Uma bomba que estava dentro de uma caixa com pregos e esferas de chumbos explodiu no início da tarde desta quinta-feira (12/1) no Fórum de Rio Claro, interior de São Paulo. De acordo com informações do Tribunal de Justiça paulista, a caixa, destinada à Cyntia Andraus Carreta, diretora do Fórum, foi recebida às 13h15 e explodiu quando dois funcionários a abriram. Feridos, os dois foram socorridos e levados para a Santa Casa pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Diante do acontecimento, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, divulgou nota em que classifica o ato como "criminoso" e "abominável" e pediu apuração rigorosa. "São fatos graves que dilaceram o tecido social e o Estado Democrático de direito", afirmou o ministro.
"É inadmissível a trágica repetição de sucessivos ataques à independência de magistrados e servidores que, no ano passado, chegaram ao extremo do assassinato da juíza Patrícia Acioli", escreveu o ministro. Segundo Peluso, o incêndio no Fórum de Nova Serrana (MG), no início do ano, já "prenunciava o surto específico de terrorismo".
A OAB-SP também divulgou nota declarando solidariedade. O presidente Flávio Borges D’Urso afirma que "o ato teve um simbolismo forte, pois o Judiciário é um poder desarmado".
Leia a nota do presidente do Supremo, Cezar Peluso
"Como presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, e, em nome de todo o Poder Judiciário, repudio mais esse criminoso, abominável e violento atentado contra membros da instituição. É inadmissível a trágica repetição de sucessivos ataques à independência de magistrados e servidores que, no ano passado, chegaram ao extremo do assassinato da juíza Patrícia Acioli.
O Estado e a sociedade não podem tolerar que, poucos dias após o início deste novo ano, seja o Judiciário, pela terceira vez, covardemente golpeado por terroristas que, aproveitando-se de artificioso e injusto clima de hostilidade à instituição como um todo, pretendem transtornar e impedir o trabalho de juízes e servidores, essencial à vida civilizada, à segurança coletiva e à dinâmica da ordem jurídica democrática.
Já no dia 2 de janeiro, incêndio criminoso no Fórum de Nova Serrana, MG, prenunciava o surto específico de terrorismo, agravado pelo atentado, ocorrido no dia 4, contra familiares de magistrada do Ceará e, agora, pela explosão de uma bomba no Fórum de Rio Claro, SP.
São fatos graves que dilaceram o tecido social e o Estado Democrático de direito.
É, pois, urgente a necessidade de apuração e punição rigorosa dos responsáveis por esses atos de vandalismo e barbárie, que, apesar de tudo, não conseguirão, como nunca conseguiram, em momento algum, intimidar os membros do Poder Judiciário no fiel cumprimento de seus deveres funcionais."
Leia a nota da OAB
Ao ser informado sobre a detonação de uma bomba no Fórum de Rio Claro, nesta quinta-feira (12/1), que feriu dois funcionários da Justiça e estaria endereçada a uma juíza, o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, lamentou o ocorrido. “Todo ato de violência praticado dentro de um prédio do Judiciário tem um simbolismo forte, porque a Justiça é um poder desarmado, destinado a assegurar os direitos do cidadão. Portanto, faz-se necessário que as autoridades apurem os fatos com rapidez para garantir a segurança do jurisdicionado e dos operadores do Direito. A OAB-SP repudia esse ato de violência e empenha sua solidariedade às vítimas, juízes e servidores do Judiciário Estadual”.

Peluso fez muito bem e deve ser seguido por todos os setores governamentais e particulares e pela sociedade de um modo geral para que sejam impedidos atos desta natureza. O Brasil nunca foi de violência, mas ultimamente, com o desafio que é a droga e a incompetência intelectual de nossa juventude que quer copiar tudo sem se dar conta do que está fazendo, podem acontecer fatos como este da bomba criminosa. NÃO HÁ POR ONDE ACEITAR UMA SITUAÇÃO ASSIM AQUI NO BRASIL. Há muitas maneiras de investigar, acvhar os verdadeiros culpados que querem desestabilizar o GOVERNO DILMA e colocar o país numa situação sem precedentes. Os brasileiros nunca foram e nunca serão adeptos do terrorismo e da violência!!!
Isto que está ocorrer no Brasil não é novidade. Quem são nossos dirigentes? O que eles faziam em 1964? Para os mais jovens que não vivenciaram essa época lembro que, eram terroristas, jogavam bombas, assaltavam bancos, faziam guerrilhas, sequestravam, faziam de tudo para um suposto "Brasil melhor". Muito bem! Estão aí. E agora?, o que fazem? Não se vê outra coisa a não ser Corrupção, falta de postura ética, demonstração de poder sobre o povo, falta de patriotismo, falta de ética, moral, não participação popular do povo e demais valores relegados a esta sociedade tão sofrida. Sinto saudades do regime militar quando vejo todas estas besteira sim!Não tem mais autoridade no Brasil, está um caos a suas instituições.
Em raízes do Brasil, de Sergio Buarque de Holanda fica uma simples mensagem: "A democracia no Brasil, depois de longos setenta anos, continua sendo um “lamentável mal-entendido” (p. 160). O país ainda reclama da “ausência de verdadeiros partidos políticos” (p. 183). A produção anual de toneladas de leis, mostra de forma cabal que grande parte de nossos políticos ainda acredita que “a letra morta pode influir por si só e de modo enérgico sobre o destino de um povo” (p. 178).
Leia: as suas instituições (as)
obrigado
Concordo com o presidente do STF: o tecido social está sendo aviltado. No mesmo caminho, dizemos que o tecido está esgarçando deixando à mostra o purulento material decorrente das mazelas ocorridas em nosso país. Não há falar em saudade da ditadura uma vez que, seguramente, o que ai está é decorrente do mafadado golpe militar que nos tomou de assalto em "1964" que nos fez espanar a tarracha por longos e tristes 20 anos. A democracia não está sendo riscada nem descolorida por aqueles que estão nos poderes. É dilacerante a noticia de desvios de verbas "daqui prá lá" e "de lá pra cá". Ainda agora os jornais estampam desvio de mais centenas de milhões de reais no judiciário. Como pode, este que é um dos poderes, que a tudo e todos, julga, permitir tais deslizes?
Desgraçadamente a impunidade deixa-nos de "ponta-cabeça". Infelizmente estamos passando por mais uma prova de fogo e justamente em um ano de novas eleições - as municipais. Porém, que nossas autoridades, assim como o povo, permitem cortar a própria carne para manter a democracia que "ainda engatinha" em nossa patria amada. O povo não mais suportará novas investidas de exceções, eis que ainda não cicatrizada a ferida aberta naquele 1964 cujos arquivos ainda não foram liberados.
Sou contra qualquer forma de violência física ou psicológica, e repudio veementemente qualquer ato de terrorismo ou coisa que o valha. Porém, creio que o caso merece uma análise um pouco mais aprofundada. Sabemos que a Justiça brasileira é o "calcanhar de aquiles" da Nação. São décadas de espera por uma decisão judicial que nunca chega, enquanto a magistratura trabalha permanentemente para se manter no regime oligárquico de sempre. Decisões ilegais, abusos de todo gênero, juízes livres para cometer qualquer espécie de delito, prisões ilegais e expropriação de bens, esse o dia a dia do Judiciário brasileiro. Assim, sem querer aqui lançar qualquer espécie de incentivo a atos de violência, até quando a população vai "permanecer deitada em berço esplêndido" aguardando por Justiça? Certamente que uns e outros, frente à gravidade do crime contra a Humanidade que todos estamos sofrendo todos os dias com a Justiça que temos, vão se revoltar, e a revolta vai em algum momento se transformar em violência física. Não estou dizendo que tais atos são legítimos, mas que em universo de 190 milhões de indivíduos sendo submetidos a situação de indignidade extrema, mais cedo ou mais tarde o terrorismo vai surgir.
Exclusivo – As conversas telefônicas no primeiro escalão de Dilma Rousseff já estão mais seguras e protegidas de escutas indevidas e ilegais. O Governo adquiriu 395 celulares Nokia de última geração, com criptografia para proteger o conteúdo falado. Cada aparelinho, importado da Finlândia, custa em torno de R$ 12 mil reais.
Fonte.: http://www.alertatotal.net/
Será que o judiciário vai ter também?
Quando se fala em militar todos se cagam é isso mesmo, ( eu vivi a história) para uma democracia que não deu certo, só com eles mesmos, para restaurar a dignidade da Nação,sim! (...) naquela época não tinha essa sacanagem toda e ponto final (...) éramos felizes e não sabíamos (...)
O Brasil é uma ficção jurídica, é o templo da degradação do estado na atualidade(...)
Sinto que só ficou o Bosonaro (...P), mas quem sabe ainda dá tempo (...)
Bolsonaro
obrigado
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login