Revogada prisão preventiva de condenado pela morte de Dorothy Stang

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal concedeu liminar determinado a soltura de Regivaldo Pereira Galvão, preso preventivamente depois de ser condenado pelo Tribunal do Júri de Belém a 30 anos de reclusão pela morte da missionária Dorothy Mae Stang. O ministro citou fundamentos da Corte no sentido de que a prisão preventiva deve se basear em razões objetivas e concretas, capazes de corresponder às hipóteses que a autorizem.

Na decisão, o ministro afirma que, na sentença, “o juízo inviabilizou o recurso em liberdade com base no fato de o Tribunal do Júri haver concluído pela culpa”, determinando a expedição do mandado de prisão. “Deu, a toda evidência, o paciente como culpado, muito embora não houvesse ocorrido a preclusão do veredicto dos jurados”, afirmou.

O alvará de soltura deve ser cumprido “com as cautelas próprias”, caso Regivaldo não esteja preso por outro motivo. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Marcos Alves Pintar disse:
23 de agosto de 2012 às 10:01

Nem mesmo em um caso de assassinato de repercussão internacional o Brasil consegue julgar de forma adequada. Os anos passam, os acusados são soltos devido ao atraso na instrução, e nenhuma decisão definitiva válida vem. Paralelamente, outros são mantidos presos porque pescaram 12 camarões, roubaram uma melancia "da comprida", ou algumas lata de atum. A sociedade brasileira precisa assumir o controle sobre a persecução penal, hoje entregue a castas que fazem o que querem com os institutos penais, tal como ocorria na época do absolutismo.

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