Peluso propõe que conciliação seja critério para promoção de juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Cezar Peluso, propôs que a solução de litígios por meio da conciliação seja critério para promoção de magistrados, nesta segunda-feira (29/11), durante abertura da 5ª Semana Nacional de Conciliação. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Peluso, a conciliação tem peso zero na promoção por merecimento, mas deve ser reconhecida como um importante critério de avaliação. “O juiz que não dá a sentença, mas concilia e resolve os litígios, tem tanto mérito quanto aquele que conduz um longo processo”.

O ministro lembrou que o CNJ aprovou na última semana resolução que obriga os tribunais de todo o país a oferecer núcleos específicos para resolução consensual de conflitos. A ideia é que a sociedade recorra a órgãos e pessoas capacitadas a usar esses métodos alternativos de resolução de conflito.

Semana de conciliação
Segundo dados do CNJ divulgados pela Agência Brasil, a 5ª Semana Nacional de Conciliação, que ocorre até sexta-feira (3/11) terá cerca de 6 mil audiências só em São Paulo. O objetivo é chamar a atenção sobre meios alternativos de solução dos conflitos judiciais, de primeira ou segunda instância, e os pré-processuais, aqueles que ainda não se transformaram em ações judiciais.

“Por intermédio da conciliação as partes encontram uma solução para o litígio judicial. E é uma maneira mais civilizada e moral de pôr fim a uma pendência no âmbito da Justiça, porque a solução é ampla e definitiva, e é benéfica para as partes e para o próprio Judiciário”, afirmou o coordenador do Gabinete da Conciliação do Tribunal Federal da 3ª Região, desembargador Antonio Cedenho.

Segundo o TRF-3, em 2010, os litígios previdenciários na área rural somaram de 1,5 mil a 1,9 mil processos por mês. Desse total, 80% foram resolvidos por meio da conciliação.

Gabriel Quireza disse:
30 de novembro de 2010 às 11:41

Com isso, vai ter Juiz de Direito por aí que vai tentar forçar acordos, igual já acontece numa certa justiça especializada...

Edmundo disse:
30 de novembro de 2010 às 21:45

Gostaria de saber como um Juiz Criminal poderá realizar conciliações.
Se não há conciliações no criminal, como ele reunirá tal requisito para ser promovido por merecimento.
Por óbvio imagina-se que todos os magistrados são merecedores de promoção e se não o forem, que recebam 'bola preta'.
O critério mais justo para as promoções é verificar a antiguidade e se o mais antigo que se inscrever, não for merecedor, que receba 'bola preta'.
É mais lógico avaliar, dentre os magistrados, quem não merece, do que aquele que mereça e, sendo assim, que o único critério para promoção seja o da antiguidade.

Luiz Eduardo Osse disse:
01 de dezembro de 2010 às 07:12

... sou conciliador voluntário há mais de 5 anos, em uma comarca da região sudoeste do conurbano paulistano, e as estatísticas me são amplamente favoráveis. Concluo, entristecido, que as conciliações, em geral são injustas. Aquele que tem razão, quase sempre, cede. E o espertalhão, quase sempre, obriga-se a menos do que deveria, em função dos acontecimentos e da própria lei. Uma pena ainda não haver, no Estado de São Paulo, a figura do Juiz Leigo, previsto na legislação. Tenho a nítida impressão de que o Tribunal não deixa essa instituição se consolidar nas comarcas, com medo da concorrência!

alvarojobal disse:
01 de dezembro de 2010 às 13:27

Nesta Justiça Especializada se pratica a injustiça com o desiquilibrio entre as partes, ao colocar sobre a cabeça do reclamado a espada afiadissima do deposito recursal, violando o direito constitucional. Na area civel, se qualquer das partes não for favoravel ao acordo, prejudicando o critério de promoção do julgador, a partir deste momento a parte não sera vista com bons olhos.
DEIXEM OS JUIZES JULGAREM SEM IMPOSIÇÃO NENHUMA OU DIRECIONAMENTO NA PRATICA DA ATIVIDADE JUDICANTE.

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