Bancas inglesas correm risco de falir em briga por assistência

Centenas de escritórios de Advocacia na Inglaterra podem ter de fechar suas portas em breve. A Ordem dos Advogados inglesa desistiu da guerra judicial contra a redução da assistência penitenciária, depois de sofrer uma derrota na Corte de Apelação. Com isso, apenas um terço do total de bancas escritas para defender pessoas carentes vai conseguir manter o serviço. As outras correm o risco de ir à falência, já que boa parte delas vive exclusivamente da assistência judiciária.

O anúncio da desistência foi feito na revista da Law Society of England and Wales. Segundo a entidade, a decisão da Corte de Apelação da semana passada, que manteve os cortes, é robusta o suficiente para inviabilizar um recurso à Suprema Corte do Reino Unido. A Ordem prometeu continuar batalhando, mas na base da conversa diretamente com o governo, e não mais na Justiça.

Com o fim da briga judicial, o corte na assistência judiciária já começa a valer. Em vez de 1,6 mil bancas cadastradas para prestar o serviço, o governo agora só vai aceitar 527 escritórios. O prazo para os interessados lutarem por uma vaga já está aberto e vai até maio. Além disso, também deve ser colocada em prática nova redução dos honorários advocatícios.

analucia disse:
03 de abril de 2015 às 09:08

No Brasil a Defensoria quer monopólio de pobre.

Em suma, este discurso de "ajudar pobres", mantém muita gente da área jurídica na mordomia. Ou seja, os pobres sustentam a mordomia das "classes superiores", tanto no Brasil como na Inglaterra.

GCS disse:
06 de abril de 2015 às 09:03

Com uma simples canetada o governo demonstra que quem manda na Inglaterra é o dinheiro e não os direitos. Esse é o fundamento da necessidade de defensoria estruturada e autônoma. Vejam o que ocorreu com o sistema que a Ana Lúcia /Daniel quer instituir no Brasil. A crise econômica sempre prejudica os carentes. Ninguém reclama quando reduzem ipi de carros, mas sempre gritam quando gastam mais com a defesa da pessoa hipossuficiente.

GCS disse:
06 de abril de 2015 às 10:06

Com uma simples canetada o governo demonstra que quem manda na Inglaterra é o dinheiro e não os direitos. Esse é o fundamento da necessidade de defensoria estruturada e autônoma. Vejam o que ocorreu com o sistema que a Ana Lúcia /Daniel quer instituir no Brasil. A crise econômica sempre prejudica os carentes. Ninguém reclama quando reduzem ipi de carros, mas sempre gritam quando gastam mais com a defesa da pessoa hipossuficiente.

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