Morre Armando Falcão, ministro da Justiça no governo Geisel

Morreu, nesta quarta-feira (10/2), Armando Falcão, 90 anos, ministro da Justiça no governo do general Ernesto Geisel (1974 a 1975). Conservador e fiel servidor do regime militar ficou famoso pela expressão “Nada a declarar” que usava sistematicamente para sonegar informações à imprensa e à opinião pública.

Sob sua gestão como ministro da Justiça, promoveu a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, que passou a vigorar a partir de março de 1975.

A pedido do presidente Geisel, elaborou o projeto de reforma do Judiciário, que incluía anteprojetos de reforma do Código Civil, do Código de Processo Civil e da Lei de Contravenções Penais.

Foi também o mentor de uma nova Lei de Segurança Nacional que serviu de marco para a abertura política “lenta, gradual e segura” patrocinada pelo presidente, que levou à redemocratização. A nova lei suprimiu as penas de morte e de prisão perpétua e restabeleceu o Habeas Corpus.  

Antes disso, Armando Falcão chegou a assumir interinamente os ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e da Saúde no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961).

Nascido no Ceará, Armando Falcão ingressou na política elegendo-se deputado federal em 1950. Em 1954 foi um dos articuladores da candidatura à presidência da República do então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, de quem se tornou um estreito colaborador.

Conservador por convicção, aderiu ao golpe militar de 1964 e passou a colaborar com o novo regime instalado no país, até se tornar ministro do quarto general-presidente da ditadura. Com informações do CPDOC-FGV.

Espartano disse:
11 de fevereiro de 2010 às 22:55

Como bem comentou o grande Marcius Melhem, quero deixar aqui minha solidariedade à família do ex-ministro Armando Falcao... por todos os anos em que foram obrigados a conviver com ele.

Espartano disse:
11 de fevereiro de 2010 às 22:55

Como bem comentou o grande Marcius Melhem, quero deixar aqui minha solidariedade à família do ex-ministro Armando Falcao... por todos os anos em que foram obrigados a conviver com ele.

Zerlottini disse:
12 de fevereiro de 2010 às 02:44

Ele foi o inventor da censura no Brasil. Ele fez mais contra a Imprensa livre do que o "pai dos pobres", Getúlio Vargas, com seu DIPE. O mundo ficou ligeiramente melhor, com a morte desse sujeito. Ele só não conseguiu botar a mão no Estanislau Ponte Preta. A turma do Pasquim também o mandou à merda várias vezes. Ele censurava e eles botavam o Pasquim na rua. Ô turminha porreta! Estamos precisando da volta do Pasca URGENTEMENTE!
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

Sersilva disse:
12 de fevereiro de 2010 às 10:53

NADA A DECLARAR.....

Vianna disse:
12 de fevereiro de 2010 às 13:09

Gostei da piada, muito oportuna e apropriada para a ocasião. Vai haver muito folião carioca a cair no samba do adeus neste carnaval, em ´homenagem` ao barão dos tabelionatos cariocas, e, o político mais odiado e invejado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Vianna disse:
12 de fevereiro de 2010 às 13:27

Gostei da piada, muito oportuna e apropriada para a ocasião. Vai haver muito folião carioca a cair no samba do adeus neste carnaval, em ´homenagem` ao barão dos tabelionatos cariocas, e, o político mais odiado e invejado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Armando do Prado disse:
12 de fevereiro de 2010 às 13:35

Deve ser esquecido rapidamente. Que Dante lhe reserve um dos seus círculos.

Mig77 disse:
12 de fevereiro de 2010 às 15:02

Sem dúvida o mundo ficou um pouco melhor...

atojr disse:
12 de fevereiro de 2010 às 16:59

Mais um brasileiro que contribuiu para que o país não se transformasse numa Cuba. À "ditadura" que serviu, um dia chamada de DITABRANDA,DEU UM BASTA NO ESQUERDISMO BOCÓ QUE HOJE APARELHA O PAÍS.Certamente este político não se encontrará no inferno com Chê, Lenine ou discípulos.

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