Escolha de novo ministro do Supremo por Dilma Rousseff revela gargalos

Quase quatro meses depois da aposentadoria do ministro Ayres Britto, o Palácio do Planalto não fez, como se acreditava, a indicação do substituto para o Supremo Tribunal Federal em poucos dias. A demora, como nas vezes anteriores, faz multiplicar o número de nomes cogitados para a vaga. Mas até agora vigora o mistério em torno da preferência da presidente Dilma Roussef.

Na corrida pela cadeira do ministro aposentado há dois fatos incontroversos. O primeiro é que a presidente da República ainda tem dúvidas sobre quem indicar para o posto. O segundo é que o novo ministro dificilmente será alçado à Corte a partir de um tribunal superior, como foram os três juízes até hoje nomeados por Dilma: Luiz Fux e Teori Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça, e Rosa Weber, do Tribunal Superior do Trabalho.

A presidente tem em sua mesa quatro nomes que vem estudando. E a dúvida do Planalto é se eles têm visão da Administração Pública para que pesem, na hora de decidir, as consequências de suas decisões. O objetivo é aferir que a governabilidade seja um dos elementos intrínsecos na formação da convicção do juiz. A Presidência quer um ministro técnico. Esses foram alguns predicados que fizeram o ministro Teori Zavascki ser o escolhido para a vaga de Cezar Peluso. 

Dos quatro nomes, o do advogado pernambucano Heleno Torres, professor de Direito Tributário da USP, é o mais comentado. Ele conta com o apoio do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e com a torcida de seu colega de magistério na USP, o ministro Ricardo Lewandowski. Outro cotado é o também tributarista Humberto Ávila, professor de Direito Tributário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele conta com a simpatia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o apoio do ministro aposentado do Supremo Eros Grau.

A disputa entre Torres e Ávila reproduz outra em que já estiveram em confronto direto: foram adversários na escolha para o cargo de professor titular da USP. Humberto Ávila foi escolhido, mas o concurso foi anulado depois de recurso do professor Heleno Torres (clique aqui para ler reportagem da ConJur sobre a disputa). Os outros dois concorrentes à vaga no Supremo são o procurador de Justiça Paulo Modesto, da Bahia, referência em Direito Administrativo, e o advogado Luís Roberto Barroso, constitucionalista com atuação vitoriosa no Supremo. 

Torres, Ávila e Modesto já estiveram com o ministro José Eduardo Cardozo para a conversa que todos os candidatos têm com o chefe da pasta da Justiça antes de a presidente bater o martelo. Barroso não esteve com Cardozo em visita para este fim específico, mas se reuniu com o ministro no ano passado, já que faz parte de uma comissão que estuda a modernização da Justiça na Secretaria de Reforma do Judiciário. 

A presidente Dilma Rousseff não tem pressa para tomar a decisão. De acordo com integrantes do governo, o objetivo é nomear com convicção de que está se fazendo a melhor escolha. A relativa demora revela cautela para não errar. Há quem não descarte a possibilidade de que outro nome surja no processo de escolha. O que é praticamente descartada é a hipótese de o novo ministro vir do STJ.

Também não costumam ter peso decisivo na disputa os critérios regionais ou apoios políticos. Claro que ter apoio político é um fator importante, mas ter muita gente intercedendo pode revelar, pela ótica presidencial, alguém que tomará posse já devendo um punhado de favores.

Em suas nomeações para o STJ, a presidente já mostrou que pode desprezar até mesmo pedidos de governadores aliados em favor de candidatos cujo perfil técnico a agrade mais — leia no texto “Dilma inova processo de escolha de ministros do Judiciário. E para o Supremo nomeou, em seguida, a gaúcha Rosa Weber e o catarinense Teori Zavascki, que fez carreira do Rio Grande do Sul. Ou seja, sem observar divisão por região.

Na atual disputa, a luz amarela acendeu mais forte no governo por conta das disputas que vêm sendo travadas em alguns casos com o Supremo Tribunal Federal. Exemplo é a contenda em torno do orçamento do Judiciário e, mais recentemente, a liminar que suspendeu a urgência determinada pelo Congresso Nacional para votar os vetos da presidente na lei de distribuição de royalties do petróleo. A liminar determinou que o Congresso analise os vetos presidenciais a projetos de lei em ordem cronológica.

O problema é que o Congresso não costuma cumprir prazos e, por isso, há mais de 3 mil vetos à espera de análise. Nas contas da Advocacia-Geral da União, caso se decida derrubar todos os vetos, o erário sofreria um impacto negativo de mais de R$ 470 bilhões. Por isso, a AGU pede a modulação dos efeitos da decisão. Ou seja, que a discussão vá a plenário e os ministros decidam que os efeitos da decisão não se apliquem aos vetos passados para evitar, nas palavras da AGU, “um colapso institucional”.

A visão da máquina da Administração Pública, que Dilma Rousseff espera ter do próximo ministro do Supremo, busca evitar controvérsias como essas. Não há prazo para a escolha e, na bolsa de apostas, há palpites para todos os gostos: desde que o novo ministro será conhecido nos próximos dias até que o nome só sai em meados de março. A presidente indicará o ministro assim que se convencer que um dos candidatos tem perfil técnico e noção de governabilidade, em sua visão, necessárias ao cargo.

Rodrigo Haidar

é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Flávio disse:
20 de fevereiro de 2013 às 13:39

Pelo andar da carruagem a chance de SP voltar a ter uma indicação é praticamente nula, basta ver a passagem do Peluso pela corte, só tratou de cuidar de vantagens para juizes e das férias de 60 dias.Se isto for visão da admistração publica, então fazer o que!!!

puzzle disse:
20 de fevereiro de 2013 às 15:36

Revendo meus próprios conceitos ante tudo o que aconteceu no judiciário (STF) nos últimos anos, vejo que é desastrosa a indicação de qualquer "profissional do Direito". Todos terão tendências corporativistas, sejam elas voltadas à magistratura, ao MP ou à advocacia, pouco importando com a Justiça de forma geral ou com a Justiça um dos poderes do Estado. Hoje vejo que deveria ser de duas uma: ou o Presidente da República nomeia a Ministro algum político que o vá defender nas lides contra a União ou nomeia um Jurista (com J maiúsculo), Acadêmico, que não seja magistrado ou do MP e que não possua ou participe de bancas advocatícias e que já esteja com uns 65 anos de idade.

Raphael Luiz Piaia disse:
20 de fevereiro de 2013 às 16:47

Faltou o nome do Prof. Lenio Streck na lista.
Quanto a esse trecho na matéria: "Claro que ter apoio político é um fator importante, mas ter muita gente intercedendo pode revelar, pela ótica presidencial, alguém que tomará posse já devendo um punhado de favores" parece não ter sido o caso do Ministro Fux...

Renato Adv. disse:
20 de fevereiro de 2013 às 21:10

Escolha de novo ministro do Supremo por Dilma Rousseff revela gargalos.
Já é passado do tempo, no Brasil, já muito conhecido como muito corrupto, em especial na área política, seja que nível for, é urgente acabar com esse tipo de indicação para a área judicial.
Essa escolha deveria ser por um colegiado de alguns ministros do Supremo, alguns membros do MP e presidentes das OABS Estaduais.
A partir desse sistema, creio, seria uma escolha pelo viés técnico e não pessoal / político, pois, o Brasil já há de muitos anos, não cabe mais de apadrinhados e os QIs oriundos da área de políticos que não mais são confiáveis.
Renato.

hammer eduardo disse:
20 de fevereiro de 2013 às 22:20

O artigo do Dr.Haidar é como sempre impecavel porem se procurarmos mais detalhes fora do script padrão , na realidade estes tais "gargalos" deverão ficar ainda mais fechados pois depois do verdadeiro DESASTRE ( para eles os ratos , deixo claro) da nomeação de um Magistrado da altura de um Joaquim Barbosa , certamente a cleptocracia petralha fará um belissimo pente fino para evitar novas "surpresas".
Não é segredo para ninguem que o desgoverno petralha a cada dia que passa se apossa dos ultimos nacos ainda não contaminados da nação Brasileira e o STF é peça fundamental do projeto de poder deles para manterem o "reich de mil anos" da roubalheira e do compadrio , um Pais de ladrões e agregados que ajudam a manter o estado podre de pé.
O atual chefe da AGU faz parte deste esquema pois sua função ate os dias atuais tem se limitado unica e exclusivamente a dizer "amem" a tudo que emana do sargento dilmão , aquela que "acha" que manda mas obedece aos comandos do apedeuta ladrão de 9 dedos que é na realidade seu operador de marionete.
Os calordocratas recem encastelados no Senado e no Congresso ja mandaram avisar que vão mandar chumbo grosso no Procurador Roberto Gurgel ate conseguir quebra-lo , bem ao estilo dos mafiosos sicilianos ( aos quais peço desculpas pela comparação com esta CORJA)
Poucos estão plenamente conscientes de que o Pais esta entrando num caminho sem volta nesta esquerdização cada vez mais escancarada e sem preocupações de passar algum sinal de discrição , é dominar TUDO igualzinho ao trafico de drogas no Rio de Janeiro , moralmente são todos iguais porem as "mercadorias" envolvidas são diferentes. Saudades da Milicada !

Ramiro. disse:
20 de fevereiro de 2013 às 23:43

Se fosse apostar, apostaria em Luis Roberto Barroso. O que seria um grande ganho em termos técnicos, mas a questão é, qual espécie de racha poderia causa no seio do STF, visto o currículo impecável, formação jurídica ímpar, e nenhuma vocação para ser "vaquinha de presépio".
Mas enfim, no final tudo poderá ser uma grande surpresa e todos acabarem assitindo tudo alheios antes e embasbacados, tanto quanto o povo quando o Marechal Deodoro tirou o pijama, estava com febre, foi ao Campo de Santa, proclamou a República, e voltou para casa tirando a farda e vestindo o pijama...

ademir buitoni disse:
21 de fevereiro de 2013 às 10:02

Raros paises ainda dão a Presidencia da Republica o poder de escolher Ministros do Supremo.Em Portugal o sistema é misto,uma parte dos Ministros são escolhidos pelo Legislativo,uma parte peloPresidente..etc...em quase troda Europa é assim.Na Bolivia ,a Constituiçao recente,até prevê eleição direta para Ministro do Supremo!!!!O STF é legitiamdo pelo voto popular!!!!Estamos atrasados na democratização do STF.A escolha é ainda do tempo do Império,e o Senado sempre aprova a escolha do Presidente.Nos EUA que adota o mesmo modelo o Senado reprova os escolhidos do Presidente ,frequentemente.O Brasil é o pior dos mundos :o Presidente escolhe e o Senado aprova sempre,Juizes que vão julgar o Executivo que os escolheu.Quando Lula escolheu Joqanuim Barvosa jamais pensou que ele iria liderar a condenaçao do Mensalão,pois foi escolhido para julgar a favor do governo não contra.Acontecem essas surpresas,apesar de tudo,pois os Juizes têm consciência do que devem fazer,sem pagar tributo a quem os escolheu ,como fazem dois conhecidos Ministros atuais do STF!!!O que a Presidente quer é escolher um Ministro favorável a politica partidária vigente.
Está na hora da OAB Nacional acordar e apoiar as PECS que já existem no Congresso tirando da Presidencia da Republica esse poder imperial de escolha!!Todos os brasileiros deveriam fazer campanha para acabar com esse método autoritário de escolha do STF e a OAB ´poderia liderar esse movimento.Por que esse silêncio da OAB nesse assunto?
Ademir Buitoni-OAB/SP 25.271 advogado e mediador de conflitos.

Marcelo Bona disse:
21 de fevereiro de 2013 às 11:50

O que a Presidente quer é escolher um Ministro favorável a politica partidária vigente.
Está passando da hora da OAB Nacional acordar e resgatar suas lutas e lembrar-se para que objetivo foi criada apoiando as PECS que já existem no Congresso tirando da Presidência da República esse poder imperial de escolha!!Todos os brasileiros deveriam fazer campanha para acabar com esse método autoritário de escolha do STF e a OAB poderia liderar esse movimento.Por que esse silêncio da OAB nesse assunto?
Por que não é mais a mesma!
Não é segredo para ninguem que o desgoverno petralha a cada dia que passa se apossa dos ultimos nacos ainda não contaminados da nação Brasileira e o STF é peça fundamental do projeto de poder deles para manterem o "reich de mil anos" da roubalheira e do compadrio , um Pais de ladrões e agregados que ajudam a manter o estado podre de pé.
O atual chefe da AGU faz parte deste esquema pois sua função ate os dias atuais tem se limitado unica e exclusivamente a dizer "amem" a tudo que emana do sargento dilmão , aquela que "acha" que manda mas obedece aos comandos do apedeuta ladrão de 9 dedos que é na realidade seu operador de marionete.
Os calordocratas recem encastelados no Senado e no Congresso ja mandaram avisar que vão mandar chumbo grosso no Procurador Roberto Gurgel ate conseguir quebrá-lo, bem ao estilo dos mafiosos sicilianos ( aos quais peço desculpas pela comparação com esta CORJA)
Já é passado do tempo, no Brasil, já muito conhecido como muito corrupto, em especial na área política, seja que nível for, é urgente acabar com esse tipo de indicação para a área judicial e assim, termos uma verdadeira justiça em defesa do que é justo o qual é tratado hoje em dia como escória por ser honersto!

Tadu disse:
21 de fevereiro de 2013 às 14:50

Na minha modesta e sem eficácia opinião, acho o cúmulo do absurdo um presidente de república nomear Ministro de Tribunal, especialmente do Supremo e ainda por cima haver a necessidade de aprovação por um congresso legislativo.
É muitíssimo diferente a qualidade moral dos governantes dos países desenvolvidos onde ainda o Presidente da República indica e homologa Ministros da Suprema Corte, haja vista, ontem, nos jornais das emissoras de televisão, apareceram, descaradamente, OS CONDENADOS À PRISÃO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DO BRASIL, POR CRIMES CONTRA O ESTADO E A COISA PÚBLICA, TODOS COM SENTENÇA CONDENATÓRIA PROLATADA ACLAMADOS E ACOMPANHANDO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL E AINDA NO MEIO O CHEFÃO DELES, COM A CARA MAIS INOCENTE, O EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Isto, para mim, é o máximo da desmoralização do STF e mostra o absurdo do desprezo e descaso das autoridades eleitas e constituídas ao Poder Judiciário e às suas ordens e sentenças prolatadas. Quem fala mais no mensalão e suas consequências? Quais os condenados que estão presos em unidades penitenciárias cumprindo as sentenças? E os parlamentares condenados pelo STF que assumiram os mandatos? Cadê o Excelentíssimo Senhor Presidente do STF que não se pronuncia e nem dá uma satisfação sequer aos cidadãos e cidadãs brasileiros sobre esta desmoralização do nosso STF de não ter, neste caso, as suas sentenças cumpridas?
Estão vendo em que dá, num país onde a moralidade não existe, o poder executivo e legislativo interferirem no Judiciário? Salvo raríssimas e honorabilíssimas exceções, o nomeado sempre é submisso e devedor ao nomeante.
Que tristeza!! Que humilhação! Quanta decepção!

Museusp disse:
21 de fevereiro de 2013 às 19:37

Quero parabenizar o Conjur por trazer mais uma vez um artigo informativo de qualidade, sem deformações de tendências partidárias, como esse do Dr. Haidar. E aproveito para comentar a opinião do leitor Tadu e tantos outros que, me parece, incautos, deixam-se influenciar pelas informações (?) da mídia partidarizada.
Acredito que nesse julgamento do chamado mensalão escancararam-se as dicotomias da sociedade brasileira vitimada pela utilização desregrada dos meios de comunicação a serviço de interesses partidários e tendenciosos.
O leitor fala em “qualidade moral” (?) dos governantes dos países desenvolvidos. Peguemos os exemplos dos mandatários dos EUA e Europa que deixaram seus países, à mercê dos interesses dos mercados financeiros nas últimas décadas, mergulhar em 2008 e 2010 na maior crise financeira desde 1929, contaminando todo o planeta. Que qualidade moral é essa?
Ele deve ter achado normal a mais alta corte do país submeter-se às pautas da Rede Globo para desenvolver um julgamento baseado em indícios com condenações milimetricamente sincronizadas com as eleições municipais de 2012.
Os condenados a que ele se refere e diz que viu “nas emissoras de televisão” foram julgados num julgamento que o jurista Luiz Flavio Gomes, entre outros, alerta que será revisto por ordem da CIDH e disse que a “Corte deverá anular o julgamento. Nessa altura, o pessoal já terá cumprido pena. De qualquer maneira, essas pessoas terão direito a indenização. E certamente a Corte vai mandar o STF refazer o seu regimento interno.”
O meu conselho é para que ele procure outras fontes de informação, fora da mídia partidária.

JALL disse:
21 de fevereiro de 2013 às 23:03

Não há como garantir a independência do juiz. Essa independência brota de dentro de cada um e é, antes de tudo, formada pelo caráter inato daquele que é escolhido para exercer uma função independente da vontade política de quem o nomeou. Isto nem o Lula controla, porque ele mesmo não percebeu que o mundo mudou. Qualquer nomeação vinculada ao favor da nomeação está destinada à vaia popular. Não conheço maior vaia do que à atuação acapachada do ministro Lewandowski cuja reverberação é tanto maior quando comparada à da lisura de seu superior, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa. Chega a ser constrangedora a comparação entre um juiz que conhece a justiça e o direito e o que sabe muito do direito e pretere a justiça para atender ancilarmente o seu protetor. Que a lição exemplar de Joaquim Barbosa sirva de guia para aquele que vier a ser nomeado pela Presidente. Como comentado pelo Desembargador Luiz Fernando Carvalho em recente crônica de O GLOBO,"quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta". Que o novo ministro venha renovado como um Bento XVI, que saiu para a renovação dos corações e mentes da Igreja Católica, rompendo com estruturas esclerozadas incompatíveis com a era da informação em que tudo acontece simultaneamente publicado e on line. Não há mais segredos. Sem qualquer favor, função da cronologia dos acontecimentos, pode-se dizer que o Papa que sai é um Joaquim Barbosa da Igreja. Que assim seja também o novo ministro.

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