Federação quer criação de cargo de oficial da Polícia Federal

A Federação Nacional dos Policiais Federais solicitou ao novo diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, a criação do cargo de oficial de Polícia Federal. A proposta pretende valorizar as atribuições dos policiais federais, pois, segundo a entidade, a “estrutura medieval” da PF relega escrivães, papiloscopistas e agentes a segundo plano por não serem delegados.

“Numa Polícia do século XXI, não é admissível que a policiais experientes, com nível superior e formação em suas áreas de atuação seja oferecido o papel de carregador de malote e de CPUs, quando estes mesmos policiais poderiam estar coordenando, planejando e executando as ações que ajudam a consolidar a boa imagem de nossa polícia”, destacou a federação, em carta enviada ao novo diretor-geral. A entidade frisou que os policias federais não querem ser delegados. “Não nos interessa produzir inquéritos e mais inquéritos que, em sua esmagadora maioria, não darão em nada”.

A escolha por Coimbra como novo diretor-geral foi confirmada, nesta quarta-feira (29/12), pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O atual diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, decidiu se aposentar.

A proposta de criação do cargo de oficial de Polícia Federal foi aprovada durante o último Congresso Nacional dos Policiais Federais. Segundo a Federação, o objetivo é otimizar os recursos humanos da PF, fortalecer o papel constitucional da instituição como Polícia administrativa da União e valorizar as atribuições dos policiais federais. A Federação Nacional dos Policiais Federais representa 27 sindicatos e mais de 15 mil servidores do Departamento de Polícia Federal.

Leia a íntegra da carta da Federação Nacional dos Policiais Federais:

CARTA AO SENHOR DIRETOR-GERAL DA POLÍCIA FEDERAL

Caro senhor diretor-geral Leandro Daiello Coimbra, antes de mais nada, é importante que nos apresentemos. Somos a Federação Nacional dos Policiais Federais, entidade representativa de 27 sindicatos e mais de 15 mil servidores do Departamento de Polícia Federal. Ao longo dos últimos anos, como deve ser de seu conhecimento, viemos cumprindo um papel importante, tanto do ponto de vista da democratização de nosso órgão, quanto de sua valorização, bem como de seus servidores.

No momento em que o senhor é alçado ao cargo mais importante de nossa instituição, cabe-nos vir a sua presença, em primeiro lugar, para desejar-lhe um ótimo trabalho à frente da Polícia Federal e em segundo lugar para eafirmar nosso compromisso com a Polícia Federal e com as bandeiras de luta de nossa categoria.

Essa Federação tem se pautado, nas duas últimas décadas, por ideias construídas a partir do acúmulo teórico produzido pelos policiais federais. Nossas propostas buscam valorizar nossa categoria, mas sempre pautadas em marcos que visam oferecer cada vez mais uma segurança pública de qualidade para a população brasileira.

Nesse sentido, propomos a modernização da estrutura da Polícia Federal a partir da criação do cargo de Oficial de Polícia Federal. A proposta aprovada durante o último Congresso Nacional dos Policiais Federais visa otimizar os recursos humanos da Polícia Federal, fortalecer o papel constitucional da PF como Polícia Administrativa da União e, é claro, valorizar as atribuições dos policiais federais.

O senhor, como policial federal, já deve ter trabalhado com escrivães, papiloscopistas e agentes extremamente competentes em suas atribuições, mas que em razão da estrutura medieval de nossa polícia sempre ficaram relegados a um segundo plano pela simples razão de não serem delegados. Além de insana, essa situação favorece ao estabelecimento de uma lógica funcional que passa muito longe da meritocracia do servidor.

Com o Oficial de Polícia Federal teremos escrivães, papiloscopistas e agentes valorizados e colocados à frente das atividades em que são especialistas. Numa polícia do século XXI, não é admissível que a policiais experientes, com nível superior e formação em suas áreas de atuação seja oferecido o papel de carregador de malote e de CPUs, quando estes mesmos policiais poderiam estar coordenando, planejando e executando as ações que ajudam a consolidar a boa imagem de nossa polícia.

Antes, porém, caro diretor, precisamos frisar que não queremos ser delegados de Polícia Federal. Não nos interessa produzir Inquéritos e mais inquéritos que, em sua esmagadora maioria, não darão em nada.

Por fim queremos contar com seu apoio em duas outras lutas dessa Federação e seus 27 sindicatos: a aprovação de uma Lei Orgânica verdadeiramente transformadora da Polícia Federal e o trabalho visando a reestruturação da tabela salarial dos servidores.

Nada mais nos resta senhor diretor, além de reiterar nosso compromisso com o país e com uma Polícia Federal moderna e valorizadora de TODOS os seus servidores. No mais, estaremos vigilantes e prontos a aplaudir as suas boas iniciativas, mas também prontos a repelir com a dureza necessária qualquer iniciativa de cunho corporativo ou que vá de encontro às verdadeiras aspirações do povo brasileiro.

Sem mais para o momento,

Federação Nacional dos Policiais Federais

Dr. Tércio Caldas disse:
30 de dezembro de 2010 às 22:42

Caro procurador não sei do quê... A defesa da FENAPEF é pelo fortalecimento das funções de polícia administrativa da União (polícia preventiva, ostensiva de policiamento de fronteiras secas e marítimas). Veja as funções de polícia administrativa da PF no vídeo do linkhttp://www.youtube.com/watch?v=F_O_GcKUKlI&feature=player_embedded. Podemos fazer muito mais com o OPF e a UPP Federal. http://twixar.com/Ofak. Quanto ao inquérito policial, peça sui generis e, exclusividade brasileira, as pesquisas científicas, todas, apontam para sua inutilidade. O Brasil e a sociedade brasileira merecem uma organização policial federal muito melhor do que esta que está aí, e os leitores do CONJUR, comentários mais construtivos que o seu.

FRANCISCO GARISTO disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:06

http://franciscogaristo.blogspot.com/2010/12/o-debate-para-modernizar-policia.html
Prezado Procurador da AGU. Quando o macaco não estiver funcionando é preciso tirar ele da linha e colocar alguém que funcione no lugar dele.
Ninguém quer ganhar igual a delegado, deixe de escrever palavras que possam ser confundidas com mentiras, recalque ou má intenção. O que buscamos com o cargos de Oficial de Polícia Federal é fazer a polícia administrativa que os delegados não fazem e não deixam ninguém fazer.
Quando você ou alguém da sua família sofrer por conta da caótica situação da segurança pública patrocinada principalmente por pessoas que só pensam em seus umbigos, você vai lembrar que não fez nada e ainda criticou quem tenta mudar essa nefasta situação.
Buscar coerência em um procurador da AGU é mesmo muito difícil , já que vocês fizeram greve para ganhar o que ganham e quando os outros servidores vão fazer vocês entram na justiça pedindo a ilegalidade e o corte do ponto.
Conheço o que fazem. Sei quem são !

STS Federal disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:18

Nobre procurador, venho lhe informar que encontra-se totalmente equivocado quanto a proposta. Não queremos realmente ser delegados por não ser nossa vertente atingir a esfera da polícia judiciária. Queremos apenas fazer a Polícia Administrativa da União funcionar. Creio que vê vários noticiários que as fronteiras, etc. não estam protegidas e desta forma entra todo o aparato de munições e armas, nesse sentido vemos que a Polícia Federal não está cumprindo devidamente seu papel no quesito Polícia Administrativa e dentre várias atribuições do OPF, essa seria uma.
Sendo assim, o convido a twitar junto conosco na FENAPEF ou até mesmo convidá-lo a nos procurar visando entender mais sobre o projeto, onde valoriza os policiais e a sociedade.
Desta forma poderá explanar com mais técnica seu ponto de vista.
Não se preocupe com o que os delegados acham disso, preocupe-se após saber do projeto o que a SOCIEDADE IRÁ ACHAR DISSO. Pois nosso projeto OPF não é simplesmente para agradar AGENTE, PAPILOSCOPISTAS, ESCRIVÃES, DELEGADOS, PERITOS e sim para construir uma Polícia Federal MODERNA, CAPACITADA, INSTITUCIONALIZADA e DEMOCRÁTICA para você, eu e toda sociedade poder ter SEGURANÇA NACIONAL DE VERDADE.

STS Federal disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:18

Nobre procurador, venho lhe informar que encontra-se totalmente equivocado quanto a proposta. Não queremos realmente ser delegados por não ser nossa vertente atingir a esfera da polícia judiciária. Queremos apenas fazer a Polícia Administrativa da União funcionar. Creio que vê vários noticiários que as fronteiras, etc. não estam protegidas e desta forma entra todo o aparato de munições e armas, nesse sentido vemos que a Polícia Federal não está cumprindo devidamente seu papel no quesito Polícia Administrativa e dentre várias atribuições do OPF, essa seria uma.
Sendo assim, o convido a twitar junto conosco na FENAPEF ou até mesmo convidá-lo a nos procurar visando entender mais sobre o projeto, onde valoriza os policiais e a sociedade.
Desta forma poderá explanar com mais técnica seu ponto de vista.
Não se preocupe com o que os delegados acham disso, preocupe-se após saber do projeto o que a SOCIEDADE IRÁ ACHAR DISSO. Pois nosso projeto OPF não é simplesmente para agradar AGENTE, PAPILOSCOPISTAS, ESCRIVÃES, DELEGADOS, PERITOS e sim para construir uma Polícia Federal MODERNA, CAPACITADA, INSTITUCIONALIZADA e DEMOCRÁTICA para você, eu e toda sociedade poder ter SEGURANÇA NACIONAL DE VERDADE.

Pedro Romão disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:20

A única salvação da segurança pública brasileira está na prevenção criminal. O DPF hoje é totalmente omisso nesse importante e fundamental serviço. Lembremos que não existe uma única fábrica de fuzil AR15 no Brasil, no entanto, esse tipo de arma está nas ruas, não só do RJ, mas de todos os grandes centros urbanos de todos os Estados da Federação. Com essa situação de “MEXICANIZAÇÃO” e de total descontrole da criminalidade em que o país se encontra, temos o desprazer de ver pessoas criticando propostas sérias e eficientes, que venham de encontro aos anseios desesperados da família brasileira por segurança, proteção e paz social. A criação do Oficial de Polícia Federal para fazer a prevenção criminal nas nossas fronteiras e, cortar as linhas de abastecimento do crime organizado, é uma questão de importância estratégica para a segurança e soberania nacional.

Pedro Romão disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:20

A única salvação da segurança pública brasileira está na prevenção criminal. O DPF hoje é totalmente omisso nesse importante e fundamental serviço. Lembremos que não existe uma única fábrica de fuzil AR15 no Brasil, no entanto, esse tipo de arma está nas ruas, não só do RJ, mas de todos os grandes centros urbanos de todos os Estados da Federação. Com essa situação de “MEXICANIZAÇÃO” e de total descontrole da criminalidade em que o país se encontra, temos o desprazer de ver pessoas criticando propostas sérias e eficientes, que venham de encontro aos anseios desesperados da família brasileira por segurança, proteção e paz social. A criação do Oficial de Polícia Federal para fazer a prevenção criminal nas nossas fronteiras e, cortar as linhas de abastecimento do crime organizado, é uma questão de importância estratégica para a segurança e soberania nacional.

Thiago Borges Rodrigues disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:42

Nobre procurador,
o senhor disse algo extremamente importante, pois o que queremos é exatamente o "cada macaco em seu galho" como bem dito.
como é sabido, a nossa constituição deu atribuições à policia federal bem diferentes que as demais polícias e, em função disso, a sua organização também precisa ser diferente para que possamos atingir uma prestação de serviço de qualidade que a população merece, pois a carga de tributos é altíssima sendo que a contrapartida está muito aquém do esperado.
quanto às prerrogativas, o que apenas queremos é o devido reconhecimento dentro da estrutura da polícia federal, nada além disso.
outro fato que é importante frisar é a exigência de nível superior para todos os cargos o que faz que todos tenham um nível intelectual igual. outrossim, importante comentar que dentro temos muitos doutores (verdadeiros), mestres em suas áreas de conhecimento o que poderia e muito ajudar a população com suas habilidades se tivessem uma atribuição à altura.
hoje os escrivães, agentes e papiloscopistas estão relegados a funções de carregadores de malotes, carimbadores e tiradores de impressão digital sendo que possuem um potencial bem maior que isso.
o ideal seria fazer a pergunta o que a sociedade acha disso e não "o que os delegados acham disso", afinal de contas todos nós agentes, escrivães, delegados, procuradores etc somos servidores públicos e é a este público que devemos prestar contas e melhorar os nossos serviços.

Thiago Borges Rodrigues disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:42

Nobre procurador,
o senhor disse algo extremamente importante, pois o que queremos é exatamente o "cada macaco em seu galho" como bem dito.
como é sabido, a nossa constituição deu atribuições à policia federal bem diferentes que as demais polícias e, em função disso, a sua organização também precisa ser diferente para que possamos atingir uma prestação de serviço de qualidade que a população merece, pois a carga de tributos é altíssima sendo que a contrapartida está muito aquém do esperado.
quanto às prerrogativas, o que apenas queremos é o devido reconhecimento dentro da estrutura da polícia federal, nada além disso.
outro fato que é importante frisar é a exigência de nível superior para todos os cargos o que faz que todos tenham um nível intelectual igual. outrossim, importante comentar que dentro temos muitos doutores (verdadeiros), mestres em suas áreas de conhecimento o que poderia e muito ajudar a população com suas habilidades se tivessem uma atribuição à altura.
hoje os escrivães, agentes e papiloscopistas estão relegados a funções de carregadores de malotes, carimbadores e tiradores de impressão digital sendo que possuem um potencial bem maior que isso.
o ideal seria fazer a pergunta o que a sociedade acha disso e não "o que os delegados acham disso", afinal de contas todos nós agentes, escrivães, delegados, procuradores etc somos servidores públicos e é a este público que devemos prestar contas e melhorar os nossos serviços.

Thiago Borges Rodrigues disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:46

Nobre procurador,
o senhor disse algo extremamente importante, pois o que queremos é exatamente o "cada macaco em seu galho" como bem dito.
como é sabido, a nossa constituição deu atribuições à policia federal bem diferentes que as demais polícias e, em função disso, a sua organização também precisa ser diferente para que possamos atingir uma prestação de serviço de qualidade que a população merece, pois a carga de tributos é altíssima sendo que a contrapartida está muito aquém do esperado.
quanto às prerrogativas, o que apenas queremos é o devido reconhecimento dentro da estrutura da polícia federal, nada além disso.
outro fato que é importante frisar é a exigência de nível superior para todos os cargos o que faz que todos tenham um nível intelectual igual. outrossim, importante comentar que dentro temos muitos doutores (verdadeiros), mestres em suas áreas de conhecimento o que poderia e muito ajudar a população com suas habilidades se tivessem uma atribuição à altura.
hoje os escrivães, agentes e papiloscopistas estão relegados a funções de carregadores de malotes, carimbadores e tiradores de impressão digital sendo que possuem um potencial bem maior que isso.
o ideal seria fazer a pergunta o que a sociedade acha disso e não "o que os delegados acham disso", afinal de contas todos nós agentes, escrivães, delegados, procuradores etc somos servidores públicos e é a este público que devemos prestar contas e melhorar os nossos serviços.

Thiago Borges Rodrigues disse:
30 de dezembro de 2010 às 23:46

Nobre procurador,
o senhor disse algo extremamente importante, pois o que queremos é exatamente o "cada macaco em seu galho" como bem dito.
como é sabido, a nossa constituição deu atribuições à policia federal bem diferentes que as demais polícias e, em função disso, a sua organização também precisa ser diferente para que possamos atingir uma prestação de serviço de qualidade que a população merece, pois a carga de tributos é altíssima sendo que a contrapartida está muito aquém do esperado.
quanto às prerrogativas, o que apenas queremos é o devido reconhecimento dentro da estrutura da polícia federal, nada além disso.
outro fato que é importante frisar é a exigência de nível superior para todos os cargos o que faz que todos tenham um nível intelectual igual. outrossim, importante comentar que dentro temos muitos doutores (verdadeiros), mestres em suas áreas de conhecimento o que poderia e muito ajudar a população com suas habilidades se tivessem uma atribuição à altura.
hoje os escrivães, agentes e papiloscopistas estão relegados a funções de carregadores de malotes, carimbadores e tiradores de impressão digital sendo que possuem um potencial bem maior que isso.
o ideal seria fazer a pergunta o que a sociedade acha disso e não "o que os delegados acham disso", afinal de contas todos nós agentes, escrivães, delegados, procuradores etc somos servidores públicos e é a este público que devemos prestar contas e melhorar os nossos serviços.

Raphael F. disse:
31 de dezembro de 2010 às 00:26

Cada classe luta pelos seus ideais dentro de uma estrutura político-jurídica se valendo dos argumentos e meios que possuem e cabe aos demais respeitar, ou legalmente repulsar, caso esteja sendo ofendido. É a democracia. Se o documento de lavra da dita Federação foi reproduzido na íntegra nesta matéria, ao meu ver ficou um pouco vazio no que tange à fundamentação. Ainda, alegar que “não nos interessa produzir inquéritos e mais inquéritos que, em sua esmagadora maioria, não darão em nada” é, ao meu ver, uma extrema ofensa ao citado Departamento de Polícia bem como ao Estado num todo, especialmente a estrutura processual penal. Tal afirmação, se exarada por algum servidor, poderia gerar, ao meu ver, até mesmo um processo administrativo disciplinar. Mas não vem ao caso. Num contexto geral, interpreto que há um descontantamento setorizado no DPF por parte de escrivães, papis e agentes, os quais se acham inferiores aos Peritos Criminais e Delegados de Polícia. Todos são figuras importantes do inquérito. O inquérito não pertence ao delegado, este apenas o preside. Infelizmente a polícia hoje, assim como diversos outras entidades da administração pública, recebe a cada concurso uma leva de pessoas extremamente capacitadas que se frustram até o final do primeiro ano de exercício do cargo. Ou seja, vêem na prática o que não enxergavam enquanto sonhavam ou tinham suas mentes lavadas por professores de cursinhos gananciosos. Aquele perfil procura a pseudo estabilidade oferecida pelo serviço público, a remuneração atrativa e o status ou aparência de poder perante o restante da sociedade. Ao meu ver tudo isso é problema afeto à gestão de pessoas e não vai ser solucionado com uma mera criação de mais um cargo na estrutura policial.

Olympio B. dos S. Neto disse:
31 de dezembro de 2010 às 02:38

Se eles querem uma carreira de oficial eles entraram na instituição errada, já que estão tão insatisfeitos eles deveriam ter feito ter ingressado na PM ou nas forças armadas quem tem uma estrutura compatível com os interesses deles.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:21

Nobre procurador, venho lhe informar que encontra-se totalmente equivocado quanto a proposta. Não queremos realmente ser delegados por não ser nossa vertente atingir a esfera da polícia judiciária. Queremos apenas fazer a Polícia Administrativa da União funcionar. Creio que vê vários noticiários que as fronteiras, etc. não estam protegidas e desta forma entra todo o aparato de munições e armas, nesse sentido vemos que a Polícia Federal não está cumprindo devidamente seu papel no quesito Polícia Administrativa e dentre várias atribuições do OPF, essa seria uma.
Sendo assim, o convido a twitar junto conosco na FENAPEF ou até mesmo convidá-lo a nos procurar visando entender mais sobre o projeto, onde valoriza os policiais e a sociedade.
Desta forma poderá explanar com mais técnica seu ponto de vista.
Não se preocupe com o que os delegados acham disso, preocupe-se após saber do projeto o que a SOCIEDADE IRÁ ACHAR DISSO. Pois nosso projeto OPF não é simplesmente para agradar AGENTE, PAPILOSCOPISTAS, ESCRIVÃES, DELEGADOS, PERITOS e sim para construir uma Polícia Federal MODERNA, CAPACITADA, INSTITUCIONALIZADA e DEMOCRÁTICA para você, eu e toda sociedade poder ter SEGURANÇA NACIONAL DE VERDADE.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:21

Nobre procurador, venho lhe informar que encontra-se totalmente equivocado quanto a proposta. Não queremos realmente ser delegados por não ser nossa vertente atingir a esfera da polícia judiciária. Queremos apenas fazer a Polícia Administrativa da União funcionar. Creio que vê vários noticiários que as fronteiras, etc. não estam protegidas e desta forma entra todo o aparato de munições e armas, nesse sentido vemos que a Polícia Federal não está cumprindo devidamente seu papel no quesito Polícia Administrativa e dentre várias atribuições do OPF, essa seria uma.
Sendo assim, o convido a twitar junto conosco na FENAPEF ou até mesmo convidá-lo a nos procurar visando entender mais sobre o projeto, onde valoriza os policiais e a sociedade.
Desta forma poderá explanar com mais técnica seu ponto de vista.
Não se preocupe com o que os delegados acham disso, preocupe-se após saber do projeto o que a SOCIEDADE IRÁ ACHAR DISSO. Pois nosso projeto OPF não é simplesmente para agradar AGENTE, PAPILOSCOPISTAS, ESCRIVÃES, DELEGADOS, PERITOS e sim para construir uma Polícia Federal MODERNA, CAPACITADA, INSTITUCIONALIZADA e DEMOCRÁTICA para você, eu e toda sociedade poder ter SEGURANÇA NACIONAL DE VERDADE.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:27

Neto, você tá totalmene fora da realidade da segurança pública, da polícia federal e principalmente do nosso projeto.
O OFICIAL DE POLÍCIA FEDERAL não é patente, meu caro, esse nome foi escolhido devido a oficialidade que quer dar ao novo cago, como OFICIAL DE CHANCELARIA por exemplo, e esse por acaso é PM?
Deveria estudar mais a questão. Não faça comentários descabidos ou passarás vergonha.
Não existirá SARGENTO, SOLDADO, 1 TENENTE, 2 TENENTE, GENERAL, etc.
A não ser que pra você tudo que tem o nome de OFICIAL é PM.
Ou seja.
OFICIAL DE CARTÓRIO - PM
OFICIAL DE CHANCELARIA - PM
DOCUMENTOS OFICIAIS - DOCUMENTOS ORIUNDOS DE OFICIAIS DA PM.
Abra a cabeça, meu caro e estude o PROJETO DO OFICIAL DE POLÍCIA FEDERAL se encante e verás uma POLÍCIA FEDERAL MODERNA.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:27

Neto, você tá totalmene fora da realidade da segurança pública, da polícia federal e principalmente do nosso projeto.
O OFICIAL DE POLÍCIA FEDERAL não é patente, meu caro, esse nome foi escolhido devido a oficialidade que quer dar ao novo cago, como OFICIAL DE CHANCELARIA por exemplo, e esse por acaso é PM?
Deveria estudar mais a questão. Não faça comentários descabidos ou passarás vergonha.
Não existirá SARGENTO, SOLDADO, 1 TENENTE, 2 TENENTE, GENERAL, etc.
A não ser que pra você tudo que tem o nome de OFICIAL é PM.
Ou seja.
OFICIAL DE CARTÓRIO - PM
OFICIAL DE CHANCELARIA - PM
DOCUMENTOS OFICIAIS - DOCUMENTOS ORIUNDOS DE OFICIAIS DA PM.
Abra a cabeça, meu caro e estude o PROJETO DO OFICIAL DE POLÍCIA FEDERAL se encante e verás uma POLÍCIA FEDERAL MODERNA.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:39

Não sou da FENAPEF, mas conheço o projeto.
O Tercio não está defendendo a classe, ele está defendendo a INSTITUIÇÃO POLICIA FEDERAL, O que queremos é a modernidade da PF, ou você tá satisfeito com o que acontece no brasil.
Um país sem fronteira, sem investigação autônoma.
Podemos faze muito, muito mais pelo país.

STS Federal disse:
31 de dezembro de 2010 às 08:39

Não sou da FENAPEF, mas conheço o projeto.
O Tercio não está defendendo a classe, ele está defendendo a INSTITUIÇÃO POLICIA FEDERAL, O que queremos é a modernidade da PF, ou você tá satisfeito com o que acontece no brasil.
Um país sem fronteira, sem investigação autônoma.
Podemos faze muito, muito mais pelo país.

aragaobianchi disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:06

Caro Raphael Fernandes, não queremos q simples criação de mais um cargo, mas sim o unificação dos cargos de agente, papiloscopista e escrivao, com a respectiva valorização do cargo no DPF. NINGUÉM QUER VIRAR DELEGAGO.

aragaobianchi disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:06

Caro Raphael Fernandes, não queremos q simples criação de mais um cargo, mas sim o unificação dos cargos de agente, papiloscopista e escrivao, com a respectiva valorização do cargo no DPF. NINGUÉM QUER VIRAR DELEGAGO.

aragaobianchi disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:10

Caro Neto Neto , nosso maior problema é que a maioria da população, assim como vc, não conhece a verdadeira realidade de nosso departamento e fazem um julgamento sem ter conhecimento de causa

aragaobianchi disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:10

Caro Neto Neto , nosso maior problema é que a maioria da população, assim como vc, não conhece a verdadeira realidade de nosso departamento e fazem um julgamento sem ter conhecimento de causa

Pedro Romão disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:26

Sr Neto,na sua linha de idéias existe uma situação no DPF que se enquadra perfeitamente, veja bem:
Os Delegados querem virar carreira jurídica, ganhar como Juiz, ter fórum privilegiado, vitaliciedade, participar do quinto dos tribunais superiores, e ter como teto salarial os subsídios dos Ministros do Supremo. O Sr não acha que os Delegados entraram na instituição errada? O Sr concorda que os Delegados, já que estão tão insatisfeitos no DPF, deveriam ter ingressado na Magistratura?
A propósito, os Oficiais de Chancelaria, Oficiais de Justiça, Oficiais de Inteligência, na sua refinada opinião, devem ir para PM, EB, FAB ou Marinha de GUERRA?

Pedro Romão disse:
31 de dezembro de 2010 às 10:26

Sr Neto,na sua linha de idéias existe uma situação no DPF que se enquadra perfeitamente, veja bem:
Os Delegados querem virar carreira jurídica, ganhar como Juiz, ter fórum privilegiado, vitaliciedade, participar do quinto dos tribunais superiores, e ter como teto salarial os subsídios dos Ministros do Supremo. O Sr não acha que os Delegados entraram na instituição errada? O Sr concorda que os Delegados, já que estão tão insatisfeitos no DPF, deveriam ter ingressado na Magistratura?
A propósito, os Oficiais de Chancelaria, Oficiais de Justiça, Oficiais de Inteligência, na sua refinada opinião, devem ir para PM, EB, FAB ou Marinha de GUERRA?

Nelson Cicone disse:
02 de janeiro de 2011 às 11:09

A Carta ficou vazia...quais seriam as atribuições do Oficial de Polícia. Igualmente às Polícias Estaduais, existem múltiplas funções subordinadas ao Delegado. Oficial poderá ser o SUBORDINADO multifuncional (escrivães, papiloscopistas, peritos, médico-legistas, investigador, operador de telecomunicações), enqto o Agente de Polícia poderia ser o carregador de CPUs, motorista, e outros de somenos importância. A culpa desses pensamentos, por parte dos operacionais, é mesmo do Delegado que se distancia de seus subordinados, dando asas a crescer...

Senhora disse:
03 de janeiro de 2011 às 01:20

É verdade, eles não querem ser delegados, nem ter as mesmas responsabilidades e atribuições, somente querem ganhar os mesmos salários...Simples assim. Se for assim, até eu que sou mais besta, tb quero...

Bellbird disse:
04 de janeiro de 2011 às 00:02

Não precisa ser nenhum jurista para dizer que um possível projeto assim seria inconstitucional. Veja
Bem. É vedado se criar um novo cargo e fazer uma transposição de cargos para ele. Todo cargo, salvo de livre nomeação, só pode preenchido por concurso público. Mas é isso aí, a FENAPEF está cheia de juristas e querendo ser delegados calças curtas.
Veja o que diz o artigo 37, inciso II da CF/88
a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Mas é isto aí, não custa nada sonhar.

Bellbird disse:
04 de janeiro de 2011 às 00:02

Não precisa ser nenhum jurista para dizer que um possível projeto assim seria inconstitucional. Veja
Bem. É vedado se criar um novo cargo e fazer uma transposição de cargos para ele. Todo cargo, salvo de livre nomeação, só pode preenchido por concurso público. Mas é isso aí, a FENAPEF está cheia de juristas e querendo ser delegados calças curtas.
Veja o que diz o artigo 37, inciso II da CF/88
a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Mas é isto aí, não custa nada sonhar.

Pedro Romão disse:
04 de janeiro de 2011 às 21:34

Delegado Nelson Cicone, para um “jurista”, que sonha em ser JUÍZ, você deveria conhecer mais a Constituição Federal, pelo menos o art. 144 da CF que trata das POLÍCIAS. Se você fosse um pouco menos esperto e prepotente teria notado que POLÍCIA FEDERAL NÃO É POLÍCIA CIVIL.
O DPF está no § 1º e as PCs estão no § 4º; o legislador constituinte foi de uma clareza solar:
“A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira,”.
“AS POLICIAS CIVIS, DIRIGIDAS POR DELEGADOS DE POLICIA DE CARREIRA ...”
Para desgraça da sociedade brasileira, infelizmente, as PCs estão com a estrutura orgânica e de cargos e salários, constitucionalmente correta.
O DPF, para desgraça da sociedade brasileira, infelizmente, está com a estrutura orgânica e de cargos e salário constitucionalmente errada, ou inconstitucional.
E COM TUDO ISSO DELEGADO, O CRIME ORGANIZADO BRASILEIRO ESTÁ MUITO FELIZ.

Pedro Romão disse:
04 de janeiro de 2011 às 21:34

Delegado Nelson Cicone, para um “jurista”, que sonha em ser JUÍZ, você deveria conhecer mais a Constituição Federal, pelo menos o art. 144 da CF que trata das POLÍCIAS. Se você fosse um pouco menos esperto e prepotente teria notado que POLÍCIA FEDERAL NÃO É POLÍCIA CIVIL.
O DPF está no § 1º e as PCs estão no § 4º; o legislador constituinte foi de uma clareza solar:
“A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira,”.
“AS POLICIAS CIVIS, DIRIGIDAS POR DELEGADOS DE POLICIA DE CARREIRA ...”
Para desgraça da sociedade brasileira, infelizmente, as PCs estão com a estrutura orgânica e de cargos e salários, constitucionalmente correta.
O DPF, para desgraça da sociedade brasileira, infelizmente, está com a estrutura orgânica e de cargos e salário constitucionalmente errada, ou inconstitucional.
E COM TUDO ISSO DELEGADO, O CRIME ORGANIZADO BRASILEIRO ESTÁ MUITO FELIZ.

Bellbird disse:
04 de janeiro de 2011 às 23:11

Não entendi a inconstitucionalidade no caso da PF. Tem como explicar melhor. É o termo carreira no singular? Deveria acompanhar os debates dos constituintes na elaboração da CF 88. Talvez mudasse de idéia. Eles jamais falaram em carreira única, isto é coisa da FENAPEF. Ah, a fenapef pediu um parecer de um jurista sobre o termo carreira no singular. O resultado não foi tão animador, muito pelo contrário.
Estranho que a FENAPEF não mostrou nada sobre o que dise o jurista neh. Acho que deveria ler um pouco mais de direito constitucional. De qualquer forma, as carreiras( cargo) da PF estão em LO. A CF não fala nada sobre isso. Os constituintes não sabiam a diferença entre cargo e carreira. O que eles quiseram dizer sobre carreira era para ter um quadro próprio, apenas isso. A fenapef tem o parecer com os debates, pergunte para os diretores.

Bellbird disse:
04 de janeiro de 2011 às 23:11

Não entendi a inconstitucionalidade no caso da PF. Tem como explicar melhor. É o termo carreira no singular? Deveria acompanhar os debates dos constituintes na elaboração da CF 88. Talvez mudasse de idéia. Eles jamais falaram em carreira única, isto é coisa da FENAPEF. Ah, a fenapef pediu um parecer de um jurista sobre o termo carreira no singular. O resultado não foi tão animador, muito pelo contrário.
Estranho que a FENAPEF não mostrou nada sobre o que dise o jurista neh. Acho que deveria ler um pouco mais de direito constitucional. De qualquer forma, as carreiras( cargo) da PF estão em LO. A CF não fala nada sobre isso. Os constituintes não sabiam a diferença entre cargo e carreira. O que eles quiseram dizer sobre carreira era para ter um quadro próprio, apenas isso. A fenapef tem o parecer com os debates, pergunte para os diretores.

Pedro Romão disse:
05 de janeiro de 2011 às 13:45

"Os constituintes não sabiam a diferença entre cargo e carreira".
A que ponto chega a pobreza de espírito de um sujeito desesperado e afetado com a sua pequena autoridade, e tomado pela necessidade de sempre estar demonstrando que é melhor que os outros.
Delegado, na constituinte de 88 faziam parte verdadeiros juristas, mas pelo que vc coloca, todo o trabalho no CN deve ter sido comprometido porque não existia um delegado como vc para conduzir os trabalhos e ensinar direito para os parlamentares.
Oh delegado sapiens," VC É UM FANFARÃO"

Pedro Romão disse:
05 de janeiro de 2011 às 13:45

"Os constituintes não sabiam a diferença entre cargo e carreira".
A que ponto chega a pobreza de espírito de um sujeito desesperado e afetado com a sua pequena autoridade, e tomado pela necessidade de sempre estar demonstrando que é melhor que os outros.
Delegado, na constituinte de 88 faziam parte verdadeiros juristas, mas pelo que vc coloca, todo o trabalho no CN deve ter sido comprometido porque não existia um delegado como vc para conduzir os trabalhos e ensinar direito para os parlamentares.
Oh delegado sapiens," VC É UM FANFARÃO"

Você precisa estar logado para enviar um comentário.