Advogados públicos rejeitam proposta de reajuste de 15,8% do governo

Os advogados públicos federais rejeitaram a proposta de reajuste de 15,8% apresentada pelo governo em reunião neste sábado (18/8). O percentual valeria pelos próximos três anos, a partir de janeiro do ano que vem. Os representantes da advocacia pública demonstraram insatisfação com a proposta e informaram que vão deliberar com os associados sobre o futuro das negociações e a possibilidade de novas paralisações ou de greve.

Segundo a presidente da Associação Nacional dos Membros das Carreiras da Advocacia-Geral da União (Anajur), Joana d’Arc Mello, os servidores se posicionarão em uma próxima reunião, marcada para o próximo sábado (25/8).

Para os dirigentes, o reajuste não cobre a inflação dos últimos três anos nem dos próximos três. Além disso, pontos importantes não estariam sendo levados em consideração pelo Executivo, como o envio ao Congresso Nacional de proposta legislativa para o adicional de difícil provimento, o pagamento de honorários de sucumbência e a falta de tratamento isonômico entre as funções essenciais à Justiça.

A ministra adjunta da AGU, Rosângela Silveira, informou que fechará uma data limite para reunião do grupo de trabalho interministerial que trata dos honorários e que fará levantamento dos postos aptos a receber o adicional de difícil provimento, para que o governo possa estudar a viabilidade da proposta.

Rosângela observou que o governo precisa resolver a falta de plano de carreira para os servidores administrativos da AGU e liberar a realização de concursos para advogados federais. Dos 9.400 cargos,1.400 estão vagos.

O Secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, informou que não há possibilidade de flexibilização da porcentagem de reajuste, oferecida para todas as carreiras que recebem por subsídios. Segundo Mendonça, o formato de distribuição de reajuste — linear ou por setores — ficaria sob a responsabilidade da AGU. Por fim, disse que se não houver acordo, a mesa de negociação continuará aberta para novas tratativas em 2013. Com informações da Assessoria de Imprensa da Anajur.

FNobre disse:
20 de agosto de 2012 às 09:29

De novo esse pessoal em greve? Mas não ficaram há pouco mais de um ano quase uns três meses em greve?
Pelas vias inversas, estão implantando um tipo de licença-prêmio trimestral!
Como dito anteriormente, pela quantidade de trabalho, se estivessem na iniciativa privada teriam que devolver boa parte do salário.
Realmente, é muito pouco trabalho para o salário que ganham.

Marcos Alves Pintar disse:
20 de agosto de 2012 às 10:30

Sou advogados da área previdenciária e vejo os membros da AGU, que querem reposição inflacionária de seus rendimentos, sustentando em todos os processos a aplicação da TR como suposto critério de atualização dos débitos, o que leva à corrosão dos valores devidos pelo INSS já que a TR não se presta a apurar a desvalorização da moeda. Assim, porque os advogados públicos não pleiteiam também atualização dos vencimentos com base na TR?

Proberto disse:
20 de agosto de 2012 às 10:42

No meu entender, o governo precisa urgentemente criar um órgão(mais um) para discutir e balizar os salários da administração pública com os praticados pela iniciativa privada. Os servidores públicos, via de regra, têm uma série de benefícios sendo o maior deles a aposentadoria integral, aparentemente sem dar como contrapartida uma prestação de serviços adequada aos cidadãos que enfim pagam os seus salários. Os salários são enormes e as greves absurdas, algumas delas desafiam até o poder do Estado. Onde vamos parar? Será que isso é o que chamam de democracia?

Advogato79 disse:
20 de agosto de 2012 às 13:19

o pessoal da AGU é recalcado. Querem ganhar igual Juiz, mas perderam o concurso que fizeram para Magistrado. Absolutamente todo AGU e todo Defesor Público perdeu concurso para Juiz e/ou Promotor. Agora querem, no grito, os mesmos direitos.
Pior ainda: dizem que devem receber o mesmo tratamento do MP, pois são também função essencial à justiça, mesmo sendo claro que o regime dele é igual ao da defensoria, enquanto o regime do MP é igual ao da magistratura. Mais ainda: querem o mesmo salário de JUiz e ainda ganhar honorários. Ora, mas como podem querer o mesmo tratamento do MP, se querem honorários? MP recebe honorários? O pessoal da AGU atira para todos os lados.
Tenho pra mim que eles possuem mesmo direito aos honorários, como qualquer advogado. Mas só isso já mostra que o regime deles é diferente do regime do MP e da Magistratura.
Deviam vim para o regime privado: eu trabalho demais mesmo, sem hora pra nada, mas tiro, quase todo mês, mais que o salário normal (sem os extras) de juiz e promotor.

Le Roy Soleil disse:
20 de agosto de 2012 às 22:44

O nível dos comentários vai de mal a pior. Adjetivos chulos e impropérios como "recalcado", com a devida vênia, não condizem com o que se espera de um profissional do Direito. Não consigo acreditar que a advocacia privada brasileira tenha descido a um nível tão baixo ...

Você precisa estar logado para enviar um comentário.