Agentes da PF fazem paralisação e pedem melhores condições de trabalho

Mais de 6,5 mil agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal pararam nesta terça-feira (11/2) em adesão à paralisação proposta pela Federação Nacional dos Policiais Federal (Fenapef) e sindicados da categoria nos 26 estados e no Distrito Federal. Eles protestam por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

Segundo a Fenapef, entre 60% e 70% do efetivo aderiu ao movimento. Estão paradas todas as investigações, assim como as delegacias de Entorpecentes, Fazendária e Marítima. A paralisação, no entanto, não atinge serviços como emissão de passaporte, plantão nas delegacias e fiscalização nos aeroportos. Uma nova paralisação está programada para os dias 25 e 26 de fevereiro. Em Brasília, os agentes estão concentrados em frente ao edifício sede da PF. 

Agentes, escrivães e papiloscopistas reclamam que estão recebendo tratamento diferenciado em relação a outras categorias do funcionalismo público federal. Segundo eles, enquanto outros servidores receberam de 20% a 30% de reajuste no ano passado, eles estão sem reajuste salarial há oito anos.

O presidente da Fenapef, Jones Leal, disse que há um “mito” de que os policiais federais recebem altos salários. Segundo ele, atualmente, um agente da PF recebe, em média, R$ 5,5 mil líquidos. “É um salário razoável, mas o policial tem o risco de morte, dedicação exclusiva, vai para uma fronteira, onde terá que alugar um imóvel e também se distanciar da família. Ou seja, com isso, logo após assumir as lotações, os novos agentes estão abandonando a carreira”, alertou.

Procurada, a direção da Polícia Federal informou que não vai se manifestar sobre a paralisação. Já o Ministério da Justiça, que na semana passada informou que não tinha gerência sobre questões salariais, disse que as reivindicações salariais da Polícia Federal são de responsabilidade conjunta das pastas da Justiça e do Planejamento. Com informações da Agência Brasil.

Raphael F. disse:
11 de fevereiro de 2014 às 18:57

Enquanto a estrutura da polícia judiciária brasileira não mudar, teremos este tipo de movimento. Não há motivo para o delegado achar que é o chefe de todos e por este motivo achar que manda nos colegas que integram as demais carreiras policiais. Em que pese o delegado presidir o inquérito policial, ele sem o agente, o escrivão e o perito nada faz. Movimentação justa dos escrivães, agentes e papiloscopistas. Abaixo a atual estrutura policial. Enquanto o governo (congresso nacional e presidência da república) dorme, a criminalidade triplica...

Ricardo, aposentado disse:
11 de fevereiro de 2014 às 20:28

Qual a moral, perante a opinião pública, dos Agentes, Papiloscopistas e Escrivães da Polícia Federal para reivindicar uma maior remuneração, quando se sabe que a quase totalidade dos Delegados de Polícia Civil nos diversos Estados da Federação, excetuados os do Distrito Federal, por terem a remuneração atrelada a Polícia Federal, têm uma remuneração, em início de carreira, inferior aos R$ 7.500,00 que são pagos aos ocupantes dos cargos auxiliares da Polícia Federal ?
É muita cara-de-pau . . .
Não é por menos que 324.500 candidatos se inscreveram para o concurso da Polícia Federal que oferece somente 556 vagas.
Seria o caso de se demitir esses grevistas oportunistas e realocar mais vagas no concurso.
Aliás, o problema real é o seguinte: como o salário inicial de R$ 7.500,00 é excelente, chegando ao final da carreira próximo aos R$ 13.000,00, o que acontece é que muitos jovens capacitados são aprovados mas não têm vocação para a profissão.
Daí, sentem-se frustrados e querem perceber uma remuneração maior para "aliviar" a frustração de desenvolver atividades que não batem com o seu potencial profissional.
A questão é o salário inicial e final que é muito alto, daí proporcionar uma grande corrida ao "pote de ouro".
E isso acontece com outras carreiras que desenvolvem atividades auxiliares, como os Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil.
Não é à toa que no concurso de 2014 se inscreveram no certame para o concurso da Polícia Federal mais de 300 mil candidatos para pouco mais de 556 vagas.
Tem, mesmo, algo muito errado nessa política do Governo

Raphael F. disse:
12 de fevereiro de 2014 às 10:04

O comentarista Ricardo está equivocado. O concurso ao qual se referiu destina-se ao quadro ADMINISTRATIVO da PF, que por sinal tem um salário menor ainda...

Bellbird disse:
17 de fevereiro de 2014 às 13:10

Engraçado uns que entram aqui. Fazem prova para agente da polícia federal, sabem sua atribuição, mas querem ocupar outro cargo. Aí vem dizer que esse modelo é que n ão presta. Como se nos outros países como França, Itália e Bélgica fossem diferentes. Querem que fique igual a Portugal, onde o MP comanda e os policias são apenas policiais da polícia judiciária. Não tem nenhum poder para representações. Na Venezuela, Paraguai, Colômbia, Bolívia, México, Equador não tem o cargo de delegado e a carreira é unica e não me lembro de ser uma polícia de excelência. Tudo se resume a ganhar mais. A Tabela apresentada pelos agentes os faria ganhar mais de 23 mil reais. Fora de cogitação. Além do mais, até 5 anos atrás a PF estava no auge e a estrutura era a mesma. Agora não serve mais?

Bellbird disse:
17 de fevereiro de 2014 às 13:10

Engraçado uns que entram aqui. Fazem prova para agente da polícia federal, sabem sua atribuição, mas querem ocupar outro cargo. Aí vem dizer que esse modelo é que n ão presta. Como se nos outros países como França, Itália e Bélgica fossem diferentes. Querem que fique igual a Portugal, onde o MP comanda e os policias são apenas policiais da polícia judiciária. Não tem nenhum poder para representações. Na Venezuela, Paraguai, Colômbia, Bolívia, México, Equador não tem o cargo de delegado e a carreira é unica e não me lembro de ser uma polícia de excelência. Tudo se resume a ganhar mais. A Tabela apresentada pelos agentes os faria ganhar mais de 23 mil reais. Fora de cogitação. Além do mais, até 5 anos atrás a PF estava no auge e a estrutura era a mesma. Agora não serve mais?

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