de qualquer causa e que todos devem ser submetidos à lei. Protesto sim, violência não". Sobre o objetivo do CNJ de acelerar o julgamento dos processos declarou: "Não se mede o desempenho dos tribunais pelas condenações que faz. Tribunal que existe só para condenar, é nazista."
Na sessão, a senadora Kátia Abreu (DEM) elogiou o trabalho de Gilmar Mendes no CNJ e o chamou de "guardião da cidadania". Os senadores Demóstenes Torres (DEM), presidente da CCJ, e Tarso Jereissati (PSDB) também enalteceram a presidência do ministro. "Vossa excelência reúne as qualidades que fazem o retrato do estadista, não se esconde diante dos problemas e os resolve com coragem", disse Jereissati. Torres o classificou como "um bem feitor do Brasil, ao quebrar a espinha dorsal do estado policial que se construía no Judiciário brasileiro". Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.
[Foto: Valter Campanato, da Agência Brasil]

Esses comentários do quase ex-presidente do STF - que segundo o próprio, "não é um juiz qualquer" - só podem ser sintomas dá crise de abstinência de bajulação e holofotes que se abaterá sobre esse senhor quando deixar a Presidência.
Para quem durante o período que exerceu a presidência do STF gostava de ser chamado de "Presidente do Poder Judiciário", e se achava "chefe" de todos os magistrados do país - como bem demonstra a matéria acima, em que afirma se achar no direito de "advertir" outros juízes quando algo contraria sua "sabedoria suprema" - bem demonstram a idéia que esse senhor fazia da sua própria pessoa.
Graças a Deus o mandato está chegando a termo, pois a cada dia mais este senhor consegue "apequenar" o cargo (vide, por exemplo, a notícia neste Conjur, que a "autoridade" irá participar de um chat no youtube...alguém imagina o presidente de suprema corte alemã - espelho do nosso ilustre ministro - fazendo o mesmo!? Faça-me o favor....).
Se há algo que o Brasil deve ao Ministro Gilmar Mendes, são os chutes que ele desferiu no traseiro dos asseclas do "estado policial" que, moribundos, tornaram à penúmbra da insignificância. Só resta às suas namoradas espernear até a exaustão.
Com absoluta razão o "olhovivo". Somente os incautos se privam desse reconhecimento. O que queriam? Uma polícia no mais autêntico estilo nazista, que devassa a vida do cidadão,submetendo-o a uma midiática humilhação pública, e ainda têm a coragem de classificar essa histrionice de Estado Democrático de Direito? As favas, quem se apaixonou loucamente pelas atitudes sisômicas da suspeita ex-polícia nazista.Por fim, parabéns ao preclaro Ministro Gilmar Mendes, permitiu dignidade e decência ao próprio PJ, e na esteira, á própria cidadania. O resto, ah, o resto, como já dissera o Rei, "que tudo o mais vá pro inferno"!!!
N vou buscar defender o atual presidente do STF - além do que n simpatizo o necessário com a sua figura pessoal e isto é irrelevante neste meu ponto de vista, mas se assistimos perplexos as tímidas ou inexistentes respostas do Judiciário diante das sandices que o mais mentiroso, cínico, debochado, indolente e sonso presidente da república da história deste país... Por que negar o direito do magistrado se expressar? Nas salas de aula de totalitarismo-marxeiro dos assaltantes entocados no planalto brasiliense cabe a crítica e a censura de uma voz contrária aos interesses cafajestes do bando.
Sr. jorgecarrero, o senhor está no Brasil? Se estiver, o senhor é louco e cego.
Aos demais, venerandas do psjádei, através do "esqueçam o que eu disse e escrevi" que indicou essa monstruosidade para o STF e que, por antiguidade atingiu tal posto, a democracia é isso: uns falam um monte de asneiras, como muitos dos senhores, mas prevalece a vontade da maioria.
O atual presidente do STF já apareceu demais na mídia, aliás, é só o que sabe fazer, além de dar habeas corpus a ladrão.
Graças a Deus, estamos por poucos dias para que se restabelça a moral do STF. Espero, também, que sua aposentadoria seja para breve. Será um idiota saindo daquela Suprema Corte
O Ministro Gilmar Mendes, que esteve presidente do Supremo, esqueceu o porque do órgão maximo da justiça brasileira, ser colegiado: é porque pessoas erram, e a decisão sendo colegiada, a possibilidade de erro diminui muito (não totalmente, mas muito).
Ao querer ser o Presidente da Lei, com afirmações dificeis de se admitir num ministro do Supremo, tais como sua defesa da tese de ter de se pronunciar para orientar o judiciario, deveria sempre saber se os outros membros da corte suprema estão de acordo com suas interpretações monocraticas num órgao acima de tudo colegiado. Uma falha de visão que deixa claro porque um ministro do supremo nunca deveria ter sido somente advogado, mas sim ter exercido o cargo de Juiz, necessáriamente.
GM ultrapassou todos os limites da razoabilidade e proporcionalidade, princípios que ele estudou na Alemanha e não entendeu nada, pois chega a dizer que são iguais. Agora, o senhor é só mais um ministro igual aos outros, inclusive igual ao Toffoli que, por ser humilde, tem futuro.
"Falar fora dos autos"?! De que autos? O CHEFE de um Poder da República, responsável pelas garantias constitucionais pode e DEVE falar sobre o que quiser, desde que seja no exercício daquele múnus e não sobre algum caso em particular. Senão, somente sobre ele recairia algum tipo de censura? Argumento RIDÍCULO como bem pode-se observar usando-se apenas um par de neurônios. Menos para os críticos ideológicos (quá, quá, quá, quá, quá!) empedernidos e fossilizados, fregueses das bobagens de sites e blogs de aluguel tão conhecidos e víuvas chorosas de marcio thomaz bastos e paulo lacerda, como o nosso inefável "fessô" PeTralha, etc. (hoje não estou com paciência para desfilar o galardão de qualificações do "fessô" tão árduamente coquistado)
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