Presidente da OAB afirma que Congresso Nacional é um pântano

O financiamento privado de campanhas políticas é a "origem de todos os grandes escândalos, que permite o ‘caixa dois’, ou, em outras palavras, a relação promíscua entre o interesse privado e a coisa pública". A afirmação foi feita nesta quinta-feira (19/4), pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante Junior, em seu discurso na posse do ministro Ayres Britto na Presidência do Supremo Tribunal Federal.

Cavalcante defendeu a reforma política e disse que "o Congresso Nacional tornou-se um pântano, onde muito se discute, mas nada é feito de concreto para melhorar o ambiente, que continua sendo o de um pântano". 

A cerimônia de posse começou às 16h30, no salão do Plenário do STF. Compuseram a mesa de honra a presidente da República, Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), a senadora Marta Suplicy (PT-SP), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel e o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante Júnior. Políticos, ministros e demais membros do Legislativo, Executivo e Judiciário estiveram presentes. 

Em seu discurso, o presidente da OAB destacou a trajetória do novo presidente do STF como advogado e conselheiro da Ordem. “Vossa Excelência, ministro Ayres Britto, carrega nas veias o DNA das liberdades, das garantias fundamentais dos cidadãos, da independência, ideais pelos quais a Ordem dos Advogados do Brasil sempre lutou”, declarou.

O presidente da OAB também elogiou a firmeza do ministro Cezar Peluso, que deu lugar a Ayres Britto na presidência do STF. “Vossa Excelência portou-se como um magistrado firme em suas convicções e preocupado em preservar o Judiciário como o intérprete maior da Constituição”.

Confira abaixo o discurso na íntegra:

“Mais do que uma tradição, a oportunidade de ocupar esta tribuna na solenidade de posse dos ministros Carlos Ayres Britto e Joaquim Barbosa nos cargos de Presidente e Vice-Presidente da mais alta Corte de Justiça do País, é o reconhecimento de que não há Justiça sem a advocacia, sem a defesa das liberdades.

Reveste-se também de forte simbologia a presença da Ordem dos Advogados do Brasil à mesa desta solenidade. Mais do que uma deferência de Vossa Excelência, esse gesto materializa todos os artigos, parágrafos e incisos do Capítulo II da Lei 8.906, que traz em seu preâmbulo: “Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeitos recíprocos”.

O dever da OAB não se esgota em defender a Constituição, o Estado democrático de Direito, a boa aplicação das leis, a justiça social, os direitos humanos e promover o controle da constitucionalidade abstrata das leis perante esta Corte. Vai além, tem ela que cumprir — e tem cumprido ao longo de sua história — uma missão delicada: lutar para que o processo político, na sua acepção mais ampla, seja travado dentro de padrões éticos e morais compatíveis com os princípios constitucionais da moralidade e probidade, sem contaminar-se com o varejo partidário e ideológico. Porque a casa do Advogado é também a casa da Cidadania.

Vossa Excelência, ministro Ayres Britto, carrega nas veias o DNA das liberdades, das garantias fundamentais dos cidadãos, da independência, ideais pelos quais a Ordem dos Advogados do Brasil sempre lutou, daí porque nossa esperançosa expectativa de que no seu curto, mas intenso mandato, serão lançadas novas bases para o pensamento da Justiça.

Conselheiro Federal da OAB de 1985 a 1987; de 1987 a 1989; e de 1993 a 1995, não é necessário lembrar o conhecimento que o senhor acumulou das glórias e das agruras da realidade cotidiana do advogado militante. Destaco ainda, os relevantes serviços prestados à nossa entidade, quando integrou a Comissão de Estudos Constitucionais da OAB nos períodos de 1995 a 1996 e de 1998 a 1999.

Por tudo isto, Senhor Presidente, além de tantos títulos que já lhe foram conferidos — de jurista/poeta, de poeta/jurista —, para nós Vossa Excelência será sempre o advogado forjado no sentimento humanista que caracteriza a profissão de defender os direitos daqueles que buscam a Justiça. E o que esperar mais?

É a alma humana, impregnada pela poesia, que tenta harmonizar-se com o espírito das leis e com ele coopera voluntariamente, como a nos dizer que o mais humilde e simples cidadão é o cidadão da pátria a qual pertencemos todos.

Mas, ainda que sua passagem pela Presidência do Supremo Tribunal Federal seja abreviada por um imperativo legal, saiba Vossa Excelência que o seu nome já está inscrito na galeria dos grandes juristas que honram uma Casa que, como proclamou Rui Barbosa, abriga a consciência jurídica da nação e faz tremer os que tentam manchar os ideais democráticos e republicanos.

O tempo, temos certeza, não será empecilho para esta Corte levar à frente, o quanto antes, o julgamento dos processos relativos aos escândalos de corrupção que marcaram a nossa história recente.

Portanto, aqui estou, na condição de Presidente de uma entidade que nunca se acovardou nos momentos cruciais de nossa história, para dizer ao novo Presidente da Suprema Corte brasileira que a sociedade espera, sinceramente, que esse tema não seja mais postergado. E que a Justiça, obviamente respeitando o devido processo legal, promova a punição exemplar dos culpados pelos crimes que cometeram contra o patrimônio público. Não importa o título e a envergadura do criminoso. Pois somente eliminando qualquer idéia de impunidade podemos, de fato, combater a fonte de todas as mazelas sociais em nosso país, que é a corrupção.

Não surpreende que estejamos tratando desta questão no momento em que forças políticas antagônicas afiam as armas para mais um espetáculo de canibalismo moral e ético em torno de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito, ironicamente conhecida como “CPI do Fim do Mundo”.

Antes que sejam ligados os holofotes, precisamos refletir — e refletir seriamente — sobre um dado inegável: na origem de todos os grandes escândalos está o modelo de financiamento privado das campanhas políticas, que permite o “caixa dois”, ou, em outras palavras, a relação promíscua entre o interesse privado e a coisa pública. É sempre assim.

E o resultado é que a cada eleição, se de um lado tomam posse os eleitos, nas sombras, outro poder se instala, apropriando-se dos negócios públicos e dando as cartas no jogo. E manda tanto que quando cai arrasta, junto de si, numa grande cascata, bicheiros, contraventores, falsificadores, arapongas, policiais, governadores, parlamentares, servidores, empresários, projetos, obras, e, também, a própria credibilidade nas instituições. Este, sim, nos parece o verdadeiro apocalipse.

O Congresso Nacional, o Parlamento em todos os níveis, tornou-se, para usar uma expressão de Monteiro Lobato, um pântano, onde muito se discute, mas nada é feito de concreto para melhorar o ambiente, que continua sendo o de um pântano. Com honrosas exceções, é claro, o Parlamento tem servido de balcão de negócios para muitos políticos, contribuindo para desgastar ainda mais a imagem das instituições.

É preciso que se diga que nunca, em sua história, o Brasil teve uma democracia tão duradoura, apesar das constantes crises nas instituições. Prova da maturidade de nosso povo e da crença nesse sistema. Mas precisamos avançar mais, realizar novas conquistas, e isso só é possível com instituições fortes em todos os níveis.

A reforma política, embora esteja na agenda nacional desde 1930, nunca avança, sendo constantemente freada pelas forças que se beneficiam da atual situação.

Por esta razão, a Ordem dos Advogados do Brasil trouxe, a esta Corte, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade questionando os dispositivos da legislação eleitoral que permitem doações de empresas privadas às campanhas políticas, por violarem os princípios da igualdade, da proporcionalidade e o princípio republicano de “um homem, um voto”.

Temos a convicção de que agindo assim estamos atendendo a um anseio da sociedade, da mesma forma como ocorreu com a Lei da Ficha Limpa, que se não promover uma abrangente assepsia no cenário eleitoral, ao menos vai retirar de cena alguns atores que em nada enobrecem a arte de fazer política. Pelo menos não ficamos no “mutismo de peixe” de que falava Monteiro Lobato.

O Poder Judiciário, apartado das paixões políticas e do jogo partidário, é fundamental para conferir conteúdo ético e moral à nossa democracia. Decidir questões relativas ao Parlamento não significa judicializar a política, mas delinear suas balizas a partir da própria Constituição, que foi, em última análise, produzida pelos legisladores eleitos pelo povo. Portanto, as decisões do Supremo são legitimadas pela vontade do povo contida na Constituição.

O papel da Suprema Corte é fundamental para instaurar novos paradigmas a uma sociedade que precisa de esperança; que precisa ver que as Instituições funcionam; em que o criminoso do “colarinho branco” vai para a cadeia; que vale a pena ser ético.

Não deixa de ser um papel político, porém não se confunde com papel político partidário. O sistema de freios e contrapesos é salutar e necessário à República, pena que somente seja usado pelo Judiciário para conter as transgressões e as omissões dos demais. Entre Executivo e Legislativo há uma acomodação na utilização desse sistema, sobretudo por parte do Legislativo, por estar pautado pela agenda — ou pelas constantes Medidas Provisórias — do Executivo.

Não que o Judiciário seja um “mar de virtudes”. Digo o mesmo com relação a nós, advogados, pois o que somos senão integrantes e essenciais a este Poder? Há falhas e equívocos que vão desde a concepção de uma Justiça encastelada, onde cada Tribunal é um reinado inexpugnável e a autonomia é exercida para dentro e não para fora, até os abomináveis desvios de conduta ética.

Felizmente isto não representa a maioria, mas até para extirpar este mal precisou o Supremo Tribunal Federal reconhecer a competência do Conselho Nacional de Justiça para julgar as infrações ético-disciplinares dos magistrados, independentemente das corregedorias estaduais.

Senhoras e Senhores,

A Justiça é do povo, não sendo propriedade daqueles que a integram. E esse conceito, ministro Ayres Britto, é o mesmo que Vossa Excelência sempre apregoou e que pratica, servindo de paradigma a todos os Juízes.

Quando o Brasil se redemocratizou e editou uma nova Constituição, em 1988, abriu as portas do Judiciário a uma sociedade que vivia sob jejum democrático há 20 anos, privada de seus direitos mais elementares.

Instrumentos como Ação Popular, Ação Civil Pública, Mandado de Injunção e Mandado de Segurança foram disponibilizados a qualquer cidadão. No entanto, não foi dada a esta Justiça os meios necessários para atender à demanda reprimida. É aquela história: mostrou-se a porta de entrada. Mas onde fica a saída? Ela está em se conceber a Justiça como um valor da democracia conferindo-lhe condições para se estruturar e dar eficácia ao princípio da razoável duração do processo.

Ministro Cesar Peluso,

Nas divergências e convergências que travamos ao longo de sua gestão, Vossa Excelência portou-se como um magistrado firme em suas convicções e preocupado em preservar o Judiciário como o intérprete maior da Constituição. Receba os nossos cordiais cumprimentos.

Ministro Ayres Britto,

Para a monumental obra que ainda está em curso, de modernizar os hábitos, costumes e gestão do Judiciário, ao lado do ministro Joaquim Barbosa, conte, desde já, com a Ordem dos Advogados do Brasil.

Não há de ser mero acaso que sua posse ocorra na data em que a nação reverencia os povos indígenas, “aqueles que estavam aqui antes da noite nascer”, para usar uma expressão — dos próprios índios — na qual o conceito de soberania alcança o da dignidade humana.

Por fim, evoco as palavras de outro sábio sergipano, Tobias Barreto, a quem Vossa Excelência também recorreu durante o julgamento da Lei da Ficha Limpa:

“Onde o povo não é tudo, o povo não é nada”.

Em um país de poucos heróis verdadeiros e de muitas injustiças reais, esta frase sintetiza o sentimento coletivo que nos leva, afinal, a clamar, em alto e bom som:

“A Pátria somos nós”.

Que Deus o abençoe em sua missão!

Muito obrigado!”

Marcos Alves Pintar disse:
19 de abril de 2012 às 20:44

Obviamente que o Sr. Ophir Cavalcante Junior é contra o financiamento privado de campanhas. A um porque ele, na condição de Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil de forma indireta (sem ter recebido um único voto por parte dos advogados), nunca precisou fazer campanha aberta, como todo e qualquer candidato. A dois porque estando recebendo vencimentos pagos pelo Estado do Pará sem trabalhar, e mantendo em paralelo escritório privado, o dinheiro lhe jorra como água em boa fonte. Assim, é claro que ele é contra.

JPLima disse:
19 de abril de 2012 às 21:18

3 x R$ 200,00 x 100 Mil = R$ 6 Milhões. Esse é o valor dos três exames de ordem realizado por ano, considerado a média de 100 mil bachareis (já houve exame com 123 mil). A OAB tem imunidade. Por essa razão eu discordo do Ministro Marco Aurélio quando ele disse que o Curso de Direito tinha virado status social. Não é verdade. A verdade é que o Exame de ordem passou a ser um Comércio muito lucrativo, razão pela qual apenas 23% em média são aprovados em cada exame. Esses dados não foram revelados aos Ministros do STF. A OAB precisa explicar como e onde são aplicados seus recursos.

Marcos Alves Pintar disse:
19 de abril de 2012 às 21:40

É preciso deixar claro aos cidadãos brasileiros, principalmente a aqueles que estão pouco familiarizados com o funcionamento da Justiça, que o cidadão Ophir Cavalcante Junior NÃO representa a advocacia brasileira. É certo que ele é o Presidente do Conselho Federal da OAB, mas nunca foi eleito pelos advogados. É que quando a Ditadura se findou, e as "eleições indiretas" foram extintas, a advocacia não teve forças para depurar o Conselho Federal da OAB, que permaneceu como antes. Desde essa época, grupos de advogados que anseiam pelo poder a qualquer custo, e a qualquer preço, se revesam no poder, sem que nós tenhamos possibilidade de retomar o controle. Assim, o Presidente do Conselho Federal acaba sendo eleito através de barganhas e conxaves, a portas fechadas, sem qualquer participação nossa. Eleitos, preocupam-se exclusivamente em manter o próprio poder, sendo que os advogados nada tem a fazer uma vez que o Conselho Federal também controla o Tribunal de Ética, que pode punir os "insurgentes" com penalidade que vão até a expulsão. Assim, quando Ophir Cavalcante Junior fala, ou mesmo é demonstrado suas "qualidades", deve-se ter em mente que isso não representa a vontade, ou mesmo recebe apoio, da advocacia brasileira, formada em sua maioria por cidadãos de bem, que miram a Justiça (e não a politicagem barata) como fim.

JPLima disse:
19 de abril de 2012 às 22:20

É verdade Dr. Marcos Pintar. Que o diga os Advogados membros da OAB/Pará.

Walquiria Molina disse:
20 de abril de 2012 às 00:49

Mais uma vez vemos este arrgg senhor ophir dar uma de bonzinho e salvador dos indefesos é de se enojar ver um espúria deste chegar a mais alta côrte do nosso país e falar que a oab é defensora disto ou daquilo.A faça me o favor senhor ophir mostre quem realmente o senhor é ou seja uma pessoa que só olha para o próprio umbigo e ainda por cima cita pensadores do nosso país como fez no discurso..“Onde o povo não é tudo, o povo não é nada”.Em um país de poucos heróis verdadeiros e de muitas injustiças reais, esta frase sintetiza o sentimento coletivo que nos leva, afinal, a clamar, em alto e bom som:
“A Pátria somos nós”.realmente é assim que o senhor se sente ao fazer com os bacharéis o que fez no fatídico julgamento do stf que antes o Ministro declarou as quatro ventos que o exame era inconstitucional....massss....mas após o senhor dar um jeitinho todos votaram contra os bacharéis e a favor do exame....realmente senhor ophir a Pátria são vocês mesmo pois o resto que está aqui embaixo para vocês são vermes ou lixo principalmente a constituição rasgada no dia por todos os ministros.Realmente nós os bacharéis não somos nada separados mas pode apostar que estamos nos unindos e espere que terás muitas lutas e batalhas pela frente pois o senhor como é sabido tambem é um bacharel pois NÃO PRESTOU EXAME DE ORDEM PEGOU A CARTEIRA A LA MULHER DE DEMÓSTENES E AGORA FICA AI CURTINDO COM OS BACHARÉIS.Pode esperar que a sua hora vai chegar e ai sim quem será O POVO SERÁ NÓS OS BACHARÉIS EM DIREITO .Curta seu carguinho enquanto é tempo pois ele não é eterno e Deus existe.

araujo disse:
20 de abril de 2012 às 09:42

Quanta ironia! Fala o presidente nacional de uma entidade que poderia ser forte, no entanto apenas grita, xinga, ameaça, e nada demonstra ter feito pela classe dos advogados. É uma vergonha uma entidade com mais de 1.000.000 de membros ainda utilizar os métodos sombrios da ditadura, na escolha do Presidente, pela via indireta e sem a participação dos advogados. O presidente Ophir não tem legitimidade para em nome da advocacia brasileira, que de fato ele não representa, criticar o Congresso Nacional que é eleito pelo povo. E essas ofensas não nos ajudam em nada, pelo contrário, faz com que cada vez mais tenhamos leis derrogando os direitos e prerrogativas dos Advogados, aqueles que de fato vivem da Advocacia. Acho que o presidente foi infeliz, em sua manifestação. Será que se tivesse demonstrado as agruras da Advocacia, e pleiteado publicamente o cumprimento integral de nosso Estatuto e pleiteado outras leis em favor da classe dos Advogados, como por exemplo a criminalização dos violadores das nossas prerrogativas não teria saído no lucro? Não era uma boa hora para dizer que a eleição do presidente nacional da entidade que ele diz representar passaria a ser direta? Que a Democracia na OAB seria seu legado?Teve sorte Ophir em não recebido a resposta naquele momento. Acho que os participantes já sabiam que ele estava falando em nome próprio e por isso mesmo não merecia resposta, e não deram importância a sua fala. É preciso falar e dar exemplo, no momento certo. Joel de Araujo, ex Presidente da OAB/Sorocaba e ex Conselheiro Estadual da OABSP.

EDSON disse:
20 de abril de 2012 às 14:48

Sou bacharél em Direito, porém, jamais me submeterei a este inescrupuloso exame de ordem. Ainda na graduação, percebi que o omesmo era inconstitucional e continua sendo, mesmo tendo o STF se procunciado contra este pensamento. Está virando moda eles desdizerem o que disseram. O inciso XIII do art. 5º da CF diz: "é livre o ercercício de qualquer profissão, trabalho, ofício oou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estaqbelecere". Exame de ordem não é qualificação e muito menos é competência da OAB prescrever qualificação profissional, porque isto é competência do MEC. Infelizmente não disseram isto para os MInistros do Supremo Tribunal Federal. Esta certo o Presidente Collor de Mellos quando vetor esta pretensão da OAB e errado o Itamar Franco quando sancionou este monstrengo. Mais errado que o Itamar Franco foram os Ministros do STF que cederam aos apelos desta organização. Principalmente, pelas palavras nadas recomendáveis para um Ministdro do Supremo ao afirmar que o exame era democrático porque o jovem poderia repeti-lo tantas vezes quanto quizesse. Meus pêsames Sr. Fux. Talvez vossa excelência não o tenha feito ou não teve o desprazer de ter um filho nesta barbárie.
Parabéns Walquíria pelo seu posicionamento, 6 milhões de bacharéis são convidados a formarem uma associação para enfrentar esta organização já instalada e acredito que sairemos vitoriosos. É importante que eles saibam que o inciso XVIII do art. 5º."A criação de associações e, na forma da lei,a de cooperativas independem de autorização, sendo vedado a interferência estatal em seu funcionamento. Conte comigo para luta.

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