Os dados oficiais divulgados pelo governo de São Paulo sobre o índice de latrocínios na cidade estão equivocados. Sem contabilizar sete casos, o governo anunciou, no último 15 de abril, que a capital registrou uma queda de 12% em roubos seguidos de morte. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revela, no entanto, que o crime subiu ao menos 16%.
A Secretaria da Segurança Pública divulgou que a cidade de São Paulo teve 22 latrocínios no primeiro trimestre deste ano. Enquanto isso, no mesmo período de 2010, foram 25. O que acontece é que sete crimes cometidos em 2010 não constam nas estatísticas oficiais, sendo tipificados como roubo. Com a inclusão dos casos, o número subiu para 29 latrocínios, com 30 vítimas.
As próprias delegacias de polícia colaboram com a distorção dos dados, fazendo com as vítimas esperem mais de dez horas para registrar boletins de ocorrência. Segundo o chefe de Polícia Civil, delegado Marcos Carneiro Lima, a falha precisa ser corrigida.
Um caso curioso que constava como roubo nas estatísticas é do latrocínio contra um pizzaiolo, que aconteceu na zoa norte da cidade.
"O autor do delito pediu dinheiro para a vítima e, após ela ter falado que não tinha, o autor ordenou que a vítima se ajoelhasse, momento este que desferiu-lhe um tiro no rosto, não levando nenhum pertence da vítima (sic)", narra o delegado Thiago Reis no BO 2.028/ 2011, do 72º DP. A unidade não registra um latrocínio sequer em seu banco de dados.

O problema que as autoridades públicas não estão nem ai para os problemas da sociedade. Existe uma falta de seriedade, compromisso e responsabilidade com a função pública. Alguns delegados não estão nenhum pouco preocupado com o que faz ou deixou de fazer. São lenientes aponto de acharem que a incompetência é mera consequência dos acontecimentos. Não existe profissionalismo e nem interesse de serem mais profissionais. O negócio é ir empurrando o problema com a barriga, já que nada acontece e tudo fica como sempre esteve, uma verdadeira bagunça e orgia.
É brincadeira. Num dia, vem à luz uma notícia trazendo estatísticas apontando que o crime caiu em São Paulo, e vêm as autoridades e os "especialistas" em segurança de plantão (aliás, eu gostaria de saber onde se formam "especialistas" em segurança)parabvenizar o Governo pelo sucesso de sua política de segurança; mas, já na manhã seguinte, outras notícias já dão conta do aumento do número de crimes, etc..Percebe-se: é tudo um engodo para trazer a população em banho-maria, pensando que "está" segura. Mas, não se pode ir ao banco, andar na rua, parar em faróis no trânsito, portar jóias, relógios, celulares, essas mesmas autoridades, no alto de sua inútil sabedoria, nos desacorçoam: não resistam, não façam nada, não saiam de casa, não andem com dinheiro, não usem automóveis caros, NÃO VIVAM...Enquanto isso, desilam pelas ruas da Cidade em automóveis de luxo, com batedores e protegidos por ARMAS DE FOGO, pois, é claro, não são tolos.....
Será que alguém acredita que o erro das autoridades foi involuntário? Esse marketing mentiroso e irresponsável demonstra o desapreço e a falta de compromisso com a coisa pública e os deveres do Estado. A ordem do dia é enganar o povo, custe o que custar. Se alguém afirma alguma coisa com base em dados concretos, vem um agente do governo e, com a maior cara-de-pau, diz que o governo não errou. Quando não inventa uma desculpa esfarrapada qualquer, simplesmente evita a questão, fingindo que ela não existe ou não foi levantada. É surreal!
Deveria haver o crime de estelionato eleitoreiro, que é quando o politico, mediante ardil, induz a população a erro visando melhor nível de aprovação ou outra vantagem de natureza eleitoral. Como para se aprovar uma nova lei tipificando um crime é necessário que os próprios políticos votem, essa tipificação nunca ocorrerá em um futuro próximo.
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