CNJ discute em seminário novas regras para o ingresso na magistratura

O seminário do Conselho Nacional de Justiça, que ocorrerá nesta segunda (6/5) e terça-feira (7/5), terá como tema principal a primeira etapa dos concursos para o ingresso na magistratura. As sugestões colhidas durante o evento serão usada para formular uma proposta de resolução que será apreciada posteriormente pelo Plenário do CNJ. As informações são da Agência Brasil.

“O seminário será importante para discutirmos um novo modelo de concurso para a magistratura. Não queremos apenas pessoas boas de concurso, mas pessoas que tenham uma visão mais ampla da realidade, menos repetitiva”, declarou o juiz auxiliar da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), Ricardo Chimenti.

Uma proposta prévia que ainda deve ser discutida  prevê a nacionalização do concurso para juízes, com a primeira etapa de seleção  passando a ser coordenada por uma comissão composta por representantes do CNJ, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Atualmente a organização dos concursos para a magistratura é restrita ao próprio tribunal que inicia o certame para a vaga.

A aprovação nesta primeira fase não retiraria a autonomia dos tribunais para procederem com os concursos conforme a necessidade de preencher vagas, informa os responsáveis pelo seminário, mas serviria apenas para pré-habilitar os candidatos.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
05 de maio de 2013 às 18:13

Já passou da hora de serem instituídas ELEIÇÕES DIRETAS E JÁ PARA O INGRESSO NA MAGISTRATURA, E POR TABELA NO (QUARTO PODER DA REPUBLIQUETA!)MINISTÉRIO PÚBLICO. Basta de falcatruas em concursos públicos para ingresso na magistratura denunciadas quase que diariamente na mídia. Ademais, entendendo-se que todo Poder emana do povo (artigo 1º., § único da CF), a famigerada "igualdade dos Poderes" não passa de uma tremenda falácia, uma vez que, o cidadão elege os representantes do Executivo e Legislativo, e quantos aos magistrados, representantes do Poder Judiciário, qual a legitimidade popular a alicerçar a abissal "igualdade"??

DJU disse:
05 de maio de 2013 às 18:56

Quem avisa amigo é. Lá vem besteira.

Zé Machado disse:
06 de maio de 2013 às 08:43

É necessário, senão o poder judiciário vai virar um clã ou tribo ou loja maçõnica ou centro espírita ou algo do gênero.

Zé Machado disse:
06 de maio de 2013 às 08:43

É necessário, senão o poder judiciário vai virar um clã ou tribo ou loja maçõnica ou centro espírita ou algo do gênero.

No País do Faz de Conta disse:
06 de maio de 2013 às 09:03

O concurso público para ingresso na Magistratura-Ministério Público é a melhor forma de investidura nessas instituições. A experiência demonstra que não estamos preparados para eleição direta. Basta observarmos os nefastos e escusos bastidores na escolha de congressistas e chefes do Executivo. Não podemos deixar de mencionar a eterna troca de favores que reinará após a eleição, o conhecido "rabo preso". Como cidadão durmo mais tranquilo sabendo que meus Magistrados e Procuradores-Promotores foram investidos via concurso público de provas e títulos. Sobre os concursos de ingresso, digo o seguinte: a)primeira fase: prova objetiva; b) segunda fase: prova discursiva; c) terceira fase: sentenças; d) quarta etapa: constatação de aptidão física e mental com análise dos títulos e vida pregressa. Prova oral: absurdo! Temos o período de escola judicial (quinta etapa); mais dois anos antes do vitaliciamento, além da carreira do juiz para analisarmos produtividade e lisura do Magistrado. Há Corregedorias e CNJ, além da própria mídia e opinião pública para fiscalizar-punir o togado indolente ou ímprobo. Não precisamos de mudanças, pois o que o próprio sistema nos apresenta, se usado com imparcialidade e eficiência, bem atende a sociedade!

PAULO FRANCIS disse:
06 de maio de 2013 às 15:38

Tres devem ser os critérios: 09 anos de advocacia efetiva, compreensão do direito como um todo e por fim vocação.
Estes são os critério pelos quais deveriam nortear um bom concurso público.
O atual sistema investe na "decoreba" e os cursinhos lucram em cima.

PLS disse:
06 de maio de 2013 às 19:49

É verdade Júlio Brandão, quanto mais decoreba é exigida em qualquer concurso, e quanto mais concorrida é a disputa, acabam passando somente os de altíssimo QI ou com qualidades extras, ficando cada vez mais longe do equilibrio psicológico, tão necessário a uma função pública. Prova de aptidão física e mental, creio ser importantíssima, para todos os cargos públicos, inclusive para OAB.

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