A juíza Patrícia Acioli, 47 anos, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ) foi morta a tiros no fim da noite da quinta-feira (11/8). Ela dirigia seu carro e se aproximava da entrada do condomínio onde morava, no Timbau, em Niterói, quando foi atacada. Ela estava sem seguranças. A Polícia acredita na hipótese de emboscada e crime encomendado. As informações são da Agência Estado.
Patrícia estava ao volante de seu Fiat Idea quando foi surpreendida por homens de toucas ninja, em duas motos e dois carros. Eles deram ao menos 15 tiros de pistolas calibre 40 e 45 contra a juíza, que morreu no local. A Polícia espera encontrar pistas em imagens gravadas pelas câmeras de segurança da portaria do condomínio.
Segundo o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos, que foi ao local do crime, a juíza já havia recebido várias ameaças de morte. O nome dela estava em uma “lista negra” feita pelo criminoso Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, preso no Espírito Santo em janeiro deste ano. Ele chefiava uma quadrilha de extermínio que atuava em São Gonçalo e que teria matado pelo menos 15 pessoas em três anos.
Entre as decisões de Patrícia está a prisão de policiais militares de São Gonçalo que sequestravam traficantes e, mesmo depois de matá-los, entravam em contato com familiares e comparsas exigindo dinheiro para soltura. A juíza Patrícia também decretou a prisão preventiva de PMs acusados de forjar confrontos com bandidos, mortos durante a abordagem.
O carro da juíza foi transferido para perícia para a Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil da Barra da Tijuca, zona oeste da capital. Niterói também conta com uma DH, mas a transferência para o Rio foi pedida pela chefe da Polícia Civil, Martha Rocha. A perícia já foi feita na manhã desta sexta-feira (12/8).
A casa onde Patrícia morava é monitorada por câmeras, e um computador onde as imagens ficam armazenadas também já foi levado à DH para análise.
Sempre que faço comentários nesse informativo eu alerto para o risco de perdermos o controle contra a criminalidade no Brasil. Antes as vítimas eram pessoas do povo(comuns), agora chegou a vez das autoridades, especialmente, da área de segurança e justiça, e se não reagirmos vai acontecer como ocorreu na itália, onde foram mortos vários juízes. Aqui no brasil brinca-se com bandidos, com disfarce de direitos humanos, regalias a criminosos, postura frouxa do prórpio judiciário, hipocrisia de parlamentares, interesses de profissionais do direito, enfim, estão brincando com fogo. Daí ficam fazendo blablablá na mídia procurando soluções mirabolantes, quando na realidade o judiciário deveria ter uma postura mais firma em relação a quem comete crimes em geral, deveria evitar a banalização, limitando o uso de liminares para o favorecimento de criminosos, não apenas dos crimes contra a pessoa, mas também contra o patrimônio, o meio ambiente, o erário público, etc., isto porque, o somatório dessas condutas reprováveis,que terminam desencadeando em crimes contra a pessoa. Ainda há tempo de reagirmos.
Concordo, em alguma parte, com o comentário anterior, de Delegado da Polícia Federal: acho que, de fato, há uma certa leniência do ESTADO com certo tipo de criminalidade; de outro lado, todavia, deve ser ressaltado que não podemos deixar de lado a questão dos DIREITOS HUMANOS, conquista do processo civilizatório da humanidade, QUE NÃO SE CONFUNDE COM A DEFESA DE BANDIDOS, como pensa a maioria das pessoas. O combate -- o bom e legal combate -- ao CRIME é absolutamente COMPATÍVEL com a observância da garantia dos DIREITOS HUMANOS. O combate ao CRIME no BRASIL começa com uma séria faxina nos próprios órgãos de SEGURANÇA (Federal e Estadual) pois, na maioria dos casos de grante notoriedade se constata que os criminosos contaram com a participação de agentes da LEI. Passa, também, pela reformulação das PENAS, que deve considerar ne sua dosimetria "o criminoso" e não apenas o "tipo" de delito cometido: aquele que VIVE do CRIME não pode ser apenado da mesma forma que um sujeito que cometeu, ao lomgo de sua vida um delito menor ou ao acaso. Finalmente, essa teoria da "reeducação", com o alargamento que lhe conferem alguns "ilustrados e especializados (!!!!????)" estudiosos, não passou nos testes em nenhum lugar do mundo. A pena é PENA mesmo e é SANÇÃO pelo "desrespeito" ao bom convívio humano e, como já disse BERNARD SHAW : "a prisão não deve ser tão boa assim para que uma pessoa resolva estar ali em vez de andar em liberdade"(citação livre), ( e não estou defendendo as "pocilgas" hoje existentes no país, chamadas de prisão -- a prisão deve consistir na perda da LIBERDADE e não na transformação do ser humano em COISA.
Mero pretexto para esses parasitas do Judiciário exigirem mais privilégios.
O Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal), valendo-se da comoção gerada pelo crime bárbaro envolvendo uma autoridade, querer na verdade dar vazão ao sonho de quase todos os agentes públicos no Brasil: aumentar o próprio poder e estar livre para cometer desmandos. Não há motivo para alarme em relação ao assassinato da juíza, em que pese a gravidade da situação. O Rio de Janeiro vive há muitos anos uma guerra civil, na QUAL MILHARES DE PESSOAS SÃO MORTAS PERMANENTEMENTE. Houve até caso em que alguns policiais "esquentavam os rifles" atirando inconsequentemente no vazio, quando acertaram um Juiz do Trabalho e sua família, tamanha é a situação de descontrole. Eventual crime bárbaro que atinge assim membros do Poder Judiciário ou mesmo autoridades em geral não podem ser admitidos como "tomada de poder" pela criminalidade, ou coisa que o valha, já que a situação de descontrole é generalizada e ATINGE TODA A POPULAÇÃO. Pobres e ricos, autoridade é "zé manés" estão todos na mesma situação. O que se faz necessário não é aumentar o poder das policias, penas, ou construir mais presídios. O que é necessário é uma atuação eficiente de todos, cada um em sua órbita de atuação, o que não tem se visto. Há um caso de um juiz assassinado no Mato Grosso há muitos anos na qual sequer as investigações se findaram. Noticiou-se que delegados e investigadores acabaram presos por manipularem provas, e julgamento definitivo é apenas um sonho distante. Espero que dessa vez a Polícia do Rio se empenhe em investigar de forma adequada o crime, fugindo à tentação de acusar indevidamente seus desafetos, e que o caso seja levado a um julgamento justo o mais rápido possível, o que, creio eu, provavelmente não acontecerá.
Raciocínio semelhante ao do Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal) foi feito por Bush há uma década. Sob o pretexto do combate ao terror (na verdade Bush queria é o petróleo) os EUA destruíram cada tijolo do Iraque, assassinando cruelmente milhares de pessoas que sequer sabiam do que se tratava. Um jornalista que acompanhou Sadam em seus último dias relatou que sequer o temido Ditador, pintado como sendo um ardiloso "sabotador" do sistema de vida americano, sabia exatamente a geografia americana ou os aspectos culturais do país. O resultado foi muita destruição, ódios plantados por muitas décadas, e os EUA mergulhados em uma crise que parece que nunca mais será superada. Todos sabiam que Bush era um lunático, mas na comoção não pensaram duas vezes em lhe dar razão. Deu no que deu.
É profundamente lamentável a morte da Digna Juíza
Não há palavras que possamos dizer que sirvam para diminuir a dor da família, podemos apenas pedir que Deus dê a sua proteção e a sua benção para confortar os corações enlutados. Que a Digna Juíza descanse em paz!
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Aproveito para manifestar minha indignação, como cidadão brasileiro, pela atual insegurança que vivem os brasileiros.
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Senhores Legisladores, até quando?
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Senhores "dos Direitos Humanos" até quando vão continuar considerando que a vida de um bandido vale mais do que a vida de um Humano Direito?
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É revoltante ver nossas autoridades acuadas, com medo, ameaçadas e mortas!!!
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PQP que país é esse????
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É revoltante ver nosso povo sendo vítima dessa criminalidade totalmente absurda!
Gostaria de expressar aqui o meu pesar pela morte covarde da combativa Juíza, que foi brutalmente assassinada.
Quanto aos que tentam minimizar o fato, talvez contaminados por velhos rancores, comparando-o com outros inúmeros assassinatos, gostaria de alertar que a Juíza foi morta POR COMBATER O CRIME.
Acho, inclusive, que este espaço está dando muito pouco destaque a esse gravíssimo fato.
Depois que se tem a ousadia de atacar um magistrado, POR ESTAR REALIZANDO O SEU TRABALHO DE COMBATE AO CRIME, ninguém mais pode se considerar seguro.
Acho que todos deviam refletir sobre isso.
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