Juízes pedem criação da Defensoria Pública em Santa Catarina

A Associação Juízes para a Democracia pediu aos deputados federais de Santa Catarina a designação de data para uma audiência pública em que será discutido o Anteprojeto da Lei Orgânica da Defensoria pública do estado, que foi proposto por iniciativa popular, com mais de 50 mil assinaturas, e tramita na assembleia do estado desde 30 de junho de 2010. Santa Catarina é o único estado brasileiro que ainda não tem uma Defensoria Pública.

Segundo a entidade, Santa Catarina é o único estado brasileiro que ainda não tomou qualquer iniciativa para criar uma Defensoria, e "a ausência do órgão é um dos grandes desafios a serem superados para viabilizar o acesso à justiça, consagrado na Constituição Federal como direito fundamental".

A associação lembrou que a obrigatoriedade de criação da Defensoria foi instituída há mais de duas décadas, na Constituição Federal de 1988.

Ao fazer o pedido, a entidade se declarou atuante na "defesa dos direitos na perspectiva da emancipação social dos desfavorecidos" e participante do Movimento pela Criação da Defensoria Pública em Santa Catarina.

andreluizg disse:
25 de fevereiro de 2011 às 09:24

Não é bem assim. Santa Catarina não tem quadro próprio de servidores agindo como defensores. Mas o sistema de apoio jurisdicional à população é um dos melhores e mais eficientes do Brasil. Há uma lei estadual garantindo remuneração aos advogados atuantes em causas dos mais pobres. Cada pessoa carente que necessita de um advogado dirige-se à uma sala da OAB, na qual, por meio de um sistema de ordem, são nomeados os advogados cadastrados no sistema. A remuneração é fixada pelo juiz da causa de acordo com a atuação do advogado seguindo parametros de uma tabela fixada por lei estadual.
São mais de 5 mil advogados em SC trabalhando como defensores. Em comparação, li tempos atrás, que a União não possui, em todo o Brasil, número superior de advogados defensores que Santa Catarina.
A principal briga em SC é pela remuneração dos advogados nomeados pelo Estado, a qual é sempre paga com atraso... Outro problema, é que muitas pessoas que não são hipossuficientes e usam o sistema.

daniel disse:
25 de fevereiro de 2011 às 12:29

A AJD (Juizes para uma falsa democracia) fica fazendo politicagem e nem sabe o que está assinando.
Nem mesmo ficam na fila para serem atendidos.
O Sistema de SAnta Catarina é MUITO melhor que o corporativismo da defensoria quer. Aliás, pobres ficam na fila enquanto Defensores ficam apenas fazendo politicagem e visitando entidades e parlamentares para darem mais mordomias para os defensores.
O modelo de santa catarina é muito melhor que defensoria pública.

daniel disse:
25 de fevereiro de 2011 às 12:29

A AJD (Juizes para uma falsa democracia) fica fazendo politicagem e nem sabe o que está assinando.
Nem mesmo ficam na fila para serem atendidos.
O Sistema de SAnta Catarina é MUITO melhor que o corporativismo da defensoria quer. Aliás, pobres ficam na fila enquanto Defensores ficam apenas fazendo politicagem e visitando entidades e parlamentares para darem mais mordomias para os defensores.
O modelo de santa catarina é muito melhor que defensoria pública.

SSA2011 disse:
26 de fevereiro de 2011 às 12:54

No Estado onde moro, advogado dativo que trabalha em interior muito distante da capital muitas vezes só atua em primeira instância. No máximo, interpõe um recurso de apelação para o TJ. Não viaja até a capital para acompanhar o processo no TJ e, se for o caso, interpor recurso para STJ e STF.
Advogado dativo que trabalha no interior não bate cópia do processo para viajar até a capital e interpor agravo de instrumento no TJ, ou um HC.
Com Defensoria Pública equipada, que possui defensores atuando em 1ª e 2ª instância, fica mais fácil para o processo do hipossuficiente chegar até o STJ e o STF.
Com DP equipada, fica mais fácil, por exemplo, bater cópia do processo, elaborar petição de AI ou HC e encaminhar para a capital, para dar entrada no TJ.
Advogado dativo não tem estrutura para fazer todo esse acompanhamento do processo e recorrer até o STJ/STF.
Enfim.

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