O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), André Castro, afirmou que há um déficit de quase três mil defensores públicos em todo o país.
Em entrevista à emissora EBC, Castro ressaltou que o orçamento para as Defensorias Públicas não passa de 0,4% do total dos recursos dos estados. Segundo o presidente da Anadep, das 7,5 mil vagas para defensores públicos em todo o país, apenas 4,7 mil estão preenchidas, por falta de previsão orçamentária para organização de novos concursos. Os dados integram o 3º Diagnóstico da Defensoria Pública, estudo coordenado pelo Ministério da Justiça.
O diagnóstico será apresentado em Santa Catarina, um dos únicos estados em que não há Defensoria Pública. Também ainda não contam com a instituição os estados de Goiás e Paraná. “Não há explicação razoável para isso, é um desrespeito às populações carentes que precisam do serviço”, afirmou André Castro.

Isto é o retrato fiel da (des)importância que um Estado, que se pretende democrático de direito, dá à Defensoria Pública da União, do Distrito Federal e dos Estados.
Sem uma Defensoria Pública fortalecida e muito bem estruturada, a sociedade civil fica completamente alijada do efetivo acesso à Justiça.
Luís Guilherme Vieira, advogado
Na verdade nem se sabe o que é pobre !
Apenas querem implantar o monopólio de pobre e atender quem quiserem e em temas que concorrem com a advocacia privada e nem são assistência jurídica.
É, pelo visto, a tal da defensoria pública pretende galgar a condição de mais um "poderzinho" na contraditória republiqueta. Mas, seria interessante avisá-los que para tal, somente se o ingresso se desse pelo voto do cidadão e contribuinte.
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