Só no ano de 2011, dez tribunais de Justiça estaduais decidiram que não cabe indenização para ex-fumantes. Nesta quarta-feira (7/12), a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará resolveu rejeitar mais uma vez a pretensão. Em sete oportunidades, o Superior Tribunal de Justiça enfrentou pedidos semelhantes com a mesma resposta: a negativa. Até agora, foram proferidas 41 decisões de segunda instância em todo o país confirmando os argumentos de defesa das fabricantes de cigarros em ações dessa natureza.
No caso analisado pelo TJ cearense, o ex-fumante pedia indenização da Souza Cruz. Ele contou que desenvolveu males na tireóide atribuídos exclusivamente ao consumo de cigarros das marcas fabricadas pela Souza Cruz. Como reparação, solicitava indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil.
O juiz da 10ª Vara Cível de Fortaleza rejeitou o pedido. De acordo com ele, a publicidade não interfere no livre arbítrio dos indivíduos e escolha por consumir o produto não é compulsória. Esse entendimento foi confirmado na segunda instância.
Na sentença, o juiz afirmou que "não se pode tampouco responsabilizar a propaganda do cigarro pelo vício do autor. A propaganda influencia, mas não determina. Senão, compraríamos todos os produtos que nos são oferecidos pelos meios de comunicação. Trata-se, mais uma vez, de escolha do indivíduo ceder ou não aos apelos do marketing de determinado produto".
A Souza Cruz conta que das 628 ações judiciais ajuizadas contra a empresa desde 1995 em todo o país, pelo menos 488 possuem decisões rejeitando as pretensões indenizatórias e 8 em sentido contrário. Dessas, 387 são definitivas. Com informações da Assessoria de Comunicação do TJ-CE.

Coitadinhos dos fabricantes de cigarros!!! Tão inocentes... Data maxima venia, o risco é concorrente. Não se pode falar em livre arbítrio se a publicidade influencia. influenciar um comportamento jáé o suficiente para rechaçar o livre arbítrio, que só é livre se não for condicionado, se partir de decisão plenamente desvinculada por parte do consumidor. O estado natural do indivíduo é NÃO CONSUMIR, NÃO CONTRATAR, enfim... Sobre o tema, já escrevi. A quem interessar, confira: http://jus.com.br/revista/texto/18888/a- responsabilidade-civil-da-industria-taba gista-e-a-teoria-do-risco-concorrente
A emblemática equação "cigarro x saúde x justiça / indenização" já rendeu, em nosso país, um volume consistente de literatura (médica, jurídica ou meramente social) e nunca se chegou a nenhum consenso entre fabricantes (legais), consumidores (legais) e normatização (governamental-coerciva). Este impasse, por exemplo, não ocorre sob a legislação norte-americana, onde processos congêneres alcançam indenizações milionárias, com justa razão (consubstanciada nas bem postas explicações de MARCUS Advogado e corroborada com a não menos elucidativa exposição do causídico Vitor Guglinski - cujo artigo merece atenta leitura).
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Sucede que, na prática brasileira, as normativas soem ser oportunísticas (ao sabor de tendências sociais setorizadas), a fim de servirem de palanque para interesses meramente politiqueiros. Não está em foco a saúde da sociedade, mas, sim, o que poderá render maior número de votos nas eleições mais próximas. Simples assim. Exemplos não faltam, principalmente os mais recentes e dirigidos às normas nacionais de trânsito (que nunca funcionaram).
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Em suma: o cigarro faz mal; o álcool faz mal; o crack, cocaína, maconha, heroína, fazem mal; a velocidade faz mal; a imperícia faz mal; os subornos e a corrupção fazem mal; a falta de um sistema decente de saúde faz muito mal; as estradas assassinas fazem tremendamente mal; a POLÍTICA
Com todas as vênias às opiniões contrárias, fuma quem quer, como bebe quem quer, come demais quem quiser, etc.. Estamos diante da lei da ação e reação, causa e efeito, diretamente ligada ao exercício pleno do livre-arbítrio. Trata-se da mais ampla manifestação volitiva do ser humano. Se houver uma propaganda dizendo que todos podem "voar" alguém se atiraria do último andar do prédio do Banespa? Certamente algum anencéfalo o faria, e no Brasil não faltam exemplos. Portanto, chega de demagogia barata, hipocrisia ignóbil, porque todos somos livres para escolher nossos destinos.
NINGUÉM FOI OBRIGADO A FUMAR.
SE O FEZ, FOI POR VONTADE PRÓPRIA.
LOGO, ASSUMIR A RESPONSABILIDADE É, NO MÍNIMO, HONESTO.
... faz por demais mal! Por que, então, dar tratamento desigual, diferenciado (segundo pesos e medidas "costumizadas"), de acordo com interesses espúrios e oportunistas? Se somos regidos, constitucionalmente, pela égide da isonomia, ou tudo será tutelado com rigor e severidade, ou deixe-se "ao deus dará".
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As "bolas da vez", nestes últimos meses, têm sido o cigarro e o trânsito, numa verdadeira "caça às bruxas". Somou-se ultimamente a elas a luta contra a corrupção desenfreada (mas que sempre existiu, convenhamos), motivando(sic) parte dos congressistas a formarem um grupo "contra a corrupção e pela moralidade pública". Ora! Isso não deveria ser, por norma ética, princípio férreo no âmbito político? Não seriam obrigatórias a ética e a moral como pré-requisitos inamovíveis de todo e qualquer político que aspirasse a um cargo público?
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Despendem-se milhares, milhões de linhas em discussão inócua e efêmera, sem nunca chegar-se a absolutamente nada, salvo atender aos interesses momentâneos da politicalha de plantão. Eis uma verdade insofismável e que causa asco, revolta e descrença em nossos poderes constituídos.
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Sou fumante e continuarei a sê-lo. É escolha minha e ninguém tem nada com isso, muito menos o governo. Sou educado e sei respeitar os ambientes; portanto, se percebo estar incomodando, me retiro. É isto que tem de ser ensinado ao nosso povo inculto, alienado e alheado, não impor-lhes normativas "goela abaixo" meramente para "mostrar serviço" e carrear votos.
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Decididamente, não somos um país sério.
Respeitando todas as opiniões, coloco duas assertivas para serem pensadas. 1) Nos EUA ocorre exatamente o contrário, ou seja, as ações são sempre favoráveis aos fumantes que foram induzidos ao fumo quando jovens, ainda sem personalidade formada. 2) No Brasil, há não muito tempo, eu fui indicado pela Universidade na qual leciono, para comparecer a um importante evento jurídico, ao qual estavam presentes autoridades do mundo do Direito, nacionais e internacionais. Detalhe: quem patrocinava o evento era uma grande Companhia fabricante de cigarros.
Estamos imitando a Raínha Vitória que ao experimentar a inalação da fumaça do fumo em um recipiente chamado ''Tabaco'', trazido da América Central por marinheiros de Cristovão Colombo, acometida de ''espirros'', sentiu um alívio nas vias respiratórias e qualificou esse ''veneno'' como se contivesse no seu teor, (fumaça) substâncias medicamentosas. Influenciar ou induzir pelas propagandas fantasiosas que essas indústrias da morte com muita habilidade faziam? Num entusiasmo tal, dando a conotação para o incauto (até pelo despreparo da população na época) de uma maneira de trinunfar, conforme os atores que apresentavam (sendo que um deles num tempo não muito remoto faleceu por doença causada pelo fumo. E quantos tiveram os pés amputados por conta desse mal? Foi apurado o valor total dos lucros obtidos por essas empresas no Brasil, à custas da saúde dos dependentes? Foi uma fábula e os dependentes continuam, agora em número menor é claro, pois, poucas são as empresas que admitem fumantes inveterados, e a população reflete melhor. Fico absmado quando vejo políticos militando em movimentos para liberação de outras drogas, que poderão vir a ser usual como foi o vício do fumo.
A propaganda sempre influencia e, quando é SUBLIMINAR, como é o caso da propaganda de cigarros, também DETERMINA. Na situação da SOUZA CRUZ, seu DOLO está bem demonstrado quando silencia sobre a acusação de adicionar SUBSTANCIAS QUE CAUSAM DEPENDENCIA ao fumo. Ora, então ela ATRAI sas vitimas, mediante propaganda de associação de fumar com benesses da vida (luxo, carrões, iates, belas mulheres, etc)e quando consegue atrair a curiosidade, por essa PROPAGANDA ENGANOSA E CRIMINOSA, então completa sua nefasta ação através dos elementos quimicos que criminosamente adiciona aos cigarros. Bem ao contrário, a propaganda, simples e despida de elementos que causam dependencia, essa apenas influencia, como é o caso de anúncios outros. Estarrecedor é encontrarmos ainda pessoas que cairam nessa armadilha e ainda roncam dizendo que "fuma quem quer". Ora, fuma quem foi atraido pela propaganda subliminar e ficou na dependencia do cigarro, Por que essas pessoas não submetem sua teoria à prova, pasando alguns meses sem fumar?
E quanto ao custo de tratamento médico com as vitimas? O Governo, imediatista, vê apenas o lucro com os impostos sobre os cigarros e esconde a verdade de que gasta o triplo do que arrecada com as vitimas da BRITISH AMERICAN TOBACCO (PATRÃO DA SOUZA CRUZ).
O melhor caminho agora é fazer-se uma pressão ao legisladores para que a SOUZA CRUZ (e outros fabricantes, na proporção de suas participações) sejam obrigadas a arcar com os custos de tratamento e lenitivo às vitimas que produziram.
Alberto Freitas - Recife.
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