União adere a Mandado de Segurança contra divisão de royalties

A União enviou ao Supremo Tribunal Federal pedido para entrar como parte no Mandado de Segurança com o qual parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tentam impedir a votação do projeto de redistribuição dos royalties do petróleo. O pedido de ingresso da União no MS 30.956 está sob análise do ministro Ricardo Lewandowski.

Os autores do MS tentam impedir a tramitação no Congresso Nacional do Projeto de Lei do Senado (PLS 448/11) que altera a distribuição da participação especial e dos royalties da produção de petróleo entre estados e União. Os parlamentares argumentam que a proposta fere o modelo federativo brasileiro, ao enfraquecer a autonomia dos estados produtores “com o indevido fortalecimento do poder central da União”. Também é argumento dos autores o “caráter indenizatório e compensatório” dos royalties previsto na Constituição. Para eles, apenas os estados que foram explorados teriam direito de ser indenizados ou compensados.

O Projeto de Lei que propõe a nova divisão foi aprovado no Senado Federal em outubro e tramita na Câmara dos Deputados. Outros dois Mandados de Segurança (MS 31031 e 31034) de autoria de parlamentares fluminenses e capixabas tramitam no STF para impedir a votação do projeto de redistribuição. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

MS 30956

Francisco Mazza disse:
10 de dezembro de 2011 às 00:36

Pois é, enquanto alguns pugnam pela continuidade das desigualdades regionais, da perpetuação da pobreza, outros poucos pensam grande, aliás como é o Brasil, um país continental. Só a título de exemplo, as estradas federais que cortam o Estado do Ceará, aponto a título de exemplo a BR-116, no trecho logo anterior a cidade de Icó, sentido Rio de Janeiro Fortaleza, é um desastre. Tem buraco “pra mais de mil”. “Velocidade controlada por buraco”. Na denominada “estrada do algodão”, no trecho que liga Farias Brito a Várzea Alegre, de responsabilidade do Governo Federal, em todo o seu trecho, cerca de 30km, “é só buraco”. Velocidade máxima percorrida cerca de 5kh/h a 10km/h, tempo de viagem no trecho cerca de 1h30min a 2h. A camada asfáltica tipo “sonrisal”, não pode vê chuva, se dissolve. Enquanto isso, Estados ricos, lutam para que esse estado de coisas continue. As riquezas do petróleo não pertencem a um ou alguns Estados brasileiros, mas a União, devendo, portanto, ser compartilhada, por ser razoável e não permitir ainda mais o aprofundamento abissal que separa o Nordeste do Sudeste do Brasil. A riqueza deve ser repartida assim como será repartida a poluição do petróleo produzido. Os Nordestinos devem ficar bem atentos a essa questão de raízes reacionárias e que representam um retrocesso no caminho que se quer emprestar ao Brasil rumo ao desenvolvimento. O que na verdade se quer é a continuidade de uma ilha de progresso cercada de pobreza por todos os lados. O resultado disse comportamento todos nós já conhecemos, basta se ter como exemplo o Estado do Rio de Janeiro.

Florencio disse:
10 de dezembro de 2011 às 11:09

Nada disso! A autonomia dos Estados deve ser preservada!

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