Dentro de 40 dias, a contar desta terça-feira (26/10), o galo batizado de Natal vai ganhar um galinheiro, mas perderá a liberdade de ciscar das 22h às 6h no quintal de um casarão da Rua Santa Clara, em Copacabana (RJ), onde vive. A decisão é do 4º Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro, que determinou que o animal deve ficar preso em um galinheiro durante esse horário.
Alvo de queixas de um vizinho, que reclama do canto do animal, o caseiro Elson Pereira Brasiliense disse que irá construir o espaço onde Natal ficará preso, em companhia de duas galinhas, informou o portal Clica Piauí. Mas seu advogado Leandro Nunes brincou dizendo que "isso não significa que ele vai parar de cantar até porque não podemos construir um galinheiro com proteção acústica".
"Não gostei da ideia de mantê-lo preso, mas vou cumprir com a minha palavra", declarou o caseiro, contando que o vizinho incomodado levou a gravação com o canto do galo. "Mas o conciliador não quis ouvir", disse Nunes.
Nunes chegou a preparar uma defesa, baseado na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, da Unesco. "Cada animal tem direito ao respeito, seria um dos meus argumentos. Mas chegamos a uma conciliação pacífica", explica Nunes.
A permanência de Natal em Copacabana agradou aos moradores. "Pensei que a Justiça determinaria que o galo fosse despejado", comentou o comerciante Umberto Silva. Autor de abaixo-assinado com 150 nomes pela permanência do animal, Umberto contou que a história servirá de enredo para o bloco Galo da Santa Clara, que será lançado ano que vem.
"O sambinha já tem até o refrão: quiseram calar o galo que o amigo me deu. Apesar da bordoada, o meu galo não morreu", adiantou o comerciante.
Segundo o jornal Extra Online, o cenógrafo Cesar Tadeu Catharino, autor da denúncia contra o galo de Copacabana, se diz aliviado. Mas disse que vai procurar por seus direitos novamente caso o galo continue a fazer barulho à noite.
"Se ele parar de cantar de oito em oito segundos de madrugada, como já cronometrei, eu me dou por satisfeito. Já cheguei ao ponto de me fechar no quarto com minha mulher e meu filho pequeno para conseguir dormir. Não dá para conviver em plena Copacabana com um animal que deveria estar na roça. Se o galinheiro não adiantar, volto para a Justiça", assegura Catharino.
...e eu aqui no Itaim Bibi em São Paulo acordado com barulho dos carros, disparo de tiros, gente gritando...saudades dos cantos dos Galos...
Otavio Augusto Rossi Vieira, 43
Advogado Criminal em São Paulo.
Um galo carioca que canta de 8 em 8 segundos?! Caro magistrado, determine o encaminhamento do galo ao programa do Raul Gil!!!
O galo não parará de cantar, pouco importa onde o acomodem.
A que ponto chega a intolerância!!! Quem se incomoda com o canto de um galo, revela coisas tenebrosas em seu interior. Logo irá ao judiciário para pedir que os pássaros que cantam nas manhãs paulistanas, nas poucas árvores que ainda restam nas praças e lembrando-nos nossa origem natural, sejam também calados. E veremos policiais dando tiros para o alto, para fazer calar tais bichos....Espero que algum Tribunal casse essa decisão.
A implicância começou, depois que ele deixou de ser pinto para se pôr a cantar.
O judiciário anda abarrotado com tantos processos, ai, aparecem esse tipo de pessoas que não tem o que fazer!
A meu ver, isso é uma prova da falta do que fazer. Se o nobre cenógrafo procurasse uma ocupação, mesmo que a noite, certamente não teria tempo para cronometrar o lapso temporal do canto do galo. Acho que ele deveria morar no meio do deserto do Saara, mas mesmo assim ainda teria barulho de algumas serpentes.
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