Indicação de ministro para o STF poderá ficar com Dilma, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, nesta quarta-feira (24/11), que poderá deixar a indicação do 11º ministro do Supremo Tribunal Federal para o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Lula, no entanto, reafirmou que o nome será escolhido em conjunto, de forma consensual. A notícia é da Agência Brasil.

“Conversei com o Sarney [José Sarney, presidente do Senado] e se não for possível votar [realizar a sabatina do indicado no Congresso] até o dia 17 de dezembro vou deixar pra Dilma indicar. Não vou indicar um cara que seja da minha vontade, vamos construir juntos uma alternativa, com 50% de responsabilidade de cada um”, disse em entrevista coletiva a blogueiros, no Palácio do Planalto.

Lula disse que não há pressa para a indicação do ministro do Supremo, pois não há nada de “gravíssimo” para ser votado, embora destaque que o novo integrante do STF terá a importante tarefa de ajudar no julgamento de recursos sobre a Lei da Ficha Limpa.

O presidente afirmou que a pressão para escolher um ministro para a Corte é maior do que a enfrentada para indicar um ministro de Estado. Ele citou ainda os nomes dos ministros que chegaram ao Supremo durante os oito anos de seu mandato.

Gabriel Quireza disse:
24 de novembro de 2010 às 17:46

Deveria haver um prazo para acontecer a indicação, para que o STF ficasse o menor tempo possível desguarnecido de ministros.
Simplesmente absurda tal situação.

Ana Só disse:
25 de novembro de 2010 às 08:24

Presidente não poderia nomear Juiz.
Ver o filme Julgamento EM Nuremberg ("Judgement AT Nuremberg", em preto e branco, com Spencer Tracy - não confundir com O Julgamento DE Nuremberg, ou "Infamy Trial", colorido.
Nossa-senhora-cremdeuspai.

Marcos Alves Pintar disse:
25 de novembro de 2010 às 11:45

O Sr. Presidente da República não se contenta em exercer uma indevida influência sobre os outros Poderes. Ainda debocha do cidadão honesto, tentando a ferro e fogo reescrever a Constituição mantendo em aberto a nomeação de um ministro de tribunal superior encarregado de exercer controle sobre os atos da Presidência. Afinal, o que será de nós?

joão gualberto disse:
25 de novembro de 2010 às 18:43

É lamentável ver o presidente delongar a indicação pretextando que "não há nada gravíssimo para ser votado" ... Sua obrigação, como presidente, não é julgar se importa ou não indicar o ministro, seu poder-dever é indicá-lo, e só. A descaracterização da República está decorrendo justamente de atitudes desse tipo por parte de autoridades constituídas, totalmente despreparadas sequer para entender o que significa uma Carta Constitucional e qual a finalidade de cumpri-la fielmente.

joão gualberto disse:
25 de novembro de 2010 às 18:43

É lamentável ver o presidente delongar a indicação pretextando que "não há nada gravíssimo para ser votado" ... Sua obrigação, como presidente, não é julgar se importa ou não indicar o ministro, seu poder-dever é indicá-lo, e só. A descaracterização da República está decorrendo justamente de atitudes desse tipo por parte de autoridades constituídas, totalmente despreparadas sequer para entender o que significa uma Carta Constitucional e qual a finalidade de cumpri-la fielmente.

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