Satiagraha foi uma “operação clandestina”, afirma Grupo Opportunity

Depois de o Superior Tribunal de Justiça admitir, na última quinta-feira (8/3), que o recurso extraordinário da Procuradoria Geral da República contra a anulação da Operação satiagraha suba para o Supremo Tribunal Federal, o Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, divulgou nota afirmando tratar-se de uma "operação clandestina".

O documento lembra que, em 2011, o STJ anulou a ação penal decorrente da operação, por considerar ilegal a participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de investigadores particulares na operação. Com a decisão, foi anulada também a pena de Dantas por corrupção.

Em comunicado enviado à revista Consultor Jurídico, a assessora do grupo afirma que a Operação Satiagraha "caracteriza-se por provas forjadas, crimes financeiros inexistentes e obtenção ilegal de provas". A nota também cita a condenação do ex-delegado Protógenes Queiroz por fraude processual e quebra do sigilo funcional, aproveitando para alfinetar o atualmente deputado, eleito "na esteira dos votos do palhaço Tiririca".

"O fato é que a operação Satiagraha foi uma fraude armada para atender a interesses privados e políticos. O objetivo era prender, mesmo após as investigações policiais constatarem a inexistência de crime por parte do Opportunity", afirma a representante do grupo.

Leia o comunicado:

Em relação à decisão do Superior Tribunal de Justiça de deferir o recurso do Ministério Público Federal, é preciso esclarecer que:

A Satiagraha é decorrente da Operação Chacal, que foi ancorada em provas fraudadas. Desde 2006, a Divisão Anti-Máfia da Procuradoria de Milão cuida de inquérito contra executivos e prestadores de serviços da Telecom Italia. Depoimentos e documentos italianos mostram que a Operação Chacal derivou de falsa denúncia da Telecom Italia no Brasil à Polícia Federal e à imprensa, em julho de 2004. Segundo os italianos, a Brasil Telecom, à época  sob a gestão do Opportunity, teria mandado ‘espionar’ executivos da Telecom Italia e integrantes do primeiro escalão do governo Lula.  A ‘denúncia’ era falsa. A Justiça de Milão reconheceu Daniel Dantas e o Opportunity como vítimas da Telecom Italia.

Em 10 de fevereiro de 2012, o juízo da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo proferiu sentença absolvendo Daniel Valente Dantas e outros no processo 2004.61.81.001452-5 da Chacal. 

A Operação Satiagraha, na esteira da Chacal, caracteriza-se por provas forjadas, crimes financeiros inexistentes e obtenção ilegal de provas. Na Satiagraha, a participação ilegal de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é sensivelmente superior que a participação de agentes da Polícia Federal. Tratou-se de uma operação clandestina realizada fora das dependências da Polícia Federal.

O ex-delegado Protógenes Queiroz foi condenado por fraude processual e violação de sigilo funcional por sua atuação na Satiagraha. O Ministério Público Federal entendeu também que ele deve responder pelos crimes de prevaricação e corrupção passiva. Em síntese, Protógenes Queiroz é acusado de ter “armado” a operação, de ter falsificado provas e de corrupção.  Vai ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (em função de ter foro privilegiado já que foi eleito deputado na esteira dos votos do palhaço Tiririca).

O fato é que a operação Satiagraha foi uma fraude armada para atender a interesses privados e políticos. O objetivo era prender, mesmo após as investigações policiais constatarem a inexistência de crime por parte do Opportunity.

Atenciosamente,
Elisabel Benozatti
Assessoria de Comunicação do Opportunity

Marcos Alves Pintar disse:
09 de março de 2012 às 17:54

Crimes diversos cometidos por agentes públicos no exercício da função pública, e ninguém preso até o momento.

João disse:
10 de março de 2012 às 00:18

Impertinente a nota emitida por uma assessoria, como também impertinente a sua divulgação. Cabível o recurso, admitido na origem. Não há o que reclamar. Eventual recurso do chorão fatalmente seria tachado de oportuno. Eheheheheheheh!

Marcos Alves Pintar disse:
12 de março de 2012 às 01:44

Porque a nota divulgada pelo Grupo Opportunity seria impertinente? Não está o Grupo a falar de uma situação extremamente grave, na qual agentes públicos pagos por nós usaram o cargo para cometer delitos diversos? Não é a sociedade quem deve cobrar dos agentes públicos o respeito à lei? O agente público não tem contas a prestar à sociedade? A liberdade de expressão é sempre bem vinda, mas creio que há situações nas quais aquele que se manifesta publicamente deveria ter um mínimo de compostura e honestidade.

Helio Telho disse:
12 de março de 2012 às 12:28

Operação clandestina?
Mas, não foi autorizada pela Justiça?
Não foi conduzida por um delegado de polícia?

CHORBA disse:
16 de março de 2012 às 09:05

Senhores!
Por mais que busquemos justiça infelizmente nossos investigadores buscam vantagens pessoais, sejam financeiras por meio de corrupção (igualando-se a possíveis criminosos) e por uma VANTAGEM que entendo a mais cruel: PROMOÇÃO PESSOAL, pirotecnia e tudo mais que lhes possa trazer PROMOÇÕES PESSOAIS.
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Nesta busca de PROMOÇÃO PESSOAL, não lhes importa o resultado, seja qual ele for: Prisão de inocentes em investigações muito mal fundamentadas sem PROVAS CONCRETAS e embasamento lógico.
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Vidas jogadas na lama, pois os abalos morais e materiais são irreversíveis, mesmo que com a reparação final de sentença de inocente ou casos como este e outros tantos de "RÉUS" que não tem poder financeiro nem pessoal para se defender.
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Jorge Alencar Chorba
chorbamatrix@gmail.com
http://chorbamatrix.blogspot.com/
(51)8248.7835

CHORBA disse:
16 de março de 2012 às 09:21

Para não sofrer mais uma injusta ação, afirmo que nem todos os Investigadores agem da forma como comentei anteriormente. Muitos são pessoas sérias que tem RESPONSABILIDADE E na dúvida não seguem adiante e PROMOVEM A VERDADEIRA JUSTIÇA.
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Jorge Alencar Chorba
chorbamatrix@gmail.com
http://chorbamatrix.blogspot.com/
(51)8248.7835

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