Tragédia em Realengo antecipa campanha nacional pelo desarmamento

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A tragédia na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, em que 12 crianças e o atirador foram mortos, fez o Ministério da Justiça adiantar a campanha nacional do desarmamento para o dia 6 de maio. De acordo com o ministro José Eduardo Cardozo, um conselho de representantes do governo federal e da sociedade civil vai coordenar a campanha. As informações são da Agência Brasil.

A reunião do conselho está marcada para a próxima segunda-feira (18/4). Além de organizações da sociedade civil, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional de Segurança Pública e o Conselho Nacional do Ministério Público deverão integrar o conselho. Segundo o ministro, a campanha não tem data para terminar e deve ser feita anualmente.

Nessa segunda-feira (11/4), Cardozo se reuniu com representes do Instituto Sou da Paz e da organização não-governamental Viva Rio, em Brasília, e disse que o governo tem discutido formas de acelerar o pagamento das indenizações, que demorava cerca de três meses nas outras campanhas. Segundo ele, "a demora do pagamento traz um desestímulo à população, que demora ou até desiste de entregar as armas".

Na última campanha, os valores das indenizações variavam entre R$ 100 e R$ 300 por arma. Este ano, as pessoas que entregarem munições também serão ressarcidas. Os valores ainda não estão definidos, mas cada munição deve valer centavos.

Na última campanha do desarmamento, feita entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, foram recolhidas mais de 40 mil armas no país. De acordo com a ONG Viva Rio, há 14,5 milhões de armas em circulação no país.

O desarmamento também está sendo discutido no Senado Federal. Nessa terça-feira (12/4), o presidente do Senado, José Sarney, vai apresentar proposta de um novo referendo sobre o desarmamento. O objetivo é debater um projeto de lei para ser feita nova consulta à população sobre a proibição da venda de armas de fogo no país.

João Ricardo 1 disse:
12 de abril de 2011 às 12:42

Mais uma tentativa petista de domesticar a população.
Será que o PCC, CV etc. vão participar?
Desarmar a população ordeira é mais uma etapa da estratégia de dominação total, com o beneplácito da nossa "imprensa engajada".
A propósito, considerando o ataque de ontem na Paulista, a campanha também vai englobar as facas?
Tenham vergonha na cara e façam a Segurança Pública funcionar.

Richard Smith disse:
12 de abril de 2011 às 18:02

Muito pertinente o comentário de JR62 abaixo.
O leninista/gramsciano (des)governo que nos assola (agora na sua versão 2.0, com nova grade frontal e frisos laterais cromados!), que sataniza as armas de fogo nas mãos dos cidadãos honestos - à despeito de ter PERDIDO o plebiscito de 2005 - tenta pescar nas águas turvas (de sangue!), novamente e enganar os incautos com a ajuda dos jornalistas do PIG - Partido da Imprensa Governista, dos tarfeiros partidários infiltrados em todos os lugares e dos incautos inocentes úteis de sempre (porque sempre há um resposta fácil e ERRADA para problemas difíceis).
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O que não passa pela cabeça de ninguém é que, se como nos países de Primeiro Mundo, à exceção do Japão, houvesse uma arma no armário do Diretor da escola, do pipoqueiro em frente ou de algum passante, o celerado poderia ter sido contido ou abatido antes de prolongar em demasia a tragédia.
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Não se pode conter psicopatas com leis de desarmamento, até porque consta que o assassino não adquiriu as dele na loja de caça e pesca do bairro! Mas se ele tentasse isso na Suíça ou na Suécia, por exemplos, aonde cada cidadão tem a sua arma em casa ou no carro é que queria ver.
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Lênin pregava vivamente que deveria haver o menor armamento possível nas mãos do cidadão. Por quê seria, hein?

WLStorer disse:
13 de abril de 2011 às 05:37

Você é otimista! Não se trata de tentativa e sim de iniciativa. Também acho que seria mais correto falar em extinguir ao invés de domesticar, mas por outro lado, extinção implicaria em falta de arrecadação para sustentar essa coisa que insistem em chamar de Estado Democrático de Direito.
No mais, é torcer para que continuem precisando da população para pagar Tributos. Por enquanto, continua como está, nós desarmados e atrás das grades e eles, muito bem armados e soltos.
Holofotes na "Tragédia em Realengo", seja "pão e circo" ou "pão e tragédia", tanto faz, o Governo agradece.

T_Raptor disse:
13 de abril de 2011 às 09:59

Não há dúvidas que o triste fato ocorrido em Realengo vai ficar marcado na história do país. Também não há que questionar a necessidade urgente de rever o conceito de segurança nas escolas públicas e privadas.
Agora dizer que a solução é campanha de desarmamento, nova consulta popular sobre a proibição do comércio de armas no Brasil...Convenhamos!!
Me pergunto qual o real interesse de alguns (demagogos e oportunistas) políticos em desarmar o povo brasileiro. Não pode ocorrer uma comoção social que já aparecem políticos, alguns de caráter e índole no mínimo duvidosa, para engrossar o coro do desarmamento.
O que querem realmente? Já não ficou claro o SONORO NÃO de 2005? Estejamos atentos quanto a nossa frágil e superficial democracia.

JB. disse:
13 de abril de 2011 às 12:16

Quer dizer que Sarney e o saltitante José Eduardo Cardozo querem ignorar a resposta da população dada ontem mesmo (em 2005) e ressuscitar a conversa mole do desarmamento das pessoas honestas? Era o que faltava. Vão catar coquinho.

krieger disse:
13 de abril de 2011 às 15:02

Senhores.
Pertinente a questão do desarmamento, todo o cuidado é pouco.As várias situações existentes,não pode dar ensejo a desarmamento de toda a população. Exemplifico :Sítio de lazer no interior do Estado, longe da policia. O assaltante adentra nessa propriedade.Como ficaria a família que está nessa propriedade ? Esperaria sentada ser assaltada ? eis que o assaltante saberia que não haveria nenhuma arma na propriedade.

A. Salomão disse:
13 de abril de 2011 às 17:32

Se um meliante entrar na casa do meu vizinho eu somente poderei tentar chamar a polícia que entre chegar e não chegar poderá demorar mais de uma hora e até lá o bandido terá aterrorizado, furtado/roubado, violado, enfim está completamente à vontade para pintar e bordar e sair sem ser incomodado. A justificação para desarmar o povo que paga impostos e que sustenta o sistema só pode ser aplaudida por infelizes. De resto se as pessoas não podem deter arma porque existe polícia para as defender, também não existe um polícia em cada esquina porque é impossível. Então a conversa do desarmamento só poderá ser para desarmar a polícia porque as pessoas de bem já o foram. Se a população estivesse armada e obrigada a provar que sabia fazer uso da arma, muito crime não aconteceria. Gente doida existe em qualquer lugar do mundo, assim como governantes que se governam em vez de governar. Chega de demagogia e de oportunismo político.
Devolvam ao povo o direito de se defender.

SÍLVIA SEMPRE PELA JUSTIÇA disse:
13 de abril de 2011 às 19:20

OS CIDADÃOS DE BEM JÁ ESTÃO DESARMADOS. É POR ISSO QUE OS BANDIDOS INVADEM CASAS, BANCOS, COMÉRCIOS, ROUBAM E MATAM PORQUE OS HOMENS DE BEM ESTÃO TOTALMENTE DESPROTEGIDOS. AS ARMAS DOS BANDIDOS PROVÊM DE CONTRABANDOS. PROIBIR A VENDA DE ARMAS? ORA, NINGUÉM COMPRA ARMA EM LOJAS ESPECIALIZADAS SEM A DEVIDA AUTORIZAÇÃO E BANDIDO NÃO AS COMPRA ALI. O QUE ESSES SENADORES, SARNEY E O MINISTRO DA JUSTIÇA DEVIAM FAZER ERA COMBATER "DE VERDADE" A CRIMINALIDADE, EXIGINDO A CONSTRUÇÃO DE PRESÍDIOS, TANTOS QUANTOS NECESSÁRIOS E EDITANDO LEIS QUE NÃO FACILITASSEM A "PROGRESSÃO" DE REGIME, QUE EM POUCO TEMPO COLOCA A BANDIDAGEM NA RUA PARA VOLTAR A DELINQUIR. O STF TAMBÉM DEVIA RACIOCINAR UM POUCO, PORQUE COM FACILIDADE CONCEDE HABEAS CORPUS, SEM PENSAR NA VIDA DOS CIDADÃOS HONRADOS QUE VIVEM COMO PRISIONEIROS ENTRE GRADES EM SUAS CASAS, ENQUANTO A BANDIDAGEM RI E SE DIVERTE NAS RUAS, AFIRMANDO QUE NÃO IMPORTA SER PRESO PORQUE EM POUCO TEMPO SE VERÁ LIVRE PARA NOVAMENTE COMETER SEUS CRIMES.

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