AGU quer reverter salários acima do teto constitucional para servidores

A Advocacia-Geral da União quer reverter judicialmente decisões que permitem o pagamento de salários acima do teto para servidores federais. Um servidor da Universidade Federal do Ceará, por exemplo, tem o salário de R$ 46,4 mil. O teto constitucional é de R$ 24,5 mil.

De acordo com o procurador-geral federal, Marcelo Siqueira, será passado um pente-fino para tentar colocar o valor dentro do teto previsto na Constituição. A Procuradoria Federal em Fortaleza já rastreou o processo, ainda não julgado, e tomará medidas para reverter judicialmente a decisão. No entanto, Marcelo Siqueira não descarta a possibilidade de haver problemas nos processos judiciais que originaram as vantagens.

De acordo com o levantamento do Ministério do Planejamento, grande parte dos que recebem mais de R$ 24,5 mil previstos no teto é de servidores de entidades ligadas à educação e institutos de educação tecnológica.

Os benefícios foram concedidos por meio de decisões judiciais, visando à recuperação de perdas em planos econômicos na década de 90. Com base nas informações enviadas pelo Planejamento, a AGU vai analisar caso a caso os processos judiciais que levaram à definição do valor pago.

São cinco servidores da área da educação que estão nessa situação. Siqueira disse que, apesar do número baixo, a fiscalização deverá ter cunho pedagógico. Com informações da Agência Brasil.

daniel disse:
29 de janeiro de 2010 às 14:01

O Brasil deveria cobrar mensalidades nas Universidades Públicas, quem náo tivesse condiçoes de pagar prestaria serviços comunitários durante o curso e depois.
Estas universidades brasileiras sáo verdadeiros feudos e apenas beneficiam professores e servidores. De forma absurda até mesmo no "concurso" para professores e cursos de pós-graduaçao há conluios entre panelas que há décadas mandam impunemente.
Precisamos criar um controle externo da parte administrativa das Universidades Públicas

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também