Luiz Fux será o primeiro judeu a ser ministro do Supremo Tribunal Federal

Ele pode ser o primeiro judeu a ocupar a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, caso seu nome seja aprovado pelo Senado. Luiz Fux, indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada pelo ministro Eros Grau, em agosto, tem um currículo invejável. Tem 21 livros publicados, concluiu o doutorado em 1977 e participou da comissão de elaboração do novo Código de Processo Civil.

Sua indicação foi amplamente divulgada pela mídia. A previsão é de que a sabatina no Senado Federal seja feita até 16 de fevereiro. No entanto, a demora nem se compara àquela que se registrou na indicação. Desde agosto a vaga esperava por uma decisão.

A lentidão na escolha por um nome se refletiu em impasses, como no julgamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa. Uma das primeiras questões que Fux deve enfrentar é sobre o destino do italiano Cesare Battisti, cuja extradição foi autorizada pelo Supremo, mas negada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, a definição volta ao Supremo.

O jornal Folha de S.Paulo lembra que a chegada de Fux vai viabilizar o julgamento de duas ações ajuizadas por Sérgio Cabral (PMDB-RJ), atual governador do Rio de Janeiro. Uma trata do reconhecimento de direitos previdenciários de casais homossexuais e a outra fala sobre a distribuição de royalties do petróleo.

Aos 57 anos, Fux é professor na mesma instituição onde se formou, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). É filho de um imigrante romano e, quando jovem, era faixa preta no jiu-jítsu e guitarrista de uma banda de rock.

O presidente do STF, Cezar Peluso, disse ontem que iria pedir ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que acelere o processo de aprovação do nome de Fux, para que a Corte possa julgar os casos que demandam quórum completo.

Robespierre disse:
06 de fevereiro de 2011 às 00:29

Esperamos que seja judeu apenas, pois sionista seria o mesmo que aceitar um fascista no nosso supremo.

Carmen Patrícia C. Nogueira disse:
06 de fevereiro de 2011 às 01:47

Como judeu sua responsabilidade será redobrada, pois servirá como "vtrine" do povo de Israel no STF.
Por oportuno, vamos lembrar a sabedoria judaica:
"Não é o cargo que faz o homem, mas o homem que faz o cargo".
Que o Ministro Fux "faça o cargo", dentro dos princípios milenares da Ética do Sinai e da Torá, que inspiraram todo o sistema jurídico e ético da humanidade.
Que o Eterno o abençoe, e que sua atuação no STF seja motivo de orgulho do povo de Erets Israel.

Ana Só disse:
06 de fevereiro de 2011 às 07:38

(Parabéns!)
Essa decisão surpreende favoravelmente. Já é tempo de acabar com esse antissemitismo crônico, sem nexo, e dar aos judeus, no Brasil, as qualidades que eles de fato têm: inteligência e (muito) esforço.
Crianças judias aprendem desde o berço o valor do estudo, pois têm a Torah nas mãos desde pequenas e com isso aprendem o prazer de ler e de estudar, o que não faz delas, quando adultos, fanáticos por religião. Os judeus se destacam em tudo que fazem porque os pais valorizam o ESFORÇO, muito mais que a inteligência.
Estudei a Shoah (Holocausto) durante muitos anos e sei que para eles nada cai do céu, a não ser a persistência e a fé na vida.
Tenho certeza de que ele passará nessa sabatina.
O que eu não faria para este homem ter nas mãos o meu processo de perseguição no trabalho, que se arrasta há seis longos anos, sem ver até hoje sequer a cor das verbas rescisórias, perseguição essa movida por pessoas não-judias, "todos eles príncipes, se os ouço e me falam" (F.Pessoa), que nos empurrou a uma condição a ponto de perdermos a casa própria - e está, pela demora (levou mais de 1 ano para "subir" só agora -, a me pedir uma sobrevida, além dos 60, para ver o fim desse processo. Deus o ilumine, e que ele seja aceito e ajude a agilizar o Judiciário - o que um bom jurista judeu saberá como fazer, e para quem nada é impossível.
Hatikva.

Neli disse:
06 de fevereiro de 2011 às 08:58

Mas a religião nada tem a ver com a indicação,então acho tolice esse estardalhaço por ele ser judeu.
Aliás, nem sei,e nem me importa,saber a religião dos ministros do STF.Parece-me que o presidente César Peluso é católico:trabalhei com a sua esposa Lúcia que é católica.
O que me importa é o cabedal jurídico,o senso de justiça e principalmente quando estiver lá,honre a magistratura.
Que não fique reclamando de trabalho,não dê entrevistas(como muitos ministros deram), como se fosse ator de televisão etc.
Quem quer mídia e se acha bonito,mande o curriculum para a televisão e peça exoneração.Deve,enfim,honrar a magistratura.
Aliás, o estado é laico,então não exige a religião como requisito..
Ah,sou católica apostólica romana,mas respeito toda religião,e quero mais é que o meu Santos Futebol Clube seja sempre campeão!
Amém?Amém!Ele sim,a minha verdadeira religião!

Neli disse:
06 de fevereiro de 2011 às 09:13

Ah,esqueci-me,se a indicação dele for por ser judeu,quero que o próximo seja muçulmano,depois um indu,um budista etc.Quero que ele seja justo como uma amiga,e a considero como irmã, judia é e como outra amiga judia também o é.Muçulmano,budista ou indu não conheço.
E não venha com a história de tirar a tradição do Crucifixo das repartições.Têm outros símbolos religiosos ,inclusive na Constituição Nacional,que deveriam antes saírem:nome de Deus, imunidade tributária para todas as religiões,feriados religiosos mesmo o Natal e o Brasil tem problemas gravíssimos que antes deveriam ser extirpados:corrupção,o menoscabo com o dinheiro público etc.
Então,o futuro ministro está sendo indicado,por sua capacidade jurídica,despida de religião.

Carmen Patrícia C. Nogueira disse:
06 de fevereiro de 2011 às 10:23

Corigindo erro de digitação:
"Eretz" Israel(terra de Israel) e não erets, digitado errado.
"B'hatzlacha" (בהצלחה: Tenha sucesso!

Roland Freisler disse:
06 de fevereiro de 2011 às 10:24

A primeira mulher, o primeiro negro, agora o primeiro judeu. Será que teremos também o primeiro gay, o primeiro transexual, o primeiro ateu? à toa já temos bastante....

rogério lima disse:
06 de fevereiro de 2011 às 11:04

É verdade, Roland. Que besteira. Temos sim brasileiros natos e com notório saber jurídico e reputação ilibada, é o que basta.
Rogério Lima.

João Ricardo 1 disse:
06 de fevereiro de 2011 às 12:03

E daí que ele é judeu?
O que interessa é que seja bom ministro, isso sim.
Desse jeito, daqui a pouco quem vai indicar pro STF vai ser o Boninho...

sergio amarante disse:
06 de fevereiro de 2011 às 17:35

Irmãos vocês sabem o porque de tudo isso, vou mais longe a maioria de nós somos judeus e não sabemos, e a causa é ser o povo escolhido, temos o dever de honrar aquele que nos levantou porque tudo é para Ele e por causa Dele foi criado. A minha admiração pelo ministro já era muito grande agora ficou maior por ser meu irmão que YEHOSHUA continue a ilumina-lo.

Luiz Eduardo Osse disse:
07 de fevereiro de 2011 às 16:24

... e seguir a lei mosaica, estamos perdidos. Agora, se ele for um 'moderninho', 'janotinha' e tudo mais, nesse caso acho que estamos é até com sorte!

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