Pérolas do Exame de Ordem revelam deficiência do sistema de ensino

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) fixa em seu artigo 67 que será assegurado a todo o empregado um descanso semanal de 24 horas. Para alguns bacharéis em Direito que prestaram o último Exame de Ordem, os trabalhadores têm direito a um “descanço” semanal. Para outros, a um “discanço” ou “discanso”. A questão, segundo um outro bacharel, é que os trabalhadores precisam “descançar”.

Essas são algumas das pérolas encontradas pelos professores responsáveis pela correção das provas subjetivas do exame que avalia se os bacharéis têm condições de se tornarem advogados. E são fortes argumentos para a Ordem dos Advogados do Brasil num momento em que a Câmara dos Deputados se divide diante das pressões em favor do fim do Exame de Ordem. Nesta quarta-feira (28/11), às 10h, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, o tema será debatido em audiência pública.

Os erros de português são comuns nas provas subjetivas e revelam que a qualidade do ensino nas universidades brasileiras não anda muito bem. O que poderia ser motivo de deboche para muitos, é, na verdade, um indicativo da má qualidade do sistema educacional brasileiro.

Ninguém que escreve está a salvo de cometer erros de português e esse não é o principal problema dos bacharéis. Em muitos pontos, as provas revelam uma deficiência no conhecimento jurídico necessário para se redigir uma simples petição.

Foi exigido pelo Exame que os bacharéis redigissem a contestação de uma ação trabalhista, como representantes da empresa reclamada. Em uma das situações expostas, a empresa era alvo de ação de indenização por danos morais por fazer revista íntima em seus funcionários. Em um trecho de prova, um bacharel escreve que o reclamante pleiteia “danos moraes”. Noutro, diz que não assiste razão ao reclamante porque o reclamado agiu “dentro do Jus Variante”. Por isso, não se pode falar que houve “acédio moral”.

Em outra prova, o bacharel pede ao juiz a notificação da reclamada para apresentar contrarrazões. Ou seja, o representante da empresa pede a própria notificação.

Um dos bachareis, ao concluir sua contestação, requer a intimação do reclamante para apresentar “defesa testemunhal sob pena de confissão dos fatos fictos”. Outro bacharel termina sua contestação requerendo a procedência do pedido inicial feito contra o seu cliente.

Em uma das questões da prova, o bacharel tinha de explicar quais as consequências da inserção do nome de uma empresa no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas. “Como consequências, podemos citar, dificultamento de empréstimos, descontos tributários além de má visualização perante os juízos trabalhistas”, escreveu um dos bacharéis que se submeteu às provas.

Sobre a mesma questão, outro bacharel afirmou que a empresa que tem certidão positiva de débitos trabalhistas emitida contra si fica impedida de ajuizar qualquer ação na Justiça do Trabalho. Outro aluno que participou das provas abriu um capítulo em sua contestação para advogar pela improcedência do pedido. “Da improveniência, leia-se iprocedência: Requer a total iprocenencia do pedido feito pelo requerente”, escreveu o candidato a advogado.

A audiência na Câmara nesta quarta-feira foi convocada pelo deputado federal Sibá Machado (PT-AC). Tramitam hoje, no Congresso, 18 propostas que, se aprovadas, poderão extinguir o Exame de Ordem ou modificá-lo substancialmente. Mais do que servir de piada, os erros apontam para a necessidade de se repensar o sistema educacional como um todo, lembrando que o Exame de Ordem já foi julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

Rodrigo Haidar

é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

lcc disse:
27 de novembro de 2012 às 19:12

O Exame de Ordem é essencial para o bacharel que quer advogar, o interessado deve estar preparado para a atividade, com dedicação candidato a profissão obtem a aprovação e passa, afinal, é o requisito mínino para atuar, deve sim ser aplicado, e já foi consolidado pelo STF, alías, atitude de grandeza dos nobres Ministros.

alvarojr disse:
27 de novembro de 2012 às 23:03

São argumentos suficientemente fortes para amparar a rejeição dessa proposta.
Os erros de português relatados, apesar de esdrúxulos, não são determinantes para a reprovação do bacharel. Há petições assinadas por advogados com exemplos tão ou mais esdrúxulos de erros de português que os relatados na reportagem.
Alguns parlamentares, como o famigerado deputado Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro, age em retaliação à advocacia como um todo por não ser mais o relator do projeto de novo CPC.
Outros estão de olho nos votos dos bacharéis que atualmente não são aptos ao exercício da advocacia.
"Vote em mim e ganhe uma carteira da OAB" é a mensagem velada nos discursos de alguns parlamentares defensores deste projeto.
Não importa se há o equivalente do nosso Exame de Ordem nos EUA e Europa Ocidental. Vão continuar insistindo na tese de que se não há tal exigência para o exercício de outras profissões e que a porteira da advocacia deve ser aberta a todo tipo de bacharel despreparado.
Porque será que também não defendem a extinção da exigência de residência para os médicos recém formados?
"A culpa pela minha reprovação é da OAB, do meu pai, da minha mãe e de qualquer pessoa menos eu" costuma ser a mensagem velada nos comentários daqueles que defendem a extinção do Exame de Ordem.
Se passar no Congresso... VETA DILMA!!!

V. Vieira disse:
28 de novembro de 2012 às 00:06

A política brasileira tem o costume de combater consequências e manter intactas as causas: cotas nas universidades para o ensino público defasado, "bolsas" de diversas espécies para os necessitados e, na mesma toada, o exame de ordem para os gloriosos bacharéis (por favor, digo isto sem fazer juízo de mérito algum sobre tais medidas, apenas constato a relação lógica de causalidade).
Mais do que discutirmos o exame de ordem, deveriamos discutir a regulação do ensino superior. Discutir a grave crise dos "tecnólogos" do Direito. É preciso discutir e unificar as diretrizes do ensino jurídico. É preciso que os professores de Direito aprendem um mínimo de pedagogia. É preciso que os alunos de Direito tenham noção do curso que estão prestando, de sua relevância social e não das benesses pessoais auferidas na carreira (a "riqueza" dos advogados e a "vida mole" dos servidores públicos).
Por fim, deveriamos discutir como FECHAR cursos, que se dizem de Direito, visando estancar este mercado que surgiu e cresceu exponencialmente sob o nome de estabelecimentos de ensino superior. Do mais, discutiremos mais do mesmo por um longo tempo.
Porém, como o tópico se refere ao exame de ordem, é EVIDENTE que ele deve continuar a existir pois, se não combate a raiz do problema, ao menos ameniza os seus efeitos, assim como as outras medidas citadas no começo do comentário.
Parabéns à reportagem, mostra de forma simbólica o tipo de cidadão que almeja defender o direito alheio.

cava disse:
28 de novembro de 2012 às 02:09

O articulista ao editar o texto sobre o exame da OAB o fez com certa ironia. Esquece ele que em todas as áreas existem enormes deficiencias. Estou cansado de enviar mensagens aos sites Globo, MSN, dentre outros, para corrigir erros grotescos de portugues estampados em suas manchetes,muitas vezes de difícil entendimento, e até mesmo dentro do próprio corpo da mensagem. Todos estamos exaustos de ouvir todos os dias pela TV sobre erros médicos. Vemos diariamente Jornalistas, Deputados, Senadores, e outros se claudicarem ao pronunciar sobre qualquer assunto, demonstrando ineficiencia nos discursos, nos argumentos, nas explicações, e até mesmo em suas demagogias.
Que as faculdades tem lá também suas deficiencias não se pode negar. Mas, isso não é culpa do aluno. É da própria autoridade de ensino. Erros de portugues não é deficiencia de faculdade. É do ensino fundamental. Nas faculdades se aprende mais a técnica, a prática ao exercício da atividade que futuramente irá exercer. Português se aprende no Jardim de infância, no primeiro grau, e no ensino médio, cabendo as faculdades vetar aqueles alunos que não obtem notas satisfatórias em todas as matérias, inclusive na nossa língua. E mais uma vez verifica-se a falha grotesta do M.E. que não fiscaliza, não orienta e não traça objetivos claros na condução do ensino no Brasil.
Diante dessa situação, não é o exame que identificará quem é mais ou menos eficiente. É preciso repensar sobre o assunto e estudar todas as possilidades para que seja menos traumático para os Bacharéis em Direito, vetados para o exercício da advocacia, submetidos a aprovação em uma prova que não mede conhecimento algum. Com a palavra, os senhores Deputados.

Nilton Kenji disse:
28 de novembro de 2012 às 02:19

Atualmente o Exame de Ordem é considerado um exemplo de prova, digna de respeito, difícil, temerosa, que há muito não se via. Expressa uma grande ascensão na carreira dos bacharéis e motivo de muito orgulho, inclusive dos professores universitários que vêem seus alunos superando-a através de seus ensinamentos, e diga-se de passagem, ensinam muito bem. Porém, há aqueles que são dignos de aprovação e há aqueles que "colam" durante longos cinco anos. Está lançada a sorte. O desafio é a essência do saber ou, desafio de não ser pego na "cola". Tudo corre bem. Colam grau, todos comemoram juntos... formatura..., então, surge o vilão! O Exame de Ordem. É aqui que são separados o trigo do joio! E agora? Querem banir o Exame da Ordem, querem que o trigo fique misturado ao joio, tal qual a "Presidenta" que insiste nessa palavra absurda. Um erro para toda a Nação assistir. O pior é que algumas mídias impressa e eletrônica aderem! Dói nos tímpanos. Ofendem nosso aprendizado. Ferem o nosso português. Se bem que começo a achar que já não é mais português e sim língua de brasileiro. Sou estudante de direito e também cometo muitos erros esdrúxulos, porém, procuro sempre corrigí-los. Senhores, deixem como está o Exame de Ordem, pois EU, um dia prestarei esse exame, se aprovado, terei orgulho de dizer: SOU ADVOGADO!

Observadordejuris disse:
28 de novembro de 2012 às 06:37

Pois é, Alvajor, apesar dos fatos falarem por si, o rancoroso deputado Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro luta, ferozmente, para acabar com o Exame de Ordem, ao invés de fazer o que é certo, ou seja, lutar pela melhoria de qualidade da educação básica. Pode?

Observadordejuris disse:
28 de novembro de 2012 às 06:37

Pois é, Alvajor, apesar dos fatos falarem por si, o rancoroso deputado Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro luta, ferozmente, para acabar com o Exame de Ordem, ao invés de fazer o que é certo, ou seja, lutar pela melhoria de qualidade da educação básica. Pode?

Edu Bacharel disse:
28 de novembro de 2012 às 06:39

O autor não fala em pérolas dos advogados às quais os magistrados estão cansados de verem nos processos.
Bem que poderiam criar um 'site' na internet com tais pérolas, já que os processos que circulam no judiciário brasileiro são fontes inesgotáveis de tal material.

Museusp disse:
28 de novembro de 2012 às 07:01

Acredito que mais importante que apontar a deficiencia do ensino decorrente de décadas de deterioração desde os governos militares, é a OAB analisar a qualidade dos que são aprovados nos exames. Fica dificil entender como pessoas com sérias dificuldades para expressar-se no idioma pátrio conseguem aprovação na Ordem para o exercicio profissional. O pior é que me parece que a advocacia sofre enfermidade moral e etica nos seus quadros. Nisso não se distancia de outras profissões como a dos engenheiros que viram em 2009 o nome do Eng. Paulo Vieira de Souza eleito Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia de São Paulo e as entidades representativas dos médicos defendendo o direito de seus representados obrigar as pacientes ao parto cirúrgico para que possam garantir o fim da operação em tempo de assistir o jornal da Globo e a novela em seguida. A enfermidade do Direito me parece mais grave porque tem sua comprovação continuada na presença de lideranças como Ophir Cavalcante e o D'Urso na representação da classe e no Judiciário figuras como Tourinho Neto, Gilmar Mendes, Paulo Medina e outros que a Ministra Eliana Calmon não quis citar mas têm seus nomes estampados nas paginas da Veja.

Pefer disse:
28 de novembro de 2012 às 07:10

Aquele da procedência do pedido contra seu cliente pode ter sido apenas um lapso na hora da redação. Quantas vezes o advogado, afundado num grande número de processos, troca autor e réu na redação, etc. O Rodrigo Haidar, que não é advogado, pensa que esse tipo de coisa é muito grave, mas, ao contrário, estamos cansados de ver despachos e sentenças com erros de português ou digitação que compreendemos perfeitamente como derivados da pressa dada a excessiva carga de processos dos magistrados. Pelo sentido de toda a petição, o juiz entenderia que o adv. quis fala da IMprocedência do pedido. Por outro lado, eu mesmo vi um juiz, bem humilde, por sinal ( o que é raro no cargo) perguntar à secretária como se escrevia "inserir", sem saber se era com c ou com s. E olhe que hoje é desembargador e dos bons.
.
Quanto ao exame de Ordem, ele sim é necessário, já que a OAB não fiscaliza corretamente os Cursos de Direito. Por outro lado, estes cursos só multiplicaram-se depois que o Brasil inteiro resolveu ser fiscal, procurador, juiz, defensor, etc. Em países mais desenvolvidos, há mais engenheiros, médicos, gente da área tecnológica. Direito, sociologia, etc, são profissões parasitárias, não produzem, apenas vivem pela doença social que dedicam-se a sanar.

Pefer disse:
28 de novembro de 2012 às 07:17

Percebem como o açodamento produz erros?
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Abaixo onde está fala deve-se ler falar. E onde está "direito, sociologia, são profissões parasitárias" leia-se "são ciências parasitárias".
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Deve haver mais erros, mas como isto aqui não é exame de Ordem e tenho mias o que fazer, fica sim mesmo.

Ana Só disse:
28 de novembro de 2012 às 08:10

Uma coisa simples de se fazer para evitar petições sem erros é contratar um REVISOR DE PETIÇÕES. É um trabalho sofisticado (ao mesmo tempo não é caro), pois o revisor deve conhecer muito bem português, expressões em latim, colocação de pronomes etc. Mas não apenas isso. Deve estar familiarizado com a linguagem jurídica e ter vasta leitura. Uma petição é um cartão de visita e, se bem escrita, ajuda muito no sucesso de uma ação.
Sou revisora de petições e noto que, aos poucos, os advogados começam a utilizar este serviço, que não é comum no Brasil.
As revisões proporcionam ainda a oportunidade de aprender, pois elas vêm por email, são corrigidas em no máximo 2 dias - e as correções, sugestões de mudanças etc. são salientadas em azul, para que o profissional saiba porque, onde e como errou.
Além disso, por falta de leitura (não apenas leitura jurídica, mas literatura etc), noto que muitos não desenvolvem bem seus argumentos, não encontram ganchos entre as palavras, nem entre parágrafos(sugestões são feitas em azul para que o autor as aprove).
Alguns erros típicos encontrados nas petições, por ex:
1. Que refere-se a... (correto: que SE refere a)
2. Não trata-se de... (não SE trata de)
3. Os reclamantes deVEM concordAREM que... (devem CONCORDAR que)
4. Vírgulas salpicadas ao acaso. Ex. não existe vírgula antes do "e", há exceções.
A pressa e os "erros de digitação" também não se justificam. Petições mal feitas impressionam mal os juízes e influenciam, sim, no resultado.
Diferente do médico, que deve conhecer anatomia, biologia etc, o operador de Direito deve aos poucos aprimorar a linguagem, pois esta é seu instrumento de trabalho.
Contato villa.aspie@gmail.com - à disposição.

Airton Braga Braúna Júnior disse:
28 de novembro de 2012 às 08:14

Diferente do médico ou diferentemente do médico?
Bom trabalho!

Vanderley Sigolini disse:
28 de novembro de 2012 às 08:20

Até entendo a defesa da OAB na aplicação da prova, pois teme ainda mais concorrentes na área, mas como já fiz inúmeras vezes, a prova da OAB não qualifica nenhum bacharel, apenas o permite avançar com todos os seus problemas e defeitos e/ou deficiências de portugues, oratória, etc.., Portanto quem qualifica e o mantem na ativa desenvolvendo a atividade de Advocacia é o mercado, este sim exerce o papel de examinador..
Esquece ele que em todas as áreas existem enormes deficiencias.
É preciso repensar sim sobre o assunto e estudar todas as possilidades para que seja menos traumático para os Bacharéis em Direito, iniciar suas atividades depois de longos 5 anos de estudos na área do Direito e que são vetados para o exercício da advocacia, submetidos a aprovação em uma prova que não mede conhecimento algum.
Portanto, somos favoráveis a iniciativa de vários Parlamentáres que estão trabalhando para mudar esta realidade, excluindo o exame da OAB para os Operadores do Direito que querem exercer a Advocacia, nivelando-o às outras áreas e profissões que tem o seu direito de buscar seu espaço no mercado de trabalho, após a conclusão da Universidade o que já é muito difícil.
Como sugestão aos recem-formados a emissão de uma habilitação provisória como Advogado Júnior o qual somente se tornaria Sênior após o exercício de um(1) ou dois (2).
Assim, continuo trabalhando para que isso realmente se torne realidade.

Jors disse:
28 de novembro de 2012 às 08:21

A ironia prestada no texto é pertinente à realidade da maioria da população brasileira, o que denota um país com grave deficiência na educação básica.
Devido a isso, o Governo está querendo sanar tal deficiência implementando o sistema de cotas para facilitar a entrada nas universidades de estudantes menos preparados, pelo próprio ensino prestado nas escolas públicas.
Assim, este não é um problema isolado dos Bacharéis em Direito, mas da Nação.
Portanto, o texto ora comentado peca ao fazer a ligação entre os erros crassos ortográficos dos Bacharéis, com seu conhecimento jurídico, que é o objetivo principal do Exame da OAB. Sem deixar aqui de reconhecer que saber escrever em conformidade com as técnicas língua portuguesa, é essencial a qualquer profissional e, principalmente, aos operadores do direito.

Jors disse:
28 de novembro de 2012 às 08:21

A ironia prestada no texto é pertinente à realidade da maioria da população brasileira, o que denota um país com grave deficiência na educação básica.
Devido a isso, o Governo está querendo sanar tal deficiência implementando o sistema de cotas para facilitar a entrada nas universidades de estudantes menos preparados, pelo próprio ensino prestado nas escolas públicas.
Assim, este não é um problema isolado dos Bacharéis em Direito, mas da Nação.
Portanto, o texto ora comentado peca ao fazer a ligação entre os erros crassos ortográficos dos Bacharéis, com seu conhecimento jurídico, que é o objetivo principal do Exame da OAB. Sem deixar aqui de reconhecer que saber escrever em conformidade com as técnicas língua portuguesa, é essencial a qualquer profissional e, principalmente, aos operadores do direito.

Ana Só disse:
28 de novembro de 2012 às 08:21

Eu também tenho direito de errar!
No texto anterior, leia-se:
"Uma coisa simples de se fazer para evitar petições COM erros..."
Desculpe a nossa falha, que nas revisões de petições não acontece. Ocorre quando o texto é do próprio autor, daí mais ainda é importante que outra pessoa faça a revisão.
Contato villa.aspie@gmail.com - à disposição.

Fabiano Bichara disse:
28 de novembro de 2012 às 09:00

Se qualquer pessoa que conclua o bacharelado de Direito no atual estágio do ensino superior brasileiro puder peticionar perante o Judiciário, assitiremos à ruina deste Poder da República.

Amauri Alves disse:
28 de novembro de 2012 às 09:40

Concordo com que afirmou que a maioria dos erros citados na reportagem não se tratam de deficiências advindas do ensino universitário, mas sim do ensino fundamental.
.
Talvez o erro de algumas universidades seja os vestibulares de mera formalidade que promovem. Quem preenche o nome ou parte dele, passa.
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As questões que devem ser mais analisadas são, realmente, as das teses. Claro que a gramática também deve ser levada em conta, mas não devemos culpar o ensino universitário pelos erros.
.
De se questionar se as bancas aprovariam um bacharel que redigiu uma peça com uma série de erros gramaticais, mas de qualidade técnica impecável.
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Por fim, de se considerar também meros deslizes cometidos por conta do nervosismo que nos acomete no momento do exame.

Xavier da Silveira Lucci disse:
28 de novembro de 2012 às 09:42

Por algumas vezes utilizei este espaço para externar minha insatisfação com a condução do ensino jurídico no brasil. A partir do pressuposto de que qualquer analfabeto pode ingressar numa faculdade de direito, acredito que a oab conjuntamente com o mec, poderiam juntos, fazer um trabalho de grande envergadura no sentido de exigir um currículo mínimo para os cursos de direito no brasil, exigindo que todos os estudantes de direito, tenham aulas de português (gramática), em pelo menos um ano do curso, tendo em vista que uma fração muito grande do alunado das faculdades particulares que se proliferam como bactérias, não tem a mínima noção de concordância verbal, pronominal, prosódia, enfim, muitos, inclusive, além de não saberem escrever, são analfabetos funcionais, como já está demonstrado há muito tempo pelas estatísticas educacionais... Por último, diria eu que, pior ainda que bacharéis nessas deploráveis condições, são aqueles advogados (posseiros de registro na oab), que não sabem escrever e nem se comunicar com clareza e objetividade...Não saber escrever não é "privilégio" só de bacharéis...
Edson xavier da silveira lucci

José Henrique disse:
28 de novembro de 2012 às 10:12

Deveria haver prova para obter registro profissional para outras profissões como médico, enfermeiro, engenheiro civil etc.
O domínio do idioma se impõe ao advogado do contrário como vai avaliar o contrato de um negócio vultoso, por exemplo? Como achar brechas nas leis (que eu acho legítimo) para beneficiar o cliente? Sabemos que muitas dessas brechas são frutos da má ou imprecisa redação das leis que só os que têm o domínio do Português (adquirido com leitura variada, não apenas estudando) são capazes de perceber.

Ciro C. disse:
28 de novembro de 2012 às 10:13

Do operador do direito, portanto, nao devemos amenizar a questao. (Aviso logo que digito pelo telefone celular)
Contudo, eh um erro se imaginar que quem se forma em direito tem que ser advogado, juiz ou promotor. Direito eh ciencia social, e, como tal se destina tambem a abrir novos horizontes ao aluno
. Quem se forma (em qualquer faculdade) eh melhor cidadao do que era antes quanddo entrou.
Ps. Conjur cuidado como uso de comentarios para publicidade

Observador.. disse:
28 de novembro de 2012 às 10:17

Como a advocacia tem o termômetro, que é o exame da OAB, ficamos sabendo destes casos estapafúrdios.
Mas isto está acontecendo - no meu sentir - em todas as áreas.
Estamos nos tornando um país vulgar.Em termos de conhecimento, cultura, comportamento e noções de civilidade.
E vejo que - alguns - acham que se trata de um fenômeno localizado.

Denisio Nocera disse:
28 de novembro de 2012 às 10:38

Do que se depreende de alguns comentários exposto, onde presa-se pela constitucionalidade do exame. Mas fica no ar uma pergunta somente o Bacharel é quem vai pagar o preço dos cursos de Baixa qualidade? visto que na porta das faculdades não existe uma estrela brilhando qual é a de melhor qualidade. Por outro lado a competência de um profissional não se mede pelas provas e erro de português, afinal estamos em pleno século da informatização onde tudo se corrige na própria redação digitada. Erros que não se pode em hipótese algum ser obstáculos na vida profissional de uma pessoa que tem um curso superior. Se a OAB que proeficiência de qualidade profissional, deveria implantar meios para adequar um profissional para cada área específica, dando oportunidade para o bacharel com uma carteira provisória para usar por 05 anos, como clinico geral e após este período o advogado teria que apresentar suas qualificações profissionais de especialista na área que escolheu atuar. Já que exame e prova não qualifica um profissional, pois uma prova não alcança o conhecimento de ninguém, no qual qualquer pessoa por mais conhecimento que possa ter quando vai fazer uma prova a adrenalina sobe, e muita das vezes nada consegue fazer, ao contrario da vida profissional, que uma pessoa tem tempo e prazo para entregar e discutir o caso com outros colegas de trabalho. Ao meu ver este exame é apenas uma reserva de mercado, e meios de ganhar dinheiro fácil, pela fragilidade dos bacharéis de direito, que não tem influencia politica para conseguir que se acabe com este estelionato,caça niqueis que vem abalando e tolindo o direito de trabalho de milhões de Bacharéis que estão desempregados, sendo boia fria dos grandes escritórios por este Brasil a fora.

Ana Só disse:
28 de novembro de 2012 às 10:57

Caro professor, o senhor tem razão em parte. Mas explico. Tenho muito gosto em fazer revisões em petições, que o senhor haverá de concordar que é um trabalho bastante necessário. Apenas quero que os profissionais saibam que essa opção existe.
Não tenho fito de lucro, e sim, de participar dessa forma como cidadã que sou, que aprendeu latim e grego e vê, com pesar, nosso idioma sendo transmitido de maneira cada vez mais defeituosa, por assim dizer. Meu interesse é mais social e intelectual, e os valores cobrados são simbólicos, muitas vezes não pagam a taxa de luz e internet (nem o conhecimento oferecido).
Eu, como todo cidadão, precisei muito da Justiça e vi, na carne, processo meu sendo prejudicado por falta de argumentos ou redação incompleta, na qual não pude dar opinião (vi depois de protocolada a petição).
Também gosto muito da área de Direito - e esta é a maneira que encontrei de contribuir, pois o próprio artigo (e outros tantos) indica a situação como está.
Os profissionais têm mais a ganhar com este serviço que ofereço, que praticamente não tem quem faça.
Penso que, com este trabalho pequeno de revisão, estou na grata função de, anonimamente (meu nome não vai para os autos), contribuindo para amarrar o paraquedas.
Ampliando a possibilidade de uma ação ser encarada com seriedade, visto que será entregue bem escrita e revisada.
O senhor também, acredito que goste de ensinar (gosto que eu compartilho).
Agradeço à Conjur, de que sou leitora assídua há anos,
por ter sempre a delicadeza de aceitar minhas mensagens, raras como estas, que o senhor considerou "publicidade". Nunca enriqueci com esta atividade, apenas extraio dela muito prazer.
Por favor, veja como uma contribuição.

Manoel Neto disse:
28 de novembro de 2012 às 11:11

Não sou profissional do ramo advocatício, mas já fui vítima de um advogado mal preparado. É uma realidade dura, cruel e, por que não, vergonhoso. Sou totalmente favorável ao Exame porque é uma garantia há mais de termos nossos direitos defendidos por um bom profissional. Vou além, e acho que todos as áreas que lidam com o destino do ser humano, deveriam ter um exame similar ao da OAB. Se o congresso aprovar o eliminação do exame, isso será um retrocesso para todos, tanto para os profissionais como para os cidadãos que deles dependem. Esse é um assunto que deveria sim, ser discutido, mas com a ânsia de aprimorá-lo dando-lhe mais respaldo e credibilidade, e consequentemente, punindo, ou buscando a melhoria das entidades de ensino superior de todo o país na esperança de dar um alicerce mais contundente para àqueles que queiram ingressar numa das carreiras mais bonitas e desejada por milhões de estudantes do ramo do direito. Portanto, sim ao exame, hoje e sempre!

RAFAEL ADV disse:
28 de novembro de 2012 às 11:21

Queria ver se tivesse um EXAME deste tipo para médicos, engenheiros, psicólogos, etc etc etc...
Sou a favor do exame da ordem, porém cobrando assuntos que serão usados pelo profissional no dia a dia, e não teorias que só servem para cursinhos e concursos.
Quanto aos erros de português: culpa das escolas brasileiras, e não das universidades.

Paschoal disse:
28 de novembro de 2012 às 11:35

Esse é o nível dos bacharéis que saem dos bancos da faculdades. Acabar com o exame da ordem é um crime contra o cidadão. Irá expor o cidadão ao advogado sem preparo, podendo causar prejuízo enorme. O exame da ordem é uma prova básica, que envolve apenas o conhecimento mínimo adquirido na faculdade. Todavia, virou bicho de 7 cabeças, não porque é difícil, mas em função da falta de preparo dos candidatos. lamentável!

Edu Bacharel disse:
28 de novembro de 2012 às 11:46

Eu sou a favor do Exame de Ordem organizado e conduzido pelo MEC e não pela OAB.
Também considero razoável que todos os advogados sejam submetidos a uma nova avaliação a cada 3 ou 5 anos. Até porque só falam nas "pérolas" dos bacharéis, mas ninguém se manifesta sobre as aberrações cometidas por advogados nos processos.
Tais aberrações também podem prejudicar o cliente, mas que a OAB nunca comenta sobre o assunto em público e nem fala para a sociedade que tais aberrações existem e que são muitas.

Francisco Leosmando de Souza disse:
28 de novembro de 2012 às 11:54

Não muda nada, esse país é assim mesmo....seguem a REGRA DO OURO, MANDA QUEM TEM E OBEDEÇE QUEM TEM JUIZO - umas pessoas escrotas de um lado e outras de outro - duvido que tudo isso vai prosperar....

MSRibeiro disse:
28 de novembro de 2012 às 11:59

Os demagogos do PT "democratizaram" a entrada nas instituições de ensino superior, porém, aqueles que ingressam nas universidades possuem grandes problemas de formação estrutural. Faz-se muito pelo ensino superior enquanto o ensino fundamental continua jogado às traças e é claro que há uma grande intenção nesta estratégia. Quem está na idade de ingressar no ensino superior, vota, e portanto, a Petralhada sempre bem assessorada, se vale dos PROUNIS da vida para dizer que fazem algo pela educação. Hoje se você passar em frente de uma universidade do Prouni, você é atingido por um canudo. Você se forma e faz até mestrado, porém, se for fazer uma prova qualquer que precise redigir uma redação, vai escrever barbaridades. A OAB reflete não só a má formação do bacharel, mas também é reflexo da bola de neve que começa no ensino fundamental.

Francisco Leosmando de Souza disse:
28 de novembro de 2012 às 12:04

Isso não vai mudar, as moscas são as mesma de ontem e as de hoje, tudo isso é blabla, a regra do ouro é manda quem tem o poder ou seja a grana o dindin e a OAB É UMA MAQUINA DE FAZER DINHEIRO E NINGUEM TA AE PRA NAD.

Cesar Mormile disse:
28 de novembro de 2012 às 13:04

Serei breve: Sou professor de Direito Processual Civil em universidades paulistas há vários anos e posso afiançar, sem medo de errar, que se houver a extinção ou, ainda, a alteração substancial do atual formato do Exame de Ordem, estaremos diante de um cenário nebuloso. Infelizmente e a todo semestre por ocasião da correção das avaliações impostas aos alunos, canso, literalmente falando, de verificar e constatar erros grosseiros e inadmissíveis no que toca à gramática e a ortografia. O cenário é desalentador. É horrível. E o que pior: a maciça maioria dos alunos, infelizmente, sequer possui a intenção em corrigir essa grave deficiência. Portanto, é um caos. Acaso eu descontasse do valor total da nota relativa à avaliação, pouquíssimos alunos seriam aprovados. É triste...muito triste...

drluizsantos disse:
28 de novembro de 2012 às 13:40

Não é só advogados formados que cometem erros ortográficos, existem muitos jornalistas, médicos, engenheiros, enfim, praticamente todas as profissões cometem equívocos na gramática. Agora, julgar uma pessoa que está fazendo seu exame de ordem, em situação de nervoso é fácil...Não é somente as faculdades que necessitam de qualidades, a qualidade deve vir debaixo, das escolas públicas, como uma boa educação vem de berço, e isso deve ser buscado no inicio, porque consertar depois se torna muito difícil..
luiz

Gomes dos Santos disse:
28 de novembro de 2012 às 14:23

A 15 anos atrás, eram apenas três faculdades de Direito em Brasília. Hoje são mais de trinta cursos. Todo mundo nessa cidade virou bacharel em Direito. Estamos assistindo à vulgarização do ensino jurídico: o porteiro é bacharel em Direito, a faxineira é bacharel em Direito, o motorista é bacharel... Isso ficou mais comum que nível médio. E, claro, a maioria com um nível de ensino lá embaixo. Hoje existem alunos de nível médio mais letrados que muito bacharel em Direito.

Igor Tac disse:
28 de novembro de 2012 às 15:31

Engraçado não vejo nenhuma pessoa de contabilidade reclamar do Exame de Suficiência para se tornar contador.Estou cursando direito e sou totalmente a favor do Exame.São poucas as pessoas que tem facilidades com matérias exatas, para pessoas normais como eu e muitas por ai, qualquer matéria que envolva cálculo leva maior tempo e trabalho para ser resolvida.Acho a prova de Suficiência para baixareis em ciências contábeis bem mais difícil que a da OAB.Com relação aos professores que não conseguem resolver as pegadinhas da OAB é que eles precisam ser mais capacitados também.E para os outros cursos existe o ENADE, porém muitos não levam a sério por isso coloco esse défice de educação não só relacionada ao curso de direito.

andre disse:
28 de novembro de 2012 às 16:50

O Estado tem a vocação de criar soluções miraculosas (seriam milagrosas?) para problemas que ele mesmo cria. O exame de ordem é uma dessas soluções. Falha se na base, não se dá valor a educação dos primeiros anos (ensino fundamental e médio). Cria se faculdades de uma forma irresponsável (quantos deputados são donos de faculdade de direito neste país?), e depois joga a culpa e o peso de toda a responsabilidade no humilde bacharel em direito, que é o resultado de todo esse processo, sob a alegação de que o mesmo não presta. Observação: Conhecço muito advogado atestado pelo exame da ordem que não sabe o que pede, não conhece a lingua portuguesa e ainda assim passou no exame. Como? Não sei.

Bacharel em Direito e pós graduado disse:
28 de novembro de 2012 às 17:16

Talvez seja eu o incompetente, nunca a OAB. Sou bacharel em ciências jurídica (famoso curso de Direito) desde dez/2008, trabalho como Técnico Judiciário do TJPE, por aprovação em concurso público, desde janeiro/1995 (quase 18 anos); sou Assessor de Magistrado desde agosto/2009 e, nessa função, profito sentenças simples e complexas, decisões interlocutórias, despachos etc., aliás, graças a Deus, os juízes com quem trabalho e já trabalhei tecem honrosos comentários a meu respeito - apenas fico feliz e incentivado para fazer melhor, porém, apesar de não poder advogar, já me submeti ao Exame da Ordem por mais de duas vezes, e sequer passei na primeira fase, então, o "incompetente" sou eu. Será? Não sei. Conheço colegas de minha turma que foram uma negação em sala de aula - eram faltosos, brincalhões - notas baixas - várias vezes foram à final etc., mas passaram e são inscritos na Ordem. E daí. Sou Assessor de Magistrado, sem saber de nada. Deve ser isso.
Gostaria de ouvir os leitores acerca disso que escrevi.
Grato a todos.
Fiquem com Deus.

Chagas disse:
28 de novembro de 2012 às 20:53

Li alguns comentários acima, e quero deixar claro que não sou bacharel, vejo esse exame, como uma forma de fazer os advogados do Brasil, estarem rezando na cartilha da "Ordem" e sujeitando-se a "Ordens", por outro lado, aqui mesmo em minha cidade, um candidato a prefeito, se dizia está no 10 período de direito, mas não sabia nem responder as perguntas no debate, imagine este defendendo um réu?!. Mas, e já fui vítima, HOJE esses advogados da ordem, decidem e fazem acordos e deixam os clientes na mão, pois o pedido de um amigo "colega" que pertence a "ORDEM", não pode ser negado, assim a OAB em alguns municípios do brasil, se torna uma forte entidade capaz de dominar e deixar todos a mercer das decisões de seus lideres que quando ligados a partidos ou grupos políticos, deixam de lado a ética, a moral e todo o resto, pra atender vontade de gente safada e corrupta!!!

Shen Rochus Mingli disse:
28 de novembro de 2012 às 22:46

"Pragmatista" respondeu de forma brilhante a "Bacharel em Ciências Jurídicas". A prova da ordem, extremamente fácil que é, não prova capacidade de ninguém (há muitos advogados péssimos, é um fato). O certame visa somente repelir os muito, muito deficientes. A Advocacia iria acabar se não houvesse esse filtro; A prova da Ordem precipuamente almeja defender a população de maus profissionais. Certos os comentários acima, de que não se precisa de mais advogados, e sim de advogados competentes. Já presenciei casos de advogadas (uma com mestrado até) que lesaram seus clientes por incompetência e desídia. Já vi juízes humilharem advogadas depois de barbeiragens jurídicas. Os mais bonzinhos davam aulas de direito em plena audiência para as causídicas.

Claudio S Lindsay - Bacharel e Pós-Graduando disse:
29 de novembro de 2012 às 03:40

O que eu acho mais engraçado é que a entidade (OAB) não fiscaliza o ensino, quem dá aula muitas vezes é um membro dela e quem corrige as provas não é bacharel em direito. Agora eu pergunto como ter uma boa avaliação!
Não sou contra a prova não e concordo com a opinião da maioria. Mas sou a favor do Exame organizado e conduzido pelo MEC, podendo até ser aplicado OAB. O conteúdo do exame é nacional, mas de faculdade em faculdade temos uma proposta diferente de ensino que dá enfoque aos interesses econômicos da instituição.
O Exame deve ser nacional, com um currículo unificado pelo MEC e fiscalizado pela OAB que deve parar de falar mal dos seus próprios membros, pois grande parte deles dá aula nessas faculdades, ministra palestras e se manifesta em sites para coibir a opinião daqueles que querem sua transparência.
Além disso deveria, ao invés de o Congresso ficar com lobby de acabar com a prova, submeter sim os já membros da entidade a uma nova avaliação a cada 3 ou 5 anos. Até porque sou Bacharel e não tenho OAB mas não me troco pela metade que tem. Relamente só falam dos bacharéis mas quem dá prejuízo a população é QUEM TEM A CARTEIRA DA OAB. Está no estatuto que bacharel é um nada no cenário da advocacia e, para sair desse hiato entre a faculdade e a advocacia tem que submeter-se a uma prova que é feita para reserva de mercado, onde a entidade muda a regra nos 45° do segundo tempo, onde a prova não tem nada de prática, formulada para quem vai fazer concurso e pior criticada por grande parte dos cursinhos preparatórios. Os problemas são muitos as soluções complexas mas, sem boa vontade daqueles que estão no controle, a mobilização dos bacharéis e dos advogados que gostam da militância e prezam por seu papel na sociedade não terá efeito.

Camylle Comesanha disse:
29 de novembro de 2012 às 16:39

Discordo vivamente da defesa de que se deveria delegar ao MEC a responsabilidade da aplicação do Exame da Ordem, concordando, portanto, com o Colega Pedro Paulo Soares, uma vez que cada conselho de classe deve fiscalizar seus profissionais.
Aproveito ainda para defender que tal Exame é necessário para a retirada do excesso de potenciais profissionais desqualificados.
E importante dizer também que o problema está localizado na educação básica, não sendo retificado quando do ensino superior porque não compete a tais professores a alfabetização dos alunos, visto que há presunção de devido conhecimento por parte dos graduandos, até por conta das provas (vestibular) as quais são submetidos para o ingresso ao ensino superior.
No que concerne a falta do mínimo de conhecimento jurídico, isto sim é devido ao exacerbado número de faculdades que sem nenhuma preocupação com a qualidade de ensino insurgem em todo o país.

J.A.Tabajara disse:
29 de novembro de 2012 às 18:39

O examinando incompetente é apenas a ponta do processo. E ele não deve ser responsabilizado e, menos ainda, ser ridicularizado por "proferir" as pérolas divulgadas no artigo. Por partes: Esse desarmado bacharel recebeu um diploma conferido por uma entidade de ensino, cuja qualidade de ensino deve ser supervisionada pelo Ministério da Educação, conforme o Decreto 5773, de 9.05.2006, que "Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, SUPERVISÃO e AVALIAÇÃO de instituições de educação e cursos superiores de graduação e sequencial no sistema federal de ensino". No Japão, quando um operário comete erros na exercício de suas funções, o Presidente
é inquirido sobre aquelas falhas recorrentes. Aqui, QUEM deve cobrar de QUEM? O dispositivo legal è letra morta? Deste espaço eu, cidadão, cobro do Ministério Público a instauração de urgente ação pública no sentido da "Dar a Cesar o que é de Cesar", ou melhor, "Cobrar de Cesar o que é do povo", entendendo que Cesar é o poder público, que detem o poder e o dever de cumprir a lei.

ACC disse:
30 de novembro de 2012 às 00:24

Proponho, ao autor do artigo, apresentar uma compilação de "pérolas" escritas por doutos portadores de carteira da OAB (ou seja: aprovados no Exame de Ordem). Pelo raciocínio proposto no artigo, isso provará a "deficiência" do Exame de Ordem. Caso o autor tenha dificuldades em encontrar as "pérolas" dos advogados, tenho algumas para enviar.

Júnior Brasil disse:
02 de dezembro de 2012 às 15:50

Veja bem, bacharelense...rs. Muitos advogados também escrevem "pérolas", pois todo muito erra, só que os do exame de ordem são muito piores.
.
Entendeu ou preciso desenhar?rs

ACC disse:
03 de dezembro de 2012 às 02:26

Veja bem autonomense: Não precisa desenhar. Garanto que, até nisso, sei fazer tão bem (ou melhor) que você.
Sou empresário (com conhecimentos de administração, química e direito) e uso meus conhecimentos para corrigir advogados que contrato. Rsrsrsrs...

Meire Sanz disse:
03 de dezembro de 2012 às 09:30

Gente, sinceramente creio um absurdo querer tirar o Exame da OAB! Se com ele, vc já vê advogados que não merecem ter a profissão que tem! Imagina se não há o exame? Ou se deixam mais fácil... O Exame não é tão dificil assim, só é necessário estudar um pouco, mas com tantos barzinhos ao lado das faculdades, sabemos que são poucos os alunos que ficam na sala de aula e se interessam! Tem que haver mesmo uma seleção!!! Imagina se não fosse assim??? Conheço gente que nem sabe escrever uma simples redação e está no 4° ano do curso de Direito! Teriam que fechar 99% das faculdades que oferecem o curso, e daí sim, acabar com o Exame, porque será mais facil ter a Carteira da OAB que a CNH !!!!! Que vergonha! E vcs perceberam que os únicos que advogam pelo fim do Exame são pessoas que ainda não foram aprovados???? Gente vamos parar com essa bobagem e estudar um pouco....

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