Segunda Leitura: O ciúme e a inveja nas profissões jurídicas

Spacca

O ciúme e a inveja são sentimentos que acompanham o ser humano do nascimento à morte. No âmbito profissional, como irmãos siameses, andam sempre juntos. Nas profissões jurídicas tais manifestações podem ser até mais fortes, pois vêm acompanhadas de símbolos do poder, como vestes, linguagem própria, placas e edificações.

O ciúme foi retratado milhares de vezes no teatro (v.g., Otelo, de Shakespeare), na literatura (v.g., Dom Casmurro, de Machado de Assis), no cinema (v.g., Ciúme: O Inferno do Amor Possessivo, de Claude Chabrol), na música popular (v.g., Domingo no Parque, de Gilberto Gil) e na ópera (v.g., Carmen, de Bizet).

Na área jurídica os primeiros sintomas de ciúme e inveja revelam-se na universidade. A Faculdade de Direito, na maioria das vezes, está separada das demais. Geralmente no centro da cidade e não no campus, mantém-se equidistante e reage com certo desdém às propostas de interdisciplinaridade com outras áreas. Com razão, as demais faculdades reagem com certo ciúme daquela vaidosa irmã mais velha.

No curso de graduação, o ciúme pode revelar-se entre os alunos em razão da simples postura. Os que se sentam nas primeiras fileiras, aqueles que estudam e tiram as notas mais altas, muitas vezes são hostilizados pelos demais. Basta aquele sucesso acadêmico, as notas exibidas em um quadro de avisos, para que os menos dedicados se sintam agredidos. Em alguns casos tais sentimentos extravasam das pessoas físicas e alcançam as jurídicas. São as enciumadas disputas entre esta e aquela Universidade, por exemplo, Universidade Federal x PUC.

No final do curso os alunos estão mais preocupados com o futuro e por isso prestam mais atenção aos colegas. Se um deles tiver um parente importante, certamente será acusado de não ter mérito e valer-se das relações de amizade herdadas. Se o outro é sociável e procura conhecer os membros da cúpula, será taxado de bajulador. Faz parte.

Em minha vida senti, algumas vezes, o ciúme e a inveja rondando meus passos. A primeira vez foi quando passei em um concurso para Delegado de Polícia Federal e fui para Brasília cursar a Academia Nacional de Polícia. Por razões pessoais, desisti e retornei à minha cidade. Soube que diziam que eu havia voltado por ter sido reprovado no psicotécnico…

Nos cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), o ciúme pode surgir entre os professores. Todos são conhecidos, respeitados, trazem consigo títulos importantes e são autores de livros. Todavia, uns podem ser mais queridos dos alunos, membros de comissões importantes no governo estadual ou municipal, cogitados para uma vaga no Tribunal de Justiça e assim por diante. O ciúme e a inveja aí podem instalar-se e farpas serão trocadas sob os mais diversos pretextos.

Vejamos as carreiras públicas. Os que, por força de disciplina e renúncias, conseguem aprovação em um concurso público disputado, perceberão manifestações de ciúme e inveja entre os seus colegas de turma, inclusive os mais próximos. Aquela companheira de estudos que ainda não conseguiu acertar o caminho profissional, poderá simplesmente sumir. Não retornando mensagens ou telefonemas, está a comunicar implicitamente que sente ciúme da antiga amiga.

Nesta área as manifestações são diversas. O jovem, legitimamente orgulhoso por ter sido aprovado em um rigoroso concurso para Delegado de Polícia, poderá ouvir do amigo de infância: “Então, agora você é dedo-duro…” Calma. Compreenda, ele está enciumado. Não se ponha a discutir, será inútil.

No âmbito das carreiras dos servidores não é diferente. A jovem analista judiciária da Justiça Federal, ao empenhar-se para dar de si o máximo nas suas atividades, poderá perceber que a chefia nega-lhe acesso ao Juiz Federal. Sua inexperiência pode levá-la a crises de choro ou a roer as unhas. Compreenda, ele o superior hierárquico está com medo de perder o lugar. Nada de pedir remoção da Vara. Siga do mesmo jeito, dedique-se da mesma forma, pois quem é bom sempre aparece. Mais cedo ou mais tarde o mérito será reconhecido.

Dentro do Ministério Público ou da magistratura passa-se o mesmo. O jovem promotor dedica-se alucinadamente ao combate aos inimigos do meio ambiente e, por isso mesmo, chega às redes sociais, jornais ou TV em rede nacional. O juiz federal de uma vara de crimes contra a ordem econômica alcança a fama em razão de suas decisões. É convidado para palestras, jovens universitárias querem tirar foto ao seu lado, em autêntica “tietagem jurídica”. Ambos pagarão um preço alto nas suas instituições. Ao contrário do que muitos pensam, isto poderá prejudicá-los na carreira. Atrás de argumentos técnicos estarão o ciúme e a inveja a motivar as ações que os prejudicam.

À vezes o ciúme vem de onde menos se espera. Um desembargador, do alto de seu cargo de direção (corregedor ou até presidente) pode ter ciúme de um jovem juiz substituto. O sentimento negativo pode ser até inconsciente e motivado pela simples juventude daquele que está a iniciar a carreira. É a vida.

Dos meus tempos de promotor, vem-me à lembrança caso ocorrido em uma comarca pequena, de vara única. O juiz substituto era simpático, bem apessoado, querido por todos, principalmente pelas advogadas e funcionárias. Todavia, era sistematicamente perseguido pelo juiz de Direito da comarca, um cinquentão sem dotes físicos ou intelectuais, que lhe destinava os piores casos e a mínima estrutura de trabalho. Um dia, o jovem magistrado desabafou comigo, dizendo “eu nunca fiz nada contra ele e sou perseguido”. Respondi: “não precisa fazer nada, ele tem ciúmes de sua juventude e popularidade”.

Nos escritórios de advocacia as reações são semelhantes. Uma jovem advogada, caprichando no serviço e procurando marcar seu espaço de atuação, poderá perceber que não é chamada para as reuniões, é esquecida na hora do almoço ou que não foi levado ao conhecimento do dono que é dela aquela petição que conseguiu uma liminar em importante Mandado de Segurança. É simples, os escritórios possuem carreira, ou pelo menos posições privilegiadas, que importam em melhor remuneração. Alguém receia seu sucesso. O melhor a fazer é não passar recibo e ir tentando, aos poucos, quebrar as barreiras. Uma boa técnica é elogiar publicamente o trabalho de quem a boicota. O veneno em pequenas doses, às vezes cura a doença.

Em família o cuidado é maior. As relações, muitas vezes, são para a vida toda. E como são muitos os profissionais do Direito, é normal que existam situações diferentes. Assim, os que ganham mais não devem nunca contar em alta voz, no almoço de domingo na casa da sogra, que receberam milhares de reais de atrasados, pagos por decisão administrativa. O cunhado, Delegado de Polícia, que aguarda ainda o desfecho de uma ação judicial e posterior precatório, não ficará só com ciúme, ficará furioso. A briga certamente alcançará as esposas. Não será novidade o fim das relações por uma mescla de ciúme, inveja e revolta.

Sintetizando, ciúme e inveja são sentimentos negativos que estão presentes em nossas profissões jurídicas. Um procurador do estado que, por ser criativo, propõe mudanças na burocrática administração, poderá ser acusado de querer aparecer. Um defensor público que inova no atendimento à população carente, poderá ter sua ideia copiada sem que se mencione seu nome. Um Oficial de Justiça, que por força de seu trabalho não tem horário rígido e disto se beneficia sem prejuízo para as suas funções, poderá ser invejado pelos cartorários, cuja liberdade é menor.

Em suma, não se podem afastar estes sentimentos de nossas vidas. O que se tem a fazer é minimizá-los quando somos vítimas ou limitá-los quando somos autores. E no mais, como disse Heródoto, “é melhor ser invejado que lastimado”.

Vladimir Passos de Freitas

é professor de Direito no PPGD (mestrado/doutorado) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-doutor pela FSP/USP, mestre e doutor em Direito pela UFPR, desembargador federal aposentado, ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Foi secretário Nacional de Justiça, promotor de Justiça em SP e PR e presidente da International Association for Courts Administration (Iaca), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e do Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário (Ibrajus).

Helio Telho disse:
12 de maio de 2013 às 09:36

A seção de comentários do Conjur se tornou um território livre para as manifestações de recalques, ciúmes e invejas profissionais que o artigo bem denuncia.
Há freqüentadores assíduos que destilam esses sentimentos por aqui quase que diariamente.

Wilsonj disse:
12 de maio de 2013 às 10:46

Ratifico o comentário do Sr. Helio. Há certos "comentaristas" aqui que nitidamente demonstram inveja por outras carreiras jurídicas, principalmente as públicas.

Charles Luz disse:
12 de maio de 2013 às 11:30

Na minha curta vida profissional e acadêmica já percebi esse sentimento de inveja várias vezes. Por sorte também tive a oportunidade de perceber a solidariedade e ajuda mútua em várias ocasiões: o promotor/procurador/advogado/professor que fala bem e dá boas indicações do seu ex estagiário/aluno a todos; os colegas que se unem para formar um novo escritório de advocacia na cidade; o advogado que, por estar sobrecarregado ou não ser especializado na matéria, indica aquele outro advogado elogiando sua competência e seriedade. Lembro-me que um velho advogado com quem estagiei me falou mais ou menos o seguinte: quando nós trabalhamos com compromisso e dedicação nosso trabalho é reconhecidos e as pessoas ajudam quem trabalha assim.
Seria bom ver o articulista escrever também sobre essas atitudes mais construtivas.

Paulo Sá Elias Advogado e Professor disse:
12 de maio de 2013 às 12:15

Uma coisa é certa, a inveja e o “envenenamento da mente” são perniciosos, podendo causar danos psíquicos e destruir a vida de um homem. Marcel Brion, no livro Viena no tempo de Mozart e de Shubert, São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (pág. 91, in fine) traz importantes esclarecimentos sobre a sociedade da época, quando questiona se Viena realmente se mostrou digna de Mozart.
“A sociedade da época permitiu que Mozart definhasse numa pobreza que lhe exauriu as forças, levando-o a uma morte prematura. Os insistentes pedidos de dinheiro que o compositor fez a seus amigos de Salzburgo e aos “irmãos maçons”, a constante e terrível penúria que o perseguiu até a hora da morte, o carro fúnebre que conduziu seu corpo à vala comum, os expedientes a que recorreu para sobreviver, parecem mostrar que Viena não soube, ou não quis, proporcionar-lhe o mínimo de recursos, para que pudesse manter a paz de espírito e a tranqüilidade necessárias ao trabalho. A pobreza do lar de Mozart não foi provocada pela frivolidade e pelos caprichos de sua mulher, Constanze, afinal, estes não eram assim tão onerosos. A verdadeira causa foi a sovinice das famílias vienenses, que lhe pagavam um salário ridículo por suas aulas, a indiferença do público, que fazia de suas óperas um fracasso, ou um semi-sucesso, a desonestidade dos editores, sempre fraudando seus direitos autorais, que ele, descuidado de tudo o que se relacionava com dinheiro, não soubera preservar através de um contrato adequado. E quem, melhor que Mozart poderia conquistar a admiração e a devoção de todos os vienenses, que no entanto deram preferência a Salieri, Martin y Soler e outros compositores, muito inferiores a ele?“

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 disse:
12 de maio de 2013 às 12:37

No passado , onde só haviam gênios na Magistratura e exponenciais advogados militantes , nunca se viu o que , há pelo menos três décadas , se constata no tratamento individualizado ou recíproco destas classes .
Estes sentimentos de "ciúme e inveja" suscitados na matéria , são próprios dos medíocres , dos despreparados e , algumas vezes , apoucados , que se corroem quando o manifestante , seja de que categoria for , aborda , com propriedade , embasadamente , o cerne da questão , demonstrando um consistente preparo na exposição da matéria ou na manifesta divergência . Isto , por incrível que pareça , irrita , profundamente , os frívolos comentaristas , Magistrados , Advogados , Promotores , etc... , realçando , com profundidade , o que acontece no dia-a-dia dos entraves profissionais , em todas as diversas profissões , o que , aflora , mais ainda , o despreparo , básico e emocional , dos antagonistas .
Também , ao reverso do afirmado noutro primeiro comentário , aqui , nas páginas do ConJur , acontecem eventuais lapsos de intolerância , porém , é maravilhoso ter-se esta livre tribuna para podermos , sempre de forma construtiva , "desarrolhar" as nossas teses e conhecimentos , mesmo sendo , "contestados e ilustrados" , por exemplo , pelo proeminente Dr. Sergio Niemeyer, esbanjando cultura e nos dando aulas minuciosas de qualidade máxima , sobre o tema abordado .
Este exemplo , que peço desculpas de , sem autorização, nominalmente, citar , só demonstra que quando há boa intenção, conhecimento e equilíbrio , inexistem espaços para sentimentos baixos e intoleráveis de "ciúme e inveja", diante da integral grandeza e inequívoco propósito dos comentaristas , de sempre aprender e se fazer compreender , quer no ensinamento , quer no acréscimo cultural .

Tiago_61 disse:
12 de maio de 2013 às 12:49

Prezado comentarista Helio Telho, não provoque os rapazes, pois eles são muito zangados! Em razão de sua provocação eles podem passar a semana inteira aqui no CONJUR esculhambando todo mundo!

Ramiro. disse:
12 de maio de 2013 às 15:34

Nada que os antigos Hindus e Budistas não tenham apronfudado, com os conceitos de Artha e Kama, pulsões primitivas do ser humano que são forças motrizes das "ancoras espirituais e intelectuais", a título de segurança e bem estar impedem o indivíduo de avançar.
Convém, com aquela realidade de déficit, de prévio reconhecer de falta de resposta, de vazio de saber, honestamente perguntar quantas vezes o Dr. Vladimir Passos de Freitas deve ter pensado e repensado, sintetizado, revisado, tornado a pensar e repensar antes de colocar o presente artigo no CONJUR. É algo como alguém gritar mais uma vez que no meio da praça o rei está completamente nu.
Não teria qualquer, nenhuma objeção ou retoque a fazer ao artigo, apenas observações, abrindo o espectro. Não é privilégio das carreiras jurídicas, e parece ser um mal do mundo moderno. Há anos, décadas atrás, defendi uma dissertação de Mestrado na USP, e na banca, após três horas de arguição oral por parte de um dos maiores especialistas na área em que defendia dissertação, falou por último uma docente, professora titular, pós doutoramento na França, um currículo impecável. A preocupação dela estava no fato de observar, nos últimos anos, de que os donos do capital não estavam mais precisando da tradicional mão de obra, papel ao qual estava sendo passado ao cientista, lato sensu. E causava apreensão à ela esse contexto, qual ela vislumbrou com clareza, do cientista se tornar o novo proletário, um seguimento dominado e proletarizado, sem liberdade, a serviço do capitalismo.
Os EUA, o pragmatismo Norte Americano não permite que o Governo Federal daquele país fique parado, e.g.,
http://ori.dhhs.gov/
http://ori.dhhs.gov/case_summary
http://ori.dhhs.gov/retaliation-complaints

Ramiro. disse:
12 de maio de 2013 às 15:45

Particularmente gosto de determinadas leituras das quais uns e outros costumam perguntar, uns com desdém:"e para que isto serve na Advocacia?". Um dos textos mais interessantes foi "Economia das Trocas Simbólicas" de Pierre Bourdiau, onde num outro contexto, mas perfeitamente adaptável à atividade jurídica, sem prejuízo de caber também à pesquisa médica mais que em qualquer outra área, todos nós, Advogados, Magistrados, Promotores, Serventuários, em maior ou menor nível, uns mais bem pagos e com remunerações mais estáveis, outros ganhando mais na iniciativa privada, outros profissionais liberais vivendo como numa selva, todos nós acabamos sendo parte de um seguimento dominado dos seguimentos dominantes da sociedade.
O grande capital, as grandes questões envolvendo capital, em tudo que pode vira as costas para o Judiciário, a arbitragem cresce. Para que colocar numa loteria judicante como é nosso Judiciário, se pode tudo ser julgado por um grupo de especialistas altamente qualificados? Ainda bem que o CDC veda a arbitragem compulsória em relações de consumo...
Mais eficaz é a dominação quanto mais não percebido é o dominador. E nada melhor para exercer dominação do que a cisão interna, o que em ecologia se classifica como competição intraespecífica.
Então poderão perguntar, com justa razão, "fala, fala, fala e onde quer chegar, ao que quer conduzir à conclusão?".
Outro conceito Hindu recepcionado pelo Budismo. Vairagya, uma tradução essencial, embora não suficiente, seria desapego. Não gostam do que você faz? É lícito, é legal, e, sobretudo, acredita no que faz? Tem estrutura para suportar a crítica, não criando um teflon de orgulho, mas suportando com desapego a crítica, aproveitando da melhor maneira possível os fatos? O que temer então?

Ramiro. disse:
12 de maio de 2013 às 16:00

Aos dois comentaristas, com máximo respeito, pergunto se me permitiriam uma pergunta, mesmo sabendo se tratar de figura de retórica.
Vossas Excelências se sentem totalmente livres e sem amarras que oficialmente não existem, Vossas Excelências se sentem totalmente livres de terem de beijar "anéis e mãos", ou de suportarem calados "decisões superiores" quer de ordem administrativa, quer judicante ou decisões sobre condução de processos, no caso do MP?
Por que desta pergunta? Quando deixo um comentário citando Pierre Bourdiau, suscitando que todos nós somos parte de seguimentos dominados de alguma fração dominante da sociedade, meros burocratas especializados, esta pergunta visa retirar qualquer metáfora de desdém ou enviesado epíteto.
Há uma diferença entre as profissões jurídicas e as demais profissões, como pesquisa em medicina, biologia ou física. Nas carreiras jurídicas o sujeito suficientemente desapegado está livre, cada qual dentro da sua função, para seguir defendendo uma posição, hoje minoritária ou "ridicularizável", e nas carreiras públicas não ter uma vertiginosa queda de remuneração, na Advocacia não depender de verbas públicas. Nas universidades, onde todos nós somos formados, quem desagrada ao mainstream, não demora e é sufocado por falta de verbas públicas, sem verbas públicas não consegue produzir, por consequência logo vai para lista dos "improdutivos do ensino superior".
Na Magistratura e MP, uma pergunta que deixo no ar, antes de se tornar titular e inamovível, quantos sapos cururus enrolados em arame farpado os concursados têm de engolir? Enfim, para todos nós a ridicularização "oficial" é uma das formas de "excomunhão simbólica", poucos suportam lidar com essa.

DBS disse:
12 de maio de 2013 às 18:46

Faltou mencionar os casos em que certos profissionais do Direito, por puro ciúme e inveja, violam o CPC arbitrando os honorários abaixo do mínimo legal.
Afinal, é inadmissível sofrer tanto pra passar no concurso e ver um advogado aprovado na "provinha da OAB" ganhar em uma causa mais do que vão ganhar em anos.

DBS disse:
12 de maio de 2013 às 18:46

Faltou mencionar os casos em que certos profissionais do Direito, por puro ciúme e inveja, violam o CPC arbitrando os honorários abaixo do mínimo legal.
Afinal, é inadmissível sofrer tanto pra passar no concurso e ver um advogado aprovado na "provinha da OAB" ganhar em uma causa mais do que vão ganhar em anos.

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 disse:
12 de maio de 2013 às 19:27

Esta não precisa nem de literatura "alhures" : alguém entendeu alguma coisa ?

Marcos Alves Pintar disse:
13 de maio de 2013 às 01:38

O ciúme, a inveja e a cobiça estão para as profissões jurídicas assim como a água do mar e a rede estão para o pescador. Atuar bem na área jurídica significa basicamente saber contornar as dificuldades criadas por esses três "pecados capitais".

Zé Machado disse:
13 de maio de 2013 às 07:18

Não há nada de juridico neste tema! Agora virou CONJUR CIÚMES!

Zé Machado disse:
13 de maio de 2013 às 07:18

Não há nada de juridico neste tema! Agora virou CONJUR CIÚMES!

wilhmann disse:
13 de maio de 2013 às 09:54

Trata-se na atual a quadra o mal do século, se é invejado mesmo não sendo nada, a própria, mentira, se propagada, já é motivo de inveja, pois se quer suplanta-la. Não se implique com isso, pois só a morte de nós mesmos acabara com a inveja! Desejas isto? Mas há inclusive os que atentam contra a dignidade dos mortos, portanto não tem solução. O sucesso dos outros... sempre os outros, “o inferno são os outros” Sartreano, deveria ser uma qualidade volátil qualidade de todos, para que não existisse para que não despertasse ciúmes. Mas, nota-se que a inveja é índole dos inválidos, incompetentes para colocar em pratica sua espirituosa vontade, que muitas vezes cede a preguiça. Então a inveja esta associadad a diversa situações. A inveja não pode ser superada, mas que o invejo guarde para si este sentimento reles. Essa perversidade, que se encontra nos 4 cantos, deveria servir de motivação...

Ricardo disse:
13 de maio de 2013 às 10:45

ao ciúme e à inveja acrescentaria a arrogância, este mal disseminado no meio jurídico.
o ideal de distribuição de Justiça acaba permanecendo em segundo plano.
outra coisa, deveria existir harmonia entre aqueles que são protagonistas do direito, mas no Brasil a Justiça parece a Torre de Babel, cada um fala um idioma e "puxa a
sardinha" para o seu lado. Exemplo disso: Polícia e MP não se "bicam", vivem às turras, advindo, daí, a discussão sobre o poder investigatório do MP. se MP e Polícia tralhassem em harmonia ninguém estaria comentando esse assunto.
Juízes e Advogados, Advogados e Juízes, Advogados e Promotores, Promotores e Juízes. o conflito é permanente, basta ler os comentários lançados neste sítio para ver o grau de beligerância.
Quem ganha com isso eu não sei, mas quem perde é a população que depende da Justiça.

Marcos Alves Pintar disse:
13 de maio de 2013 às 12:30

O Ricardo (Outros) está com a razão. Há um clima bélico permanentemente instaurado no meio jurídico, que prejudica enormemente o funcionamento da administração da Justiça. E a meu ver o culpado por isso é o cidadão comum, que mesmo sabendo do problema "finge-se de morto" acreditando que dessa forma pode lucrar com a situação. Cada povo tem a Justiça que merece.

Marcos Alves Pintar disse:
13 de maio de 2013 às 12:35

Vá dizer para a massa da população que juízes praticam bullying contra os advogados fixando valores irrisórios a título de verba sucumbencial. Se 100 pessoas comuns forem questionadas a respeito desta matéria, 101 dirão que não tem nada com isso. Da mesma forma, vá dizer que os vencimentos de algumas categorias da magistratura estão defasados. Se 100 pessoas comuns forem questionadas a respeito desta matéria, 110 dirão que não tem nada com isso. Resultado: quem não é ouvido fica revoltado, e naturalmente desconta na primeira oportunidade. Os juízes desforram nos advogados na fixação da verba honorária procurando dar vazão à revolta relativa aos baixos vencimentos, ao passo que os advogados não apoiam os magistrados em sua luta em prol de melhores subsídios. Todos perdem.

Amaralsantista disse:
13 de maio de 2013 às 15:52

Realmente neste precioso artigo o Prof. Vladimir conseguiu recorde de comentários. Talvez por mexer com a vaidade dos comentaristas.O artigo desta semana, definitivamente superou os demais, bom para o colunista que esta provocando um certo ciúme nos comentaristas e salutar para os comentaristas que podem soltar a FRANGA destilando veneno e descarregando um pouco a inveja adormecida. Penso que este espaço a cada semana ganha mais leitores e o CONJUR esta de parabéns em convidar profissionais de altíssimo nível em seu plantel............

Eduardo. Adv. disse:
14 de maio de 2013 às 18:00

Lastimável...
Só falta agora ficar disponível nas gôndolas da área de "abate" - aquele longo corredor que leva aos caixas, nos grandes supermercados, cheio de salgadinhos, balas, chocolates e publicações semanais "amenas", que tratam de novelas e fofocas de celebridades; corredor destinado a estimular o consumo de porcarias enquanto se espera pela vez de pagar.

ClVicente disse:
16 de maio de 2013 às 22:09

Muito bom o texto: O ciúme e a inveja nas profissões jurídicas. Até mesmo o texto parece ter feito surgir manifestações relacionadas ao título.

Diógenes Neto Advocacia disse:
17 de maio de 2013 às 18:34

Muito bem relatado o que ocorre entre os diversos profissionais. Só esqueceu de falar sobre a ciumeira no meio acadêmico jurídico. Os departamentos de Direito nas faculdades são verdadeiros "ninhos de cobras".
Infelizmente é assim o comportamento humano. Tarefa das mais difíceis é expurgar isto de nós mesmos. Mas não haverá mudança, se não começarmos pelo nosso interior. Até para resistir ao que nós tanto condenamos nos outros, necessário se faz esvaziarmo-nos de sentimentos tão mesquinhos.
Segue a vida!

MSRibeiro disse:
18 de maio de 2013 às 11:53

... que os defeitos da alma se manifestam.Em todos os ramos profissionais e sociais que frequentamos vai sempre haver uma manifestação deste tipo. O ser humano valoriza muito o status, o título e as posses, e, aquele que consegue algum destaque, realmente incomoda bastante. Creio que o desapego e a humildade podem ajudar uma pessoa a não sofrer tanto e a aprender a enfrentar e superar situações que possam gerar frustrações. Afinal, independente do status social, perante a natureza todos são iguais e estão no mesmo barco.

Voluntária disse:
18 de maio de 2013 às 18:36

A existência de 1,3 recomendações mostra que é preciso falar e discutir mais este assunto, que sabe por profissional da área da psicologia.

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