Compra do Carrefour pelo Pão de Açúcar pode prejudicar consumidores

A possibilidade da compra do Carrefour pelo Grupo Pão de Açúcar pode causar prejuízos para o consumidor. Para Maria Inês Dolci, coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), o negócio precisa ser muito bem definido, por se tratar de uma grande concentração de mercado. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Maria Inês, a redução de concorrência por meio de aquisições muitas vezes transforma os consumidores em “reféns” das empresas, por causa do ganho de escala de clientes. Essa concentração, afirma, pode afetar a qualidade dos produtos e até mesmo diminuir os investimentos da empresa em pesquisa e desenvolvimento, especialmente tecnológico – já que não há concorrência para pressionar por melhores serviços.

Para Frederico Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a fusão pode reduzir a capacidade produtiva no Brasil. Ele acha que o negócio vai reduzir o número de lojas no país, o que pode ter impacto negativo no emprego.

Sobre a possibilidade de monopólio, Rocha calcula que cada companhia tenha entre 15% e 20% do mercado em que atuam. Se analisada a compra em âmbito nacional, a fatia delas salta para 30%. Em algumas cidades, porém, esse bolo aumenta para 80% ou 90%, diz, preocupado, o professor.

huallisson disse:
03 de julho de 2011 às 11:43

Não há dúvida que a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour é prejudicial ao povo brasileiro por inúmeros fatores.Além dos motivos apontados no artigo ut retro, os quatro bilhões do BNDES,ceteris paribus, negativamente, afetam a liquidez do sistema que afetam a taxa de juros que afetam a inflação que afetam o crescimento econômico que afetam o povo.
Pedro Cassimiro-Brasília. Prof. de Economia, advogado não inscrito na Ordem.

Citoyen disse:
04 de julho de 2011 às 10:12

Senhores, vou apenas REPETIR as expressões, traduzidas, que os jornais franceses têm empregado para definir a OPERAÇÃO de FUSÃO que se está INTENTANDO: 1)haverá FUSÃO de ATIVOS. Ora, ATIVOS são os bens e os recursos detidos por qualquer sociedade. A contrapartida do ATIVO é o PASSIVO, isto é, as OBRIGAÇÕES a PAGAR. Em havendo FUSÃO de ATIVOS, haverá também FUSÃO de PASSIVOS. Ora, na maior parte das regiões desse nosso imenso PAÍS, ao fusionarem-se sociedades, SOBRA SEMPRE um dos ATIVOS, que concorria com o outro, que pertencia, antes da fusão, aos outroras concorrentes. E os EMPREGADOS de um desses ATIVOS - AS LOJAS o SÃO! - sobrarão, terão que buscar novos empregos. Só que fusão gera REDUÇÃO do NÚMERO de DISPONIBILIDADES! E, no caso, pior será, porque o GRUPO CASINO, que concorre com os dois gigantes que se vão fundir, PARTICIPARÁ da DECISÃO! -- Fica, então, a pergunta: para onde irão os EMPREGADOS do ATIVO que será NECESSARIAMENTE FECHADO? 2)haverá a CRIAÇÃO de um SISTEMA de SINERGIAS! __Sinergia é COOPERAÇÃO, é ESFORÇO SIMULTÂNEO, é POTENCIALIZAÇÃO de UMA SUBSTÂNCIA. Sinergia NÃO é, como alguns pensam, algo SINE - SEM - ENERGIA! Ao contrário, SINERGIA provocará o DESENVOLVIMENTO de um FATURAMENTO estimado em 30 BILHÕES de EUROS ou, aproximadamente, 80 BILHÕES de REAIS! Mas NÃO se UTILIZAM tais cifras de forma leviana. Esses números foram objeto de análise pelo CONSELHO de ADMINISTRAÇÃO do CARREFOUR, na FRANÇA, que JÁ APROVOU a operação, sob condição de ser ela aprovada no Brasil, pelo CONSELHO da empresa que vai se fusionar!
E tudo isso porque o CARREFOUR quer aumentar significativamente sua exposição nos mercados em crescimento - os mercados europeus não estão! - em mais de QUARENTA por CENTO de vendas consolidadas, para o horizonte de 2013!

A. Salomão disse:
04 de julho de 2011 às 11:03

Pode prejudicar ?
No primeiro estágio poderá beneficiar o consumidor, uma vez que irá usar preços baixos para destruir a concorrência, no segundo estágio ficará com o monopólio e praticará o preços que lhes convier.
Quanto ao interesse nacional porque podem exportar bens brasileiros para o exterior é balela porque se o quiserem já o podem fazer hoje.É incorreto o uso de dinheiro público para interesses meramente particulares até porque essas empresas estão a um nivel tal que se conseguem financiar sem a necessidade do BNDES.

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