"Como posso deixar de ter fé na justiça, se os sonhos dos que dormem em colchões de penas não são mais belos do que os dos que dormem no chão" – Gibran
Ao transcurso de mais um Dia Nacional do Ministério Público, não por acaso coincidente com o aniversário dos 41 anos da Conamp – Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e no suave lamento do "Príncipe dos Poetas Libaneses", antevemos a reação de uma instituição forjada sob os mais sublimes ideais republicanos e repensada pelo constituinte da Carta Cidadã para, junto com a imprensa livre, tornar-se, como de fato tornou-se, a face da própria verdade no país.
Na gratidão pelos anos de labor desmedido empenhados em favor do parquet nacional por gerações de promotores e procuradores, colhemos hoje um legado de honradez, de comprometimento e de amor a uma instituição destinada a ser conduto de um agir e de um porvir promissor e inexorável para o povo brasileiro.
Que a data sirva como mote para a discussão acerca do crescimento de nossa instituição, como denotado a olhos vistos, e dos desafios sociais que nos aguardam, no sentido de darmos cumprimento, de fato, à missão constitucional delegada pela sociedade pátria, de sermos vetores para a composição de litígios e fomentadores de políticas publicas que findem por extirpar ou minimizar os cancros que insistem em solapar a dignidade de nosso povo, a alma de nossa gente e as riquezas de nossa nação.
O combate à corrupção, a luta contra a improbidade, a tutela do patrimônio público e a proteção à dignidade humana, sob as suas diversas matizes, constituem meios para garantia de nosso desiderato e do ideal que juramos perseguir, ainda que todos os dias amanheçamos com uma espada sobre nossas cabeças, pairada por uma minoria que insiste em fazer do público o privado e que teima em tentar amordaçar o Ministério Público, ignorando que a amarra incide em primeira e última análise sobre a própria sociedade brasileira, única destinatária de nossos préstimos, mas que assiste, todos os dias, ao assassínio do estado democrático de direito afligir promotores e juízes, como o cidadão que paga alto para ter um serviço publico eficiente e de qualidade.
Nossos desafios, contudo, e é preciso que se diga, não nos são impostos por poderes ou instituições, mas por ínfimas parcelas deles, comprometidas com a improbidade e com o descaso social. Se vivemos momento de reafirmação de nossos valores e se a instituição rejuvenesceu, eis um momento único para repensarmos nossos caminhos; se estamos correspondendo às expectativas da sociedade, que a nós apenas emprestou os instrumentos para bem defendê-la, sem banalizá-los; se estamos cumprindo nosso mister plenamente; se, mesmo como agentes políticos, ainda mantemos nossa capacidade de interlocução; em qualquer caso sem transigir um milímetro sequer com a onda de corrupção que varre o país, e que ganhou feições de insustentabilidade.
Salve o "14 de Dezembro" e que venham outros tempos, de dificuldades inclusive, mas sempre de fé nos sonhos, de fé na justiça.
Sonho tudo bem, dr., mas fé?! Fé, para um estado laico e republicano não cola, dr. Aqui o que vale é compromisso, comprometimento..., exigencias republicanas, éticas e democráticas. Não misture as suas convicções metafísicas, filosóficas..., religiosas, com o Estado Democrático de Direito, laico e republicano, do qual o MP faz parte. Ou o senhor é daqueles que fantasiam o MP desligado do "estado brasileiro" e vinculado ao Vaticano?
Tenha paciência, dr.
Sonho tudo bem, dr., mas fé?! Fé, para um estado laico e republicano não cola, dr. Aqui o que vale é compromisso, comprometimento..., exigencias republicanas, éticas e democráticas. Não misture as suas convicções metafísicas, filosóficas..., religiosas, com o Estado Democrático de Direito, laico e republicano, do qual o MP faz parte. Ou o senhor é daqueles que fantasiam o MP desligado do "estado brasileiro" e vinculado ao Vaticano?
Tenha paciência, dr.
Infelizmente nada a comemorar no dia do Ministério Público. Ainda há pouco eu fazia alegações finais em uma ação penal na qual a Procuradora da República Anna Claudia Lazzarini (aquela que prendeu o estagiário de direito em Rio Preto) me acusava falsamente da prática de um crime. A alegação era tão falsa que após ela ter desaparecido e usado de todos os mecanismos possíveis para não ser ouvida em juízo (quando seria desmascarada), outro Procurador da República pediu a absolvição em alegações finais, considerando que não havia crime algum. Na verdade, era ela quem havia cometido crime, interpondo a ação penal por motivo de vingança pessoal. Há no Brasil centenas de milhares de casos da mesma natureza, ao mesmo tempo em que se multiplicam os arquivamentos visando acobertar delinquentes conluiados com promotores e procuradores da república, o que tem levado milhares de vítimas e seus familiares a cortes internacionais em busca de Justiça. É lamentável (digo isso porque tenho várias pessoas que considero como amigos no Ministério Público), mas o Parquet nos dias atuais só envergonha esta República, contribuindo para o aumento da criminalidade e a injustiça.
Ser promotor de justiça é uma missão. É ter as mãos no trabalho, olho na realidade e fé na Justiça. Viva ao Ministério Público Brasileiro! A sociedade sabe reconhecer o trabalho desta instituição. Para aqueles que acatam a instituição com a sagacidade dos ignorantes, deixe-nos comemorar esta data. É momento de comemoração e de reflexões.
Raulino,
Eu conheço esse seu jeitinho histérico de escrever, assim meio fingido, que transparece uma justa falta de paciência e se atribui autoridade para passar um sabão em quem, na sua visão, ainda insiste em crer em Deus.
A fé é necessária inclusive para conviver com pessoas ineptas para o exercício da democracia, que não aceitam o exercício público da religiosidade e que acreditam ser possível deixar as convicções religiosas encostadas num canto da casa ou na igreja.
Se você acha que num Estado laico não pode haver manifestações públicas de fé e que servidores públicos devem amputar a sua fé para se manifestarem, ainda que em espaços privados, e que é uma exigência republicana falar desse jeito falso e pretensamente racional, bom, acho que é você quem inspira paciência - prova de que até nisso é possível a Gloria de Deus: exerçamos nós a virtude cristã da paciência com o Dr. Raulino.
DESCORDO PLENAMENTE DO COMENTÁRIO DO DIGNÍSSIMO PROCURADOR DA REPÚBLICA.
TEMOS DE TER FÉ SIM, NA JUSTIÇA, MINISTÉRIO PÚBLICO, E CRER QUE SOMOS UMA INSTITUIÇÃO DE BEM EM FAVOR DO BEM MAIOR.
SOU JUSNATURALISTA, TENHO MINHA FÉ CALCADA EM DEUS PRIMEIRAMENTE, AUTOMATICAMENTE A FÉ NA JUSTIÇA NADA MAIS É QUE CRER EM DEUS, TER CERTEZA ABSOLUTA QUE SEU TRONO ESTÁ ENVOLTO DE JUSTIÇA.
PARABÉNS AO Dr. CEZAR MATTAR, PELO TEXTO E MANIFESTO AOS QUE DO MINISTÉRIO PÚBLICO ENCONTRAM SEU LEGADO DE HONRADEZ.
JAMAIS PERDEREI MINHAS ESPERANÇAS E FÉ EM DEUS, POIS SERIA COMO QUE TUDO QUE PRATIÇO EM EXERCÍCIO À JUSTIÇA SE DESMORONASSE.
SER MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO É NÃO NEGAR A FÉ SALVIFICA, SER COMBATENTE, E NUNCA ESMORECER.
DEUS E MUITA FÉ NA JUSTIÇA PARA TODOS!!!
Muito bela a fala do Dr. Mas como sonhar com a justiça e a eficácia do MP se depois de todas as evidências e provas contra o Sr Jader Barbalho, ai do Pará, foram suficientes para afsta-lo do poder?
renato
A minha crítica abaixo, dirigida à observação de que não se pode confundir o Estado laico, democrático e republicano com as convicções filosóficas - metafísicas, especialmente - e religiosoas de seus agentes/servidores, de qualquer nível e hierarquia política, parece ter enfurecido alguns membros do Ministério Público - dos Estados e do MPU -, na defesa ao colega - deles, óbvio - articulista.
E assim fizeram, destacadamente, o Promotor de Justiça identificado por "ANTIRAVE", e o Procurador da República Bruno Magalhães, ambos de 1a. instância, em suas respectivas instituições.
Não conheço nem um nem outro, como se diz coloquialmente, mas o dr. Bruno, ao contrário daquele que se identifica como "ANTIRAVE" - que expressou o seu pensamento, de forma não muito republicana, ao "misturar" fé e Estado, porém o fez dentro dos parâmetros do respeito e da urbanidade... -, expressou-se de forma absolutamente passional e vulgar, ao usar de seu "psicologismo" barato para me considerar "histérico", fingido", "com falta de paciência"...
Impaciente sei que sou, não poucas vezes, e isto, e isto eu reconheço como defeito, mas também como virtude, principalmente naqueles instantes em que me expresso de forma enfática e não transijo com determinadas práticas que até a tolerância democrática repele.
Mas voltando ao Dr. Bruno, ele ali em sua crítica a este comentarista, talvez empolgado por seu psicologismo barato e obscuro, na verdade sugere que, no afã de revelar-se o "analista da alma humana" que tenta aparentar - símile àquelas ciganas que, nas praças, se oferecem para "revelar os segredos e os destinos" das pessoas ingênuas -, apenas demonstra ser um prisioneiro do mecanismo de projeção, esse, na real, da mente, segundo Freud.
Sugestão final:vá estudar Dr.B.
A minha crítica abaixo, dirigida à observação de que não se pode confundir o Estado laico, democrático e republicano com as convicções filosóficas - metafísicas, especialmente - e religiosoas de seus agentes/servidores, de qualquer nível e hierarquia política, parece ter enfurecido alguns membros do Ministério Público - dos Estados e do MPU -, na defesa ao colega - deles, óbvio - articulista.
E assim fizeram, destacadamente, o Promotor de Justiça identificado por "ANTIRAVE", e o Procurador da República Bruno Magalhães, ambos de 1a. instância, em suas respectivas instituições.
Não conheço nem um nem outro, como se diz coloquialmente, mas o dr. Bruno, ao contrário daquele que se identifica como "ANTIRAVE" - que expressou o seu pensamento, de forma não muito republicana, ao "misturar" fé e Estado, porém o fez dentro dos parâmetros do respeito e da urbanidade... -, expressou-se de forma absolutamente passional e vulgar, ao usar de seu "psicologismo" barato para me considerar "histérico", fingido", "com falta de paciência"...
Impaciente sei que sou, não poucas vezes, e isto, e isto eu reconheço como defeito, mas também como virtude, principalmente naqueles instantes em que me expresso de forma enfática e não transijo com determinadas práticas que até a tolerância democrática repele.
Mas voltando ao Dr. Bruno, ele ali em sua crítica a este comentarista, talvez empolgado por seu psicologismo barato e obscuro, na verdade sugere que, no afã de revelar-se o "analista da alma humana" que tenta aparentar - símile àquelas ciganas que, nas praças, se oferecem para "revelar os segredos e os destinos" das pessoas ingênuas -, apenas demonstra ser um prisioneiro do mecanismo de projeção, esse, na real, da mente, segundo Freud.
Sugestão final:vá estudar Dr.B.
Sua última mensagem, tão confusa quanto divertida, não me inspirou qualquer resposta.
Fique com Deus! Um abraço amigo!
Bruno,
Se você considera a minha última mensagem confusa e divertida, vislumbro aí apenas uma provável contradição.
E quanto a você considerá-la confusa, isso aí nada mais é que uma forma de enfrentá-la.
E paro "por aqui", pois acho que o CONJUR tem coisas mais importantes que o nosso "diálogo" para registrar, mas em outros "espaços virtuais" poderemos debater o tema central do artigo comentado e outros paralelos, no texto, ou aqueles que o permearam. Para tanto, se for o caso, informo que estarei nos seguintes endereços eletrônicos:
1. O meu sítio, seguinte: www.procurador-raulino.com.br;
2. O meu blog, seguinte: blogdoraulino@blogspot.com
Também encontro-me no facebook e no twitter, ambos acessáveis pelo site.
Fique em paz.
Cordialmente,
LÁURENCE Ferro Gomes RAULINO
Bruno,
Se você considera a minha última mensagem confusa e divertida, vislumbro aí apenas uma provável contradição.
E quanto a você considerá-la confusa, isso aí nada mais é que uma forma de enfrentá-la.
E paro "por aqui", pois acho que o CONJUR tem coisas mais importantes que o nosso "diálogo" para registrar, mas em outros "espaços virtuais" poderemos debater o tema central do artigo comentado e outros paralelos, no texto, ou aqueles que o permearam. Para tanto, se for o caso, informo que estarei nos seguintes endereços eletrônicos:
1. O meu sítio, seguinte: www.procurador-raulino.com.br;
2. O meu blog, seguinte: blogdoraulino@blogspot.com
Também encontro-me no facebook e no twitter, ambos acessáveis pelo site.
Fique em paz.
Cordialmente,
LÁURENCE Ferro Gomes RAULINO
Prezado Bruno,
Você agora, com as suas próprias palavras - "confusa" e "divertida", em referência à minha última mensagem - tenta mostrar-se soberbo, e isso vem de alguém que apresenta-se como cristão, um crente em Deus..., embora como tal não consiga disfarçar a sua hipocrisia, visível, bem visível. Mas..., tudo bem.
Não pretendo discutir aqui religião, fé..., como você e o articulista fizeram, embora saibamos que ambas - que é uma apenas uma, para o mundo cristão - são caminhos de fuga, de fuga da realidade. Não entendeu, né? Ou será que não quer entender?
Embora eu seja ateu, declaradamente ateu, não sou hostil à fé, à religião, e você poderá confirmar isso em meu artigos, um dos quais publicados aqui no CONJUR, sobre a luta dos "gays" com os portadores de fé, quando defendi ambos, e isto é algo que um ateu e heterossexual - além de liberal, pois procapitalismo - faz melhor que alguém que esteja em um dos dois lados, ou de ambos, como muitos por aí.
Finalizando, lembro aqui que chegamos a este ponto de desentendimento porque você, que eu nem conheço, começou tudo. Examine a sua consciência, e se você achar que me deve desculpas, eu responderei, à frente.
De qualquer modo, tenha paz.
Cordialmente,
Láurence Raulino
Prezado Bruno,
Você agora, com as suas próprias palavras - "confusa" e "divertida", em referência à minha última mensagem - tenta mostrar-se soberbo, e isso vem de alguém que apresenta-se como cristão, um crente em Deus..., embora como tal não consiga disfarçar a sua hipocrisia, visível, bem visível. Mas..., tudo bem.
Não pretendo discutir aqui religião, fé..., como você e o articulista fizeram, embora saibamos que ambas - que é uma apenas uma, para o mundo cristão - são caminhos de fuga, de fuga da realidade. Não entendeu, né? Ou será que não quer entender?
Embora eu seja ateu, declaradamente ateu, não sou hostil à fé, à religião, e você poderá confirmar isso em meu artigos, um dos quais publicados aqui no CONJUR, sobre a luta dos "gays" com os portadores de fé, quando defendi ambos, e isto é algo que um ateu e heterossexual - além de liberal, pois procapitalismo - faz melhor que alguém que esteja em um dos dois lados, ou de ambos, como muitos por aí.
Finalizando, lembro aqui que chegamos a este ponto de desentendimento porque você, que eu nem conheço, começou tudo. Examine a sua consciência, e se você achar que me deve desculpas, eu responderei, à frente.
De qualquer modo, tenha paz.
Cordialmente,
Láurence Raulino
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