Senado aprova proposta de Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas

Os senadores aprovaram projeto de lei que pretende dar mais efetividade ao cumprimento de decisões judiciais em favor dos trabalhadores. O PLS 77/02 cria a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, documento que demonstrará se a empresa deixou de cumprir decisão judicial trabalhista e que será exigido para participação em licitações e contratações com a administração pública. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Pela legislação atual, a empresa precisa ter as contas em dia com a Previdência Social e com o FGTS para participar de uma licitação. Com a sanção da proposta, também será exigido que esteja em dia com as decisões da Justiça do Trabalho. Na emissão da certidão, só serão consideradas as decisões definitivas, não sujeitas a recurso.

O objetivo é dar mais efetividade aos direitos dos trabalhadores e prestigiar as empresas que estão em dia com os direitos dos trabalhadores. O Secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Marcelo Vieira, destaca que a iniciativa resgata a dignidade do trabalhador, à medida que incentiva a quitação dos débitos.  "É uma forma de se fazer cumprir a decisão judicial e contribuir para desafogar o Judiciário", afirma.

Segundo Vieira, deixa de ser economicamente vantajoso para a empresa descumprir a legislação trabalhista, sob pena de não mais contratar com a administração pública. Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho, de 100 processos que chegam à execução, só 31 trabalhadores recebem o valor devido.

A proposta faz parte do II Pacto Republicano de Estado, assinado pelos chefes dos Três Poderes em abril de 2009. Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça.

Marcos Alves Pintar disse:
16 de junho de 2011 às 20:48

Assim, todos são criminosos delinquentes enquanto um servidor público não dizer o contrário. Novo universo de ações discutindo a matéria, sobrecarregando os tribunais e possibilitando novas hipóteses de pagamento e recebimento de propina, seguindo a linha de formação do Estado Absoluto na qual o cidadão pouco vale.

Charles Luz disse:
16 de junho de 2011 às 21:35

As empresas que não cumprem com suas obrigações trabalhistas e tributárias têm uma vantagem injusta quando concorrem com outras empresas que horam seus compromissos, pois estas têm mais gastos e, portanto, suas propostas podem ser menos competitivas - e isso graças ao prejuízo social que causam.
Não é uma questão de se tratar outrem como delinquente, é afastar a concorrência desigual e proteger o princípio da isonomia. Ademais os tribunais estão sempre congestionados (é uma doença crônica, não tem causa específica), então não é o arquivamento desse projeto que vai resolver o problema. Arrisco até dizer que o agravamento dessa situação valha a pena para implementar essa boa legislação.

Lima disse:
17 de junho de 2011 às 08:30

A iniciativa privada tem se deparado costumeiramente com a aprovação, por nosso estimado Congresso Nacional de propostas que somente à oneram. Fico impressionado como é fácil naquelas Casas prostituídas e mal ditas do Planalto Central a aprovação de aumentos da carga tributária, novas exigências legais, aumento da demanda burocrática, enfim. Em contrapartida, quando lá discutem projetos que afetam o funcionalismo público, e, em especial os próprios legisladores, tudo somente anda caso tais propostas tragam bônus, senão rapidamente engavetadas. A proposta de CND trabalhista é boa? Diria certamente que sim se a realidade empresarial do País fosse outra. Atualmente além de o empresário nadar em mar de tubarões, tem contra si um braço do Judiciário totalmente tendencioso a todo tipo de demandas, mesmo que temerárias, que visem assaltar o caixa do negócio privado. Ademais disso, a lide com três níveis de burocracias distintas levam, diariamente, literalmente pelo ralo, outra grande parcela do capital dos empreendimentos. Assim, creio que o correto seria, que antes de o Congresso exigir da iniciativa privada nova praxe burocrática com fins de verificação de sua idoneidade, seria o caso, mais urgente, de aprovarem projeto impedindo bandido de se candidatar e exercer qualquer cargo público, mesmo que fosse de varredor de rua. O bom exemplo deve sempre vir de casa, ou, no caso, das Casas...

marco11 disse:
17 de junho de 2011 às 10:02

Ufa! até que enfim, surge uma noticia positiva procedente do senado, cuja nascente pensava eu : jaz ha tempos! oxalá, nossa presidente não vete sábia decisão. Não faz sentido, o mendingante da justiça, buscar no seio dessa mãe, o leite ao qual tem direito e uma vez acolhido, vem os senhores do engenho e jogam sal nos ferimentos dos açoitados através dos inúmeros recursos que o mundo do direito outorga! lá do outro lado da senzala, continua os barões ( e ainda bem que o são, do contrário não haveria trabalho ), mas gozando de forma exacerbada de privilégios outros, gastando o dispensável, fazendo uso das fissuras da lei, participando de licitações grandiosas, as vezes até em editais suspeitos de direcionamentos , equanto o cidadão,amparado pela justiça, continua sem leite e pão! é não há de se falar aqui em esmola, nada disso ! ganhou, tem que receber, tem que levar e aqui se vale : é meu, me pague que levo eu e ponto ! tem devedores zombando do judiciário e das angústias de ex funcionários .. é o que penso !

marco11 disse:
17 de junho de 2011 às 10:13

Naõ vejo fundamento na narrativa.Se exitem gente sendo honerada em demasia, em demasia tem empresários incuindo gigantes honerando e mais : ser varredor de rua não é serviço para qualquer .. nominimo é preciso ser humilde e estar envolto por unguentos anestesiantes , capazes de aliviar as dores provocadas por pessoas que usam nobre trabalho para se referir a algo sem valor , sem expressão.. menos.. bem menos..!!

Bittencourt disse:
17 de junho de 2011 às 12:30

Nos escritórios de Direito Tributário, as maiores conquistas não são derrubar dívidas de milhões, mas sim obter CNDs.
É absurda a dificuldade para obtê-la de qualquer empresa, ainda mais porque sempre que todos os débitos estão pagos surge um ou outro PTA pra desandar tudo. E enquanto não sai a Certidão a empresa fica impossibilitada de participar de licitações e funcionar normalmente.
Acho que o melhor caminho seria aplicar multas pesadas em quem não paga suas verbas trabalhistas, pois assim só seria onerado aquele que descumpre a legislação, e não a sociedade inteira...

Lima disse:
17 de junho de 2011 às 13:24

Vez em quando me pego rindo sozinho com asneiras que alguns conseguem trazer para a discussão. Esses últimos comentários falando em mãe, em leite, em senhor de engenho e chibata é para gargalhar mesmo. Faça menos esforço consultor marco11 que talvez alguém daí leve tuas bobagens a sério.

Marcos Alves Pintar disse:
17 de junho de 2011 às 16:36

O modelo que vem sendo adotado é o venezuelano, que diz mais ou menos assim: você não é o que é; você é o que o governo diz que você é. Assim, embora o Estado brasileiro seja corrupto, incompetente, irresponsável, devedor contumaz, enfim, um verdadeiro antro e imoralidade, que motiva a interposição de milhões de ações todos os anos, só poderá ser considerado com um "cidadão de bem" ou "empresa boa" que o Governo dizer que é. O resto, é só o resto. A certidão negativa em questão é só começo. Muitas outras medidas ditatoriais se seguirão, até que cada um dos cidadãos e empresas brasileiras esteja sobre o controle total do Estado, tal como um cavalo com rédeas bem curtas. Dentro em breve, o mundo visualizado por George Orwell em sua obra "1984" será considerado como um verdadeiro paraíso.

Marcos Alves Pintar disse:
17 de junho de 2011 às 17:13

A participação em licitações, assim, nada terá a ver se a empresa cumpre ou não com suas obrigações trabalhista. A certidão negativa será fornecida para quem pagar propina ou que por algum motivo esteja nas graças do órgão responsável pela licitação. Quem se sentir prejudicado poderá "facilmente" acionar o Judiciário, e receber daqui a 20 anos uma resposta, quando então ninguém sequer se lembrará mais da licitação.

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