Câmara arquiva processo de cassação do mandato de Jaqueline Roriz

Agência Brasil

O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu absolver a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), por 265 votos contra 166 e 20 abstenções, no processo de cassação por acusação de quebra de decoro parlamentar. A votação foi secreta.

O processo baseiou-se em uma gravação em vídeo, onde Jaqueline Roriz, na época candidata à deputada distrital, aparece recebendo dinheiro do operador do esquema de propina no governo do DF, Durval Barbosa. A fita com as imagens só foi divulgada este ano, levando o PSOL a pedir ao Conselho de Ética da Câmara a abertura de processo de cassação.

A decisão se deu apesar do parecer do relator do processo no Conselho de Ética, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que foi aprovado, favorável à cassação do mandato de Jaqueline Roriz. Sampaio usou como argumento que as imagens mostradas este ano mancharam a imagem da Câmara e, portanto, a deputada ferira o decoro parlamentar.

O advogado de Jaqueline, José Eduardo Alckmin, sustentou que fatos anteriores ao mandato não caracterizam quebra de decoro. Segundo ele, o resultado da votaçã que rejeitou o pedido de cassação da parlamentar era esperado. "A tradição da jurisprudência da Casa é não permitir que fato anterior ao mandato seja julgado sob a ótica da quebra de decoro parlamentar", disse.

Segundo o advogado, a imagem do Legislativo não fica abalada pela decisão. "O Parlamento agiu corretamente e aplicou rigorosamente a lei. Quem se dispuser a analisar o fato, não vai fazer mau juízo do Parlamento, pelo contrário. Apesar de toda a pressão externa, o Legislativo soube dar a resposta correta ao caso", declarou. Com informações da Agência Brasil  e a Agência Câmara.

dinarte bonetti disse:
30 de agosto de 2011 às 22:21

A verdade é que a maioria dos deputados que a inocentaram é da mesma ética de seu pai, o ex-governador Roriz, que apodreceu o poder do Distrito Federal, com tantos e tais malfeitos, que criou uma verdadeira cultura politica do mal, resultando ainda na eleição de seu sucessor,Jose Roberto Arruda, o ladrão mór do erário público. Coisas estarrecedoras foram filmadas, mostradas, expostas, e mesmo assim os deputados federais, que cuidam de que não se aprofundem as investigações, com receio de que aparecem seus próprios podres. Será que é sina da Capital Federal essa dificuldade de se mudar os ares, exaurindo esse cheiro de podridão? O Congresso faz juz ao conceito em que a população o tem!

José Brenand disse:
30 de agosto de 2011 às 23:13

Hora, é se perguntar qual parlamentar teria realmente condições morais para cassar a Deputada ?, se sabe e não é de hoje, que o sistema eleitoral vigente, oferece condições explicitas para o trambique, logo quem se elege, normalmente efetua trambique para obter condições de disputar novas eleições, porem é de se perguntar; tendo um cidadão qualquer, antes de se eleger Deputado, Senador, ou Governador, praticado atos ilícitos, tais como: traficar entorpecentes, armas, furtar e etc etc, porem indiciado em inquérito policial, porem ainda não condenado, mas disputando uma eleição e eleito, e após eleito e já no Congresso , esse marginal parlamentar não pode ser cassado, só porque os ilícitos penais não foram efetuados quando parlamentar ?. O nosso Congresso Nacional infelizmente se revelou uma casa que pode dar abrigo tranquilo a trambiqueiros, mesmo a Parlamentares honestos, corretos e ético.

João Szabo disse:
31 de agosto de 2011 às 07:58

A obviedade não pode ser discutida. A Alcatéia não pode penalizar a raposa que comeu a galinha. Quando uma quadrilha vem a julgar um de sues membros a absolvição é a lógica. Por isto que os políticos são como são. Devem estar em consonância com a quadrilha, para que se beneficiem do roubo e da corrupção, sem serem importunados, pelo menos pelo corporativismo rasteiro e chulo que é o Congresso Nacional.

Gusto disse:
31 de agosto de 2011 às 09:36

O que se pode esperar de um país medíocre, cujo povo se contenta com o estrume defecado por políticos que ele mesmo elegeu? Certamente os brasilienses eleitores dessa devassa estão em festa, gastando o dinheiro público que ela surrupiou. Não há mais esperança para tanta hediondez. Estamos definitivamente no fundo de um poço de lama, presos nas entranhas de vagabundos indecentes.

Fatinha disse:
31 de agosto de 2011 às 10:13

Eita cambada de Deputados Safados! agora esta mulher fica rindo de nossa cara, mas... o povo gosta! chega ano que vem e vota nesses calhordas! Vagabundos, safados, vermes,....

Ricardo Cubas disse:
31 de agosto de 2011 às 13:09

O maior culpado de todo esse imbróglio tem um nome: sigilo da votação.
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O problema não foi o resultado da votação, já era mais do que esperado. A grande questão é quem votou contra a cassação?
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Os deputados se esconderam por detrás do sigilo para, covardamente, votar a favor da filha de Roriz. Eu queria ver a mesma coragem se a votação fosse aberta.
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É urgente que se acabe com esse instituto nas votações do Congresso Nacional no âmbito da reforma política. Mas, creio que isso jamais acontecerá.

Wilson Unger disse:
31 de agosto de 2011 às 13:20

Concordo com tudo que foi dito nos comentários. Posso ainda incluir mil outras coisas, e isso sem partir para os palavrões. Todavia no final me vem aquela sensação de ser mais um cão latindo enquanto a carruagem passa.
Espero que um dia nós os cães que apenas temos latido de longe ataquemos a carruagem e dilaceraremos seus vis ocupantes.

professorpaulo disse:
01 de setembro de 2011 às 14:32

É pedir demais que lobo coma lobo, enquanto não houver um crontrole sobre o poder legislativo como acontece hoje no judiciário através do CNJ eles continuam a deitar e rolar.provavelmente os que votaram por inocentar a deputada são da mesma corja de patifes

Macchado disse:
01 de setembro de 2011 às 17:43

Já passou o tempo em que ser probo era levar a vida de forma ilibada.
Como uma pessoa que participou de um esquema de corrupção pode ser inocentada, como se, por um passe de mágica a mácula anterior a diplomação não pudesse ser aventada.
Fica claro que idoneidade moral pode ser comprada, sublevada ou mesmo, simplesmente, deixada de lado.
Como no preâmbulo da Constituição Federal se invoca a Deus, nossos parlamentares acreditam que tirar dinheiro da saúde e educação são pecadilhos perdoáveis pelo todo poderoso.
Então quem são os homens para condenar!
Só lembrando... A reincidência de crimes por aqueles que não são punidos aumentam exponemcialmente, segundo estatisticas oficiais.

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