
Em reunião promovida nesta segunda-feira (15/3) para discutir a implantação do voto do preso provisório nas próximas eleições, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, desembargador Walter de Almeida Guilherme, demonstrou preocupação com a composição das mesas receptoras de votos nos estabelecimentos penais e unidades de internação de adolescentes (Fundação Casa). Segundo levantamento feito pelo tribunal, serão necessários quatro mil mesários para trabalhar nessas seções eleitorais, entre capital e interior. Cada seção contará com quatro mesários, com 100 presos votantes, no máximo. São 356 estabelecimentos em todo o estado.
Conforme dados levantados pelo TRE-SP, há cerca de 50 mil presos provisórios nos estabelecimentos prisionais e 5,5 mil menores infratores nas unidades da Fundação Casa no estado de São Paulo.
"É indispensável que as entidades civis favoráveis ao voto do preso provisório colaborem efetivamente. É um direito que está sendo colocado à disposição e o TRE pede às entidades que se disponham a fornecer uma lista com nomes de voluntários dispostos a trabalhar como mesários", pediu o presidente.
Durante a reunião, o tribunal também solicitou a colaboração das entidades civis presentes, inclusive na obtenção dos documentos, para possibilitar o alistamento dos presos provisórios que deverá ser feito até 5 de maio, quando se encerra o prazo para alistamento eleitoral e transferência de títulos.
Esta foi a segunda reunião para tratar do tema. Na primeira reunião, ocorrida dia 8 de março, com autoridades das áreas de Justiça, Penitenciária, Segurança Pública e do Ministério Público, o tribunal expôs as questões ligadas ao alistamento eleitoral, convocação de mesários, logística utilizada para a preparação das seções de votação e segurança das urnas eletrônicas. Apresentou também um cronograma de ações e formou grupos de trabalho para o desenvolvimento do pleito nas penitenciárias e nas casas de internação. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Vai dar merda...
Vai dar merda...
Muitos jovens brasileiros – honestos e trabalhadores – são forçados a deixar seu trabalho, seus estudos e, em muitos casos, sua cidade natal e o convívio com suas famílias a fim de cumprir o serviço militar obrigatório (os conscritos). E, durante este tempo de serviço compulsório, se houver eleição, não podem votar. Não vejo nenhuma voz se levantando contra tal restrição que tem assento constitucional.
Por outro lado, sujeitos que de forma premeditada vieram a cometer crimes, que já se encontram condenados por uma sentença judicial transitada em julgado, em um país tão carente de recursos, encontram eco para que lhes seja garantido tal direito, como se fosse o maior dos delitos não deixá-los participar do jogo eleitoral.
Para tanto, pensa-se em gastar quantidade considerável de recursos. Se voluntariamente enveredaram pelo caminho do crime, que arquem com as conseqüências, uma delas, a impossibilidade de votar e ser votado.
Não seria mais republicano, justo e humano que a Justiça eleitoral utilizasse tais recursos para garantir a acessibilidade de vários portadores de deficiência, idosos, aos precários locais de votação?
Coisas do Brasil.
Ninguém pode imaginar se não foi dado um "tiro no pé". Aqueles que aprovaram esse absurdo, também serão julgados, considerando que são os únicos responsáveis pelo descaso e pelas péssimas e desumanas condições prisionais. Se ainda lhes restar um pouco de discernimento,com certeza irão se voltar contra esse estado de coisas.
Pobres mesários, eu não gostaria de estar no lugar deles.
O que ninguém mencionou, é que havendo 4 mil deles em perigo iminente, com certeza haverá um efetivo de no mínimo 8 mil policiais, para garantir a segurança nos locais de votação: Ou não!!!!!!!!!!
O direito bem respeitado é aquele bem trabalhado pelos homens de boa vontade. Só quem tem dignidade é que sabe que o preso provisório não é preso com pena definitiva, e no mínimo, por conta deste motivo considera este tipo de detento como digno de escolher o político digno de sua representação. Só é preciso saber qual deles vai se apresentar com propostas para, pelo menos, perseguir a defesa destes seres humanos, esquecidos nos porões prisionais, que aguardam justiça definitiva, e merecem o respeito dos que tanto os rejeitam ****** ****andradefilho@yahoo.com****
O preso provisório tem sua condenação sob suspeita até que sua condenação se transforme em definitiva. É neste sentido que eles merecem a digna representação política, que a constituição conceitua como "dignidade da pessoa humana", no inciso III, em seu artigo 1º. *****andradefilho@yahoo.com*****
O preso provisório tem sua condenação sob suspeita até que sua condenação se transforme em definitiva. É neste sentido que eles merecem a digna representação política, que a constituição conceitua como "dignidade da pessoa humana", no inciso III, em seu artigo 1º. *****andradefilho33@yahoo.com*****
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