A grave crise que assola há anos o Judiciário paulista é um misto de letargia e leniência das instituições. Cabe no caso concreto o nostra culpa, pois o Executivo nunca se preocupou em melhorar as condições salariais ou estruturar as carreiras, o Legislativo somente agora recentemente aprovou um plano que já chega tarde, e o Judiciário peca pela falta de planejamento. Resultado destas imperfeições levam ao estado deflagrado de crise que incomoda aos jurisdicionados e desserve à maioria dos advogados.
Não é possível deixar de abrir um canal de diálogo e pelo menos conhecer as reivindicações, uma vez que cumpre ao Estado e exclusivamente a ele equipar o Judiciário de recursos disponíveis para pagamento do quadro de servidores. As razões da greve são variadas e ninguém detém os seus números. Em algumas comarcas é maior e outras menor. Não importa. Precisamos saber se o Supremo Tribunal Federal a considerará legal ou ilegal.
É preciso uma diretriz sobre prazos e comunicação interna mais eficiente. Vaticinam alguns mais cépticos que se perdeu um ano de trabalho. Mesmo se não for assim, qualquer desassossego fere mortalmente a finalidade da segurança jurídica. Qualquer que seja a solução, é preciso criar condições dignas de trabalho e boas instalações, com infraestrutura compatível. Radicalizar neste momento significa a própria divisão de forças. O Judiciário paulista com o volume de 18 milhões de feitos não se pode dar ao luxo de transmitir intranquilidade aqueles que batem às suas portas por Justiça.

Como dito no título acima, o Dr. Carlos Henrique Abrão é um um juiz sábio e muito culto. O ex-presidente do TJ no afã de agradar o ditador José Serra jogou o TJ nesse abismo, outros estados já conseguiram que o STF delimitasse seus orçamentos nos moldes da lei. E o tribunal de justiça de SP nunca bateu à sua porta para que este fizesse valer sua querela orçamentaria. Só sabe dizer amem, amem e amem. Agora, os dados já estão jogados. O que o TJ deve fazer? Pagar as duas data base 2009/2010 e jogar para um ponto futuro o restante, esse ponto futuro seria janeiro/2011. Não vejo outra saída.Outro ponto aprovar o projeto de lei 11/09 na ALESP, ou esse governo do PSDB quer usar o tribunal como ponto de arrecadação. As custas são do poder judiciário.
O Judiciário é um Poder independente, que goza de total automonia administrativa, orçamentária e financeira. Portanto, Judiciário, não venha querer transferir as responsabilidades de suas maledicências para os demais Poderes.
Executivo e Legislativo não têm nada, absolutamente nada a ver com esse assunto.
O TJ de SP já deu a devida atenção aos Juízes elevando suas remunerações, que hoje chegam a 19 mil reais iniciais, fora adicionais de sentenças de outra comarca, adicionais em razão de convocação em 2 [ Instância, etc... Portanto, a valorização dos Juízes já foi feita. Ninguém pode reclamar. quem reclamar que vai advogar para ver se é fácil. Agora chegou a vez do fiuncionário ser valorizado. É o funcionário que cuida do expediente judicial. 80 % dos processos são despachados pelo próprio cartório. Os funcionários do cartório é que levam o Judiciário nas costas. Chegou a hora de reconhecer e valorizar esse serviço. Tão importante quanto os juízes são os funcionários que trabalham muito, cumprem expediente durante todo o dia (e não só meio período) e sem o mínimo de condições de trabalho (muitos funcionários são acometidos de doença profissional pela falta de condições de trabalho). Chega de hipocrisia!!!! Se o juiz é importante, os funionários não são menos importantes, pois são esses bravos servidores que que fazem o serviço pesado. É a estória do papagaio que come milho e periquito que leva fama! Parabéns aos funcionários da Justiça. Sem vocês, também não haveria justiça. Carlos Manfrei - Advogado.
É claro que existe nesta republiqueta tres poderes: Executivo, legislativo e judiciário. Está na Carta Magna. Entretanto, o poder judiciário depende, financeiramente, do poder executivo. Os poderes executivo e o legislativo não têm o menor interesse na salvação do poder judiciário. Quanto pior o poder judiciário melhor para o poder executivo, seu melhor cliente. Muito apropriado e em boa hora este artigo do ilustre Juiz dr. Carlos Henrique Abrão, excelente Juiz do foro paulistano. Justa, justissima, a greve deflagrada pelos servidores do judiciário. Nosso total apoio.
É este o caminho para a melhoria do judiciário, não é ficar discutindo se a greve é legal ou não....Buscar o foco e combater a alta investimento para podermos ter um judiciário mais eficiente e competente...é discutirmos a falta de servidores a falta de investimento em tecnologia e qualificação dos servidores...é sempre bom dizer que para acabar com a evazão de bons servidores para a justiça federal temos que melhorar o salário dos servidores, e neste caso até mesmo do magistrado...Vamos ao FOCO...convoco OAB, Tribunal de Justiça e Servidores para discussão de melhoria no Judiciário paulista.
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