Câmara aprova plebiscito para divisão do Estado do Pará

A população do Pará vai decidir se quer ou não que o estado seja desmembrado, dando origem a dois novos estados: Carajás e Tapajós. Nesta quinta-feira (5/5), a Câmara aprovou dois projetos que autorizam a convocação de um plebiscito sobre o tema. Enquanto a proposta sobre o Carajás será promulgada, a do Tapajós terá de passar pelo crivo dos senadores. As informações são do site Congresso em Foco.

Com amplo apoio da base e da oposição, a aprovação da consulta só enfrentou resistência por parte do Psol. O partido alegou o baixo quorum apresentado na sessão. "É um tanto irresponsável aprovar desta maneira", disse o líder da legenda, Chico Alencar (RJ). Outros doze projetos que tratam da criação de novos estados tramitam no Congresso Nacional. "É uma falácia achar que a criação de novos estados e municípios fortalece a federação", disparou.

A região do Tapajós engloba 29 municípios, nas regiões Baixo Amazonas e do Sudoeste Paraense. A região tem uma população de 1,7 milhão de pessoas, em torno de 20% da atual população do Pará. O futuro estado já teria até capital: Santarém, com 276 mil habitantes. O texto foi aprovado na forma de substitutivo da Comissão de Amazônia e de Desenvolvimento Regional ao Projeto de Decreto Legislativo 731, de 2000, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

Carajás, por sua vez, englobaria municípios localizados no sul e no sudeste paraense, que abrangem uma área de 284,7 mil km². Cerca de 1,4 milhão de pessoas vivem na área. O plebiscito será em novembro, seis meses após a publicação da lei, prevê o projeto. Se o resultado for favorável à criação do estado, a Assembleia Legislativa paraense discutirá os impactos administrativos, financeiros, econômicos e sociais da divisão territorial.

Helder Araujo disse:
05 de maio de 2011 às 18:32

Se Deus quizer o estado do tapajós vai sair, para a minha cidade Belterra ser a Futura capital, sera a unica saida para aumentar o desemolvimento no oeste do Pará que estar precisando e muito de investimento. Pois esta regiao por sua vez perde bastante de seus jovens para outros estados devido a carência de empregos.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
05 de maio de 2011 às 20:16

ENTENDO QUE VÁRIOS ESTADOS BRASILEIROS DEVERIAM SER DIVIDIDOS PARA FACILITAR A ADMINISTRAÇÃO E OS GOVERNANTES FICAREM MAIS PERTO DO POVO. COM MENOS MUNICIPIOS,CADA ESTADO PODERIA DEDICAR MELHOR AO POVO E ÀS PREFEITURAS, INCLUSIVE NA FISCALIZAÇÃO.ESTADOS COMO MINAS GERAIS; BAHIA; MARANHÃO, GOIÁS; PARÁ, AMAZONAS. MATO GROSSO; MATO GROSSO DO SUL E OUTROS PODERIAM SER DIVIDIDOS EM ESTADOS MENORES E MUITO MAIS FÁCEIS DE ADMINISTRAR.VEJA, HOJE, QUANDO ALGUEM NECESSITA DE ALGUMA COISA EM BELO HORIZONTE, PRINCIPALMENTE NO PODER JUDICIÁRIO, TEM QUE VIAJAR MAIS DE 600 KM, O QUE É UMA BARBARIDADE. O MESMO ACONTECE COM ESTADOS DE ÁREA TERRITORIAL MUITO GRANDE.
MINAS GERAIS, POR EXEMPLO PODERIA SER DIVIDIDO EM QUATRO ESTADOS, UM NO TRIANGULO, OUTRO NO CENTRO; OUTRO NO NORTE E OUTRO NO SUL. SERIA MUITO BOM.

Rogério Cabral disse:
06 de maio de 2011 às 10:14

Nada mais sensato que a divisão do Estado do Pará. É contrário apenas quem não conhece suas peculiaridades. Apenas para ilustrar: O chefe do executivo municipal de Altamira/Pa necessita percorrer quase 1.000 (mil) km para visitar sua comunidade mais distante. Esta é a mesma distância entre as capitais de Natal/Rn e Teresina/Pi.

Florencio disse:
06 de maio de 2011 às 13:30

Permita-me o colega usar o título de seu comentário. Apenas para lembrar dos bons resultados da divisão dos Estados de Mato-Grosso e Goiás!
Um abraço!

Roberto MP disse:
07 de maio de 2011 às 00:10

Com a criação de um novo Estado serão instalados: o Governo de Estado (casa civil, secretários, assessores, assessores, assessores etc e tal); a Assembléia Legislativa (deputados, assessores, procuradores etc e tal); o Tribunal de Contas (conselheiros, auditores, assessores etc e tal); o Tribunal de Justiça (desembargadores, assessores etc e tal); as 3 vagas para Senador (assessores, assessores, assessores etc e tal); as secretarias, os gabinetes, as licitações ... mais ... mais ... Uuuuuufa, e eu é que vou ajudar a pagar todas essas novas ortoridades. Sooooooocooooooorro! “Acorda amor, eu tive um pesadelo agora ... chame ladrão, chame ladrão ...” (Chico Buarque, Acorda amor)

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