OAB reprovou nove em cada dez bacharéis de Direito no último Exame

Nove em cada dez bacharéis de Direito são reprovados no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil. O índice de aprovação de apenas 9,74% foi registrado na última prova da entidade, feita em dezembro de 2010, quando se inscreveram 116 mil pessoas. As informações são da Agência Estado.

O resultado da prova de dezembro de 2010 é o pior da história da OAB. Até então, o pior índice havia sido registrado no primeiro exame de 2010, quando somente 14% dos 95,7 mil inscritos obtiveram sucesso.

O professor Luiz Flávio Gomes, fundador da rede de ensino LFG, lembra que a prova foi unificada no ano passado. Para ele, o número desastroso de aprovações tem a ver com essa mudança. A porcentagem de aprovados, na média entre os três concursos anuais, caiu de 28,8%, em 2008, para 13,25%, em 2010. Antes, como cada estado fazia sua própria seleção, um candidato poderia encontrar provas mais fáceis em determinadas regiões do país.

Marcelo Tadeu Cometti, coordenador de pós-graduação no Complexo Damásio de Jesus, acredita que o problema começa na educação básica. "O aluno não tem formação para entender o que é oferecido no ensino superior, e a culpa é do Estado. Se os docentes das melhores universidades de São Paulo forem colocados para lecionar nessas faculdades de baixo índice de aprovação, os resultados não serão melhores". Para ele, aluno com má formação e sem hábito de leitura não é aprovado.

A primeira prova de 2011 acontece no dia 17 de julho e, a segunda, em 21 de agosto. Os resultados serão divulgados em 13 de setembro.

Diaz Jr. disse:
04 de julho de 2011 às 12:49

Creio que o título correto seria "nove em cada dez bacharéis de Direito REPROVARAM no último", vez que não é a OAB que reprova ninguém é o candidato que não passa.

Spartacus disse:
04 de julho de 2011 às 13:21

(CONTINUAÇÃ0)...
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A questão é: há mercado para tanta gente? Há tantas ações assim? Isso não força os profissionais, desesperados pela sobrevivência a degradarem a profissão e a própria função da Justiça, fomentando, por exemplo, uma plêiade de aventuras jurídicas só para obter alguns trocados que lhe ajudem a comprar o pão e o leite de cada dia? Quem ganha com isso? A sociedade ganha ou perde com essa degeneração nos serviços da advocacia? Imagine a intensidade dos efeitos deletérios se não houvesse o exame de Ordem: hoje, haveria mais 116.000 advogados no mercado. Se mais 10.000 por ano causa um estrago enorme, prefigure-se o resultado se esse número for 15 vezes maior, ou seja, mais 115.000 advogados por ano no mercado. Como seria a Justiça? Será que alguém gostaria de ter seus direitos e interesses defendidos por um profissional desqualificado?
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Spartacus disse:
04 de julho de 2011 às 13:27

«Reprovar» é verbo transitivo direto. Quem reprova, reprova alguma coisa ou alguém. Exs.: reprovar um artigo; reprovar uma ação do governo; reprovar um aluno; reprovar um candidato; ser reprovado em um concurso.
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Para que o título fosse tal como sugerido pelo senhor, o regime do verbo «reprovar» deveria ser o da intransitividade, porque a ação não transitaria do sujeito para o objeto, mas ficaria no próprio sujeito.
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O único dicionário por mim consultado que apresenta o regime intransitivo para o verbo «reprovar» foi o Aurélio. Mesmo assim, a abonação oferecida é equivocada. Ali se escreveu: «Há professores que não reprovam». Porém, nessa abonação o objeto direto está implícito e é perfeitamente perceptível, inculcando o núcleo «alunos». Portanto, é caso de objeto direto implícito, e não de verbo intransitivo.
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Também é de péssima cepa o uso da expressão «vez que» como conectivo. As conjunções e as locuções conjuntivas são invariáveis. A expressão correta é «uma vez que.
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Finalmente, ninguém reprova em algo. Não é verbo relativo (com complemento indireto ou adverbial). Os principais dicionários de regência verbal: o Dicionário Gramatical de Verbos, de Francisco da Silva Borba; o Dicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes; e o Dicionário Prático de Regência Verbal, de Celso Luft, são unânimes em apresentar o verbo «reprovar» como transitivo direto.
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Por aí se pode perceber a quantas anda o manejo do português brasileiro (que muitos chamam apenas de língua brasileira), cujos usos a vão deformando e degenerando a cada geração.
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Por isso, não surpreende o elevado grau de reprovação dos candidatos no último exame de Ordem, o qual, apesar de tudo, ainda lançou no mercado mais de 10.000 bacharéis.
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(CONTINUA)...

Marcos Alves Pintar disse:
04 de julho de 2011 às 13:35

A mim o que causa maior preocupação é o permanente angariamento de causas que os mais novos e desqualificados vem fazendo. Sondam causas já ganhas, ou quando quase todo o serviço já foi feito, e oferecem percentual de honorários a menor e defesa na ação de cobrança a ser proposta pelo advogado prejudicado. Na advocacia previdenciária, na cidade de São José do Rio Preto (com 3 faculdades de direito da pior qualidade possível), tal prática tem sido a praxe desde algum tempo.

Fabiano Bichara disse:
04 de julho de 2011 às 15:25

Considerando o horroroso nível dos estudantes de Direito (o pior possível), a aprovação de 10% (dez por cento) no Exame de Ordem é elevadíssima.

Felipe Lira de Souza Pessoa disse:
05 de julho de 2011 às 01:26

Depois, o ministro Gilmar Mendes e a cúpula da Advocacia quer que os Advogados trabalhem de graça, é o advogado "pro bono"

Deusarino de Melo disse:
05 de julho de 2011 às 16:00

Não me admira nada tal investigação e muito menos, tal resultado. Eu acabo de comentar isso em matéria publicada no JUSBRASIL e digo praticamente o mesmo....

Deusarino de Melo disse:
05 de julho de 2011 às 16:01

Não me admira nada tal investigação e muito menos, tal resultado. Eu acabo de comentar isso em matéria publicada no JUSBRASIL e digo praticamente o mesmo....

Fafá-sempre alerta disse:
05 de julho de 2011 às 17:38

SE MEDICOS, ENGENHEIROS, ARQUITETOS,ETC, FOSSEM OBRIGADOS A FAZER PROVA PARA TESTAR SUAS APTIDÕES, SERIA A MESMA COISA. FACULDADE RUIM TEM EM TODO O BRASIL.

Antonio D. Guedes disse:
05 de julho de 2011 às 19:03

Sou professor na Faculdade de Direito da UFMG, tenho noção das dificuldades escolares e culturais de hoje, mas acho estranho que culpemos o Estado pelo
"fenômeno", enquanto reclamamos de sua intromissão em nossa vida privada (quer algo mais privado que o estudo e a aquisição de conhecimentos?) e dos tributos que cobra para nos prestar seus serviços. Por outro lado os alunos me surpreenderam positivamente quando comecei a orientar e participar de bancas de monografias, vendo a excelência delas. Finalmente, acho que a OAB, em sua meritória atividade seletiva para ADVOGADOS (pois o formado é só Bacharel), está brincando com fogo que pode nos queimar a todos, como já dito aqui, pois a exacerbação das reprovações fortalece as opiniões de magistrados e de legisladores, tentando derrubar o Exame de Ordem.

baroch disse:
05 de julho de 2011 às 20:50

A meu ver a OAB não tinha que se meter nas questões educacionais, mormente aplicar exames aos bacharéis.
As universidades e faculdades aplicam provas bimensais de avaliação que é muito fácil para obter nota, já a OAB aplica prova global abrangendo todo o programa do curso, tornando-se bem mais difícil obter aprovação.
Penso que é preciso adequar as escolas superiores ao regime de prova da OAB, elas aplicariam aos alunos além das provas bimensais uma prova anual para avaliação do ano, sendo a média das bimensais somada a nota anual dividido por dois, se a nota for superior a cinco o aluno passa de ano.
Ao final do curso além da nota anual aplicaria ao aluno umas prova teórica e outra específica, valendo toda matéria dos cincos anos. Obtendo o aluno nota superior a cinco recebe o diploma,
Dessa forma tenho certeza que não haveria mais reprovações nos exames da OAB, assim ficaria bem para todos.
O sistema atual além de barrar o bacharel lhe causa prejuízos, quem será responsabilizado por este dano.
Afinal as escolas de ensino superior são para formar profissionais ou simplesmente distribuidores de diplomas.
Essa e a questão!!!!!!!!!!!!!!

cida disse:
06 de julho de 2011 às 01:12

Gente diz um dito popular:" O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER"!Admiro muito que ainda tenha gente achando que a atuação da OAB, que faz uma prova para reprovar " 90%" dos Bacharéis em Direito está correta. Veja bem, quando uma prova realizada por "especialistas em educação", reprovam a maioria dos que fizeram a prova a culpa é dos elaboradores, isto é, dos professores que elaboraram, que não tem como finalidade aferir conhecimento, mas sim com o intuito de reprovação em massa. é visível que isto ocorre para limitar, reservar,humilhar e por os bacharéis no "chinelo", em baixo dos pés de uma minoria egoísta que só pensa no próprio ventre, que pensa que o espaço está pequeno e que somente eles podem advogar. Por que isto ocorre? Por que a reserva de mercado? Será que estão preocupados de ficarem sem "seus espaços"? O que está havendo estão cegos? Será que não querem perceber que há algo de muito podre em tudo isto? PESSOAL, tá na cara , não é possivel que não percebam que em todo território nacional, somente "10" dez por cento dos bacharéis são aprovados. Na verdade,são poucas as pessoas estão ficando com todo o dinheiro arrecadado em cada exame da OAB, para mim esse exame é uma fraude, de pouca ética ou nenhuma ética, abuso de poder e ENRIQUECIMENTO ILÍCITO.Uma coisa eu sei assim como na ditadura, "Nada fica encoberto que não seja revelado", assim diz o maior mestre de toda a terra, o especialista em justiça, Dr. Jesus,o juiz e defensor dos "pobres e oprimidos". E assim será, toda verdade virá a tona e todos os egoistas, "donos do mundo" viverão para ver, amém!

huallisson disse:
08 de julho de 2011 às 10:15

As estatísticas divulgadas pela OAB são falaciosas, visto que escondem uma verdade real.Entre os 9% que a OAB diz aprovar no Exame de Ordem têm bacharéis que vêm repetindo o Exame anos a fio.Ademais, existem os que passam mas por vindita a Ordem não aceita.Há também os que compram o gabarito - assim sobejam informação na banda boa da mídia.É como bem disse o Ministro da Educação:"O Exame da OAB não tem base técnico-científica". E ainda mais advocacia é, antes de tudo , arte.A Ordem, que acabou com o estágio-prático acha que faz um Pelé tão somente nos bancos da universidade.Todavia, isto é coisa nossa!...Que o diga Battisti.Esse,sim, é o Cara, pelo menos, para o Supremo. Pedro Cassimiro - advogado não inscrito na Ordem, economista e professor.
Brasília - DF

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