O criminalista Márcio Thomaz Bastos divulgou, nesta segunda-feira (17/6), uma carta aberta assinada em conjunto com os advogados Luiz Armando Badin e Maíra Beauchamp Salomi sobre as prisões de manifestantes durante os recentes protestos contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo e em outras capitais.
Na carta, o criminalista e seus colegas observam que o papel das autoridades e agentes de segurança é justamente zelar pelo exercício da manifestação pública. Os advogados lembram ainda que apenas a polícia pode fazer uso da violência, mas que, mesmo assim, somente de “maneira legítima, proporcional e ordenada, isto é, sob o controle das autoridades eleitas para exercer tal responsabilidade”.
Para os advogados, os agentes do Estado tem o ônus de jamais poder ceder ao destempero ou irromper com ações irracionais, pelo contrário, em meio ao caos, são os primeiros que devem dar o exemplo.
“O comportamento arbitrário de alguns policiais militares, que certamente não se afina com o comando da instituição, é incompatível com o que se espera das forças de segurança, num regime que respeita as leis e dá voz a quem quer, democraticamente, interferir no seu próprio destino”, diz trecho da carta aberta.
Leia abaixo a íntegra da mensagem:
"O Estado é o último que pode perder a cabeça”
As autoridades de segurança pública têm a responsabilidade de proteger o exercício do direito constitucional de manifestação pacífica. A sociedade se organiza politicamente em torno do Estado para realizar a Constituição, não para negar os seus pressupostos mais fundamentais. Todos os cidadãos têm a liberdade de se reunir para manifestar politicamente as suas reivindicações (artigo 5º, inciso XVI)1.
Cumprindo o seu dever de informar, a imprensa noticiou amplamente que, nos protestos populares da semana passada, alguns policiais teriam se excedido no uso da força, realizando prisões arbitrárias e agredindo manifestantes e jornalistas que simplesmente exercitavam os seus direitos fundamentais: aqueles de expressar as suas ideias políticas, estes de manter a sociedade informada sobre elas.
Uma conduta só pode ser considerada criminosa se for descrita numa lei (artigo 5º, inciso XXXIX, da Constituição). Ninguém pode ser preso se não estiver cometendo um crime (art. 5º, LXI)2. Ao que se saiba, não há nenhuma lei que proíba o “porte de vinagre” e o “uso de máscaras”, sobretudo quando se trata de proteger a própria integridade física.
As autoridades policiais estaduais não podem compactuar com detenções arbitrárias. Devem se ater, exclusivamente, aos casos de excessos individuais. É oportuno recordar que, quando o povo brasileiro saia às ruas para reconquistar o direito de eleger os seus próprios governantes, roubado pela ditadura, alguns manifestantes eram marcados com tinta, para serem “averiguados” e detidos mais adiante.
Isso não pode voltar a acontecer.
Bem ao contrário. Hoje, proibido é abusar da violência (art. 129 do Código Penal), por uma razão muito simples. Só a polícia pode empregá-la, desde que de maneira legítima, proporcional e ordenada, isto é, sob o controle das autoridades eleitas para exercer tal responsabilidade.
Caso elas falhem, sempre se pode pedir o amparo do Poder Judiciário, por meio do habeas corpus. Ele existe na Constituição justamente para assegurar a livre circulação dos brasileiros e para protegê-los contra todas as formas de excesso de poder.
Além de tecnicamente cabível, é correta a iniciativa dos estudantes, organizados em torno de seus centros acadêmicos, de impetrar medida judicial para prevenir que novos abusos e violências voltem a acontecer.
É óbvio que o texto da Constituição já assegura ampla proteção aos cidadãos, em novas manifestações pacíficas. Os fatos revelam, contudo, que esses direitos foram recentemente pisoteados. Quando há razões concretas para temer, a Justiça não pode se omitir na contenção da brutalidade.
O comportamento arbitrário de alguns policiais militares, que certamente não se afina com o comando da instituição, é incompatível com o que se espera das forças de segurança, num regime que respeita as leis e dá voz a quem quer, democraticamente, interferir no seu próprio destino. Delas se espera que estejam preparadas para enfrentar situações de tensão, por meio de treinamento adequado.
O Estado é o último que pode perder a cabeça."
MÁRCIO THOMAZ BASTOS, LUIZ ARMANDO BADIN e MAÍRA BEAUCHAMP SALOMI são advogados que trabalham na cidade de São Paulo
1 “Artigo 5º, inciso XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.
2 Art. 5º LXI: “ninguém será preso, senão em flagrante delito, ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente” (…).

No minimo bastante curioso esta pra la de conveniente "carta aberta" do outrora ministro de primeira fileira das hordas petralhas.
Apesar de lacrimosa e meio pendente para o "novelão mexicano" , a tal nota tem que ser examinada com bastante cuidado pois existe um esforço anormal por parte do PT e suas quadrilhas mais proximas de varrer do Estado de São Paulo a tchurma do PSDB que apenas POR ACASO ocupa o Palacio dos Bandeirantes.
Como tal feito tem se mostrado dificil a varias eleições , nada mais conveniente do que chamar das trevas do esquecimento o outrora brilhante Jurista que se não me falha memoria , teve sua ultima grande aparição tentando "embolar" a favor dos Mensaleiros o primeiro dia do julgamento daquela QUADRILHA la no STF( ação 470).
Agora vem dar uma de "bonzinho" pegando carona nos fatos que se devidamente pilotados , podem terminar colocando o Governador Alckmin numa belissima "camisa de 7 varas".
Curiosamente dentro da "otica" petralha , o elegante Jurista NÃO MENCIONOU um "outro" estado , desta vez des-governado pelo PT que é o nosso Rio Grande do Sul que esta temporariamente entregue nas trevas de tarso genro. Provavelmente como é da tchurma petralha , foi discretamente rotulado na rubrica conveniente de "outros estados".
Quanto a tarso genro por sinal , esta ainda em aberto uma investigação por alguem de peso a respeito do ESCANDALO que este elemento proporcionou ao Pais em pleno des-governo lulla quando entregou DE BANDEJA e com o frete aereo por conta da venezuela , os 2 Boxeadores Cubanos que foram sequestrados pela Puliça Federal sem direito a Advogados ou Imprensa , sera que ja tinham esquecido ? Que pena , que NOJO !!!!
Esse pessoal gosta mesmo é de $$$$$$$$$$$$$$$$$$$.....
A mesma polícia da ditadura vargas, altamente adestrada e equipada, com provocações e simulações, reprimindo manisfestação popular existe!!! Mas polícia de verdade para cumprimento da lei e da ordem e para garantia de um cidadão que almoça com sua familia em um restaurante... Isso não existe!!!
A unificação da polícia já passou da hora!!! Os membros do governo, do legislativo e do judiciário, bem assim o "controlador da policia", leia-se ministério público, morrem de medo da polícia, seja ela qual for!!! Já os advogados...
A ação dos manifestantes era legitima. A ordem apra coibir a passeata na Paulista partiu do governador, sob alegação de que era um corredor de ambulância. A Pm cumpriu seu papel um enfrentamento desta invergadura sempre acaba em violência, porque o Estado como disse Thomaz é um ser abstrato, à frente tem um policial, humano, concreto, que sente fome, cansaço e frio e tem medo de ser morto. Acuado reage como qualquer pessoa. Agora, o poder político - governador - poderia ter pensado melhor, analisado melhor a situação e cedido aos estudantes, a maioria de pouca idade e por isso mesmo impetuoso. Era previsivel. Enquanto se punir as pernas, uns poucos PMs identificados por câmaras e esquecer a cabeça nosso páis continuará sendo palco de violência estatal. A polícia precisa ser afastada de decisões políticas, deve se pautar pela técnica. todos os oficiais que conversei comentaram que a ação era desnecessária e impossível. O governo, se é que há, deveria ter criado corredores apra as ambulâncias e não proibido. Lembra o confronto entre a PC e a PM.
Pessoal, alguém poderia me informar qual o posicionamento do MP sobre estas manifestações? Fora aquele caso do promotor que se irritou com as manifestações, pois o estaria impedindo de cumprir os seus compromissos.
Pessoal, alguém poderia me informar qual o posicionamento do MP sobre estas manifestações? Fora aquele caso do promotor que se irritou com as manifestações, pois o estaria impedindo de cumprir os seus compromissos.
Interessante... Quando defende, aconselha ou faz chicana próxima mensaleiros e Petralhas o ex-ministro criminalista não se manifesta publicamente!
Não compreendeu até agora que as manifestações são contra ele gente como ele, que vive na zona cinzenta entre o legal e o ilegal, e, a fim e ao cabo, de recursos públicos!
Esse MTB tá de sacanagem.... o cara é defensor de mensaleiro e vem com história de "carta aberta"..? Acorda pra vida filho... Se as manifestações vingarem, a sua boquinha já era...
Apesar de um tanto ingênuo, você me parece um cara bem intencionado... Mas lembre-se que manifestação popular que ora se apresenta também é contra com a alta corrupção e violência da instituição policial brasileira, que é um modelo arcaico, obsoleto e nocivo à Sociedade Brasileira, e já passou da hora de ser reformada. Aproveita o momento em que estamos vivendo e cai fora disso antes que seja tarde demais!!! Faz outro concurso público, vai pra Defensoria Publica!
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