Cotas colocam nas universidades pessoas que não estão preparadas

É bem conhecido no meio jurídico o conceito aristotélico de justiça: “Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas desigualdades”. Por incrível que pareça, é também um dos argumentos usados a favor de cotas no ensino superior. A nosso ver, nada mais falacioso. Todo o pensamento a favor das cotas parte de premissas falsas, que devem ser postas a descoberto.

O que faz com que o negro tenha menos acesso às universidades? É simplesmente a cor da pele? Claro que não. Conseqüentemente, não se pode afirmar que há pertinência lógica entre o fator de discriminação e o tratamento jurídico diverso.

As leis instituidoras de cotas, para se qualificarem como aderentes ao princípio constitucional da isonomia, tomam por fato a hipótese de que perfis de cor da pele, por si sós, influem no resultado da prova, o que é um despautério. Simplificando: pressupõem que o negro seja menos inteligente que o branco.

Portanto, usar o citado conceito de justiça para defender as cotas é afirmar que uma etnia é superior a outra, o que nos soa absurdo. Ao longo da história, políticas que reforçaram essa separação das pessoas em raças apenas geraram conflitos e dor, haja vista o “apartheid” na África do Sul e o Holocausto.

Nosso país não tem, ao menos de forma acintosa, conflitos de raça. Convivemos em harmonia no campo das diferenças de cor, já que o que verdadeiramente nos difere e às vezes nos separa, é a condição sócio-econômica. Impor agora à nossa sociedade essa questão racial trará uma discussão que implicará em problemas futuros, na medida em que as pessoas não mais se olharão como “brasileiros”, mas sim como “brasileiro branco”, “brasileiro pardo”, “brasileiro negro”, etc. 

Não seria mais razoável e mais justa a promoção de sistemas de bolsas de estudo e cursinhos, e vinculados somente à condição sócio-econômica? Afinal, o apartheid social brasileiro não olha a cor da pele. Temos pobres de todas as cores e em todas as regiões do país.

A verdadeira razão pela qual agora se adota o sistema de cotas é a péssima qualidade do ensino público de base no Brasil. Em vez de melhorar a qualidade das escolas, o governo confortavelmente apóia as cotas, uma medida paliativa e sem custos imediatos.

“Colocar um punhado de negros nas universidades por meio de cotas não resolve o problema social. Beneficia apenas aqueles indivíduos que entram. A mim, me espanta que pessoas de esquerda defendam as cotas. O pensamento esquerdista se baseia na idéia da universalidade de direitos. Só o pensamento ultra liberal não vê os indivíduos como um conjunto de cidadãos, mas sim de consumidores. No interior desse conceito é que surge a idéia de políticas compensatórias, para corrigir desvios de mercado", critica o doutor em geografia humana e colunista da Folha de São Paulo Demétrio Magnoli.

Com as cotas amplamente aceitas e aplicadas o Poder Público já terá se eximido de melhorar o ensino, já que a “igualdade racial” estaria implantada.

Quanto ao ensino superior, que já não é dos melhores, nos parece óbvio que as cotas serão responsáveis por uma queda ainda maior de sua qualidade. Já fui até chamado de racista por fazer tal afirmação, que, aliás, não se aplica apenas às cotas raciais. Qualquer sistema de cotas seja qual for o critério adotado (racial, social, etc.), irá colocar na universidade pessoas que em condições normais não conseguiriam ser admitidas.

Outra grande questão, eminentemente de ordem prática, diz respeito ao critério aceito para a determinação da raça do candidato à vaga. Como não existem critérios objetivos para se definir quem é de qual raça, vige o da auto-declaração. A nosso ver, a simples falta de critérios objetivos para determinação de raça já seria suficiente para colocar um ponto final na discussão.

As cotas são um veneno para a sociedade brasileira, e devem ser combatidas a todo custo, sob pena de um enorme retrocesso, tanto moral e cultural quanto do ponto de vista das relações sociais.

Gabriel Quireza Pinheiro

é técnico do Ministério Público Federal.

Fernanda Fernandes Estrela disse:
04 de dezembro de 2010 às 10:26

Concordo com o autor do texto, as cotas devem ser banidas. E acrescento: os primeiros a querer vê-las banidas são aqueles que, de forma enganosa, delas se beneficiam, sob o argumento de "cor da pele que define raça". Ora, a partir do momento em que o cidadão se submete a entrar em uma universidade por um via transversa, ele faz apoiar todo um sistema que, mascarado de política social de acesso ao nível superior de ensino, o considera menos capaz que os demais indivíduos de outras "cores de pele ou raças". Desta forma, cabe aos ditos "negros" protestarem por, mais uma vez na história deste país, serem tratados como seres "distintos" dos brancos, cabe a eles deixar de ser subjugados pelo poder público e exigir sim, qualidade no ensino público de base e não muletas educacionais.

Ademilson Pereira Diniz disse:
04 de dezembro de 2010 às 13:13

A política das COTAS para a UNIVERSIDADE produzirá necessariamente o contrário do que queriam os seus idealizadores. Além de ser a marca mais bárbara e patente da aceitação do preconceito racial, tal política produzirá outro tipo de discriminação: o do DIPLOMA TARJADO: haverá desconfiança de todos que, sendo de cor, concluíram seus cursos superiores nas Universidades Públicas que disponibilizarem COTAS. Eles poderão portar seus diplomas e graduações, MAS, encontrarão entraves desse quilate (a desconfiança quanto a sua real capacitação) para conseguir emprego, justamente porque se dirá que tal candidato somente entrou em determinada Faculdade por força das COTAS ali disponíveis....E contra isso não haverá recurso. A melhor e única política governamental para solucionar o problema das minorias pobres, nesse particular de alcançarem uma vaga numa Universidade Pública, é o investimento maciço no ensino fundamental e no médio (afastando, evidentemente essas TEORIAS educacionais que tratam as crianças na palma da mão MAS nada lhes ensinam)e não botando nos bancos acadêmicos pessoas sem qualquer fundamento sobre o que querem ali aprender.

AC-RJ disse:
04 de dezembro de 2010 às 21:39

O sistema de cotas raciais é moralmente absurdo e ilógico, como muito bem colocado pelo autor. A inconsistência lógica começa na sua definição: o que seria uma "raça negra"? Nas universidades que o adotam, a "seleção" de quem seria "negro" ou "não-negro" é feita por uma comissão ao ver as fotografias dos candidatos, atuando como um inaceitável tribunal racial. Assim, uma comissão composta de "especialistas" "cientificamente" olha a fotografia de cada candidato e decide se ele pode ingressar numa universidade. Desta forma, decidir um privilégio com base somente na cor da pele não é racismo? Se não for, eu não entendo o que seria.
Há outro aspecto que não está sendo considerado. Esta postura irresponsável pode criar o ódio racial. Ficará cada vez mais difícil para a população em geral entender porque dois pobres que vivem na mesma localidade, sofrendo diariamente os mesmos problemas e dificuldades, o "negro" com uma nota baixa é aprovado, enquanto que o "não-negro" com uma nota alta é reprovado.

daniel disse:
05 de dezembro de 2010 às 11:37

o preconceito dos comentários e do articulista demonstra o que está sendo formado em nossas universidades e que na verdade os que se dizem "acima das cotas" detêm os piores conhecimentos, mas como decoram bobagens do nível médio acabam se achando superiores. O articulista chegou ao absurdo de escrever sem comprovar nada, apenas usa do achismo, ou seja, deve ser um Deus ou PRofeta para advinhar que as cotas não darão resultado. NA verdade está (ão) com medo da concorrência.

daniel disse:
05 de dezembro de 2010 às 11:37

o preconceito dos comentários e do articulista demonstra o que está sendo formado em nossas universidades e que na verdade os que se dizem "acima das cotas" detêm os piores conhecimentos, mas como decoram bobagens do nível médio acabam se achando superiores. O articulista chegou ao absurdo de escrever sem comprovar nada, apenas usa do achismo, ou seja, deve ser um Deus ou PRofeta para advinhar que as cotas não darão resultado. NA verdade está (ão) com medo da concorrência.

Espartano disse:
05 de dezembro de 2010 às 15:06

Na minha região, a Universidade Federal do ABC foi uma das primeiras a adotar o sistema de cotas, principalmente no que tange aos alunos que estudavam em escolas públicas. Se não me engano 50% das vagas são reservadas.
Logo nos primeiros anos de funcionamento a discórdia já estava instaurada: o índice de alunos que não atingiam o conceito suficiente para aprovação foi altíssimo. Para evitar a debandada do programa de inclusão/propaganda do Governo Federal, a solução proposta foi diminuir a média necessária à aprovação, o que gerou revolta dos alunos mais preparados que não queriam que umo nivelamento por baixo acabasse por prejudicar aos que chegaram devidamente preparados ao ensino superior.
Pelo que lembro, a proposta que os alunos levaram à reitoria era a de que fossem ministradas aulas de reforço aos alunos menos preparados, mas que a média fosse mantida.
Sinceramente não sei qual foi a solução adotada, mas só a lembrança dessa possibilidade de redução da média já me faz desconfiar até hoje da qualidade de ensino dessa instituição.
E para quem acha que no nível médio só se aprende bobagens, tente imaginar, por exemplo, um engenheiro que não sabe fazer uma equação de segundo grau ou um médico que não sabe a diferença entre sangue arterial ou venoso, conforme se aprende nas aulas de biologia.
Imagine a perda do precioso tempo de um professoar universitário que ao invés de dar a matéria necessária à formação superior, tem que voltar no be-a-bá para que os cotistas ao menos possam ter noção do que ele está falando.
Se for para ter cotas, que ela seja instituída desde o jardim de infância para que os alunos beneficiados possam, ano após ano, desde que atingidas as médias normais, chegar à universidade em pé de igualdade com os não cotistas.

Espartano disse:
05 de dezembro de 2010 às 15:06

Na minha região, a Universidade Federal do ABC foi uma das primeiras a adotar o sistema de cotas, principalmente no que tange aos alunos que estudavam em escolas públicas. Se não me engano 50% das vagas são reservadas.
Logo nos primeiros anos de funcionamento a discórdia já estava instaurada: o índice de alunos que não atingiam o conceito suficiente para aprovação foi altíssimo. Para evitar a debandada do programa de inclusão/propaganda do Governo Federal, a solução proposta foi diminuir a média necessária à aprovação, o que gerou revolta dos alunos mais preparados que não queriam que umo nivelamento por baixo acabasse por prejudicar aos que chegaram devidamente preparados ao ensino superior.
Pelo que lembro, a proposta que os alunos levaram à reitoria era a de que fossem ministradas aulas de reforço aos alunos menos preparados, mas que a média fosse mantida.
Sinceramente não sei qual foi a solução adotada, mas só a lembrança dessa possibilidade de redução da média já me faz desconfiar até hoje da qualidade de ensino dessa instituição.
E para quem acha que no nível médio só se aprende bobagens, tente imaginar, por exemplo, um engenheiro que não sabe fazer uma equação de segundo grau ou um médico que não sabe a diferença entre sangue arterial ou venoso, conforme se aprende nas aulas de biologia.
Imagine a perda do precioso tempo de um professoar universitário que ao invés de dar a matéria necessária à formação superior, tem que voltar no be-a-bá para que os cotistas ao menos possam ter noção do que ele está falando.
Se for para ter cotas, que ela seja instituída desde o jardim de infância para que os alunos beneficiados possam, ano após ano, desde que atingidas as médias normais, chegar à universidade em pé de igualdade com os não cotistas.

Marcos Alves Pintar disse:
05 de dezembro de 2010 às 15:38

Todos aqueles que estudaram em universidade de renome, cujos vestibulares são os mais concorridos, lembram que sempre havia alguns que estavam ali tão somente para consumir dinheiro público, em que pese as dificuldades para o ingresso. Apenas "enrolavam", e após a desistência ou mesmo formatura, descambavam para outras áreas. No que tange às "cotas raciais", todos nós sabemos que foram criadas visando "nivelar" as universidades públicas com as particulares. A inserção de estudantes despreparados, e sem muita vocação ou vontade para estudar fará com que o nível da universidade pública caia verticalmente, tornando a universidade particular muito mais atraente. Trago um exemplo para ilustrar. No Estado de São Paulo há apenas duas universidade que oferecem curso de direito, a USP e a UNESP, a primeira com cursos em São Paulo e Ribeirão Preto, e a última com campus em Franca. Paralelamente, há outras centenas de faculdades oferecendo o mesmo curso. O nível das duas universidades que mencionei, no que tange ao curso de direito, é muitas vezes superior à média dos cursos particulares, como todos sabemos, mas é certo que estão concentradas em apenas três cidades do Estado. Assim, o estudante que não reside nestas três cidades terá gastos com deslocamentos e estadia, e caso tenha em sua própria cidade um curso cujo nível de ensino seja em certa medida comparável à USP e UNESP certamente optará pela universidade particular vez que ao final A DESPESA será praticamente a mesma, ainda que tenha que pagar mensalidade. Essa a lógica do sistema de cotas: tornar a universidade privada, com seu terrível nível de ensino, cada dia mais procurada. Ninguém está ou esteve preocupado com inserção alguma de pobres ou excluídos.

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 08:17

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 10:00

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 10:58

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

preocupante disse:
06 de dezembro de 2010 às 11:19

Ou seja, o sistema racial de cotas estabelegace o seguinte conceito: sou negro, sou incompetente e burro. Enquanto isso, e no mundo real, vemos milhares de brasileiros de cor negra, diante das adversidades da vida sem apoio do Estado e sem recursos materiais, mas com muito esforço, luta e dedicação, transporem os obstáculos que o mundo competitivo impõe a todos e conseguirem vencer na vida, numa demonstração de que são capazes tanto quanto os brasileiros de cor clara ou parda.
Por isso brasileiros e brasileiras de cor negra, não se deixem enganar nem humilhar por grupos retrogrados que se instalaram no governo do PT e criaram a lei de cotas porque é a maneira mais fácil, e paliativa, para fazerem de conta que estão resolvendo um problema grave da educação pública de baixa qualidade, tudo porque não querem, de fato, a solução efetiva desse problema. Primeiro porque seria necessário um enorme investimeto de recursos financeiros. Segundo porque demandaria tempo. Terceiro porque uma educação de qualidade iria politizar o aluno e futuro eleitor de modo que ele deixaria de ser facilmente manipulado pelos políticos profissionais que se instalaram em todas as esferas dos poderes político municipais, estaduais e federal.

Roselane disse:
06 de dezembro de 2010 às 12:16

Somos brasileiros: um povo criativo, inteligente, alegre e da paz. E como um povo inteligente, "todos" têm condições de estudar e passar num vestibular sem depender de "esmolas". Basta estudar!
Ora, querer atrelar a criação de cotas para justificar a época da escravatura é balela.E somente poderia ser coisa de político, para ficar bem...
Eu também poderia requerê-la, pois minha avó era negra.E qual brasileiro não é? No entanto, se eu tivesse essa opção a 20 anos atrás eu não optaria.Preferia estudar, assim como fiz.
Para desfechar, no Brasil não há preconceito racial, mas preconceito social.
Abçs a todos!

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 12:27

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 13:34

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Sra. Olivetti disse:
06 de dezembro de 2010 às 14:00

Como universitária de uma renomada universidade de Curitiba, posso afirmar que o sistema de cotas atingirá seu objetivo principal: trazer o negro à sociedade e colocá-lo em condições de igualdade com o branco. Somos em 80 alunos na turma de Ciências Contábeis e temos 1 negro na sala - cotista. Qual a explicação para essa diferença? Racismo! Infelizmente, o que muitos afirmam não existir, existe sim e é muito forte. Na multinacional onde trabalho não é diferente, os negros concentram-se na produção, no setor administrativo devemos ter uns 5 em meio a 150 funcionários, e nos cargos de chefia não há nenhum. Admiro um governo que busca uma solução para tal disparidade, mesmo que esta não seja a melhor solução, mas pelo menos algo está sendo feito. Num país onde mais da metade da população é negra faz-se muito necessário políticas de inclusão social diante de tanto preconceito. E o negro da minha sala? Vai muito bem obrigada! Pessoas que não tem muita perspectiva de vida se superam diante de uma oportunidade. Isso é fato! Há muitos brancos ricos na minha sala que não sabem interpretar um texto e estarão se formando como o negro cotista. Então peço aos leitores desta coluna apenas um olhar diferente, apenas para se colocarem no lugar de pessoas que nasceram sendo discriminadas e não tem oportunidades na vida. A oportunidade de fazer um curso superior, não apenas lhes trará benefício direto mas incentivará seus familiares e amigos a buscar o mesmo, e também trará benefícios aos seus descendentes que já terão em casa pais com nível superior e expectativas de vida melhores.

Gabriel Quireza disse:
06 de dezembro de 2010 às 14:49

Daniel, de que concorrência estaria com medo? Já me formei, e quando fiz o vestibular ainda não se falava nesse absurdo de cotas raciais.
Ninguém ao menos comentou sobre a falta de critério para a definição de quem seria negro. Como bem disse a Rose, qual brasileiro não tem ao menos um antepassado negro? A maioria tem... e aí como fica? Todos que tem poderiam concorrer como cotistas?

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