Senso Incomum: Vender “combo” de palavras pode ser um bom negócio

Spacca

Reminiscências
Ainda não é a vez do Cego de Paris, parte II. Entrementes, recebo recado pelo Facebook do meu querido amigo Tomás Valladolid, da Espanha, sobre a coluna sobre os néscios, dizendo: “Excelente artigo, amigo Lenio. Com efeito, os néscios sempre foram os grandes adversários da filosofia. Por exemplo, se me permitires, Maimônides os desdenha em seu maravilhoso ‘Guia para perplexos’. Este grande filósofo do judaísmo distinguia o homem perplexo dos homens néscios: estes estão na vida “de pronto”, embora sejam uns ignorantes. Em um sentido negativo, esta obra de Maimónides é um guia contra néscios”. Na mosca, Tomás. Na mosca.[1]

A crise das palavras e seus sentidos
Embora parcela considerável dos juristas não creia nisso, posso afirmar que vivemos no paradigma da intersubjetividade. No âmbito dos paradigmas filosóficos — que conformam o modo de ser das pessoas (e dos juristas!) — podemos dizer que a viragem linguística fez com que a linguagem deixasse de ser uma terceira coisa interposta entre o sujeito e o objeto, passando a ser condição de possibilidade (a partir disso há várias teorias; a hermenêutica é apenas uma delas). Nesse contexto, sobe o “preço das palavras” no mercado da vivência e da mundanidade. São quase uma commodity. Palavras e coisas, eis a angústia que persegue o homem desde a aurora da civilização. Como se dar nome às coisas? Quais as condições de possibilidade para que eu possa dizer que algo é? Essa partícula “é”: eis o busílis da questão.

Pois vendo, entristecido, o desdém com que — mormente no mundo jurídico — se trata a questão da atribuição de sentidos, deparei-me com a crônica que consta no título do livro O Vendedor de Palavras, de Fábio Reynol (Editora Baraúna — comprem, vale a pena) e que me foi mandada pelo meu “mano” desembargador Mauricio Caldas Lopes. Trata-se da crise gerada pela “grave falta de palavras”.

Palavra é pá-que-lavra
Digo para os meus alunos que tudo o que sabemos é pelas palavras que conhecemos (e compreendemos); e tudo o que não sabemos se dá por palavras que ainda não conhecemos. Palavras revelam e escondem. Desvelam e velam.

Assim, quando faltam palavras, falta mundo. Que nada seja onde a palavra fracassa, diz um dos meus poetas (S. George). E repito H. Domin (pela terceira vez, mas, convenhamos, são belas as palavras, pois não?): Wort und Ding legen eng aufeinander; die gleiche Körperwärme bei Ding und Wort (palavra e coisa jaziam juntas; tinham a mesma temperatura a coisa e a palavra…!) E permito-me complementar: Sim, no início era assim. Mas, depois, palavra e coisa se separaram. E, com certa melancolia, acrescento: e nunca mais se encontraram…

A estória montada por Reynol vai, aqui, por mim adaptada. Aí vai: em um programa de TV, uma escritora lamenta que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical".

Um professor de teoria do Direito, com bom tino comercial, não perdeu tempo em ter uma ideia fantástica. Pegou um pilha de livros, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, uma pilha de livros e a cartolina na qual se lia: Senso comum teórico dos juristas — apenas R$ 50!

Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de 50 jovens estudantes de direito, alguns ABSs (Advogados Bem Sucedidos com seus ternos Hugo Boss), promotores, juízes e outros já agastados bacharéis parasse e perguntasse:

— O que o senhor está vendendo?

— Palavras, meu jovem. A promoção do dia é senso comum teórico dos juristas a 50 reais, como diz a placa. Na verdade, a promoção é inédita: estou vendendo algumas palavras já “ajuntadas”, uma espécie de combo epistêmico. E vem com um guia de instruções.

— O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.

— Você sabe o significado de senso comum teórico dos juristas e epistemologia, d’onde a derivação da palavra epistêmico?

— Não.

— Então você não as tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.

— Mas eu posso pegar essas palavras, uma por uma, de graça no dicionário.

— Você tem dicionário em casa?

— Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.

— Você estava indo à biblioteca?

— Não. Na verdade, eu estou a caminho da livraria para comprar um livro para estudar para concurso público.

— Então veio ao lugar certo. Já que você está para comprar um “resumão” ou um “resumo do resumo” ou ainda um “manualão” recheado de obviedades e palavras já bem usadas e desgastadas, pode muito bem levar para casa esse combo epistêmico por apenas 50 reais.

— Eu não vou usar essa palavra epistêmico e tampouco o combo. Vou pagar para depois esquecê-las ou deixar de lado?

— Se você não aproveitar esse livro que vai comprar, se não lhe ajudar no concurso, vai jogá-lo fora ou fazer o que com ele?

— O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?

— Por acaso você conhece ou conheceu Luis Alberto Warat e Hans-Georg Gadamer?

— Não.

— São famosos escritores. Warat morreu há pouco e foi um dos precursores da crítica do Direito. Inventou teses como a semiologia do poder, monastério dos sábios e senso comum teórico dos juristas. Já Gadamer foi um filósofo famoso, que morreu em 2002. Viveu até os 102 anos. Lia muito. Conhecia muitas palavras. Ele dizia que “ser que pode ser compreendido é linguagem”. Ele criticava a pouca dedicação das pessoas à leitura.

— E por que o senhor não vende livros em vez de palavras?

— Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado. Por isso, eu as vendo no varejo e, por vezes, em combo. Se não as compram “amontoadas”, só me resta vendê-las uma a uma.

— E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.

— Ora, meu jovem bacharel-candidato-de-concurso-público. Os filósofos dizem que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando 200 dias por ano, serão 200 novos  pensamentos por aí. Isso sem contar os que furtam o meu produto. Há muitos trombadinhas de palavras por aí. Mas também há os que têm medo de descobrir o significado das palavras. Ficam ao redor… mas não compram. Preferem entrar no Google e pegar de terceira mão… Olhe aquele sujeito de gravata — que, com certeza, é um “operador” do Direito — fazendo um olhar de desdém. Ora, quem desdenha quer comprar. Nunca me enganou… Eu tenho certeza de que ele tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. É um sonegador de palavras. De todo modo, suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos quatro a roubarão. Mesmo assim, eu provocarei 800 pensamentos novos em um ano de trabalho. Assim, seguindo a linha dos meus filósofos preferidos, abrirei clareiras de sentidos.

— Como assim, clareiras de sentidos?

— Veja, meu jovem: o substantivo “clareira” vem do verbo “clarear”. O adjetivo “claro” (licht) é a mesma palavra que “leicht” (leve), lembra-nos Heidegger. Daí que clarear algo significa tornar algo leve, livre e aberto, como, por exemplo, tornar a floresta, em um determinado lugar, livre de árvores. A dimensão livre (e leve) que assim surge é a clareira (die Lichtung). Como muito bem diz Heidegger, em Caminhos da Floresta, “para além do que é, não longe disso mas anterior a isso, existe ainda algo que acontece. No centro dos seres como um todo ocorre um espaço aberto. Há uma clareira, uma iluminação” Esta é a tarefa da compreensão. Esta é a tarefa da filosofia. Descobrir. Desvelar. Mais: com todas essas vendas e mesmo com a pirataria e a sonegação, posso discutir as condições de possibilidade da compreensão dessas palavras…

— Mas o senhor está querendo fazer, como vou dizer… me falta a palavra…

— Epistemologia. Não no sentido tradicional. Mas, sim. A palavra é esta. Viu? Você não tinha a palavra.

— Está bem. Ganhou esta. Tive dificuldade em compreender, porque não sou bom em… de novo me falta a palavra…

— Hermenêutica. Bingo. Palavra correta no lugar certo. E na hora adequada.

— Poxa. Eu achava que já tinha visto esta palavra, mas me faltou a…

— Pré-compreensão. Algo que você nem se dá conta. Não é igual a subjetividade. Tem muita gente no Direito que acha que pré-compreensão (Vorverständnis) é igual à subjetivismo, ideologia, desejos, senso de humor etc. Esse conceito é fruto por imitação. São as falsificações feitas na Indonésia ou Uganda. A palavra pré-compreensão vendida aqui tem certificado de garantia… É estruturante. Faz parte do modo de ser no mundo da pessoa. Isso se dá na linguagem. E se exprime com palavras… Mas se você não tem a palavra… azar… Melhor comprar.

— De fato, não tenho estas. Mas tenho outras. Mas não acredito muito nestas palavras que o senhor está dizendo. Para o que me proponho, o conjunto de palavras que disponho é suficiente. Eu me basto. Sou um ser livre. E prático. As coisas são como são.

— Sei. Este é o ponto. Agora tenho certeza de que você precisa levar o combo mesmo. E sabe por quê? Porque você está obnubilado pelo senso comum teórico dos juristas — esse combo que quero lhe vender. E quem está nele não sabe que está. Viu? Se não sabe o que quer dizer a palavra, nem adianta olhar no dicionário. Sem contexto e sem a situação hermenêutica, os sentidos podem nos enganar. Podem nos pregar peças. Pensemos na plurivocidade dos signos. Pensemos na pequena cidade de Macondo, do romance Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, que provavelmente você nunca ouviu falar e, se ouviu e não leu, nada dele pode falar. Lá, as pessoas, dominadas pela doença da insônia, tentaram colocar pequenos cartazes nos objetos, porque esqueciam o significado de um dia para o outro. Até na vaca penduraram um cartaz. Mas isso de nada adiantou.

— Não entendi nada do que o senhor disse. O que tem a ver esse Gabriel García Márquez com o que está dizendo? Sou um homem prático. Sei o que sei. E o que sei sai de minha cabeça. Como bem diz um juiz que foi meu melhor professor, “cada um decide conforme sua consciência”. E ele tem razão.

— Está bem. Além de estar perdido nas brumas do senso comum, o senhor é um solipsista ou pensa que é um.

— Um o quê? Solista?

— Sim. Quase isso. Em latim é solus ipsis.

— Mas o que quer dizer?

— Bem, quer dizer “aquele que se basta”. O sujeito egoísta (da modernidade). Em alemão é Selbstsüchtiger. No Brasil, isso funciona como uma vulgata da filosofia da consciência. Facilmente encontrado por aí, em termos como “livre convencimento”, “livre apreciação da prova”, sentença vem de sentire etc.

— Ainda assim, insisto que isso tudo é teoria. O senhor usa palavras estranhas, como filosofia da consciência… Na prática não é bem assim. Tem um professor meu que escreveu um best seller chamado Direito Simplificado e Mastigado, que nas aulas diz, de forma magistral: “não me venham esses filósofos do Direito e outros quetais dizer que o Direito é complicado. Vou mostrar que na prática a teoria deles não vale nada”. Tenho inveja da praticidade dele. Ele também diz que qualquer problema “é só aplicar a ponderação. Pega um princípio e pondera com um outro e, pronto. Está resolvido”. Esse é o “cara”. A propósito, não está no seu catálogo de vendas a palavra ponderação

— É verdade. Não vendo qualquer coisa. Essa palavra hoje está valendo não mais do que três reais e 50 centavos. Sabe como é. Passando de boca em boca, deu no que deu. Passou a ter tantos sentidos, que seu preço caiu ao limite mínimo. Eu posso vender essa palavra, mas cobrarei uma fortuna. Mas venderei a legítima, só que acompanha com um folheto explicativo. Para que o freguês não compre gato por lebre. Aqui nesta banca, por sinal, nem a vendo. Na verdade, trata-se de uma palavra vendida apenas com receita de especialista. É como remédio tarja preta. E vem com uma advertência: este instrumento jurídico é contraindicado em casos de suspeita de inópia mental.

— Insisto que meu professor tem razão. Ou seja, de que na prática a teoria não é assim.

— Hum, hum. Vamos lá. Você não está apenas necessitando comprar muitas palavras. Está precisando mesmo é de um banho de descarrego. Mas, vamos lá… É normal que na área do Direito se pense que é possível fazer uma cisão entre teoria e prática, entre questão de fato e questão de direito. Por exemplo, quem odiava isso era Schopenhauer. Quem ler o livro Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão, vai ver como ele odiava quem dissesse a frase: “isso é muito bom na teoria, mas na prática não funciona”. O que se pode fazer na “prática” sem que isso seja de algum modo teorizado? No senso comum teórico — esse combo de palavras que o senhor não tem e não conhece — há uma algaravia conceitual sobre os dualismos metafísicos como “essência e aparência”, “teoria e prática” etc. Desculpe-me, dei-me conta de que você precisa comprar também as palavras algaravia e metafísica.

— Estou saindo. Larguei. Adeus.

— Ei! Vai embora sem pagar?

— Tome seus 50 reais.

— São 1.500 reais.

— Como é?

— Pelas minhas contas, deve-me uns 1.500. Entreguei-lhe um monte de palavras. Só o combo estava na promoção. Mas como senti um laivo de interesse no seu olhar, isto é, senti que o senhor se deu conta de que existe uma porção de palavras que não conhece, faço todas pelo mesmo preço. Afinal, Lacan dizia que a linguagem surge na falta. E vi essa falta em você. E como vi. Na verdade, me comovi.

— Não complica mais minha vida. Fecha a conta.

— Então somando tudo, incluindo o solipsismo e a metafísica, por baixo, dá uns 1.000 reais. Entretanto, levando todas, dou de brinde a diferença entre princípios e regras. Não essa que você acha que sabe, como a que “princípios são valores”, mas um conceito hermenêutico. Esse conceito vai mostrar a você que princípios são deontológicos. Aliás, vai de brinde a palavra “deontológico”, que não é o que se pensa por aí.

— Beleza. Fiquei freguês. Volto amanhã depois de digerir estas que o senhor me vendeu hoje.

— Ótimo. Eis aí o início de uma fusão de horizontes. Quando voltar, já terá um bônus. Levará o conceito de fusão de horizontes e círculo hermenêutico. Pensando bem, já que fui com a sua cara, também vou lhe dar o conceito de mutação constitucional. Depois do que fizeram com ela nos últimos tempos… Ah, e ainda de brinde, hoje lhe passo uma parte de um poema que fala daquilo que estou vendendo: palavras. Aliás, eu mesmo, quando nasci, caí sobre um colchão de… palavras. Palavra é pá-que-lavra… Vai abrindo sulcos no solo da imaginação… Mas, vamos, leia e curta Drummond:

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:

Trouxeste a chave?


[1] A propósito, a epistemologia do néscio (Coluna passada) não foi escrita sobre ou contra os que defendem a PEC 37. Nunca pensei em modificar o gosto de parcela dos brasileiros em terem um sistema de investigação criminal semelhante aos melhores países do mundo, como Uganda, Congo e Indonésia. Nem de longe havia pensado nisso. De todo modo, remeto, todos, ao Guia para Perplexos, de Maimônides.

Márcio Augusto Paixão disse:
30 de maio de 2013 às 16:22

Com todo o respeito, Lênio, os comentários são muito mais divertidos do que tua coluna. Tem muita gente comprando gato por lebre; um colega, por exemplo, adquiriu (por um preço graúdo, creio) a palavra "solapcismo". Mesmo que tu tenhas tentado dar-lhe de graça uma palavra semelhante, ele preferiu ficar com aquela que lhe custou alguma coisa.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
30 de maio de 2013 às 16:27

As bobagens alfinetadas pelo frustrado procurador(esperava, talvez, uma boquinha de indicação para Brasília!!!), mas perdeu! Os assuntos por demais prolixos, enredos flagrantemente desafinados. A mórbida onisciência de quem se atreve, por mau exemplo, a achincalhar o consagrado escólio dos professores Ives Gandra Martins e José Afonso da Silva, talvez, por não serem eles oriundos da terra do chimarrão, e torcerem, seguramente, por times paulistas? O tempo é deveras muito precioso para se perder com futilidades e sissomias paridas do famaliá imaginário!

Dyego Phablo dos Santos Porto disse:
30 de maio de 2013 às 16:44

Obrigado, Lênio, pelas colunas e por existir!

Veritas veritas disse:
30 de maio de 2013 às 18:36

Acho que o articulista "já deu o que tinha de dar". Sugiro ao Conjur renovar seus colunistas

_Eduardo_ disse:
30 de maio de 2013 às 18:52

Os seus comentários refletem justamente as críticas do Professor Lênio.
O nome da coluna é "senso incomum" e vocês querem que ele escreva sobre o "senso comum".
A internet é democrática. Nenhum de vocês é obrigado a clicar no link que dá acesso ao artigo. Aliás, no link consta novamente o nome da coluna, repita-se, "senso incomum".

L. Müller disse:
30 de maio de 2013 às 19:34

Quais obras do professor Warat tem sido reeditas recentemente? Tenho procurado nas livrarias, mas não encontro.

L. Müller disse:
30 de maio de 2013 às 19:34

Quais obras do professor Warat tem sido reeditas recentemente? Tenho procurado nas livrarias, mas não encontro.

Observador.. disse:
30 de maio de 2013 às 21:32

Parece que - outras de nossas carências - algumas pessoas são, de fato, blindadas à humildade.Fazendo uma brincadeira com a blindagem do meu carro ( pois para viver em segurança, neste país de tantos sábios no judiciário, tem-se que blindar os carros )algumas pessoas tem blindagem nível IV, que em automóveis protege, inclusive, de munição perfurante e granadas.Em pessoas deve protege-las de quaisquer críticas ou alertas (dos néscios).
Podemos ensinar, sermos mais sábios que os outros mas, falar de si próprio - e dos amigos - com especial prazer quando debocha de terceiros....me causa certo desgosto.
Desgosto de ver que nosso país é cheio de mazelas, furos, ralos, malfeitos, burrice ( os néscios )mas os sábios em nada ajudam.
Se juntam em grupos para fazer pouco daqueles que consideram "os outros".
Tem sua própria claque, fazem sucesso sempre naqueles mesmos círculos de pessoas mas o país, apesar de tanta sabedoria que (não é deboche)percebo no judiciário, continua adernando, ficando cada vez mais vulgar e, principalmente, a impunidade a cada dia fica mais forte e toma conta de todos os setores da nossa sociedade.
Precisamos repensar muita coisa.Não sei se da forma que o comentarista Prætor (Outros) colocou.

Luis Alberto da Costa disse:
30 de maio de 2013 às 22:57

A julgar pelos comentários de hoje, parece que as ironias e as críticas do Prof. Lenio à dogmática jurídica tupiniquim estão prestes a enfrentar, pelo menos aqui no Conjur, uma dura campanha de resistência.
Triste é ver que tanta gente está satisfeita com a nossa tradicicional dogmática jurídica, com a nossa tão "consagrada" doutrina, nossa "doutrina de escol", que até hoje pensa que princípios são valores.

Luis Alberto da Costa disse:
30 de maio de 2013 às 23:14

Gostaria de ver críticas do Prof. Lenio ao "consagrado" entendimento de que o STJ não discute casos, mas apenas teses, ou seja, a disseminada ideia de que no STJ só se discute o "Direito Objetivo", afastando-se de seus julgamentos a interpretação das questões fáticas, como se as questões fáticas não fizessem parte da estrutura da norma, algo filosoficamente tão sustentável quanto uma grua de algodão doce. Aliás, não é por acaso que tantos absurdos surgem da jurisprudência do STJ, nosso "Tribunal da Cidadania". Fica a sugestão.

Vitor Guglinski disse:
31 de maio de 2013 às 09:29

Com todo o respeito aos comentaristas
"anti-Lênio", os leitores deveriam se rejubilar por poder contar com um colunista de diferenciado intelecto. A proposta do autor, ao que sempre me pareceu, é exatamente oferecer textos ricos, convidar o leitor a reflexões mais profundas sobre o que pode parecer óbvio para muitos. O Direito não é óbvio, absolutamente; é complexo. O ser humano e as respectivas questões são complexos, jamais devendo ser tratados com simplismo. Fosse assim, não seria necessário enxergar a ciência jurídica sob três dimensões, como lapidado por Reale. E vou além: ainda que se leia muito, não raro é necessário reler muitas coisas, pois a apreensão de determinados conteúdos requer tempo e aprofundamento, e à medida que evoluímos intelectualmente, a ótica sobre determinado assunto, como é natural acontecer, muda. O fato de ser prolixo, de escrever de forma rebuscada e com vocabulário erudito é uma questão de estilo. E mais: vos digo que o autor ainda é bastante lacônico pra dizer coisas que demandaram décadas, e até mesmo séculos de estudos pra tomar corpo. Hoje sabe-se mais que ontem; amanhã saber-se-á mais que hoje, mas não tudo, por mais esforços que se empreenda nesse sentido. Carl Sagan, autor de Cosmos, certa vez explanou sobre a biblioteca de Alexandria, concluindo que se o ser humano se dedicasse exclusivamente à leitura, sem pausas para comer, dormir, fazer sexo, viajar etc., não seria capaz de ler sequer 1% do que o homem já produziu. Portanto, penso seja melhor prestar mais atenção ao que pessoas como Lênio dizem. Há muito lixo por aí sim, enquanto muitos excelentes livros sucumbem à poeira e aos esquecimento (ao menos por parte dos simplistas).

MACUNAÍMA 001 disse:
31 de maio de 2013 às 09:42

Alguns artigos não passam de burilações típicas de "intelectuais" de um país agrário, onde tudo se copia e não se enfrenta a duríssima realidade local. Agora, fazer o dever de ofício para construir uma sociedade livre, justa e solidária,como determina a Constituição, combatendo a extrema corrupção, a concentração de riqueza, provendo o povo de serviços públicos como educação, saúde e segurança com qualidade compatível à massacrante carga tributária, isso os paladinos da "justiça" rural brasileira não querem. Eles ficam é gozando de seus 60 (sessenta) dias de férias anuais, mais recesso de 15 dia de final de ano e os mais altos subsídios do planeta, escrevendo bobagens, sem enfrentar o grande circo que é a ausência de efetivação das normas constitucionais deste país. Deveriam copiar o pragmatismo dos juristas americanos, que levam a sério a Constituição e as leis, e, sem muito bla, blá, blá, ajudaram a construir a mais possante nação do planeta.

Raphael Luiz Piaia disse:
31 de maio de 2013 às 09:59

http://cristaldo.blogspot.com.br/2013/01/a-historia-do-grande-racionamento-de.html

PAULO FRANCIS disse:
31 de maio de 2013 às 10:06

Os críticos de Lênio Streck se apavoram com sua erudição. E normal que o façam, pois são vítimas da mesmice dos cursos jurídicos.
Além do mais, são poucos que ousam ir além do posto no mediocre ensino jurídico. Só vão além, aqueles que são ousados e desejam romper com estruturas arcaícas do conhecimento jurídico.
Lênnio, de certa forma, está além do seu tempo, pois ele incomoda, perturba o intelecto de que não quer pensar. Por isto, ele é imprescíndivel. É por este notável saber que ele deve ser lido e relido, quantas vezes necessário.

Arturo disse:
31 de maio de 2013 às 10:35

Infelizmente esgotado (editora Landy)
Ante os néscios (e a obviedade do senso comum), um pouco de perplexidade.
Possuo os dois volumes e recomendo.

lucasgp disse:
31 de maio de 2013 às 10:38

d.m.vênia aos críticos do nosso articulista dos pampas,
Lênio é um convite aberto a reflexão!
ele sempre nos intiga a olharmos ao pensar, refletir, e sairmos do marasmo e dessa cultura pop estandardizada que vem sendo difundida em plagas brasilis.
Que continue assim, sempre aguçando nosso pensar com suas observações salutares, com uma boa pitada sarcástica tipo Woody Allen.
Parabéns

Aiolia disse:
31 de maio de 2013 às 11:40

Tá vendo aí como dá pra vender teu peixe sem precisar surtar? Muito bom o texto, quando eu não estiver estudando a sério pros meus concursos vou tirar um tempo pra ver os textos indicados... obrigado.

Observador.. disse:
01 de junho de 2013 às 13:51

Espero que o senhor, com seus interessantes comentários, nāo deixe de comparecer ao Conjur.
Precisamos de outras visões.Comentaristas como o senhor - e alguns outros - me levam à reflexão fora da mesmice, mesmo profunda, que muitas vezes domina determinados artigos/pensamentos.

Johnny LAMS disse:
01 de junho de 2013 às 14:42

Sinto-me menos néscio quando leio esta coluna, pois, eu menos vou aprendendo o quanto néscio sou. Ao menos isso.
E ainda levamos para casa de graça palavras... palavras que vão além do óbvio.

Luiz Rocha, advogado disse:
01 de junho de 2013 às 19:08

Gosto muito das colunas do professor. Me fazem, de fato, me sentir desconforto por não ler mais, de forma que impulsiona na busca de novas idéias.
Todavia, compactuo com os comentários tão atacados que criticam a crítica.
Está repetitivo o assunto. A semente já foi plantada, no que pertine ao tema do tratamento superficial do direito, manuais, resumo do resumo etc.
Bola pra frente.

Gabriel Figueiredo disse:
01 de junho de 2013 às 20:24

“Se dão mostras de sábios, horrorizam-me com as suas sentenças e as suas verdades: a sua sabedoria cheira amiúde como se saísse de um pântano, e indubitavelmente já nele ouvi cantar as rãs. […]. Eu, porém, apesar de tudo, ando sempre por cima da cabeça deles com os meus pensamentos; e se quisesse andar com os meus próprios defeitos, ainda assim andaria sobre eles e as suas cabeças.”
Meus pêsames ao professor Lenio que, semanalmente, é obrigado a ouvir chacotas daqueles que não o entendem (e nem se esforçam para tanto); não captam a mensagem; “se perdem no seu meio nada de consciência”. De qualquer sorte, talvez seja mesmo este o caminho a ser trilhado pelo “grande intelecto”. Portanto, espero que continue a “vender” ideias, “vender” palavras, “vender” compreensões… afinal, “tudo que é ser quer se tornar palavra, tudo o que é vir a ser quer aprender a falar contigo” (e mais cedo ou mais tarde falarão).

Saulo SS disse:
01 de junho de 2013 às 22:45

Leciono e estudo Direito há algum tempo e reconheço nas linhas do Prof. Streck um forte diferencial. Ja tive acesso à trabalhos seus extremamente complexos e no conjur observo que, mesmo mantendo a sofisticação, consegue alcançar graduandos e profissionais que nada tem a ver com o saber jurídico. Claro..cada um no aproveita no limite de seu alcance.
Mas minha real admiração pelo prof. Lenio vem do fato de este (mesmo após o reconhecimento mundial de sua obra) ainda se dispões a brindar-nos semanalmente com uma bela coluna sem, contudo, abandonar sua produção academica (até onde sei continua escrevendo livros, dando aulas, palestras..), mesmo tendo que ler comentários desqualificados de gente limitada que não consegue pensar 2 palmos além de seus resumos simplificados. Dizer que o estudo castrador para concursos/oab é apenas uma fase só demonstra a incapacidade em questionar essa estrutura. Tipo de gente que prefere pegar seu paninho e enxugar gelo a se perguntar o motivo de este estar fora do congelador. E são esses que tanto se incomodam com as colunas do Senso Incomum! Não é facil sair do comodismo... deve ser mesmo muito incomodo ter que se deparar toda 5a feira com uma incoveniente revelação da propria miopia filosofica e mediocridade academica...

Dartiz disse:
02 de junho de 2013 às 03:47

Antes de expressar meu descontentamento, parabenizo o professor pelo belo texto. É uma grande satisfação ler escritos de tamanha profundidade e beleza em tempos de tecnicização do (ensino) jurídico que por falta de palavras possui um mundo cada vez menor. Há tempos observo que alguns leitores desta coluna ao invés de fomentarem discussões teóricas e filosóficas sobre as temáticas abordadas (inclusive com dissonâncias), aproveitam o espaço para desenvolver ofensas pessoais ao professor Lenio Streck. Diante da mediocridade da maioria dos comentários deste gênero, surpreende os posts do Antonio de Assis Nogueira Junior que ressurgiu algumas horas após de dizer adeus. O referido, que ironicamente chama o professor de Sábio, como um pretenso dono da verdade declara que o colunista é um “ser grotesco não assumido”; que escreve apenas para vender livros; que seus escritos devem ser evitados na formação humanística do estudante; que sua teoria é fundamentada nos outros e em repetições; chega até mesmo a sentenciar em tom profético que Streck será esquecido com o passar dos anos... De início vemos o gênero do qual o comentário partilha, está entre aqueles que procuram (re)baixar qualquer possibilidade de diálogo ou confronto teorético para nível das ofensas pessoais. Tal comportamento é repugnante. A respeito de usar o site para vender livros, esta afirmação é risível, se o interesse do colunista fosse econômico estaria enquadrado no mercado editoral prêt-à-porter. Acredito que este locus para a divulgação de ideias está mais relacionado com a possibilidade de dizer de modo mais acessível, leve, divertido, ou ácido, duro, aquilo que academicamente encontra-se em seus livros, espero que não desanime.

Dartiz disse:
02 de junho de 2013 às 03:50

(Continuação do post anterior) No que tange à teoria fundamentada em outros e em repetições, isto mostra certo despreparo do comentarista, pois não partimos de um grau zero de sentido, tudo que produzimos e ou criamos relaciona-se e muito (esta é uma condição de possibilidade) com o conhecimento que nos precedeu. Acerca das ditas repetições, têm-se um equívoco proporcionado, talvez, por uma compreensão não hermenêutica. Sempre que discorremos aparentemente sobre um mesmo eixo temático aparecem novas luzes, novos olhares, desvelamentos outros. O problema é que a emergência do tempo hodierno exige sempre uma novidade descartável; e não conseguimos permanecer, aprofundar, preferimos a superficialidade de uma visão pragmaticista. Por fim, é descabida a advertência para que não sejam usados os livros do prof. Lenio para a formação humanística. Tive contato com sua obra no segundo semestre da faculdade, igualmente a mim, diversos outros fizeram leituras ainda na graduação, e para muitos foi um alento saber que existia vida para além do árido dogmatismo e tecnicismo do ensino jurídico. Por fim, quem somos nós para dizer quem será lembrado ou não na posteridade... Lembrança ou esquecimento não estão associados necessariamente e respectivamente com uma grande ou uma modesta contribuição. A história dos esquecidos nos faz saber disso. Enquanto o amanhã é o devir, concordando ou não devemos reconhecer o contributo de hoje, e por certo o colunista tem marcado sobremaneira a cultura jurídica pátria.

Luis Henrique Braga Madalena disse:
02 de junho de 2013 às 11:09

Muitos dos incomodados, especialmente os que sentem-se agredidos pela desconstrução dos dogmas/axiomas em que acreditam, mesmo sabendo que são meros dogmas/axiomas (!), me parece que calha lembrar da esfera do conhecimento. Aquela mesma da metáfora que passa a mensagem de que se representado por uma esfera, quanto maior nosso conhecimento, maior também será sua superfície de contato com o desconhecido. Em suma, quanto mais conhecimento tem-se, mais se sabe que desconhece-se.
Creio que há uma carência de conhecimento prévio, uma base mínima para que se possa efetivamente compreender a passagem passada pelo articulista. Afinal, quando não se tem a menor noção de quais os fundamentos de uma determinada crítica, esta torna-se não apenas difícil de ser rebatida, mas efetivamente ininteligível!
Afirmar que há uma filosofia pura, destacada da realidade, realmente é uma verdadeira demonstração de falta de conhecimento mínimo da ciência de que se fala. Como assim, "há uma filosofia apartada da realidade"?! Bom, há uma realidade sem filosofia?! Ora, se efetivamente há, como conseguimos andar na rua sem nos perguntarmos se seremos engolidos pela terra no passo seguinte, através de um instinto natural, de algo dado divinamente?! Claro que não!
Não há qualquer realidade sem filosofia! Há uma realidade que sempre possui uma filosofia que a sustenta, de forma velada ou não. É a partir da filosofia que surge nosso pensamento. A filosofia já está aí antes de tudo, é condição de possibilidade...
Temos muito o que estudar, heim?!

Observador.. disse:
02 de junho de 2013 às 11:37

Um comentário deste cidadão "sumiu" da lista.Havia alguma agressão à política de comentários do Conjur?Acho pouco provável.
Mas, enfim, sumiu.

Cirilo Rivera disse:
02 de junho de 2013 às 17:40

Quanta verborragia e grosseria nos comentários do senhor Antonio de Assis Nogueira Júnior. Não acrescentou nenhuma contribuição para o debate e utilizou o espaço destinado aos leitores apenas para ofender o articulista, professor Lenio Luiz Streck. Ninguém é obrigado a ler uma coluna. Também ninguém é obrigado a concordar com o colunista. No entanto, existe uma linha que separa os comentários críticos daqueles que apenas procuram ofender um colunista. É muito fácil agredir um autor e não mostrar o rosto. Esse tipo de gente não publica nada e aproveita a proteção da internet apenas para achincalhar. Ao senhor Antonio de Assis deixo um conselho: NÃO PERCA SEU TEMPO COM INFANTILIDADES E GROSSERIAS. ESCREVA UM ARTIGO. PUBLIQUE ALGO. PARE DE SE ESCONDER NAS SOMBRAS DA INTERNET.Ao Conjur, deixo meu protesto por permitir tamanha grosseria nos comentários.

Cirilo Rivera disse:
02 de junho de 2013 às 17:40

Quanta verborragia e grosseria nos comentários do senhor Antonio de Assis Nogueira Júnior. Não acrescentou nenhuma contribuição para o debate e utilizou o espaço destinado aos leitores apenas para ofender o articulista, professor Lenio Luiz Streck. Ninguém é obrigado a ler uma coluna. Também ninguém é obrigado a concordar com o colunista. No entanto, existe uma linha que separa os comentários críticos daqueles que apenas procuram ofender um colunista. É muito fácil agredir um autor e não mostrar o rosto. Esse tipo de gente não publica nada e aproveita a proteção da internet apenas para achincalhar. Ao senhor Antonio de Assis deixo um conselho: NÃO PERCA SEU TEMPO COM INFANTILIDADES E GROSSERIAS. ESCREVA UM ARTIGO. PUBLIQUE ALGO. PARE DE SE ESCONDER NAS SOMBRAS DA INTERNET.Ao Conjur, deixo meu protesto por permitir tamanha grosseria nos comentários.

RAFAEL ADV disse:
03 de junho de 2013 às 08:42

Recomendo a leitura de: http://problemasfilosoficos.blogspot.com.br/2010/06/inteligencia-e-erudicao.html
Traz uma visão bem interessante sobre Erudição Vs. Inteligência.

geitens disse:
03 de junho de 2013 às 10:56

Querido professor Lênio, as palavras são uma bela invenção humana, porém colocar sobre elas o peso da compreenção humana das coisas, talvez seja negar que a comunicação, e a própria compreenção está para além delas... como naquele momento em que certezas nos são entregues no silêncio...Palavras se tornam sagradas no momento em que elas trazem a tona o que está gritante na alma, no momento em que traduzem, através da sua rudeza, a realidade angustiantemente desejada... Acredito que isso vá além da intelectualidade, caminho velado(?) a nossa razão.

Ademar Lins Vitorio Filho disse:
03 de junho de 2013 às 15:04

Caro articulista,
Gostei do artigo Combo de Palavra, trata-se de retórica invulgar cujo texto demonstra vasto conhecimento filosófico, entretanto a sua posição digna de um Procurador de Justiça do Rio Grande sobre a PEC da Legalidade ao comparar nosso modelo ao da Indonésia ou países da África, causa perplexidade, o MP Denuncia, age Custus legis e Dominus litis, agora quer investigar, e logo vai querer julgar também, logo proporá a extinção da advocacia. A Constituição Federal é clara cabe ao MP investigar somente a atividade dos órgão de repressão, somente a polícia judiciária detém legitimação para instaurar inquérito policial e investigar a ocorrência de crime definido em lei.

Rodrigo Beleza disse:
06 de junho de 2013 às 16:34

Em ciência uma hipótese só é aceita como teoria depois de comprovada diversas vezes na prática. Do contrário não se pode afirmar que se conhece algo. E quase todas as teorias que temos hoje são incompletas, serão substituídas por teorias mais abrangentes. Muitos dos "cientistas" de hoje sequer sabem o que é ciência ou método científico.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também