O Ministério Público tumultuou o julgamento dos acusados pela morte do cacique Kaiowá Marcos Veron na 1ª Vara Federal Criminal, nesta terça-feira (4/5), em São Paulo. O representante do MP, procurador Vladimir Aras, abandonou a sessão do Júri depois que a juíza federal Paula Mantovani Avelino duspensou o intérprete e determinou que testemunhas indígenas prestassem depoimento em português.
Em nota, a juiza da 1ª Vara Federal Criminal considerou a atitude do MP um “total desrespeito”. A juíza lamentou a saída brusca da acusação, que classificou como “absoluta afronta aos princípios democráticos”. Paula Montovani ainda continuou: “Não cabe aqui a discussão acerca do acerto ou não da decisão proferida. Para isto há os recursos adequados”.
A defesa alegou a suspeição do intérprete indicado pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI). A juíza afastou a suspeição do intérprete, mas determinou que, assim como no inquérito, as testemunhas prestassem os depoimentos em português.
O procurador justificou sua atitude antiprocessual dizendo que agiu em defesa dos valores culturais dos índios: “A gente luta não só pela condenação dos acusados, mas também pela afirmação dos valores culturais indígenas”, disse.
O julgamento dos acusados pela morte do líder indígena Kaiowá Marcos VEron começou nesta segunda-feira (3/5), sem a presença dos réus Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde. Os três, que moram em Mato Grosso do Sul, alegaram falta de recursos para se deslocar até São Paulo. O Juri, inicialmente marcado para Dourados (MS), foi transferido para São Paulo, a pedido do Ministério Público, que alegou falta de isenção na região onde o crime ocorreu.
Marcos Veróin foi assassinado em janeiro de 2003, em Juti (MS), no contexto do conflito pela posse da Fazenda Brasília do Sul, reivindicada pelos índios como parte da Terra Indígena Takuara. Seguranças da foram acusados de ter cometido o crime durante confronto para expulsar os índios acampados na propriedade.
Leia a nota da juiza:
“A defesa arguiu a suspeição do intérprete que havia sido indicado pela FUNAI. O Juízo afastou a suspeição, mas determinou que as testemunhas prestassem os depoimentos em português. Cumpre observar que todos os depoimentos prestados anteriormente por estas mesmas testemunhas no curso do processo foram realizados em português. O Ministério Público Federal, inconformado com a decisão, abandonou o plenário.
Não cabe aqui a discussão acerca do acerto ou não da decisão proferida. Para isto há os recursos adequados. Lamenta-se, porém, a atitude do Ministério Público de, em absoluta afronta aos princípios democráticos, abandonar o plenário em total desrespeito aos advogados de defesa, aos jurados, aos presentes e à Administração da Justiça, mormente em se considerando os vultosos recursos já empregados por esta Justiça para realização do Júri, desaforado da subseção de Dourados.”

porocurador?????????
O professor e procurador da república Wladimir Aras é pessoa de absoluto discernimento técnico-jurídico, além de ser um dos melhores representantes do Ministério Público Federal, função que sempre trouxe o crédito esperado, nessa difícil carreira pública.É autor de diversos artigos jurídicos, puramente indenpendentes, demonstrando que, no ministério público existe promotor de justiça independente. Nessa causa em especial, fico ao lado dos índios, porque a eles devo minha devoção espiritual e ao encontro com nossos ancestrais e o Grande Espírito Sagrado através de rituais, danças e honras a Mãe Terra. O Ser ao contrário do Ter. Dessa feita, fiquei feliz com a notícia da participação do prof. Aras nessa ação. Melhor, com poucas exceções, não poderiam estar representados nossos índios brasileiros.Viva o Indio. Salve o Indio.
Não estava no Júri. Não vi o que a notícia relatou, entretanto, confio na postura decente do promotor Aras. Se realmente Aras teve de garantir um direito e por acaso tumultuou a sessão do Júri, pela minha amizade virtual- nesse mesmo canal- pelo respeito e pela defesa dos Indios Brasileiros, receba minha absoluta solidariedade. Faria o mesmo.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.
( afasto meus títulos, honrando apenas meu nome próprio)
Preliminarmente: Para quem ainda não sabe, o integrante do Ministério Público Federal, no primeiro grau, é chamado de Procurador da República.
No mérito: INCOMPREENSÍVEL O CHILIQUE do Procurador. As testemunhas sabiam falar português, tanto assim que já haviam prestado depoimentos anteriores na língua pátria. Então, ou tem gente querendo aparecer para as ONGs internacionais e mídias sensacionalistas, ou tem gente que queria "mandar" e escolheu a profissão errada.
Já passou da hora de o Ministério Público, sobretudo o Federal, recolher-se ao seu lugar de parte. Promotor (ou Procurador) que quer ser Juiz deveria pedir exoneração e prestar o respectivo concurso público.
Preliminarmente: Para quem ainda não sabe, o integrante do Ministério Público Federal, no primeiro grau, é chamado de Procurador da República.
No mérito: INCOMPREENSÍVEL O CHILIQUE do Procurador. As testemunhas sabiam falar português, tanto assim que já haviam prestado depoimentos anteriores na língua pátria. Então, ou tem gente querendo aparecer para as ONGs internacionais e mídias sensacionalistas, ou tem gente que queria "mandar" e escolheu a profissão errada.
Já passou da hora de o Ministério Público, sobretudo o Federal, recolher-se ao seu lugar de parte. Promotor (ou Procurador) que quer ser Juiz deveria pedir exoneração e prestar o respectivo concurso público.
Lamentável, também, postar uma crítica em tom de anonimato, especialmente se verdadeiro o título de Juiz Estadual. Quero crer, Juizes do Estado, ao menos de São Paulo, não se escondem atrás de apelidos virtuais....enfim...cada macaco no seu galho....
Otavio Rossi.
Com a palavra o CNMP, pois, tentem imaginar o que aconteceria com a juíza se, ao contrário, fosse ela a abandonar o julgamento?. O STJ, no passado, já julgou que o MP não pode impedir a justiça de exercer seu munus, daí a designação de promotor "ad hoc". O STF tem sua parcela de culpa, pois, deveria com mais precisão, de uma vez por todas, delimitar a interpretação constitucional quanto ao MP.
Dividi a tribuna da defesa com meu colega Dr. Ujacow, posso afirmar que foi lamentável o abandono da plenária pelos ilustres procuradores. O Tribunal do Júri é instituição de expressão democrática e o abandono é atitude extremada e não se justificava no caso em concreto. O abandono decorreu da tentativa de fazer do julgamento, um debate sobre a questão indígena, quando o que estava em pauta era a morte de Marcos Veron. Todos os "indios" que seriam ouvidos hoje, já haviam sido ouvidos duas ou três vezes.
Os índios foram ouvidos em português, porque são aculturados e declararam desde a fase policial que sabiam ler e escrever! A tentativa de utilizar-se de intérprete não passou de uma pantomima criada pelo MPF, que buscava impressionar e sensibilizar os jurados. Outrossim, a juíza não indeferiu a presença de intérprete, mas tão somente disse que questionaria a cada testemunha se esta se expressava em português, sendo que o intérprete acompanharia o depoimento. Ficou parecendo que quem iria depor era o intérprete e não os índios. O engraçado é que os depoimentos prestados em português serviram para manter os acusados presos por quase 5 anos, mas não serviria para o julgamento. Vale lembrar que o julgamento não era dos índios e sim de três humildes agricultores que viram a fazendo em que trabalhavam invadida por dezenas de pessoas, que se auto intitulam como índios.
A defesa não se calará, e se alegra em perceber que ainda existem Magistrados, com M maísculo que não se curvam às ameaças do MPF.
A defesa arguiu a suspeição do intérprete que é índio da mesma etnia e ao que consta, filho de pajé, envolvido em disputas de terras, exatamente como os índios que se dizem vítimas nesse caso.
A juíza indeferiu o nosso pedido de suspeição, fato que constou em ata, e manteve o intérprete. Assim fica claro que o abandono do júri pelos procuradores, se teve algum motivo, não foram os motivos externados por eles, de forma absolutamente distorcida.
Alexandre de Sá Domingues - advogado
(CONTINUAÇÃO)...
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Parece que o órgão ministerial agiu tão ingênua quanto açodadamente, sem justa causa. Embora o abandono do Plenário seja, sim, um recurso ou instrumento a ser utilizado tanto pela defesa quanto pela acusação, não deve jamais ser prodigalizado. Ao contrário, deve ser encarado como última alternativa, quando as circunstâncias justificarem tal atitude, sem a qual o prosseguimento do julgamento certamente causará prejuízo para a defesa ou acusação, conforme o caso. Mas que prejuízo poderia causar para a acusação o depoimento dos índios em português, se sabem falar e se expressar no idioma oficial do País? NENHUM. Quer dizer: para reivindicar seus "direitos indigenistas" sabem falar bom português, mas para prestar depoimento, não? Ora bolas... Onde nós estamos? No Brasil ou numa terra indígena? Os índios são ou não brasileiros? Alguém se dispõe a doar seu imóvel para os índios a fim de reparar o que os bandeirantes lhes tiraram?
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Por fim, devo reconhecer ainda que a Juíza Federal Paula Mantovani Avelino conduz muito bem as seções e audiências que preside, sem nenhuma afetação, como é de se esperar em magistrados de quilate elevado que prezam os predicados da temperança, indulgência, tolerância, parcimônia, moderação e serenidade.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Não morro de amores pela Justiça Federal, e isso não é novidade. Mas por dever de honestidade intelectual, compromisso que honro independentemente dos meus humores a respeito dos atores do cenário sob análise, devo manifestar meu apoio à decisão da Juíza Federal Paula Mantovani Avelino. É inadmissível pretender que pessoas brasileiras, que falam o idioma nacional, prestem depoimento como se estrangeiros fossem. Não concordo com a política indigenista deste País. Não concordo com essa hipocrisia de proteção ao índio enquanto milhões de brasileiros, tão natos quanto eles, veem-se privados de terra onde morar e cultivar para que os índios possam viver como primatas, da caça e da pesca monopolizando milhares, se não milhões de hectares. Se os índios são estrangeiros a necessitar de tradutor, então, deve reconhecer-se seus territórios como apartados do Brasil e exigir tenham passaporte para transpor nossas fronteiras. Se não são estrangeiros, então têm o dever de falar português para se comunicar com os brasileiros e nossas instituições.
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(CONTINUA)...
Ao sr. promotorzinho: Melhores???? Vá sonhando, filhote.
Vocês não passam, hoje, de uma instituição corporativista, que não preenche os cargos nas comarcas para poderem acumular outras ao mesmo tempo, tudo porque não têm serviço que justifique seu salário.
Vocês não atuam nem em 1/3 dos processos de uma vara cumulativa.
Vocês não vão às audiências de família e , cá entre nós, não fazem a menor falta.
Vocês já tiveram dois concursos anulados POR FRAUDE recentemente.
Vocês estão parasitando nos prédios do Judiciário até hoje.
Vocês se acham autoridades. Não passam de postulantes arrogantes, que não honram o elevado mister de defender o interesse público nem agem com a postura compatível.
Outro dia, um dos senhores quis dar voz de prisão na minha audiência. Teve que escutar, e engolir, que na minha audiência o presidente sou eu. Foi desautorizado em público.
Repito: Ou o procurador quis mandar na audiência, ou quis aparecer para a mídia. No primeiro caso, que faça concurso para juiz (não vai passar, dada sua índole). No segundo, que vá dar entrevistas para sua geladeira. E leve os puxa-sacos do MP com o senhor.
Passe bem.
Amigo e respeitoso Sergio. Chamo-o de amigo pelo respeito a beca e a sua conduta pessoal na vida advocatícia, embora não o conheça pessoalmente- tal qual o procurador Aras. Não concordo com você; às vezes a Grande cidade tornam as pessoas mais afastadas dos pequenos centros deixando-nos menos informados das realidades distantes. Meu testemunho sobre o tema é que os Índios brasileiros estão absolutamente corretos, e muitos, tentando resgatar suas origens, rituais e dinâmica de religião- diferente do que os missionários cristãos queriam para eles. Muitos, ainda, meu amigo, permanecem com seus idealismos exigindo falar a lingua Natal. Muitos, não falam português, ou brasileiro ( como eles mesmos indicam). Amigo, basta que se faça uma visita a uma Aldeia indígena, por exemplo no Estado do Acre. Estive pessoalmente na Aldeia dos Yawanawás, a 12 horas de barco da cidade menos próxima de Rio Branco. Aldeia de verdade, não de mentirinha. Ali é fácil verificar a origem real dos nossos índios, a pura verdade. E, amigo, respondendo sua questão sobre a doação do bem imóvel, recentemente fundamos uma ONG ( seríssima) chamada Guardiões da Floresta, onde muito mais do que bens imóveis são doados, mas a própria Alma de quem quer ajudar. O resgate de nossa cultura indígena é muito importante ao homem branco e ao indio. Ainda há tempo. E não se esqueça, que no Acre, a Justiça Federal usa intérpretes para sua comunicação com os índios. A Justiça de São Paulo, precisa, urgente, deixar de lado as vestimentas talares,voar a uma aldeia indígena e verificar que não se tratam de pobres coitados, mas de pessoas que tem direitos e deveres e que estão, com a ajuda de alguns pouco brancos ( brasileiros e estrangeiros) resgatando sua cultura e lingua.Abraço-o.
Otavio Rossi.
magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância),
Há exageros da parte do citado promotor e de sua parte.
No Poder Judiciário há PÉSSIMOS magistrados, que passam sabe lá como no concurso (passam por diversos fatores. É de conhecimento de todos no mundo jurídico que, concurso tem que estudar e contar tb. com a sorte. Mesmo porque ninguém consegue saber (ou decorar, como digo) tudo.
No Ministério Público valem as mesmas observações acima. Há bons promotores e péssimos promotores. CONHEÇO OS DOIS LADOS DO JUDICIÁRIO E DO MP.
Reconheço que o Judiciário de SP, junto com o de MG são os piores do país em termos de qualidade jurídica das decisões. De seu lado o MP paulista fica dentre os piores também. A Promotoria do Consumidor por ex. é ineficaz e inoperante.
Por fim, dar voz de prisão, caso haja flagrante delito PODE SER DADA EM QUALQUER LUGAR, INCLUSIVE EM SEU LOCAL DE TRABALHO (art. 301 do CPP). SABIA?
Qual a norma que diz que ALGUÉM não pode prender quem se encontre em flagrante delito dentro de algum gabinete?
Aliás, fico pensando...Como o senhor deve ser arrogante em seu ambiente de trabalho. Ao menos é esta impressão que passa...
JOHN098 (Arquiteto),
Juiz não é uma autoridade sem limites ou absoluta.
Mesmo estando em seu gabinete tem limites para atuar. SABIA?
JOHN098 (Arquiteto),
Juiz não é uma autoridade sem limites ou absoluta.
Mesmo estando em seu gabinete tem limites para atuar. SABIA?
JOHN098 (Arquiteto),
Juiz não é uma autoridade sem limites ou absoluta.
Mesmo estando em seu gabinete tem limites para atuar. SABIA?
A decisão da magistrada federal é tecnicamente correta.
Ora, se no inquérito as testemunhas prestaram depoimento em português, por que a necessidade de intérprete no depimento judicial?
Somente quem não têm conhecimento da língua nacional, é que necessita de intérprete.
Mas, eles prestaram depoimento na fase inquisitória na língua nacional, provado está que não necessitam de intérprete.
JOHN098 (Arquiteto),
Juiz não é uma autoridade sem limites ou absoluta.
Mesmo estando em seu gabinete tem limites para atuar. SABIA?
Cadê o corregedor do CNMP, heim? Do CNJ abre investigação por recortes de jornais.
Se a moda pegar, logo logo, nas sessões do STF, se for negada alguma questão de ordem levantada pelo MPF e não for deferida, o procurador abandonará a sessão, ficando o julgamento inviabilizado. E isso seguirá até que se defira a pretensão do MPF. Portanto, cuidado STF, cuidado!
Meu caro, você me acusa de ser arrogante sem me conhecer.
Não é arrogância nenhuma dizer que o presidente da audiência é o Juiz. Isso está na lei. SABIA?
Se o promotor decreta a prisão na sala de audiência que eu presido (eu nem disse "gabinete"...), mesmo que haja crime, O JUIZ É A AUTORIDADE PARA RELAXAR O FLAGRANTE OU CONCEDER A LIBERDADE PROVISÓRIA, SABIA????
Então, se eu não prendi, é porque entendi que não cabia prisão. Quem quiser que prenda o réu fora do Fórum e me acuse de omissão.
Quanto à qualidade dos juízes, saiba que o CNJ, em recente levantamento, apurou que os juízes do Sudeste, especialmente os paulistas, têm entre 15 e 20% de decisões reformadas. É o índice mais baixo de reforma, SABIA?
Da minha parte, 85% de minhas decisões são COMPLETAMENTE confirmadas. Faço meu controle estatístico, pois o preço da paz é a eterna vigilância e um homem precavido...vale por muito mais de dois. Isso quer dizer que, na média, em cada dez recursos, quase nove são esperneio de advogados ou promotores que estão errados.
Conclusão: Vossa Senhoria não pode dizer que conhece o Judiciário tão bem assim. Nunca foi juiz. Eu, por outro lado, além de magistrado, já fui advogado e procurador do Estado (SABIA?).
Meu caro, você me acusa de ser arrogante sem me conhecer.
Não é arrogância nenhuma dizer que o presidente da audiência é o Juiz. Isso está na lei. SABIA?
Se o promotor decreta a prisão na sala de audiência que eu presido (eu nem disse "gabinete"...), mesmo que haja crime, O JUIZ É A AUTORIDADE PARA RELAXAR O FLAGRANTE OU CONCEDER A LIBERDADE PROVISÓRIA, SABIA????
Então, se eu não prendi, é porque entendi que não cabia prisão. Quem quiser que prenda o réu fora do Fórum e me acuse de omissão.
Quanto à qualidade dos juízes, saiba que o CNJ, em recente levantamento, apurou que os juízes do Sudeste, especialmente os paulistas, têm entre 15 e 20% de decisões reformadas. É o índice mais baixo de reforma, SABIA?
Da minha parte, 85% de minhas decisões são COMPLETAMENTE confirmadas. Faço meu controle estatístico, pois o preço da paz é a eterna vigilância e um homem precavido...vale por muito mais de dois. Isso quer dizer que, na média, em cada dez recursos, quase nove são esperneio de advogados ou promotores que estão errados.
Conclusão: Vossa Senhoria não pode dizer que conhece o Judiciário tão bem assim. Nunca foi juiz. Eu, por outro lado, além de magistrado, já fui advogado e procurador do Estado (SABIA?).
O senhor tem razão. Relmente, meus amigos do cursinho querem ser promotor, sob a alegação que trabalha menos que juiz. Quanto aos melhores, tenho dúvida, pois direito penal é muito fácil. Será isso verdade?
Apresentei números do CNJ que não são corretos (baseados em pesquisas mais antigas, que davam a taxa de reforma de primeiro grau, no sudeste, entre 20 e 25%). O último levantamento do CNJ indica uma taxa maior, lembrando-se que São Paulo tem uma carga imensamente maior que a dos demais Estados e, portanto, erra mais devido ao acúmulo. Mesmo assim, está longe de ser um dos piores: era o sexto em 2008, com 37,4% de decisões total OU parcialmente reformadas, atrás do Rio Grande do Sul (37,6%), Roraima (37,8%), Rio de Janeiro (38,1%), Goiás (38,8%) e do campeoníssimo Piauí(impressionantes 72,4%).
Fonte: Justiça em números 2008, CNJ.
Lembro: Trata-se de qualquer tipo de reforma, mesmo as parciais e mais insignificantes. Ou seja, 62,6% das decisões dos juízes paulistas são completamente confirmadas, número até razoável diante do incomparável acúmulo de serviço comparado a qualquer outra Justiça do País.
Particularmente, fico até satisfeito pelo meu índice pessoal. Tenho acompanhado via internet os julgamentos em segundo grau e, até aqui, cerca de 85% das decisões (agravos e sentenças) foram inteiramente confirmadas. Em compensação, minha vara é mais tranquila que a média do Estado. Há cerca de 4.500 feitos em andamento.
ACOMPANHE as atividades de um PJ de terça a quinta, das duas às cinco. Será muito extenuante, tome cuidado.
Quanto ao zero-à-esquerda falante que se diz promotor, o Marcelo lembrou muito bem. Quem presta concurso para o MP, invariavelmente, alega que a carreira é muito melhor porque juiz trabalha demais.
ACORDA, HORÁCIO (braço-curto)! E vê se te enxerga.
Mudaram o foco da discussão. Será que isso ocorre nas denúncias e decisões judiciais ? Não, creio que não. O mais interessante disso tudo é que nessa discussão infaltil ou pueril - e daí não dá para acreditar que se tratam de Juiz ou Promotor de Justiça nessa Sala, ninguém assina o próprio nome. Ou seja, não honram as vestes que vestem, ou, atacam o Judiciário ou o Ministério Público covardemente, sem a identificação pessoal. Covardia sim. Por isso, desde o meu comentário inicial, no foco do problema, fui solidário com o Procurador Vladimir Aras, porque ele vem aqui, escreve o que bem entende e assina seu nome honrando sua beca e cordão vermelho fazendo do Ministério Público órgão independente.
Amanhã- se verdadeiro o título de algum de vocês- que se escondem atrás do computador, estaremos juntos nos corredores do fórum e não poderei cara a cara falar-lhes o que penso dessa situação da Falta de vergonha da Cara. Só espero que não se utilizem da covardia para ataques profissionais, ou que não me prendam em sala de audiência em forma de retaliação. Vai dar o que falar !
No mais, façam a reflexão de, os Sr. Juizes e Promotores- se verdadeiros os títulos, apresentarem seus nomes, honrando a Instituição a qual pertencem, agindo com elegância com seus adversos debatedores virtuais...mas, ainda duvido que tudo isso seja verdade.
Otávio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.
CONTINUAÇÃO... abr-21/claro-condenada-indenizar-cliente -nao-desbloquear-celular conjur.com.br/2009-fev-21/judiciario-per mitido-comerciantes-adulteracao-combusto vel 9-fev-22/brasileiro-poder-judiciario-len to-caro-imparcial 004-ago-22/judiciario_comparado_tartarug a_pesquisa
Todos sabem que a Justiça TARDA E MUIIITAS VEZES NÃO É FEITA...
O senhor diz que a maioria das decisões do Judiciário Paulista (1 instância) não são reformadas. Coloque aqui o link desta pesquisa por favor.
O TJSP é conhecido no meio jurídico (não sou eu que estou dizendo) como o pior Judiciário do Brasil, junto co o TJMG. Digo em questão de qualidade jurídica das decisões. Sim o Tribunal tb é um dos piores. Cada decisão teratológica que já vi...
http://www.conjur.com.br/2010-
http://www.
Para brasileiro, Justiça é lenta, cara e parcial
http://www.conjur.com.br/200
Pesquisa mostra que população compara Judiciário a uma tartaruga
http://www.conjur.com.br/2
Enfim, o importante é que o senhor gosta do que faz e espera-se que suas decisões ajudem levar mais segurança para as relações sociais...
CONTI.
Isso é um ser normal Magis_2008? Enfim tem pessoas desequilibradas na magistratura, na advocacia, no MP, na medicina,etc
Quanto a “DESAUTORIZAR PRISÃO EM FLAGRANTE OCORRIDA EM AUDIÊNCIA QUE O SENHOR PRESIDIU”, ouço discordar do senhor. No meu entendimento caso o advogado (art.301 do CPP) ou o Promotor de Justiça tenha dado voz de prisão a alguém que tenha praticado crime esteja em estado de flagrância, NÃO pode o senhor DESAUTORIZAR A PRISÃO. Nem mesmo sendo o juiz que preside a audiência. E é justamente aí, que o senhor ACHA que o juiz que preside a audiência tem poderes ilimitados. NÃO TEM.A como eu queria ter pela frente, em uma audiência, na hipótese de um caso como este, o senhor como juiz da audiência. Iria ser uma vergonha para o senhor, com o devido respeito (como profissional do direito que o senhor é)
Ademais, fico tentando imaginar a situação. Como o senhor, sendo um juiz cível, poderia relaxar imediatamente uma prisão em flagrante, sem antes ter sido lavrado o auto de prisão em flagrante, e o MP ter opinado sobre o feito. Acredito que não preciso trazer aqui JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE este tema. Caso precise eu colaciono VÁRIAS aqui para o senhor tomar conhecimento. Neste caso da prisão terei que concordar com o Promotor de Justiça que abaixo fez considerações.
Magis_2008, pense um pouco antes de expor aqui suas opiniões. Entendo que o senhor pode falar o que quiser aqui. Mas não fica bem para um juiz falar coisas absurdas não amparadas em LEIS. Não tenho nada contra o senhor. Aliás nem o conheço. Porém o senhor PENSA que é uma coisa QUANDO NÃO É.
As pessoa meu caro magis_2008 não acreditam mais no Judiciário (em regra). Já foi-se o tempo em que as pessoas diziam: Vou entrar com uma ação porque a justiça será feita.
CONTINUAÇÃO... o.blogspot.com/2010/01/soberba-juiza-diz -que-juiz-e-um-ser.html
magist_2008 (Juiz Estadual de 1ª. Instância),
VEJA O QUE EU DISSE:
"Como o senhor deve ser arrogante em seu ambiente de trabalho. Ao menos é esta impressão que passa..."
Logo não o acusei de ser arrogante. Apenas disse que PARECE ser arrogante. PARECE.
Não disse que o juiz NÃO preside a audiência. Sim, preside e não tem poderes absolutos e ilimitados. INCLUSIVE PRESIDINDO A AUDIÊNCIA.
O senhor já disse outras vezes aqui que quem critica magistrado é porque queria ser magistrado e não consegue. rsssss
Eu não fui magistrado e NUNCA gostaria de ser. Nem se me dessem o cargo eu não gostaria. Acredita ou acha que sou maluco? Pois é, tem milhões de pessoas que não queriam ser magistrados NEM SE DESSEM O CARGO PARA ELE. Quando o senhor passar a acreditar nisso...
Aliás, eu estava procurando algo na internet e deparei com esta aqui (o senhor vai adorar a magistrada...):
Juíza de Santa Rita-PB diz que juiz é um ser superior.
Repercute nacionalmente a declaração da Juíza do Trabalho Adriana Sette da Rocha Raposo, para quem o juiz "é um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material".
http://mazelasdojudiciari
rsssssss
Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal),
Concordo com o senhor quando diz que o foco está sendo alterado. Não sendo opinado sobre o texto do artigo. Ocorre que o comentarista MAGIS_2008, adora tumultuar as coisas. Ele não aceita que É APENAS UM JUIZ QUE TEM SEUS PODERES LIMITADÍSSIMOS. Ele acredita que pode tudo e que todos são incompetentes. Costumo dizer que concurso para a magistratura e porque não o para o MP. tem a avaliação não direcionada para o que interessa DE FATO. Ficam fazendo um monte de perguntas desnecessárias que termina por aprovar pessoas desqualificadas para o cargo. Enfim...
O que chama a atenção é que ele, Magis_2008 diz coisas sem qq base legal. Por estas e por outras tantas que tenho visto, os concurso para ingresso na magistratura e MP deveriam ter outra forma de avaliação. Mais eficaz e produtiva que a existente atualmente.
ERRATA ...OUSO/OUSO DISCORDAR...
Eu nem me daria ao trabalho, mas o alarmante despreparo do Carlos e do MP merece uma última resposta.
Carlos: Você é advogado? Eu já fui, durante muitos anos. E NUNCA INVENTEI AFIRMAÇÃOES ALHEIAS.
Eu nunca disse que posso tudo. Nunca disse que os outros são todos incompetentes (não é o seu caso). E nunca disse que sou juiz cível. Então, vá aprender a discutir com homens de verdade, e, quem sabe, aprenderá a ser um bom advogado.
Quanto a certos absurdos que são ditos por aí, não tenho nada com isso. Mas o fato, que só um ASNO poderia contestar, é que a MÉDIA dos Juízes é MUITO superior, TECNICA E MORALMENTE, à MÉDIA dos advogados (incluídos os promotores). ASSIM COMO, ALIÁS, A ELITE DOS ADVOGADOS (os BONS, não o senhor) É MUITO SUPERIOR À MÉDIA DOS JUÍZES E PROMOTORES. Estou falando em médias, percebe??? Há juristas renomados e profissionais exemplares nas três categorias (principalmente na advocacia, pelo número), mas a MÉDIA, repito, M-É-D-I-A com menor qualidade também está na advocacia, por causa da falta de avaliação séria e do número de cursos jurídicos inaptos no País.
Ao MP: é FATO, facilmente demonstrável no Estado de São Paulo, que os promotores brigam entre si para acumular promotorias e ganhar diárias. Devem estar cheios de serviço nas suas promotorias, não? Tenho como provar, sim, que muitos promotores trabalham em suas promotorias originais apenas dois ou três dias por semana para poder acumular outras promotorias e ganhar diárias.
Sobre ataque à instituição, não seja cínico. Eu falava da atitude execrável de um coleguinha seu, não da Instituição, quando VOCÊ quis dar uma de bom (coitado) e contou aquela piada (de que no MP estão os melhores).
Aos demais: perdão por eventuais excessos.
"AFIRMAÇÕES"...
"AFIRMAÇÕES"...
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