Eduardo Cunha aceita pedido de impeachment da presidente Dilma

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu abrir um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (2/12) e informada em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara.

José Cruz/Agência Brasil

Presidente Dilma Rousseff enfrentará processo de impeachment protocolado pelo advogado e ex-petista Helio Bicudo.
José Cruz/Agência Brasil

A decisão é reflexo direto do processo de cassação de Cunha, na Comissão de Ética da Câmara. Os deputados da Comissão devem decidir se abrem ou não o processo. O andamento do impeachment significa que Cunha teve a certeza de que o processo será aberto — e que, portanto, foi derrotado no colegiado.

O presidente da Câmara contava com o apoio de nove dos 21 deputados da Comissão de Ética. Precisava de mais dois votos, e o PT tem três cadeiras no colegiado. Por isso, negociou com a presidente: se a bancada do PT apoiasse, arquivaria o pedido de impeachment, decisão irrecorrível. A mensagem que ele queria passar aos deputados petistas era “votando em mim, você diz para seus eleitores que está votando na continuidade da presidente Dilma”.

Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara

Decisão de Eduardo Cunha indica que Comissão de Ética da Câmara deve abrir processo de cassação contra ele.Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara

Não funcionou. A liderança do PT orientou que se votasse contra a abertura do processo de cassação de Eduardo Cunha. Porém, nesta quarta, Cunha teve a notícia de que os deputados do PT com assento na Comissão de Ética não pretendiam seguir a orientação da presidente.

O pedido de impeachment a que Cunha deu seguimento foi o protocolado pelo advogado Helio Bicudo, ex-procurador de Justiça, ex-vice-prefeito da gestão Marta Suplicy em São Paulo e ex-petista. O ex-presidente do PSDB e advogado Miguel Reale Jr. também assina o pedido.

A base do pedido são as chamadas pedaladas fiscais: manobras do governo de atrasar repasses do Tesouro a bancos públicos, fazendo com que as instituições financeiras virem credoras da União, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Tribunal de Contas entendeu que a manobra, posta em prática em 2014, foi ilegal e deu parecer pela rejeição das contas de 2014, o que ainda não foi analisado pelo Congresso. Parecer do Ministério Público de Contas afirma que o mesmo mecanismo foi usado neste ano.

"Quanto ao pedido mais comentado por vocês, proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse Cunha, em entrevista coletiva.

Ramiro. disse:
02 de dezembro de 2015 às 20:22

Já estão dizendo que vão recorrer ao STF para anular a decisão que permitiu a tramitação de processo, à alegação de que o STF proibiu o rito...
Vamos ver qual a coerência do STF que decreta prisão de Senador, se o mesmo STF proibir a Câmara de deliberar sobre o pedido de impeachment...
Infelizmente tenho motivos para acreditar que o STF pode assumir uma posição contraditória...

Professor Edson disse:
02 de dezembro de 2015 às 20:36

Mas existem N fatores que justificam o impeachment da presidente, e o pior é que todo mundo sabe disso, até ela.

Sérgio Renault disse:
02 de dezembro de 2015 às 20:37

O pais realmente está perdido, é o cúmulo a forma como se está fazendo política no Brasil, não existe a menor cerimônia que interesses próprios serem abertamente negociados entre os poderes.
Não vou entrar no mérito sobre Impeachment ou cassação, só gostaria de deixar claro que esse comportamento das duas partes é completamente anti-republicano e anti-democrático.
Brasília virou um balcão de negócios que nada tem a ver com representação popular ou democracia.

Marcos Alves Pintar disse:
02 de dezembro de 2015 às 20:54

Os jornais estão dizendo que o próprio grupo de Dilma achou melhor o recebimento do pedido. O País está no fundo do poço, e não há mais como continuar. A impeachment de Dilma é bom até para a própria Dilma, pois logo não haverá recursos sequer para pagar o salário dela. Muito melhor ela voltar para a lojinha de R$1,99 no Rio Grande do Sul, de onde nunca deveria ter saído.

Observador.. disse:
02 de dezembro de 2015 às 21:08

É que os fatos parecem não interessar muito.
Como se houvesse o Brasil real e o Brasil-da-outra-dimensão.
No Brasil real a economia está em frangalhos, a desindustrialização é evidente, o desemprego está em níveis desesperadores, doenças graves estão com força total, infraestrutura sucateada, segurança pública com índices de países em guerra, uma empresa de ponta foi roubada e quebrada (Petrobrás) e a lista de graves problemas é interminável.
Mas, no Brasil-da-outra-dimensão, parece que as coisas são mais brandas.Por isso é difícil apontar responsáveis e os trâmites de qualquer medida saneadora andam a passos de países de primeiríssimo mundo, onde a estabilidade econômica e social permitem uma análise sem urgência sobre qualquer assunto.
Caiam na real.O Brasil está afundando e alguém precisa fazer algo!

Fernando José Gonçalves disse:
02 de dezembro de 2015 às 21:56

Pelo menos uma das grandes preocupações do país está relativizada: a "MICROCEFALIA". EOs cientistas desconheciam mas o primeiro caso da doença ocorreu há cerca de pouco mais de 60 anos, no Rio Grande do Sul e acometeu uma mulher, filha de um imigrante Búlgaro. Apesar dos pesares a vítima número 1 sobreviveu, derrotou o "ZIKA VIRUS" , e, mesmo com um cérebro do tamanho de um grão de feijão, conseguiu chegar a Presidência do Brasil pelas mãos do outro anencéfalo e acabou por "zikar" de vez essa zona.

Chiquinho disse:
02 de dezembro de 2015 às 23:13

CABARÉ DE OTÍLIA
Brasília está pior do que o Cabaré de Otília. Lá era uma zona do mais baixo meretrício, mas os “quartos” eram limpos, organizados, sem “sujanças”. Entre as mulheres da vida difícil havia ordem, organização, disciplina e moral, solidariedade e respeito. Se alguém tentasse roubar, “lancear” ou mesmo “passar as patas” (subtrair) qualquer objeto de cliente bêbado “dando sopa” seria punido/a exemplarmente pela dona do cabaré: Maria Bago Mole, cujo bordão todos conheciam: Se eu não por ordem nesta merda não é um cabaré; é uma zona sem respeito onde todos os canalhas mandam e me desmoralizam.
Tiririca, que de besta só tem as “zureias” e os “trololós”, disse que o Congresso Nacional era pior do que um Circo em se tratando de organização, ordem e respeito. Vou mais adiante: Brasília com o deputado fuderal Eduardo Acunha mandado e desmandado e desmoralizando todos os seus pares, e a Presidência da República sendo conduzida por uma “Deby Loyda” sem rumo, estamos todos fritos e mal pagos até a chegada de um novo Antônio Conselheiro, ou Jesus Cristo! Mas esses já estão mortos!

hammer eduardo disse:
02 de dezembro de 2015 às 23:44

Depois do Pais ficar paralisado por um ano inteiro nesta verdadeira briguinha de comadres , eis que aos 45 do segundo tempo depois de varias marchas e contramarchas o nosso "probo" presidente da câmara resolve finalmente escolher um lado do muro e seguir por ele . Para quem entende de politica um pouco , existe uma percepção de que Cunha prepara agora o famoso "abraço do afogado" em dilmão , neste caso tecnicamente afundam os dois abraçados. Cunha com sua trajetória ( ou seria melhor dizer prontuario?) politica dispensa maiores comentários pois como dizia a saudosa Aracy de Almeida , "- Não resta a menor duvida...." . Enfim este é o Brasil que "temos para hoje" pois um escroque empurra para o precipício uma verdadeira líder de quadrilha , me lembra muito também o encrencado Roberto Jefferson que de pilantra de carteirinha virou Heroi nacional quando em 2005 depois de ter ficado excluído da "festa do mensalão" , botou a boca no trombone e atirou quilos daquela famosa matéria fecal no ventilador , o resultado pratico em termos de punições foi ridículo pois logo a ratada de alto coturno estava em casa com tornozeleiras ou não. Agora temos um desdobramento técnico da lama podre já que NINGUEM escapa e agora vamos para mais um capitulo complexo. Fica a duvida agora de no caso de conseguirem empurrar o pepino para o STF "cumpanheiru" infestado de 8 membros indicados pela petralhada , sera também a hora da verdade deles em relação a opinião publica que via de regra se lixam solenemente mas ficam bem incomodados. O Brasil se aproxima de sua hora fatal quando decidirá se continuaremos uma republiqueta bananeira bem vagabunda como atualmente ou poderemos guinar para qualquer lado que não seja esta esquerda de bandidos e ladrões

Gabriel da Silva Merlin disse:
03 de dezembro de 2015 às 00:51

Todos sabemos que o Governo Dilma está vivendo "a cada dia sua agonia", e o objetivo principal deles é fazer com que a presidente consiga concluir o mandato presidencial.

Mas o incrível nisso tudo é como a presidente não consegue fazer absolutamente NADA para resolver a situação, ela está simplesmente paralisada querendo apenas saber de terminar o mandato e ir empurrando todo o resto com a barriga.

Tanto que eles teriam que votar até o final do ano ainda a DRU, Lei Orçamentária e Lei de Diretrizes Orçamentárias. Isso as medidas que são PARA ONTEM, fora todas as outras que precisam ser feitas o quanto antes.

Enfim, ela perdeu totalmente a capacidade de governar, e mesmo que ela não sofra o impeachment vai continuar nessa lenga lenga. Arrisco a dizer que se ela não sofrer o impeachment as coisas devem piorar ainda mais.

George Rumiatto disse:
03 de dezembro de 2015 às 01:53

Curioso que todos os veículos informam que a abertura do processo de impedimento se deu porque não houve acordo para livrar a pele do sr. Eduardo da Cunha no Conselho de Ética. Lamentável.
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Cogitar que a malfadada prática de usar recursos da CAIXA para pagar benefícios sociais e, só depois, ressarcir o Banco, possa levar ao impedimento da Presidente da República é algo risível.
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Primeiro, essa conduta já era adotada nos governos FHC e Lula, sem que se falasse em crime de responsabilidade. Segundo, as contas da CAIXA não fica(va)m deficitárias por mais de 30 dias. Terceiro, isso é banal e o país tem problemas mais graves para se preocupar.
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Para que se arranque o mandato de um Presidente da República democraticamente eleito - medida da mais alta gravidade -, concordemos ou não com sua gestão, é preciso que o mandatário pratique conduta extremamente grave e danosa à nação, proporcional, portanto, à medida imposta. A toda evidência não é o caso.
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Desgaste desnecessário neste momento pelo qual passa o Brasil. Para nada, porque, ainda que desmobilizada a base aliada, não se há de encontrar 2/3 de Deputados para admitir acusação.

J. Ribeiro disse:
03 de dezembro de 2015 às 04:00

Uma boa oportunidade de finalmente pedir para sair. Aonde andou deixou sua marca - da incompetência.

Advi disse:
03 de dezembro de 2015 às 06:13

Uma correção : o pedido foi aditado para incluir os atos de 2015, e não apenas os atos de 2014.

E o PT não pode dizer que a aprovação do pedido é retaliação, já que a Dilma, em seu discurso ontem, afirmou que não faz este tipo de acordo, de salvar o Cunha em troca da rejeição do pedido de impeachment.

Zé Machado disse:
03 de dezembro de 2015 às 07:57

Se esse calhorda tivesse um mínimo de respeito pelo povo brasileiro e a bem dele, já deveria ter renunciado ao cargo. Passou o ano todo travando uma guerra contra o executivo e travando também até o último suspiro, cínica e mediocremente o regular funcionamento das instituições e a situação ainda tende a piorar com maior prejuízo ao povo. É o maior show de canalhice já apresentado na arena do congresso por um calhorda comprovadamente criminoso.

Flavio Henrique Santos de Barcellos disse:
03 de dezembro de 2015 às 08:07

Pedido de Impeachment. No atual momento o que vai ajudar? Michel Temer assumir? O que fico feliz é como as instituições estão mais sólida e fez com que deflagrasse um dominó de corrupção até o covarde Eduardo Cunha afirmar que está exercendo a vontade absoluta do povo. É ele é a vontade do Povo? Não existem motivos legais para crimes de responsabilidade por mais eu não esteja satisfeito com gestão de Dilma, ela ainda é fruto de um democracia. Criar holofotes de para um politico corrupto que negocia sua inocência em bancadas. Ainda por cima tá ordem sucessória. Talvez vire o presidente!!! É pra chorar como está a politica em nosso Brasil.

Veritas veritas disse:
03 de dezembro de 2015 às 09:07

Para o impeachment basta a prática de crime de responsabilidade. Foi o que Dilma praticou. Não interessa se A ou B também praticaram. Dilma precisa responder por seus atos e, de quebra, fazer o favor de livrar o Brasil de sua incapacidade, sua incompetência e sua arrogância.

Ricardo Cubas disse:
03 de dezembro de 2015 às 09:47

Estamos diante do maior jogo de cena nunca antes visto neste país. Todo o cenário é para salvar Dilma e Cunha.

Da forma como foi iniciado o processo de impeachment (por Cunha como uma vingança), no tempo (final do ano e início do recesso parlamentar), com apenas um dos pedidos deferidos (poderia ter aprovado todos os argumentos em grupo) e por quem (pelo sujeito que está com processo de cassação em aberto), NÃO HÁ MEIOS DO PROCESSO DE IMPEACHMENT SER LEGÍTIMO para que 342 deputados o aprovem.

De outro lado, Cunha deu um aviso de que se seu mandato não for salvo pela bancada petista, ele simplesmente continuará a ser um grande obstáculo para o Governo até o final do mandato. Talvez, o próprio PMDB não queira assumir a presidência com Temer, havendo consenso no partido de que é melhor manter Dilma até 2018, com a economia em frangalhos.

Nesse jogo de cena, o PT se posa bom moço pq não cedeu inicialmente a Cunha (mas, depois, vai ceder... podem escrever isso aí).

E Cunha se posa de mocinho, pq iniciou um processo de impeachment contra a pior presidenta de todos os tempos (só que eivado de ilegitimidade).

Estou cansado de ser enganado... Nos próximos dias, Dilma e Cunha verão toda a mídia agir exatamente da forma que eles querem... um jogo de cena que poucos conseguem enxergar para salvar a ambos... Não tenho dúvidas disso.

JA Advogado disse:
03 de dezembro de 2015 às 10:19

Dilma diz que foi eleita democraticamente. Ora, o impeachment existe exatamente para isso - para julgar os atos praticados por quem foi eleito democraticamente. Alega que não praticou nenhum ato condenável - esse é um juízo a respeito de si mesma. O processo de impeachment também existe exatamente para isso - para julgar os atos dela. E finalmente: é golpe ! Ora, é melhor que seja "apeada" do poder dessa forma do que por um golpe militar. Não pode ser chamado de golpe o uso de um instrumento constitucional. Ela que fique na dela e aguarde.

Willson disse:
03 de dezembro de 2015 às 11:30

Com o tempo e o aprofundamento da recessão, provavelmente os golpistas obterão, ao longo dessa eterna sangria, os hoje improváveis 342 votos necessários para derrubar a presidente eleita. O PMDB, que há muito é governo, continuará a sê-lo. PT tende à extinção. PSDB, sempre em cima do muro, será de lá resgatado e, partido da massa cheirosa que é, mais uma vez se livrará de sujar suas fofas garrinhas. O Temer sequer se ruborizará por ter alcançado a titularidade do governo mediante uma humilhante e nojenta chantagem praticada por um de seus membros. A eleição mesmo, quem ganhará é a Marina. Não sei como isso irá entrar para a biografia do Temer, aquele que, em toda campanha é acusado por religiosos fundamentalistas retardados, de ter selado pacto com o cramunhão, em troca do poder político, longevidade e dinheiro. Como será que tudo isso entrará para os livros de história? Well... teria eu subestimado as visões patéticas dos fundamentalistas?

Veritas veritas disse:
03 de dezembro de 2015 às 11:48

O que é constitucional não é golpe. Golpe é manter-se no cargo após os crimes de responsabilidade fiscais e o estelionato eleitoral praticado por Dilma.

eletroguard disse:
03 de dezembro de 2015 às 11:53

Dizem que as chamadas 'pedaladas fiscais' (manobras do governo de atrasar repasses do Tesouro a bancos públicos, fazendo com que as instituições financeiras virem credoras da União) são proibidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas ninguém mostra o texto da lei que proíbe isso...

Dizem que a Dilma teria praticado crime de responsabilidade - o que justificaria o pedido de impeachment - mas ninguém apresenta provas concretas desse 'crime'...

Para mim, a única coisa que está bem clara é o GOLPE que estão querendo dar na democracia brasileira. Não aquele velho golpe militar, mas um novo tipo de golpe: o golpe jurídico neoliberal...

Um golpe aparentemente justo e democrático, sem tanques, armas, torturas ou mortes. Um golpe novo, no qual se pratica o terrorismo político e econômico, atentados televisionados contra o povo brasileiro e contra a soberania do Brasil...

São as mesmas 'forças ocultas' que derrubaram Getúlio Vargas, que apoiaram o antigo golpe militar, que agora querem ganhar só no 'grito'...

Gilberto Serodio Silva disse:
03 de dezembro de 2015 às 12:02

Um país de Hienas onde cafetão se apaixona, prostituta tem orgasmo e agiota não oficial perdoa dívida.

Aqui a regra é exceção. Devemos ser motivos de escárnio e piadas. Imaginem a Camara dos Deputados dos USA presidida por Eduardo Cunha que usa das prerrogativas e poder do cargo para tentar escapar a cassação, porque sabe que será enviado para o Exmo Juiz Federal de Direito Sérgio Moro.

Perdemos o senso, o oriente e o ocidente. Como alguém sem reputação ilibada, desprovido de caráter e escrúpulo comandando os representantes do povo.

Quero ver a agora a dita oposição votar contra a continuidade do processo disciplinar contra Cunha.

Cunha colocou a corda no pescoço e chutou o banquinho e a oposição agora em sinuca de bico, não percebeu a armadilha política.

amigo de Voltaire disse:
03 de dezembro de 2015 às 13:03

Que o diabo carregue ambos!

alvarojr disse:
03 de dezembro de 2015 às 13:42

As exceções ficam por conta de uns poucos que agem por iluminismo exacerbado e dos apaniguados das famigeradas CUT, UNE, MST...
Uma presidANTA que, assim como seu mentor, obviamente não sabe de nada das falcatruas dos seus pupilos como Cerveró e Delcídio. A ignorância dela só desaparece ao lançar impropérios contra seus críticos.
Os defensores desse PosTe nem ao menos se incomodam com a mudança na narrativa: primeiro não havia crise nem pedaladas fiscais, depois as pedaladas teriam sido praticadas por outros governos, aí então a crise passou a ser decorrência da conjuntura internacional (apesar de o nível de emprego vir crescendo continuamente nos EUA).
Duvido que os apaniguados realmente acreditem nesse conto de fadas petista. Essas pessoas defendem esse governo com unhas e dentes em razão dos seus próprios interesses espúrios e apenas fingem acreditar nessa lorota.
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

preocupante disse:
03 de dezembro de 2015 às 13:49

Se estivessemos em um país de políticos sérios, Dilma não teria sido sequer eleita. Mas, mesmo sem considerar essa hipótese, sem o jogo da barganha que havia entre o governo e base aliada com o presidente da câmara, esse processo de impeachment já teria sido instaurado há meses.

Carlos Bevilacqua disse:
03 de dezembro de 2015 às 14:10

Independentemente de quando, de quem, ou de qual governo partiu essa situação, de quem estaria sujeito à cassação ou impedimento, prisão ou tornozeleira – é bom que se apurem logo as responsabilidades e se busquem as alternativas cabíveis para superar a crise, pois não se justifica que todos os brasileiros e brasileiras continuem a ser desrespeitados e vitimados pela tapeação, pelas deficiências na educação e saúde – que aparentemente transparecem até mesmo pela forma incompetente de ação e expressão de alguns – e pelo desgoverno.
Agora, os livros de história deveriam refletir – como produto do trabalho científico dos historiadores, com independência e imparcialidade, de forma totalmente apolítica e apartidária, sem tendenciosidades ou ladainhas ideológicas –, analiticamente e com precisão, os fatos e fatores que realmente levaram o Brasil ao presente estado e os respectivos efeitos causados à população brasileira.
Obviamente os historiadores mencionariam (também) como, quando, onde, por que e para quem foram destinados ou aplicados os recursos tributários arrecadados dos cidadãos-contribuintes-eleitores brasileiros, e sobre como, quando, onde, por que e para quem se deu o retorno desses recursos indevidamente.
É o que, antes de tudo, se espera dos representantes das instituições democráticas.

ELLOPES disse:
03 de dezembro de 2015 às 14:17

A decisão do Presidente da Câmara é nula, pois descumpriu a liminar concedida na Medida Cautelar na Reclamação n. 22.124 do STF, que impediu o Presidente da Camâra de analisar qualquer pedido de impeachment até o julgamento final da Reclamação, o que ainda não ocorreu:
"15. Ante o exposto, no exercício de juízo de delibação, notadamente precário, ao exame do pedido liminar, suficientemente demonstrados o periculum in mora e a plausibilidade jurídica – fumus boni juris – da tese,
forte nos arts. 14, II, da Lei nº 8.038/1990 e 158 do RISTF, concedo a medida acauteladora para, nos moldes pretendidos, suspender os efeitos da decisão proferida pelo Presidente da Câmara dos Deputados em resposta à Questão de Ordem nº 105/2015, bem como os atos que lhe são decorrentes, até o julgamento final da reclamação, e para determinar à autoridade reclamada que se abstenha de receber, analisar ou decidir qualquer denúncia ou recurso contra decisão de indeferimento de denúncia de crime de responsabilidade contra Presidente da República com base naquilo em que inovado na resposta à Questão de Ordem 105/2015."

Chiquinho disse:
03 de dezembro de 2015 às 14:45

ESCANDILICE E ESTELIONATISMO
Frase dita por um sofrido passageiro no metroviário aqui no Recife, que todos os dias viaja do bairro do Alto da Foice até o Hospício de Atapu, em Itamaracá, para trabalhar mais de 8 horas por dia, ganhar mísero salário mínimo para sustentar a esposa cega, dois filhos relativamente incapazes, cinco vira-latas e a si próprio, quando indagado sobre essas putarias que estão ocorrendo em Brasília sobre o impíchime, a maior imoralidade terceiro mundista já ocorrida no mundo:
- Meu fio, todo esse escandilismo é puro estelionalismo, provocado por quem não tem vergonha na cara e caráter no proceder. Se nessa briga de foice não tivesse em jogo Poder e Dinheiro nada disso estava acontecendo. O Poder e a ganância do homem por dinheiro ainda vão destruir o mundo. A pergunta que se faz hoje não é que nação vai se deixar para o futuro, mais sim: que futuro vai se deixar para a nação. Você acha que esses homens que estão provocando essa patifaria no Congresso estão pensando no povo? Bestas fomos nós que elegemos eles para praticar esses escandilismos e estelionatismos.

alvarojr disse:
03 de dezembro de 2015 às 14:57

Recentemente, o senador Fernando Collor publicou um texto no jornal "Folha de S. Paulo" em que tacha o impeachment de 1992 como uma "quartelada parlamentar".
O PT vai tentar de tudo para se manter no poder inclusive um revisionismo histórico. Vai dizer que não apoiou o impeachment de Collor (que agora é seu fiel aliado) e que tanto em 1992 como agora o que ocorre é uma "quartelada parlamentar".
Não há limites para a criatividade e a falta de vergonha na cara dos petistas.
Não haverá inovação num ponto do discurso: a culpa pelo mensalão e pelo petrolão continuará sendo da imprensa que "persegue" o PT.
Álvaro Paulino César Júnior
OAB/MG 123.168

J. Ribeiro disse:
03 de dezembro de 2015 às 18:18

Não se trata evidentemente de apenas as questões de desrespeito a lei orçamentária, que de fato ocorreram, mas de um câncer que colocaram no poder executivo, que precisa ser extirpado sob pena de contaminar todo o organismo.
Por outro lado, a escolha da presidente Dilma foi um erro. Nesse ponto acho que todos concordam. Tudo que aconteceu de ruim neste país nos últimos anos passou por baixo do nariz da presidente (Eletrobrás, Petrobrás, Casa Civil, BNDES, BB, CEF, dentre outros).
Se ela não é considerada deficiente, como então não conseguiu ver os rombos e desacertos nas pastas em que presidiu?

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