Em evento de magistrados do Trabalho em João Pessoa, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, traçou o que chamou de perfil do novo juiz, ressaltando as transformações sociais e o papel do magistrado na era da informação. Para o ministro, o Direito do Trabalho tem de enfrentar novas realidades e os problemas delas decorrentes, como o controle da jornada de teletrabalho e das novas doenças profissionais.
As definições foram apresentadas no 16º Congresso Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Conamat), que ocorre desde esta quarta-feira (2/5) e vai até a sexta (4/5), e tem como tema "Uma nova sociedade. Um novo juiz do Trabalho".
"Embora o mundo haja sempre palmilhado estradas de transformações, não se pode negar que em nenhum outro momento as metamorfoses foram tão profundas e velozes quanto nesta era do saber e da informação, em que somos afetados em quase todas as dimensões da nossa vida pela revolução da informática e pelas novas tecnologias da informação", disse Dalazen. A globalização, observou, traz também a preocupação com a precarização dos direitos. "Compete à Justiça do Trabalho cumprir seu papel de algodão entre cristais, garantindo o trabalho decente e um patamar civilizatório aceitável".
Sobre o papel do magistrado, Dalazen afirmou que o juiz do Trabalho tem um lugar "indispensável" na construção da democracia e na preservação da cidadania, deixando para trás a figura do juiz na torre de marfim. "O juiz que não interage com o povo não conhece a sociedade em que milita", assinalou. "Os novos tempos exigem que o juiz dialogue com a comunidade".
O presidente também falou da atuação do TST em questões atuais e afetas à Justiça do Trabalho e que dizem respeito à efetividade da prestação jurisdicional, como o aprimoramento da execução trabalhista e da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas. "Não há Justiça que mereça respeito sem que suas sentenças sejam cumpridas em tempo razoável", alertou.
Ao final de sua exposição, o presidente do TST falou da importância do engajamento dos juízes do Trabalho no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, que conta com diversos parceiros institucionais. "O programa dissemina a premissa da superioridade da prevenção sobre a reparação", concluiu. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.
Clique aqui para ler o discurso.

Juiz do Trabalho tem que interagir com sua própria consciência.Não deveria ser um mero interprete de leis de 70 anos, casuístas, criadas por um ditador crápula e covarde.Juiz do Trabalho deveria tentar sensibilizar os imorais do Congresso Nacional para que entendam que mais importante do que encher o empregado de "direitos" é enchê-lo de oportunidades de melhorar de vida com mais empregos de qualidade consequentemente mais qualidade de vida.
Bazófia...O TST não quer largar o osso !!A boquinha!!!
O TST e a atual CLT são protagonistas da desgraça nacional em suas mais perversas versões.
Todos sabem disso !!!Mas são parte interessada nessa desgraça, pois esta gera dinheiro para seus bolsos...E muito!!!
Jogar para torcida. Ser politicamente correto está na moda. O que significa: dizer o que o outro quer ouvir.
O sr. Min. Egrégio Emmanoel Pereira não dialoga sequer com os advogados que vão até seu gabinete, vai dialogar com sociedade?
coitada dela!
Falem para os juizes de Jacarepagua.
Mas peçam aos servidores se eles podem fazer o favor de trabalhar, é claro depois de falarem.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login