Ministra Ellen Gracie deixará o STF, afirma Folha de S.Paulo

Gil Ferreira/SCO/STF

Ministra Ellen Gracie indo para inauguração da Central de Atendimento. (04/03/2010) - Gil Ferreira/SCO/STF

A ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal, decidiu se aposentar. A informação foi publicada nesta quarta-feira (1ª/6) pela coluna Painel, assinada pela jornalista Renata Lo Prete, na Folha de S.Paulo.

De acordo com notícia, o pedido de aposentadoria deverá ser apresentado nas próximas semanas, antes do recesso de julho. Ainda segundo o jornal, no meio jurídico, há a expectativa de que Dilma indique uma mulher para a cadeira.

Há pelo menos três anos Ellen Gracie emitia sinais de que gostaria de deixar a Corte. Em 2008, tentou ocupar uma das vagas de juiz na Corte Internacional de Justiça, em Haia. Mas perdeu a disputa para o brasileiro Antônio Cançado Trindade, que foi nomeado em novembro de 2008.

Depois da derrota, a ministra apostou todas as fichas no cargo de juiz do Órgão de Apelação da Organização Mundial de Comércio. Mas também perdeu a vaga para o mexicano Ricardo Ramirez. Ministros reclamaram, na ocasião, que Ellen Gracie diminuía a importância do Supremo ao trabalhar com a determinação que trabalhou para deixá-lo.

A indicação de Ramirez também foi uma derrota significativa para o Itamaraty. A notícia da rejeição, em 2009, foi uma surpresa para quem havia ouvido do embaixador brasileiro em Paris que era praticamente impossível o fracasso da ministra Ellen, já que a escolha final seria feita pelo francês Pascal Lamy, presidente da OMC.

Desde então, especula-se em torno da aposentadoria de Ellen Gracie. Pelo menos dois ministros do STF consideraram, na ocasião, que a permanência da ministra na corte tinha ficado insustentável porque ela deixou o tribunal de lado em duas ocasiões em busca de outro emprego.

DPF Falcão - apos disse:
01 de junho de 2011 às 11:05

Que tal, apenas para variar, nomear alguém que tenha trilhado, por mérito, todas as instâncias da magistratura? Ministra Eliana Calmon

Erga omnes - Assessor de Ministro do STF disse:
01 de junho de 2011 às 11:54

A Min. Eliana Calmon não pode ser indicada ao Supremo porque tem 67 anos e, como se sabe, a Constituição exige idade máxima de 65 anos (art. 101). Além disso, do STJ a Min. Nancy Adnrighi é a melhor preparada para o cargo e tem apenas 59 anos. Min. Nancy Adnrighi paar o Supremo.

Marcos Alves Pintar disse:
01 de junho de 2011 às 12:40

A aposentadoria antecipada de Ellen Gracie é positiva, mas surge agora nova incógnita. Ao se seguir a "novela" que se estendeu por vários meses, até a nomeação de Fux (um evento novo na história deste País), resta evidente que vários grupos se digladiarão para fazer o novo Ministro, sendo certo que o "toma lá dá cá" imperará. Sabemos que a estrategia do Governo Dilma é lançar profundas modificações no País sem alterar formalmente dispositivos de lei (ou com modificação mínima). Para isso o Governo precisa de uma boa bancada no Poder Judiciário a fim de concretizar os planos de negativa de vigência à lei promulgada pelo Poder Legislativo. Assim, quem melhor vestir a camisa do Governo será contemplado com a nova vaga para o Supremo, enquanto 90% da população tenta entender o que significa a sigla STF.

DPF Falcão - apos disse:
01 de junho de 2011 às 15:00

Desconhecia a idade da ministra.

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
02 de junho de 2011 às 09:09

Juízes já possuem tal condição - meritocracia - que é o STJ. Além disso, pragmaticamente, não há mais degraus, tendo em vista a natureza política do STF. Há de se observar ainda que a carreira de juiz não proporciona ao candidato à vaga no STF, a competência necessária para atuar naquele Tribunal, e exemplo é o Min. Fux, que, no meu ver, tem visão bem mais limitada que a maioria dos demais. Penso que não importa se o novo ministro será mulher ou homem, juiz ou não. O melhor, mesmo, seria a escolha de alguém capaz, atual mas maduro, rigoroso mas sensível, e, enfim, honesto (fiz a mais pura descrição da fantasia).

Antônio Macedo disse:
02 de junho de 2011 às 17:24

Caso a ministra Ellen Gracie venha se aposentar, o governo brasileiro não pode deixar de aproveitar essa culta magistrada para uma função pública à sua altura, como ser embaixadora do Brasil em algum país europeu, a Holanda por exemplo, ou ser nomeada como ministro de Estado, de preferência na pasta da Justiça.

J.A.Tabajara disse:
02 de junho de 2011 às 17:52

Peça rara e de difícil reposição! Ainda ecoa em minha memória o protesto da Ministra Ellen quando um pressuroso
ministro, seu par, propôs SUBMETER o julgamento do STF
sobre a extradição de Battisti à DECISÃO "preclara" do então Presidente da República (esclareço: preclara, no sentido de ser previamente conhecida!). Concordo com o comentarista que sugeriu o nome de Ellen Gracie para o Ministério da Justiça: A nossa PresidentA ganharia não só
um aporte de sabedoria em seu governo, mas muitíssimos pontos no IBOP!

Dr Murilo Luiz de Freitas Castro disse:
02 de junho de 2011 às 20:26

É uma pena que uma pessoa tão competente como a Ministra Ellen Gracie tenha que se aposentar mais cedo porque ficou desgastada perante o STF. Alçar voos mais altos, tal como Fernão Capelo Gaivota, é busca natural do ser humano. Nessa busca, derrotas acontecem, mas só são derrotados aqueles que ousam, como ocorreu com a Ministra Ellen que tentava levar o nome do Brasil para o exterior. Pena que alguns acomodados entendam esse gesto apenas como a busca de um novo emprego.

Neli disse:
02 de junho de 2011 às 20:37

Sempre admirei a ministra,mas a partir do momento em que,embora no cargo mais alto da magistratura nacional,quis ser juíza internacional,a minha admiração deixou de existir.Hoje ela está numa função que centenas de mulheres desejariam estar e quis sair.A aposentadoria,deveras,é o melhor caminho.

franklin disse:
02 de junho de 2011 às 21:51

Helen Grace fará muita falta ao STF. Sempre firme nas suas decisões e com muita classe, educadíssima até em discussões jurídicas entre colegas. Boa Sorte !!!!

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