Aprovado Estatuto da Juventude, que dá direitos a pessoas de 15 a 29 anos

O Estatuto da Juventude (PLC 98/2011), que estabelece direitos para pessoas de 15 a 29 anos, foi aprovado na noite desta terça-feira (16) pelo Plenário do Senado. Com 48 artigos, a proposta assegura à população dessa faixa etária — cerca de 52 milhões de brasileiros — acesso a educação, profissionalização, trabalho e renda, além de determinar a obrigatoriedade de o estado manter programas de expansão do ensino superior, com oferta de bolsas estudos em instituições privadas e financiamento estudantil. A matéria agora retorna à Câmara dos Deputados.

Os senadores definiram no voto os pontos que ainda se mantinham polêmicos na proposta: a exclusão da meia-entrada nos jogos da Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016; a limitação de ingressos de meia-entrada em cada evento; e a oferta de assentos gratuitos aos jovens de baixa renda no transporte interestadual.

O texto aprovado pelos senadores cria duas estruturas institucionais responsáveis por políticas públicas voltadas aos jovens: a Rede Nacional de Juventude, para fortalecer a interação de organizações formais e não formais de juventude, e o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve) com seus respectivos subsistemas, cuja composição, financiamento e atividades serão regulamentados pelo Executivo.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), o Estatuto representa um “marco legal” na consolidação das políticas públicas voltadas para a juventude, assegurando a visibilidade e a prioridade desse público “tão heterogêneo e dinâmico quanto fundamental para o desenvolvimento do país”. Com informações da Assessoria de Imprensa do Senado Federal.

U Oliveira disse:
18 de abril de 2013 às 10:04

O Brasil do ordenamento jurídico, especialmente a Constituição Federal, é maravilhoso. Nele, o salário mínimo é suficiente para garantir ao trabalhador e sua família (esposa, filhos, agragados, gato, cachorro, papagaio...), moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, tranporte, e previdência social (art. 7º, IV, CF). Nesse País maravilhoso, não falta segurança e justiça (os estabelecimentos prisionais cumprem o objetivo de reeducar o apenado; os processos judiciais tramitam com celeridade), a saúde é disponibilizada a todos (o atendimento nos hospitais e postos de saúde são exemplares, sem filas de espera, com profissionais experientes e bem remunerados sempre presentes nos plantões, a oferta de leitos é sempre maior que a ocupação, nunca falta medicamentos). E o direito à moradia? No Brasil 'legal' a política habitacional é fantástica (as unidades residenciais são construídas com os melhores materiais de construção, são espaçosas e confortáveis, sem olvidar da abundância em que são oferecidas à população). Finalmente, no tocante à administração pública, o Brasil 'jurídico' também é exemplar (os princípios constitucionais da administração pública, previstos especialmente no art. 37 da Carta Magna, são rigorosamente observados por todos aqueles que tratam com a coisa pública, principalmente com o princípio da moralidade). Esse País maravilhoso não se cansa de atribuir direitos a seus cidadãos. Agora, contempla as pessoas da faixa etária de 15 a 29 anos, assim, como já o fez com as crianças e adolescentes, os idosos, as pessoas deficientes, os negros, as mulheres, enfim, com todas os indivíduos que se encontrem em situação de vulnerabilidade. Infelizmente, esse Brasil maravilhoso insiste em existir somente no papél.

Dr Valdir Paulino disse:
19 de abril de 2013 às 08:37

U Oliveira (Outros),
Você sintetizou o sentimento de boa parte da população. Não precisamos de novas leis, principalmente leis utópicas que não serão cumpridas.
Basta que se cumpra o que está estabelecido em nossa Constituição Federal.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também