O vice-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Alberto de Paula Machado, registrou chapa nesta segunda-feira (31/12) para disputar a Presidência nacional da entidade. Machado disputará o comando da OAB com o atual secretário-geral da instituição, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, cuja chapa foi registrada no dia 21.
O registro das duas chapas fará com que a direção nacional da OAB tenha uma disputa inédita em 15 anos. Os últimos cinco presidentes da Ordem foram eleitos sem concorrência, no cômodo e quase habitual estilo de chapa única. O ineditismo da disputa pode ser traduzido por uma frase do ex-presidente Roberto Busato, um dos articuladores da candidatura de Alberto Machado, que administrou a Ordem no triênio 2004-2006. “A Presidência nacional é como uma corrida de bastão. Um passa para o outro”, dizia Busato, com certa frequência. Desta vez, não.
A chapa de Machado, batizada com o nome “OAB Ética e Democrática”, tem como candidato a vice-presidente o advogado Miguel Cançado, de Goiás, atual diretor-tesoureiro. O secretário-geral é o maranhense Raimundo Marques. Como secretário-geral adjunto foi registrado o advogado Guilherme Batochio, de São Paulo. O candidato a tesoureiro é Ercílio Bezerra, de Tocantins.
Para registrar a chapa é necessário o apoio de, no mínimo, seis das 27 seccionais do país. Apoiam a chapa de Alberto de Paula Machado as seccionais do Acre, da Bahia, de Goiás, do Paraná, de São Paulo e de Tocantins. Mas Machado afirma que o número mínimo de apoio formal não se refletirá nas urnas.
“Um apoiamento formal é um ato do presidente atual da seccional que dá condições mínimas para o registro da chapa. O apoio político é outra coisa. Há seccionais em que o presidente pode apoiar um candidato, mas dois conselheiros federais apoiarem outro. O importante é que a disputa seja travada com base em ideias, sem procurar uma unidade de modo artificial. A eleição legitima o escolhido e quem ganha com isso é a advocacia”, afirmou Machado à ConJur.
O secretário-geral Marcus Vinícius registrou a chapa “OAB Independente, Advogado Valorizado” há dez dias. Sua candidatura conta com o apoio de 22 seccionais da OAB nos estados e no Distrito Federal. No entanto, somadas as seis seccionais que apoiam Alberto de Paula Machado àquelas que dão suporte a Marcus Vinicius, a conta não fecha. O nó está na Bahia.
É que o atual presidente baiano, Saul Quadros, deu seu apoio a Machado tecnicamente aos 45 minutos do segundo tempo. Nesta terça-feira, primeiro de janeiro, ele já não é mais presidente, e seu sucessor, Luiz Viana Queiroz, que concorreu pela chapa de oposição no estado, apoia abertamente Marcus Vinícius.
Este caso ilustra a guerra de bastidores na disputa. Até a véspera do registro da chapa de Marcus Vinícius, o vice-presidente Alberto de Paula Machado liderava as negociações de um possível acordo para compor chapa única. Propôs a Marcus Vinícius retirar a candidatura se os nomes que tinha a indicar para a Diretoria fossem aceitos.
Revelados os nomes — que formaram consenso entre os estados de cada região — Marcus Vinícius topou o acordo e registrou a chapa. O secretário-geral foi escolhido para liderar a chapa pela maioria das seccionais da região nordeste. Seu candidato a vice-presidente é o atual comandante da seccional gaúcha, Cláudio Lamachia.
As seccionais da Região Sudeste, com exceção de São Paulo, escolheram o advogado fluminense Cláudio Pereira de Souza Neto para o cargo de secretário-geral. Pesou o fato de o Rio de Janeiro não ter participado da diretoria da OAB nacional nos últimos 15 anos. O candidato a secretário-geral adjunto é Cláudio Stábille Ribeiro, atual presidente da OAB de Mato Grosso. E o tesoureiro é Antônio Oneildo Ferreira, presidente da seccional de Roraima da Ordem.
Alberto Machado, numa atitude que surpreendeu o grupo do qual fazia parte, desfez o acordo. E agora irá para a disputa.

Na verdade é a mesma panelinhas com pequenas divergÊncias, ou seja, nada vai mudar, pois a OAB federal apenas atende aos interesses dos grandes escritórios e aos sócios, nada faz para o advogado empregado e nem para o pequeno escritório de advocacia, pois concorrem com os grandes.
A OAB quer sufocar os pequenos escritórios com a Defensoria, pois isto interessa aos grandes escritórios.
Só espero que não seja esta nova chapa "outro do mesmo", como tem acontecido em mais de uma década em São Paulo. Isto, se D'Urso não resolver entrar na parada, já que seu grupo esta insistindo nesta hipótese. Na verdade, estes grupelhos só usam a OAB como palanque para seus voos pindáricos, suas demagogias de palanque. Os advogados que se danem, desde que paguem taxas astronômicas, que financiam as alucinações de todas as ordens desses aloprados aventureiros, sem qualquer retorno objetivo à classe. E a desunião dela contribui para a proliferação deles, seja nos Estados, seja no cenário nacional. Ja foi dito, mas é bom repetir: ou há uma desordem na Ordem ou um Ordem na desordem --- na dúvida, ambas...
Quero aqui me manifestar como advogado sobre o que acho das eleições da OAB. TEM CORRUPÇÃO DA GROSSA NO PLEITO, seja através da injeção de dinheiro, seja pela influência externa, seja pela cooptação de votos.
Na realidade, a OAB que lutou pelas diretas já para a presidência da República,deveria dar exemplo de democracia e permitir o voto livre de todos os advogados para a escolha do Conselho Federal.
Do Tocantins, tenho que lamentar a forma como as eleições são direcionadas.Nada democráticas e a sede pelo poder tomou conta de colegas advogados que querem morrer nas diretorias da entidade, especialmente em Brasília.
Assim, quero deixar aqui registrada a minha opinião e dizer que, também, o eleitorado da OAB,em alguns casos, se comportam como os eleitores comuns, ficando de mãos estendidas à espera de uma migalha para eles votarem. Lamentável que isto ocorra entre profissionais do direito que deveriam seguir exemplos de outros que sempre se dedicaram às causas da democracia e do estado de direito.
OAB,DEIXE DE SER INCONGRUENTE, ELEIÇÕES DIRETAS PARA O CONSELHO FEDERAL.
VINÍCIUS - ARAGUAÍNA(TO) - AMAZÔNIA LEGAL - 63-9999-7700.
ESTE TEXTO NÃO FOI REVISADO. DESCONSIDERAR OS EVENTUAIS ERROS.
A OAB só será uma entidade REALMENTE democrática no dia em que TODOS OS ADVOGADOS puderem votar para escolher o presidente do Conselho Federal. Até lá, a OAB continuará sendo uma confraria, um conchavo de compadres.
É nesses momentos que dá vergonha de ser advogado no Brasil. Em uma instituição formada por quem tem, no mínimo, curso de bacharel em direito, a escolha dos ocupantes de cargos do Conselho Federal é feita por voto indireto, sem a participação direta de todos os advogados. Pior do que isso é verificar que Rio de Janeiro e São Paulo, que congrega praticamente mais da metade dos advogados em atuação, tem ficado longe dos cargos mais importante no Conselho Federal.
É um pena o que está acontecendo na advocacia brasileira. Sabemos que todos candidatos são bem intencionados e as propostas apresentadas tem por foco a defesa da advocacia mas, quem de fato lutará pela classe dos advogados? Essa disputa não provoca um racha maior? Não é chegada a hora da união em nome de algo superior? Vemos atualmente uma classe desunida, desprotegida, ninguém a respeita mais porque nossos dirigentes têm como foco " O Jornal Nacional", onde criticam a tudo e a todos, e assim vamos caminhando como se fôssemos "nós contra todos", queremos dar lições de moral e de ética, mas na verdade quem acaba recebendo essas lições somos nós mesmos. Nada mais representamos, e não podemos dizer que representamos a sociedade civil, porque não é verdade, posto que ninguém acredita mais em nós. E com essa disputa, lavagem de roupa suja em público, é o que a sociedade quer, não mais o sangue do bandido, está sedenta pelo nosso sangue, e vamos sangrar. Até quando? Então eu respondo: Enquanto formos desunidos. Quanto a união parece que ninguém se interessa. Está distante! Joel de Araujo, ex Conselheiro Estadual da OABSP.
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