No início dos anos 1960, fui estudar em um seminário. E os padres e professores insistiam no que se chamava de “decoro”, com recomendações de não se expor em público (ou seja, não se pentear ou cortar as unhas na frente dos colegas), a subir escadas sem saltar degraus de três em três, a cultivar o que se chamava de bons modos. E uma nota era lançada no boletim quinzenal sob o título de “urbanidade”.
O sociólogo Norbert Elias escreveu um primoroso tratado sobre o longo aprendizado pelo qual passou a humanidade. Em seu livro O Processo Civilizador (dois volumes, editora Zahar), ele acompanha a caminhada do homem até produzir o que chama de “o corpo civilizado”. Nesse processo, houve busca por normas para a convivência em sociedade, pois as pessoas já não viviam isoladas em seu vilarejo, mas trafegavam e circulavam, convivendo diariamente com um número crescente de estranhos, vindos de outras regiões e de outras classes sociais.
Na segunda parte do século XIX, com as invenções da máquina a vapor, dos trens, do telégrafo e a abertura de canais como o de Suez, encurtando as distâncias, o mundo começou a ficar pequeno. E aconteceu a inversão: antes anormal e surpreendente era a vista de um estranho ou estrangeiro, pois durante toda a vida um cidadão convivia e cumprimentava sempre as mesmas pessoas, quase sem nunca sair de seu pago. Agora, o que passa a chamar a atenção é o encontro de um conhecido. Quantas vezes, ao circular em um shopping, cruzamos com um velho amigo e nos surpreendemos? A frase costumeira é “Você por aqui! Que mundo pequeno”. Ou seja, encontrar conhecidos, que era o comum até o século XIX, agora é a surpresa, num mundo em que vivemos rodeados de “estranhos”.
Ensina Norbert Elias que a convivência nesse novo ambiente urbano e pós-industrial só se fez suportável mediante a automatização de um número infindável de regras de controle corporal. Ele cita manuais clássicos, como A Civilidade Pueril, em que Erasmo de Rotterdam ensinava, ainda no século XVI, a ter controle sobre a expressão do olhar, a não encarar o outro, a ser cortês. À mesa, esses manuais ensinavam a não limpar os dentes com as pontas das facas, a não se servir com a própria colher da sopeira colocada à disposição de todos, a não assoar o nariz na toalha da mesa ou na manga da camisa: levava-se um lenço no bolso para esse fim.
Isso não precisa mais ser ensinado hoje: aprendemos a olhar respondendo a olhares que nos são dirigidos, e a não encarar despudoradamente a ninguém. E tudo o que hoje nos parece óbvio, como não soltar gases à mesa ou não trafegar nu perante os outros, foi na realidade incutido no comportamento ocidental ao longo de séculos de trabalho “civilizador”. “O lenço, o garfo e a camisola, três objetos que servem para separar os homens de suas funções corporais e cada corpo do corpo do outro, foram mais ou menos adotados simultaneamente nas sociedades de corte. Nos moldamos porque queremos ser aceitos diante do rei e perante outros nobres”, escreve Elias.
No entanto, hoje, constrangidos, subimos no elevador em companhia de jovens casais que se agarram em beijos derramados, sôfregos, lúbricos — algo que em outros tempos se fazia, quando se fazia, a portas fechadas. Alguém poderá dizer que são coisas da modernidade, mas volto a pensar nessa falta de decoro que se tornou uma das marcas dos dias atuais.
Numa média de quatro vezes por semana, a caminho da faculdade ou na volta para casa, costumo tomar o ônibus Brasilândia–Ana Rosa, que em seu trajeto percorre a rua onde moro em Perdizes. Coleciono uma bela amostra de conversas de passageiros em alto som, no celular. Há a história da moça que confessa para o ex-namorado (e para todos os usuários do coletivo) que o havia traído, pois “foi mais forte do que eu”. A da senhora, descuidando o filho que grita, dando reiteradas instruções pelo celular a uma amiga para fazer um beó (boletim de ocorrência) contra a vizinha que a atacara com uma faca. Ou a da jovem que briga com a mãe, também por celular, e declara aos berros: “A senhora não vê que eu estou menstruada?”
Fico chocado com esse palavreado que escancara as intimidades, como esta manhã me chocou ouvir a apresentadora Ana Maria Braga dizer um palavrão (“estamos todos f…”) em uma entrevista com um especialista em nutrição, em seu programa matinal na TV Globo.
Aos poucos — e de forma acelerada — vamos perdendo o que durou séculos para ser construído: o homem civilizado. Há uma confusão entre o público e o privado. E, sobretudo, a necessidade de tornar público o que por decoro deveria ser privado. E nem estou pensando nas maracutaias que acontecem no âmbito dos Legislativos e dos Executivos, sejam federais, estaduais ou municipais, de confundir o interesse público com o privado (como a notícia do ex-diretor da Prefeitura de São Paulo que comprou em 2008 um apartamento de R$ 1,2 milhão pela bagatela de R$ 242 mil). Mas de coisas simples, como a de fotos de intimidade. Seria óbvio dizer que vivemos o auge da civilização big brother, em que há forte necessidade de mostrar o que deveria ser reservado.
O recente episódio das fotos da atriz Carolina Dieckmann faz parte desse cenário. As fotos íntimas foram roubadas e a atriz chantageada, as imagens publicadas em site da internet. Nesta terça-feira (15/5), hackers postaram essas fotos no site da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), e novamente fez-se o carnaval. A atriz teve matéria de 4,5 minutos no Jornal Nacional. Nada a declarar, pois o nascimento da filha da apresentadora Xuxa mereceu reportagem de 14 minutos no mesmo programa, um dado histórico deste jornalístico.
Num momento crítico por que passa o país, sem um projeto claro de desenvolvimento, com uma dívida imensa de reformas (tributária, política), com jogadas midiáticas contrapondo a CPI “do Cachoeira” com o julgamento do mensalão, transformar a “facada no peito” das fotos da atriz em tema número 1 é mesmo um retrocesso. Seria bom que todos passassem pelo crivo nas notas quinzenais de urbanidade.
Caro Carlos Costa,
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A tendência é piorar e muito.
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Hj eu estava falando sobre o servidor público que tem 106 apartamentos. O grande problema nesse caso e em inúmeros outros (saúde, educação, etc.) é a certeza da impunidade. Servidores que desviam dinheiro, servidores que são corruptos, empresários que são quadrilheiros (e olha que não são poucos não) não vão para cadeia mesmo. Pelo pouco conhecimento que tenho, por ex., no ramo imobiliário, 99% dos grandes empresários (imobiliárias, construtora, etc), praticam crimes senão diariamente, semanalmente (crime contra a ordem econômica; crime contras as relações de consumo; crime de corrupção..).
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Agora pergunta se esses crimes fossem praticados na Alemanha, no Japão (o servidor daria um tiro cabeça) ou na China (fuzilavam ele).
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No Brasil? Bom, aqui o crime compensa (mas crime grave).
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Qto a história da "privacidade", acho que a tendência é piorar. Aqui o rabo abana o cachorro. Culpa de quem? São tantas variáveis. Educação familiar, NOVELAS (não assisto muito. As poucas vezes que vejo, há em um capítulo apenas, traições diversas), dentre outras. Tempos atrás, mulheres teriam vergonha de falar como falou a garota do ônibus ao ex. Hoje? Hoje ela (a do ônibus) e muitas de suas amiguinhas acham o máximo trair. Se elas estão felizes? Com certeza não. Mas o "sistema", mundo atual, funciona assim.
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Por fim, as pessoas que furtaram as fotos da atriz, irão pintar o muro de um hospital público.
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E o dano moral? Bom, nesse caso, EM SE TRATANDO DE ATRIZ (ou ator) a condenação por dano moral será pesada. Os juízes adoram condenar em valores altos (nesses casos....rs) Os criminosos irão pagar? Não, pois não tem dinheiro.
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Logo, como adoro dizer, esse é um país do faz de conta...
Um aspecto dessa história não foi abordado. Quem tirou essas fotos pornográficas da atriz? E como elas foram parar no seu próprio computador? Está aí a maior responsabilidade! Quem? Quem é o culpado?
Assim como o senhor sou professor e vejo diariamente que os jovens de hoje perderam completamente a noção de valores e acreditam que nós, da geração anterior, é que somos antiquados.
Uma pena.
Outra coisa em relação aos suspeitos do caso da atriz da Globo, sem querer entrar no mérito da discussão, deve ser considerado que a exposição da imagem dos mesmos na mídia infringe o princípio da presunção de inocência previsto na Carta Magna.
Caros professores a jursiprudêcia patria resta pacificada no sentido de que é obrigação do correntista manter em segurança seu talanário de cheques e se não faz não poderá livrar-se do pagamento do cheque eventualemente emitido por alguém que tenha se apoderado de seu talonário, esse entendimento, mutatis mutantand, pode ser aplicado ao caso de alguém que faz fotos nua e depois não as guarda de forma segura e essas, depois, venham a serem divulgadas. A ninguém é dado de direito de lucuplratar-se da própria torpeza. A atriz mencionada correu o risco e deve assumir o resultado mesmo que não desejado.
Excelente artigo. E obrigado pela indicação da obra de Norbert Elias.
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Chama a atenção quando o articulista desabafa: “Fico chocado com esse palavreado que escancara as intimidades...” e quando conclui: “Aos poucos — e de forma acelerada — vamos perdendo o que durou séculos para ser construído: o homem civilizado. Há uma confusão entre o público e o privado”.
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É a cultura do Big Brother, infundida pela mídia televisiva como algo natural que, pelo poder de penetração que possui, ao poucos se insinua para operar essa transformação de tudo que é íntimo e privado em algo do domínio público. A cultura da imagem, dos mitos vivos e ambulantes o resultado dessa perda do decoro.
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Nessa toada, “senhor” deixou de ser um pronome de tratamento para ser apenas um homem velho (idem para senhora). “Você” que já é o resultado de uma degradação linguística que transformou o pronome de tratamento cerimonioso “Vossa Mercê” — dirigido àqueles que não tinham senhoria e não se tratavam pelo pronome de tratamento íntimo “tu” — tornou-se pronome de tratamento informal e hoje tende a substituir o “senhor” e “senhora” por aceitar os dois gêneros, porém, com prejuízo da cerimônia que deveria caracterizar o modo de se dirigir a quem seja mais velho ou não seja conhecido.
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O processo de degradação da língua segue a mesma trilha da degradação da urbanidade, como se tivéssemos feito a curva e entrado num processo de franca decadência civilizatória a partir da banalização da intimidade.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Existe uma clara distinção de assuntos aqui e que precisa ser observada. ogspot.com.br/2012/05/direitos-das-santa s-e-se-fosse-um-homem.html
As pessoas tem vida íntima e o que um casal faz na sua intimidade é de caráter pessoal.
Mas historicamente, as fofoqueiras do bairro, os mexeriquentos, os que anseiam por dominar até o mais íntimo pensamento das pessoas, insiste em se pendurar na janela e apregoar regras. Hoje usam a janela da internet para invadir a vida dos demais.
O artigo fala muito bem sobre uma coisa importante que é o convívio em sociedade. Isto vem da família e de cultivarmos bons valores.
Mas é muito diferente uma pessoa ser roubada! Alguns aproveitarem para criticar a intimidade desta pessoa. Essa pessoa e outras, não estão colocando suas coisas num objeto pessoal, o computador, e com isto se oferecendo para o mundo. Seria o mesmo que dizer que não posso colocar minhas cartas no cofre forte do banco porque estou me oferecendo a exposição pública caso o cofre seja arrombado e os ladrões publicarem minhas cartas. Então cadê o direito de intimidade, de preservar o que é seu?
Nada a ver com o comportamento dos que acham normal fazer coisas em pública. Se um estuprador fotografar e divulgar fotos da vitima condenam esta? Voltará a prática ainda existente nalguns locais em que a vítima de estupro é punida também? Credo!
Então qualquer um tem o direito de invadir uma residência e ainda por cima dizer que seu morador está errado em ter uma vida privada?
Noutro artigo recente comentei a respeito. É algo normal e bastante comum entre casais.
Infelizmente, os moralistas (será?) adoram se meter na vida dos outros parecem sempre prontos a criticar. Confundem roubo (crime) com ato de livre vontade.
http://gilbertostrapazon.bl
Belíssimo e irretorquível em sua essência o artigo do lúcido jornalista e, dizendo um pouco mais, quem nasceu nos anos cinquenta para trás (na linha do tempo), e que teve "a graça" de receber uma criação familiar mais rigorosa e mais orientadora dos limites de cada um, nunca irá concordar com tantas aberrações da "modernidade"... O que resta é pura saudade de um mundo que era eticamente bem melhor, há pouco tempo atrás...
Edson xavier da silveira lucci
O texto é pertinente, uma vez que, cada vez mais, vive-se de vitrine, da busca dos os efêmeros minutos de fama a qualquer custo.
Na televisão a publicidade é a única mola inspiradora e por ela existem os programas. O conteúdo é o patrocinador, o resto é só banalidade. O incrível é que muitas das vezes o melhor mesmo é a propaganda. Uma total inversão das coisas.
Os governos da mesma forma entraram na magia do mundo virtual, as obras são inauguradas à custa de recursos da computação gráfica. A ilusão é a mestra de cerimônia. Onde foi parar o decoro.
Já não vale o velho presságio, quem é roubado é tão culpado quanto quem lhe roubou, naquela época, o larápio usava suas sutilezas para enganar e subtrair algo de um incauto, na atual realidade a enganação é em escala, lavagem cerebral. Os televisivos ligados vinte e quatro horas dia, em todos os lugares, só falta no banheiro, salvo engano. Alienação maior não existe, uma total “desculturação”.
Não podemos é ter medo de criticar e ter humildade para voltar a aprender as regras básicas de civilidade. Pois ser ridículo é ser robotizado, tratado como mercadoria, necessário enquanto economicamente viável.
O artigo do professor Costa dá um panorama histórico sobre nossas relações e costumes.
Ficou uma dúvida: sendo Carolina quem é, não deveria quardar sua intimidade em local menos arriscado?
Não estamos falando de pessoa que nunca se expôs. Se não tirou fotos nua, terá sido por moralismo, ou por não receber boa oferta?
Suas fotos caseiras depõem contra sua moral ou desvendam valioso patrimônio?
Com relação às chantagens, não há dúvida de que foi vítima, mas sobre a divulgação das fotos... perdona-me maestro, tá na chuva é pra se molhar.
Caro Fernando José Gonçalves. Se eu concordar com sua última colocação em que expôe como sendo natural e algo que deveria ser aceito, a invasão total da vida privada eu estaria aceitando a tirania, a opressão, a histórica luta dos que se recusam a serem meros objetos, joguetes nas mãos de alguns que buscam impor seus valores pela força. A repressão das mais básicas liberdades humanas é o mecanismo mais usado pelos tiranos, sejam políticos ou religiosos. Se eu temer pela minha integridade pessoal pela possibilidade de algum pervertido sem escrúpulos me assaltar, e ser elogiado pela seu ato criminoso, também temerei por tudo o que faço e deixarei de acreditar na justiça e na possibilidade de uma real evolução da espécie humana. Eu estaria aceitando a volta da barbárie da era das trevas, das câmaras de tortura de tantos séculos que serviram basicamente para impor na marra, desejos egoístas e mesquinhos de dominação, de satisfação unicamente pelo jugo através da violência e incapacidade de aceitar divergências e por um imenso medo de que alguém nalgum lugar possa estar sendo feliz.
Se alguém acha que um cidadão que não faz nada fora da lei, não tem o direito de privacidade dentro de sua moradia, então me desculpem, mas é difícil imaginar em que tipo de valores ou caráter possam estar falando. Isto não é urbanidade, muito menos civilidade. É escravidão e tirania pura e simples.
Correto Fernando. Existem riscos e são verdadeiros. Não os ignoro em absoluto. Veja, vamos para outro exemplo. Quem escala uma montanha está sujeito a diversos fatores de risco. Pedras soltas, falta de ar, avalanches, torcer um pé. Nas minhas incursões vi pessoas se lesionando simplesmente porque não cuidaram de usar uma meia correta e amarrar direito o cadarço do calçado. Mas ao invés de deixar de escalar, aprende-se a dominar as técnicas para interagir neste ambiente hostil e ter o máximo possível de recursos disponíveis no caso de alguma adversidade. É um risco real, e muitos consideram este esporte, uma tentativa de suicidio. Mas ficar jogando dominó na praça também pode ser arriscado. Tem locais em que alguns se aproveitam da distração dos jogadores, ou simplesmente pode cair um galho de uma árvore. Não é muito diferente da questão "urbanidade", assunto que dá a entrada no artigo. Conviver em sociedade não difere muito com os cuidados necessários para andar pela natureza. Simplesmente caminhar pela mata ou numa área montanhosa, sem cuidar do que se faz é um risco enorme. Visite uma caverna e rapidamente vai ser lembrado de que o teto pode estar muito baixo, é preciso olhar para todos os lados. Cuidar muito onde pisa pois as pedras soltas no chão não tem o assentamento causado pela chuva e vento. Podem estar equilibradas de forma precária. Ou estarem escondendo, da mesma maneira, um buraco profundo. Temos paralelos com as tecnologias. Elas trazem conforto e muitas novas oportunidades. Mas é como deixar de andar pela mesma trilha e adentrar-se por labirintos desconhecidos. Quem coloca música alto dentro do ônibus, perturba os demais. Mas também pode ser vítima dele próprio, ao deixar de ouvir um grito de alerta. PP.
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