Um avião que era utilizado por traficantes fará parte, a partir desta quarta-feira (13/6), dos bens do Poder Judiciário do Paraná. A iniciativa é parte do programa Espaço Livre – Aeroportos, ação da Corregedoria Nacional de Justiça que busca remover dos aeroportos todos os aviões que estejam vinculados às massas falidas de empresas aéreas ou que tiverem sido apreendidos em processos criminais, principalmente por tráfico de drogas.
O avião é um bimotor Baron 58, com capacidade para quatro pessoas, além de piloto e copiloto. Ele ficará à disposição do Poder Judiciário do estado do Paraná e poderá ser usado por membros da Justiça Estadual, da Justiça do Trabalho e da Justiça Eleitoral no estado, além da Polícia Militar.
Este é o quinto avião de pequeno porte entregue pelo CNJ ao Poder Judiciário dos estados. A primeira entrega, um monomotor, foi feita em junho de 2011 ao Tribunal de Justiça do Amazonas. Em outubro do mesmo ano, um bimotor foi entregue ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Outros dois foram entregues em abril à Justiça do Mato Grosso do Sul.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva do Programa Espaço Livre, o juiz auxiliar Marlos Melek, o programa procura atender principalmente estados de maior dimensão geográfica, onde a locomoção dos magistrados seja mais difícil. Nos próximos meses outros 14 aviões apreendidos deverão ser entregues pela Corregedoria ao Poder Judiciário dos estados. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Ao invés de se fretar um terão de fazer concurso para uns três servidores pilotos, mais custos de hangar e manutenção. E vão usar para quê? Levar magistrados ou desembargadores entre comarcas afastadas?
Será que vale a pena? Estou vendo que vai ser é utilizado como se carro de passeio fosse...
Sem dúvidas que o país por sua extensão necessita de transporte rápido e eficiente, e deixar aeronaves deteriorando no tempo é a pior das escolhas, que sejam utilizadas pelos magistrados, porém com fiscalização rigorosa para não utilizarem para interesses pessoais. Ou se for o caso que sejam leiloadas e a verba arrecadada incorporada ao erário!
Se fosse para apostar, diria que o avião será usado para comemorações, inaugurações, e demais futilidades sem qualquer proveito real aos jurisdicionados, em que pese o elevado custo de manutenção da aeronave.
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