No fim da primeira parte da sessão do julgamento do processo do mensalão, nesta terça-feira (7/8), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, disse antes do intevalo que iria se ausentar da corte, durante a segunda parte das sustentações orais dos advogados de defesa, por conta de compromissos no Tribunal Superior Eleitoral, do qual é presidente. No entanto, ela ressalvou que já pediu que as gravações das sustentações sejam entregues em seu gabinete para que, antes do início da sessão desta quarta (8/8), ela já saiba, pela manhã, o teor dos argumentos desta terça.
Até a tarde desta terça, falaram em nome de seus clientes os advogados Castellar Modesto Guimarães Filho, que defende Cristiano Paz, sócio de Valério; Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defende Rogério Tolentino; e Leonardo Yarochewsky, que representa Simone Vasconcellos, funcionária da empresa do publicitário. Abreu e Silva, que também defende Geiza Dias, outra funcionária da empresa, volta a falar depois do intervalo, assim como José Carlos Dias, que representa a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello.
Dias não gostou do anúncio de ausência da ministra Cármen Lúcia. Assim que a sessão foi suspensa, o advogado ligou para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, pedindo providências. Ele quer que Ophir inste com o presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, para que o ministro convença Cármen Lúcia a continuar ouvindo as sustentações.
Segundo o advogado, se até a volta do intervalo não houver resposta ao pedido, ele vai apresentar Questão de Ordem alegando cerceamento de defesa.
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