O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, repudiou com veemência o ataque sofrido pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, ao sair da Escola Estadual Mario de Andrade, em Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, local onde votou em seu candidato a prefeito de São Paulo. Lewandowski foi vaiado e xingado de "bandido, corrupto, ladrão e traidor" por populares que aguardavam a sua saída do local de votação. Isso porque o ministro absolveu alguns dos réus na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Para a comunidade jurídica, em especial constitucionalistas e criminalistas, a atuação do ministro Ricardo Lewandowski foi irrepreensível e seus votos bastante técnicos. Mas a noção popular impôs que só as condenações seriam válidas, já que todas as acusações, quaisquer que fossem, seriam verdadeiras por definição. Assim, os principais advogados dos acusados passaram a ser hostilizados e insultados publicamente — evidenciando o passionalismo que cerca o assunto.
"Trata-se de conduta de vândalos, com conotações fascistas. Em julgamento de processos, não há juízes heróis nem juízes vilões. Cada um julga de acordo com a prova dos autos e com as suas convicções", afirmou Damous, em relação aos ofensores do ministro do STF.
Segundo o presidente da OAB-RJ, o país está assistindo "a uma espécie de ovo da serpente na sociedade brasileira, a partir de clamores condenatórios e pré julgamentos, com pretensões de condicionar e coagir o Poder Judiciário".
Damous acrescentou que é importante que o presidente do Supremo Tribunal Federal venha a publico repudiar "essas manifestações de caráter intolerante e fascista, que nada têm a ver com a democracia".
Com razão, os populares revoltaram-se contra o Ministro Lewandowski, visto que ele advoga nitidamente em favor dos mensaleiros, em vez de julgá-los. O próprio Ministro Joaquim Barbosa não se aguentou e teve de falar o óbvio ululante (o Lewandowski advoga para mensaleiros), tendo inclusive de pedir desculpas pelo "excesso" para manter o andamento do julgamento. Assim sendo, o Lewandowski traiu a Constituição e a confiança que a sociedade lhe conferiu. Infelizmente, o povo brasileiro é Jeca por natureza e o Presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, acha esquisito o povo não se comportar como pau-mandado dos poderosos. É esquisito mesmo. Eu também me surpreendi com esse comportamento altivo. Parabéns aos populares!
Mario Jr.
Conheço bem a região e essa escola pública. É bairro da classe média alta, aquela que frequenta chopingue(sic) como o JK. É gente mal-educada, predadora e burra mesmo. O povo não "milita" nos "Cansei" da vida.
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Solidariedade ao Juiz de fato Levandowski.
Quanta "iNGnorância" acreditar que há vilões e heróis. Fato é que a mídia não ajuda a educar o povo, criando essas visões distorcidas.
Independente do mérito dos votos do ministro revisor da Ação Penal 470, o fato é que esse tipo de manifestação não tem nada de louvável.
Pelo contrário, só contribui para tornar o revisor um mártir, vítima da perseguição da mídia na visão de alguns.
Quem votou pela absolvicao nao merece critica, mas quem votou pela condenação sim. E os ataques virulentos ao JB da turminha reacionária? Inclusive com ofensas pessoais nesse proprio sitio. Pau que bate em Chico bate em Francisco.
Tenho assistido algumas etapas do julgamento do mensalão. Não sei se por coincidência, sempre me deparo com o Ministro Ricardo falando de forma tranquila e equilibrada. Mesmo quando é interrompido de forma rude e deselegante. Ele, inicialmente ficava nervoso, mas me parece que foi ficando mais "calejado" com a virulência dos comentários e interrupções e decidiu ficar ainda mais contido. Não posso dizer quem tem razão, no que, mas como conduta pessoal, muito mais me agrada a do Ministro Ricardo, pela sua educação e cordialidade.
Julgamento politizado, réus se transformam em "judas" e também alguns juízes que pretendem ser justos. Não fosse a coragem dele, todos estariam condenados a mais de 40 anos. O papel dele no julgamento foi de suma importância; a coragem também. Quem sonha com mudanças vai se desiludir. Plutocracia e Kleptocracia funcionam assim mesmo.
Julgamento politizado, réus se transformam em "judas" e também alguns juízes que pretendem ser justos. Não fosse a coragem dele, todos estariam condenados a mais de 40 anos. O papel dele no julgamento foi de suma importância; a coragem também. Quem sonha com mudanças vai se desiludir. Plutocracia e Kleptocracia funcionam assim mesmo.
Prezados Senhores,
Paz e Bem!
Os meus votos de solidariedade, respeito e apreço ao eminente Ministro Ricardo Lewandowski, que é membro efetivo da Suprema Corte da República, de nossa Pátria idolatrada chamada Brasil.
Mas, se magistrado fosse, não estaria compactuando com a sua forma de interpretação das Leis em vigor, porém, o direito é um princípio constitucional de todo o cidadão brasileiro, alicerçado ao um processo de auto-educação, e a certeza do dever e das obrigações cumpridas, a Luz da Lei e da Ordem, para a consolidação da verdadeira democracia.
Cordialmente,
Rui Telmo Fontoura Ferreira
ATAQUES AO MINISTRO LEWANDOWSKI
Sem dúvida, há de se lamentar os ataques de populares ao Min. Lewandowski por causa da sua atuação no mensalão. No que pese a desastrosa e nítida tendenciosidade na análise e voto do Ministro em defesa dos réus,apegando-se a filigranas jurídicas periféricas, ignorando o núcleo duro do processo, não se deve adotar métodos déspotas para solução de problemas num Regime Democrático de Direito. Entretanto, é complicado para o imaginário popular ter presente que, a prevalecer a tese do Ministro Lewandowski, os crimes de colarinho branco continuariam, sem freios, a galopar neste país.O povo está sentido na pele, em tempo real, as estarrecedoras consequências provocadas pelo dinheiro "roubado" por essa gentalha, a cada dia, a cada hora, a cada instante que se depara com mortes por violência nas ruas, nas estradas emburacadas, nas filas dos hospitais. No entanto, os meios ditatoriais não resolvem. Sei que não é fácil. Cada vez que seu carro cai num burado da estrada, quem, incontinenti, aparece à sua mente é um corrupto, e não o buraco.Porém, o certo é pressionar os nossos representes no Congresso Nacional para mudarem os critérios de indicação de Ministros para a Corte Máxima brasileira. Pedro Cassimiro - Analista Jurídico - Brasília.
Se o Genoíno e o Zé, quando vão votar, agridem fisicamente e ofendem os outros, está tudo certo, né?
Parece que o ministro foi vaiado e ofendido, mas não agredido.
Arque com as consequências de seu comportamento lamentável no exercício de sua função. Sorte que quem votava ali não era petista, se não era capaz se apanhar.
Ah, o fim da picada é o professor robespierre se solidarizar quando é o primeiro neste site a atacar violentamente todo mundo que votou contra os petistas.
Cínico ridículo.
Vaiar é uma forma democrática de protesto e demonstração de insatisfação, nada classificável de "conotações fascistas". Claramente se percebe que, ou não sabe o que foi o fascismo ou se quer imputar outra conotação ao legítimo direito às vaias.
Tenho orgulho em ver as pessoas discutindo um processo penal no STF com o mesmo fervor com que discutiram a final do BBB ou quem matou Max.
Mesmo apesar de vários (inclusives comentaristas aqui do Conjur) terem jurado de pé junto que este processo iria acabar em Pizza.
Não apoio definitivamente atitudes violentas. Mas, antes deste processo, os votos e as consequencias (que devem ser assumidas por quem os proferiu), a maioria dos Brasileiros não conhecia sequer o nome de qualquer ministro do STF.
Classe média não é povo ?, não tem direito a se manifestar ?, classe média não "milita" ?, e aí? quem é o fascista nesta questão?. Direito às vaias e aplausos para todas as classes sociais, raças e crenças religiosas JÁ !!!!! isso é que é democracia !
Não me espanta o preconceito de pessoas que ainda sonham com os regimes soviéticos, ou chineses, no Brasil, onde a manifestação popular só é admitida para louvar os feitos do líder supremo.
O ídolo do prof. Armando Prado e o ZDirceu, que anda de jatinho pra baixo e pra cima e toma vinho de R$ 5.000, a garrafa, coisa que nenhum de nos, da chamada zelite, teria condições de fazer.
E o Lula então, que figurou na Forbes, foi guindado a elite há muito tempo.
Ou seja, essa retórica inflamada do Armando Prado e discurso
pra boi dormir.
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