Numa palestra que proferi em Vitória, a convite dos advogados locais, percebi a angústia demonstrada pelos advogados capixabas com a completa escassez destes por lá. Cheguei a pensar que o problema seria a qualidade dos profissionais e não efetivamente a sua falta. Mas o problema era realmente de quantidade, posto que a grande maioria dos estudantes de direito já ingressa na faculdade almejando um cargo público nas mais diversas boas oportunidades que esta carreira oferece. Desta forma, não é de surpreender a falta de advogados, já que muitos fazem o curso apenas por complemento de formação e um número considerável é excluído por falta de preparo compatível com o exercício da advocacia, pois sequer passam no exame de Ordem. Ao contrário do que se pensa, há escassez de advogados no Brasil.
As coisas não parecem ser muito diferentes em todas as capitais e grandes cidades dos estados da Federação. São enormes as dificuldades encontradas pelos escritórios locais para contratar profissionais, a começar por bons estagiários — praticamente uma raça em extinção. Os bons estagiários são aqueles que prezam pelo bom português, procuram conhecer mais do que um idioma, que entendem que não há sucesso sem sacrificar os happy hours da vida para estudar um pouco e que, às vezes, decidir entre a carreira e a balada, é necessário.
Gosto mais dos estagiários que não se limitam ao horário legal e que prolongam voluntariamente seu tempo no escritório para estudar, já que sua única função é aprender. Desprezar duas horas de aprendizado diariamente é uma tragédia.
No outro dia, numa das nossas reuniões internas, o gerente de RH de nosso escritório apresentou pesquisa feita nas universidades constatando que alguns dos estudantes de melhores notas não estão interessados em fazer estágio nos escritórios, pois preferem estudar para prestar concurso público. Isso me faz projetar um cenário de escassez de profissionais muito maior do que o enfrentado hoje.
Saber que os melhores estudantes estão se direcionando à carreira pública dá a certeza que teremos no futuro ótimos procuradores e promotores de Justiça, entre outros, em contraponto a advogados que correm o risco de serem apenas regulares, caso não façam um esforço para se superarem. Será uma batalha desigual. Por outro lado, os que se direcionam para a carreira pública e não obtêm êxito nos concursos se mostram completamente despreparados para o exercício da advocacia, gerando enorme frustração, pelo desvio de foco vocacional.
Mister se faz que nossos estudantes, apesar das boas oportunidades no serviço público, sintam a importância e o prazer de ser um advogado militante, que tenham orgulho da profissão, de também administrar a Justiça, de servir.
Ser advogado é fazer parte da tríade da Justiça, pois sem o advogado sua consecução resta prejudicada. É preciso resgatar o orgulho para estes profissionais. É preciso dizer sempre, com honra: sou advogado, sim senhor, com muito orgulho..
a culpa é da OAB e dos coronéis da advocacia, pois não querem concorrência e tentam limitar a entrada do jovem advogado no mercado de trabalho criando barreiras ilegais como vedação de publicidade na TV e rádio (sem respaldo legal), proibição de cooperativas, proibição de ONGs, criação de tabela de honorários mínimos e não criação de piso salarial (afinal os coronéis da advocacia não querem ter regra de salário para os novatos).
em suma, a culpa é da oab, pois controlada por coronéis autoritários e que criam regras que os beneficia.
a culpa é da OAB e dos coronéis da advocacia, pois não querem concorrência e tentam limitar a entrada do jovem advogado no mercado de trabalho criando barreiras ilegais como vedação de publicidade na TV e rádio (sem respaldo legal), proibição de cooperativas, proibição de ONGs, criação de tabela de honorários mínimos e não criação de piso salarial (afinal os coronéis da advocacia não querem ter regra de salário para os novatos).
em suma, a culpa é da oab, pois controlada por coronéis autoritários e que criam regras que os beneficia.
Quantidade tem demais. Qualidade, sim, está faltando. Além disso, a verdade é que esses escritórios que buscam contratação querem apenas pautistas, aqueles recém-formados que são largados nos foruns para cumprir apenas audiências e recebem quase que salário-mínimo. Sai mais em conta - e digno - alugar uma salinha e tentar a carreira.
vai uma observação que sei que todos sabem;
querem estagiários melhores que invistam em outras linguas e capacitação pessoal profissional? me respondam como? aqui na Paraíba os escritórios pagam em média entre 350 a 450 reais para um estagiário! como exigir de alguem com uma imoral contribuição dessas? eu fui participar de um estagio que exigia até ter carro proprio, e sabe quanto era a bolsa? 400 reais! e o dono do escritorio me disse a mesma coisa queremos estagiarios comprometidos que busquem se qualificar parender um novo idioma e que se for necessario fique até mais tarde no escritorio! agora me respondam, como querer dignidade e bons profissionais se não querem valorizar e investir nisso, sabe quanto um advogado ganha aqui em começo de carreira?? 1500 reais! no maximo aqueles que conseguem um bom escritorio 2500, agora me digam, quem tem um pouco de condição, não vai prefirir estudar pra concurso a servir de escravo num escritorio?? eu gostaria muito de advogar, mas como? com uma carreira tão desvalorizada? tão mal remunerada? mas vão dizaer que existem vários advogados ganhando muito bem! uma exeção bem restrita a regra com certeza...
Se os advogados neófitos forem mais bem pagos, não tenho a menor dúvida de que os jovens talentos ficarão na iniciativa privada.
O que os escritórios querem pagar a um advogado não dá nem para a própria subsistência, como pagar uma especialização? Pior, em que horário? Já que se trabalha no mínimo dez horas por dia.
Quanto aos estagiários que não prorrogam sua jornada, além de ilegal, é incompatível com a finalidade do instituto.
Ademais, a maioria não passa de officeboys com a carteira de estagiário da OAB, com certeza não é o que eles queriam estar fazendo.
Há tempos que a advocacia vem sendo industrializada, não há tempo para ler, nem discutir teses, e não esqueçamos: as decisões judiciais também são industrializadas (essas como consequência da doença produtividade).
Hoje se constroem "potências jurídicas", tendo como bases de sustentação, os trocadores de nomes e números em peças processuais. É a indústria do copia e cola.
E a culpa é do advogado?
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